a ervilha cor de rosa
blog shop etc.

Res civica

pela taxa sobre os sacos de plástico

06 de December, 2007

saco de plastico

Já dei a minha opinião sobre a distribuição gratuita de sacos de plástico aqui e aqui. Como não podia ficar indiferente à notícia de que o governo pretende recuar na intenção de introduzir (finalmente!) uma taxa sobre os ditos criei uma petição online chamada

Pela taxa sobre os sacos de plástico

e peço a todos os que estiverem de acordo que a assinem também e que ajudem a divulgá-la.

Fotografia de Luísa Cortesão.

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toma e embrulha

02 de November, 2007

embrulha

Um email que recebi esta manhã:

(...) Neste momento estou a estagiar na divisão de ambiente da CM Seixal e estamos a organizar, para o dia 24 de Novembro (sábado), um atelier de embrulhos ecológicos a realizar no shopping rio sul, de forma a sensibilizar as pessoas para a diminuição do desperdicio e dar algumas ideias de como poderão começar pelos seus embrulhos de Natal... Nós não temos muito jeito nem imaginação e por isso venho contactá-la para saber se poderá estar interessada em participar ou se conhece alguém que esteja disponivel. A iniciativa durará o dia todo, mas contamos conseguir reunir 4 ou 5 pessoas de forma a preenchermos dois turnos de 4 horas (mais 1h30 de intervalo pelo meio)...
Por favor diga-me se é possível esta nossa pretensão, se conhece alguém interessado, etc...
(...)

Quem tiver boas ideias ou se quiser oferecer pode deixar um comentário ou contactar directamente a Ana Cortiçada para anacorticada arroba gmail ponto com. Na fotografia estão embrulhos meus de há três anos: durante cerca de um mês abri com x-acto todas as cartas e depois pintei e carimbei os respectivos envelopes.

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blog action day

15 de October, 2007


hoje só lixo, originally uploaded by *L.

Ainda na continuação deste post e dos comentários que suscitou:

Levo sempre sacos de casa para o supermercado, mas como hei-de evitar aqueles sacos pequenos para a fruta e legumes e as outras embalagens?

Os sacos transparentes também podem ser reutilizados, apesar de não ser assim muito prático andar com um monte de saquinhos de um lado para o outro. Podem fazer-se ou comprar-se sacos leves e reutilizáveis para os substituir (como estes) mas, pensando bem, na maior parte dos casos o seu uso pode ser evitado. Levando uma cesta ou um saco extra para os transportar, quase todos os vegetais (tirando os mais pequeninos) podem ser arrumados e pesados sem ser preciso um saco para cada um. Afinal, já havia idas ao mercado (para não falar nos vegetais propriamente ditos) muito antes da invenção dos plásticos. Quanto às outras embalagens excessivas, é uma questão de optar pelas marcas e lojas que não recorrem a elas.

Uso os sacos do supermercado para pôr o lixo. Há alguma solução mais ecológica?

Os sacos da maioria dos supermercados são tão finos que é preciso usar dois ou três para acondicionar decentemente o lixo doméstico. Por outro lado, comprar sacos do lixo não biodegradáveis é incentivar a produção de ainda mais sacos. O ideal seria os supermercados recorrerem apenas a sacos biodegradáveis que fossem vendidos (para controlar o seu consumo) e suficientemente resistentes para acondicionar o lixo. Para o conseguir, nada como pressionar os responsáveis.

Aqui fica uma possível carta a enviar (eu já o fiz) aos supermercados e outras lojas em que fazemos compras habitualmente, a adaptar e editar a gosto:

Ex.mos Srs.,

Sou cliente habitual do [nome do supermercado] e venho apresentar-vos algumas sugestões cuja aplicação em muito melhoraria a vossa imagem junto dos consumidores enquanto empresa empenhada na protecção do meio-ambiente e, pessoalmente, me daria razões para continuar a fazer compras nas vossas lojas:

1. Introduzir uma pequena taxa sobre os sacos de compras que actualmente o(s) vosso(s) estabelecimento(s) cede(m) gratuitamente aos clientes, à semelhança do que acontece por exemplo nos supermercados da marca Minipreço.

2. Incentivar os clientes a trazerem de casa sacos de compras reutilizáveis, em pano ou noutros materiais, através da sensibilização do pessoal que trabalha nas caixas registadoras.

3. Optar por plásticos 100% degradáveis (d2w) ou oxi-biodegradáveis, tanto para os sacos de compras como para os sacos transparentes da fruta e legumes e outras embalagens (de vegetais, charcutaria, etc.) usados nas vossas lojas.

4. Optar por plásticos 100% degradáveis (d2w) ou oxi-biodegradáveis para os sacos de lixo da vossa marca própria.

5. Incluir no website da vossa marca uma secção que informe os consumidores acerca da política da vossa empresa no que diz respeito às questões ambientais.

Os cerca de 150 sacos de plástico por pessoa produzidos anualmente acarretam graves consequências para o meio ambiente: para além de a sua produção implicar o consumo de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes, cerca de 90% destes sacos acabam a sua vida em lixeiras, como lixo ou como contentores de desperdícios (fonte: Wikipedia).

A distribuição gratuita de sacos de plástico, que é prática do [nome do supermercado], é já proibida em países europeus como a Bélgica, Irlanda e Dinamarca, sendo cada vez mais sinónimo de atraso em termos de consciência ambiental.

Com os meus melhores cumprimentos,

[Nome]

Sugestões para melhorar o texto são bem-vindas.

No âmbito da iniciativa Blog Action Day, ao clicar nos anúncios da coluna da direita durante o dia de hoje estará a doar alguns cêntimos à Quercus.

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verde que te quero verde

14 de October, 2007

Amanhã, dia 15, é o Blog Action Day. A iniciativa é fácil de explicar: os autores de blogs que decidirem aderir vão escrever sobre a protecção do Meio Ambiente. O quê e sobre quê é à escolha de cada um. Quem quiser poderá também usar publicidade no blog para angariar fundos e doá-los a uma instituição ambientalista. A ideia é pôr o maior número de pessoas possível a pensar sobre o assunto e levar quem tem pensado pouco a mudar. Mesmo que seja só de lâmpadas.

Para além da Rita, que já mo confirmou, quem mais aderiu?

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real men save the planet

28 de September, 2007

baggu

Para não trazer para casa sacos de plástico, tenho sempre na mala sacos de pano. Normalmente este e este, às vezes outros. Nalgumas lojas ainda acham esquisito, noutras conhecem-me a mania. Como raramente vou ao supermercado e o F. não se revê propriamente nas chitas, comprei-lhe uns Baggu. Não tendo nada de particularmente novo (nem o material nem o feitio), são muito bonitos e bem acabados. O site, conciso e informativo, não lhes fica atrás.

E ainda hei-de experimentar fazer um assim.

PS, em resposta aos comentários: aqui há um texto interessante (Sacos de compras aos milhões - não se consegue fazer link directo) sobre as medidas tomadas em Portugal por alguns supermercados e aqui uma carta com algumas sugestões, a preencher e enviar ao supermercado em que habitualmente se faz compras. Para conhecer melhor a dimensão do problema que os sacos de plástico representam, vale a pena ler o artigo da Wikipedia.


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o meu lixo

03 de May, 2007

como reciclar tecidos

Apesar de aproveitar grande parte das sobras de tecido para peças mais pequenas, patchwork e (agora também) rodilhas, as sobras das sobras são tão pequenas e tantas que não têm destino possível que não o de serem recicladas. A questão é onde e como. Escrevi para a Sociedade Ponto Verde e para o Instituto dos resíduos, mas ainda não tive resposta. Alguém sabe?

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não, obrigada

28 de March, 2007

Há o correio bom e há o outro, que não pedimos, que não queremos e que nos vem à mesma ter às mãos. É um total desperdício de energia e matérias-primas e, mesmo que fosse todo encaminhado para a reciclagem, muito melhor seria não o recebermos de todo. Outra aberração dos nossos dias é o telemarketing, que não pede licença, interrompe e incomoda. Numa rápida pesquisa, googlei uma medida que vai além do célebre autocolante de colar na caixa do correio e que pode poupar um monte de árvores. Até porque muita desta publicidade vem endereçada e contra essa os poderes do dístico são nulos (curiosamente uma das empresas mais gulosas de dados e prolífica em lixo postal é a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor). Fiquei a saber que existe uma coisa chamada Lista Robinson, e que as empresas não podem, por lei, enviar correspondência ou telefonar para as moradas/números de telefone nela incluídos. Ora, em vez de devolver cada carta destas empresas exigindo ao abrigo da lei a eliminação dos meus dados, como tenho feito, vou mandar já amanhã uma carta para a Associação Portuguesa de Marketing Directo, com a ajuda desta minuta e cortar o mal (que não mais árvores) pela raiz. O processo está explicado aqui, numa página do Instituto do Consumidor que também permite pedir por email o autocolante anti-publicidade não endereçada. Depois, fica só a questão das duas palavras da Vírgula.

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no coração da mãe (e do pai)

12 de February, 2007

o coração da mãe
é que a vida começa.

Obrigada!

PS: apenas comentários cujo autor forneça um endereço de email válido serão publicados.

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eu voto SIM

09 de February, 2007

vota sim
Uma e outras imagens pelo Sim, os meus argumentos e os daqueles ao lado de quem fiz a campanha de há nove anos.

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vale a pena

02 de February, 2007

A poucos dias do referendo e porque votar, pensar antes de comprar e reclamar do que está mal fazem parte do pacote da cidadania responsável, não queria deixar de comemorar por escrito duas pequenas vitórias em dois pequenos assuntos:

1. Anúncios impróprios colados aos desenhos animados da 2: Assim que passou a ser possível contactar o Provedor do Telespectador, fi-lo e tive resposta imediata.

2. Restaurante do Largo do Carmo: recebi hoje carta da ASAE, informando-me que a minha denúncia foi devidamente averiguada, tendo-se agido em conformidade.

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argumentos

30 de January, 2007

Estranho seria se todas as pessoas que frequentam este blog estivessem tão decididas como eu a votar SIM no referendo. Algumas manifestaram-se nos comentários, outras não. Creio que poucas delas serão mães, como creio que poucas mães acharão desejável que o Estado puna quem já tem em si a mágoa de não ter podido trazer ao mundo um (ou mais um) filho. Para elas, este post:


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the-safety-pin org

27 de January, 2007

the safety pin org
Mãe por ignorância, incúria ou acidente? Não, obrigada. Mãe consciente, mãe por opção.

The Safety Pin Org
(obrigada, Rita, por me teres relembrado este site)

A ler, o SIM da Ana.

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idem aspas

25 de January, 2007

Ainda não tinha dito aqui que sou mandatária do Movimento Jovens pelo Sim. Enquanto não escrevo o(s) post(s) que quero sobre o que me leva a votar SIM no próximo dia 11, subscrevo e recomendo o que diz a Elsa Castelo num dos blogs de que mais gosto: 1, 2 e 3.

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o fabuloso destino da impressora velha

23 de August, 2006

Num um artigo no DN de hoje fiquei a saber que, para além do dever, os cidadãos também têm o direito (pago) de ver os seus pequenos electrodomésticos velhos recolhidos e reciclados. A empresa de gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) que o artigo refere (Amb3E) esclarece aqui que a loja onde comprarmos (por exemplo) uma nova impressora deve receber ou recolher e encaminhar gratuitamente para a reciclagem a nossa impressora velha. E o que fazer à impressora mais velha ainda que está a apanhar pó no cimo da estante e que já ninguém sabe onde foi comprada? O Centro de Atendimento ao Munícipe (de que sou utente satisfeita) esclarece: pode pedir-se aos serviços da câmara que venham buscá-la (gratuitamente) ou entregar directamente na Valorsul.

De link em link, ainda descobri o Clube das Embalagens que responde (entre outras) à dúvida frequente acerca do destino certo para as embalagens Tetra Pak (porque ninguém precisa de uma carteira nova todos os dias).

Mais informação sobre REEE no site do Instituto dos Resíduos.

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2: (ainda)

13 de July, 2006

Ainda o mesmo assunto (cf. partes 1, 2 e 3):

Nas últimas semanas a E. raramente tem visto o ZigZag. Às vezes porque àquela hora (a única a que pode ver televisão) está a brincar, outras vezes porque tem dois dvds novos (Charlie and Lola e A Flauta Mágica acabada de sair com o Público) e ainda mais algumas porque está a jogar Katamari (sim, é verdade). No entanto, nos dias em que ligámos a televisão para ver o Bob e o Réui (comigo de comando na mão, já desconfiada), voltámos a apanhar os tais anúncios. Noutros, assistimos a um clip de auto-propaganda em que duas professoras universitárias (Sílvia Saramago e Benedita Monteiro) afirmam confiar absoluta e exlusivamente na programação infantil da 2: (uma das duas diz mesmo que confia ao ZigZag a sua filha de três anos e meio). Ora eu não só não confio (é ver a programação do longuíssimo ZigZag da manhã) como não acredito que estas duas professoras o façam, pelo menos nas condições actuais (o anúncio, se não estou em erro, não é recente). Por outro lado, o provedor continua inacessível, meses depois de noticiada a sua nomeação.

Face à ausência de resposta não automática do canal, o que fazer agora?

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dois três

25 de May, 2006

Espectadores do ZigZag procuram-se. Esta semana só vimos uma vez mas, nesse dia, nada de anúncios a séries imprórpias para crianças. Conseguimos?

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2: parte 2

18 de May, 2006

Depois de protestar no sítio certo é preciso exigir uma resposta. Ao ver que não tinha sido a única a questionar a RTP sobre os anúncios antes e depois do ZigZag e a ficar sem retorno insisti (agora através do formulário existente nesta página). Responderam-me (!) com um email genérico (demasiado genérico) e assinado por um serviço (não por uma pessoa). A ver vamos o que se segue. Os emails:


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exigir ou deixar passar

17 de May, 2006

1. A E. vê com alguma frequência os desenhos animados do fim da tarde no segundo canal. É a única altura em que a televisão está ligada antes de ela se deitar e, depois de conhecer a programação, já aproveitei várias vezes esse bocadinho para fazer o jantar. Há cerca de duas semanas liguei a televisão à hora certa e apanhei a publicidade antes de os desenhos animados começarem (imagino que muitas outras crianças já estejam à espera àquela hora e nem todas com o pai ou a mãe ao lado): entre os anúncios, dois a séries impróprias para pequeninos (uma delas de terror). Cheguei mais ou menos a tempo ao comando e nesse dia aproveitei para verificar que no intervalo imediatamente a seguir ao espaço infantil a cena se repetia (tiros, sangue, gritos e gente com ar apavorado). Enviei à 2: um email, perguntando se não seria possível evitar este tipo de conteúdos nos dois espaços publicitários colados ao Zig-zag. Ainda não tive resposta nem pude conferir eventuais resultados do meu pedido.


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wip

04 de April, 2006

work in progress
Rendida às evidências, encomendei aqui o recheio (wadding) apropriado para terminar este projecto.

Sobre o assunto de ontem / eternamente pendente, constatei esta manhã com alívio que a Linha do Cidadão Idoso ainda está viva. Atenderam-me com a simpatia do costume mas as notícias que tinham estavam longe de ser boas. Pelos vistos a Autoridade de Saúde voltou a pronunciar-se sobre o assunto no final de 2005 para dizer o mesmo: no seu entender não há razão suficiente para fazer alguma coisa. Frustrada, questiono-me acerca do fundamento para este parecer. Sei bem que há (infelizmente), mesmo aqui no Bairro Alto, muitas outras pessoas a viver assim tão mal ou mesmo pior. Não pode ser essa a razão para não intervir a tempo (três anos de alertas deviam chegar e sobrar). Nas histórias parecidas de que tenho sabido a solução é invariavelmente a mesma: resolve-se o problema quando a pessoa em causa morre, mas não antes. Tenho vergonha de estar à espera.

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fresco

22 de February, 2006

verde
Num raro acto de fidelidade ao pequeno écran, vi ontem a terceira e última parte de um documentário que me apanhou de surpresa: Status Anxiety. Há alturas em que ser leiga (ou será da idade?) permite gostar ou não das coisas de uma maneira mais espontânea. Foi o caso: não conhecia o Alain de Botton, não li o livro, não tinha ouvido dizer a ninguém se era bom ou mau. Simpatizei com a realização, com o conteúdo - um misto de iniciação à Sociologia e tele-curso de auto-ajuda (o que escrito assim parece péssimo) - e ainda mais com as mensagens (/moral da história) de que é possível dar importância apenas ao que é mesmo importante e de que vale a pena lutar por ideais e viver de acordo com aquilo em que se acredita.

...na fotografia, frescos, tenros, biológicos, sápidos aneto e grelos de nabo.

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coisas públicas

10 de July, 2005

os têxteis
Totalmente na mouche, o cartoon do Miguel na Pública de hoje (p. 69). Quem lida com tecidos todos os dias não pode senão passar o tempo perplexo com a situação da indústria têxtil em Portugal e perguntar-se por que razão não se investe a sério em qualidade e inovação. E o mesmo vale para as grandes lojas de tecidos (pelo menos as de Lisboa, que são as que conheço), onde o panorama é desolador: já que quase só vendem tecidos espanhóis, por que não pelo menos apostar em escolher o que de bom se faz aqui ao lado?


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707

08 de July, 2005

Viver este dia e este outra vez. Com a televisão escondida por detrás do sofá, duas mesas e todas as ferramentas, sem ser ligada há dias, só à tarde sabemos do que se passou ontem em Londres. Vejo os londrinos mais calmos do que alguma vez algum português seria na mesma situação e, consciente de que esta guerra sem regras está para durar, pergunto-me por que razão, passados quase quatro anos sobre o onze de Setembro, não foram introduzidos no quotidiano de todas as escolas, empresas e transportes públicos, exercícios que nos ensinem a lidar com o pânico, a sair de um edifício ou autocarro em chamas ou a socorrer os feridos.

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no whaling

14 de June, 2005

save whales
No whaling virtual march

(obrigada, Sónia)

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mrs. hyde

13 de June, 2005

pintar


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lá em baixo (continuação)

30 de May, 2005

Depois de uma semana em que não tive cabeça para tratar do assunto, passei hoje mais uma manhã ao telefone. Comecei pela SCML e acabei com a carta (aliás email) que já enviei, e que aqui fica também:


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lá em baixo

21 de May, 2005

Escrevi isto há quase dois anos, convencida de que estava a falar de uma questão praticamente resolvida. Passei a manhã de hoje ao telefone a tentar mais uma vez resolver o problema que naturalmente se agrava de dia para dia e já atingiu proporções para nós insuportáveis. A solícita assistente social da SCML ficou logo na altura de mãos atadas: por um lado a delegada de saúde determinou não haver razões suficientes para ser necessária qualquer acção da sua parte (outra coisa não seria de esperar, visto qualquer esforço lhe dar mais trabalho do que esforço nenum) e por outro a filha da dona F. (de quem seria necessário obter uma autorização verbal), jamais vista dentro do prédio, afirmou dar à mãe todo o apoio necessário.


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o forward do óleo

31 de January, 2005

Na semana passada recebi pela enésima vez o forward do óleo (e eu que detesto forwards). Desta vez vinha de um remetente brasileiro mas o conteúdo era o mesmo: um texto que, com a melhor das intenções, apela a que os óleos alimentares que usamos em casa sejam postos no lixo dentro de uma garrafa de plástico, garantindo que assim, as nossas garrafinhas serão abertas e vazadas no local adequado, em vez de irem juntamente com os esgotos para uma ETA (Estação de Tratamento de Águas). A verdade é que, tendo percorrido os sites do Ponto Verde, da empresa que processa os resíduos sólidos de Lisboa e do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos da CML, não encontrei nem um parágrafo dedicado ao tratamento dos óleos alimentares. Através do Google aparecem apenas notícias de iniciativas isoladas de recolha de óleos usados pela indústria e restaurantes e páginas como esta. Não acredito que haja funcionários a abrir as garrafas de plástico que vão misturadas no lixo para ver se o que lá está dentro é óleo para reciclar (blherrque!). Se todo o lixo que produzimos fosse triado manualmente não havia grande necessidade de ecopontos... Resta-me aguardar uma resposta ao email que enviei para a DHURS.

Entretanto, mal ou bem, lá entreguei a candidatura aos Jovens Criadores. Escrever sobre o que faço com o intuito de impressionar um júri invisível é uma tarefa penosa. Não estou nada confiante. Na fila para tirar as cinco fotocópias de que precisava, outra rapariga armada de ficha de inscrição. De casaco vermelho e quase tão despenteada como eu, segurava os CDs e papeis de forma ainda mais insegura e olhava para os lados como se esperasse a todo o momento que alguém lhe fosse dizer qualquer coisa desagradável, o pouco que faltava para a demover e fazer com que fosse para casa lavada em lágrimas. Devia ter-lhe oferecido um chocolate.

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tsunami quilt

19 de January, 2005

seeds of hope
A ideia partiu da Marta: criar um quilt (manta de retalhos) colectivo e leiloá-lo a favor das vítimas da catástrofe de 26 de Dezembro (as regras estão explicadas aqui). Fiz o meu ontem à noite. Para ajudar à divulgação do projecto também já foi criado um grupo no Flickr.

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tetracrafts

11 de December, 2004

tetrapak
Na melhor das hipóteses, é isto que acontece aos nossos tetrapaks de todos os dias*, mas a verdade é que há quem se tenha lembrado de lhes dar outros usos. A Margarida Botelho um dia recebeu uma carteira feita a partir de uma embalagem destas e achou a ideia tão boa que resolveu fazer mais e ensinar os outros a fazê-las também. As carteiras são lindas!

Nos dias 19 e 21 de Dezembro, a Margarida vai estar no Mercado de Natal - Amigo da Terra, na Oficina da Cultura em Almada, a mostrar como se fazem estas carteiras e outras coisas a partir de embalagens tetrapak usadas. Para além disso, ela está a pedir às pessoas (cá em Portugal e no estrangeiro) que lhe enviem alguns tetrapaks pelo correio (passados por água e espalmados) para a seguinte morada: Rua do Trevo, n.º 4 - Quinta do Rouxinol - 2855-206 Corroios Portugal (ela promete agradecer com um tetrapresente). O email dela é aabotelho arroba net ponto sapo ponto pt.

How would you like to see your used milk and juice cartons transformed into beautiful wallets like this one? Choose a few of your most colorful cartons and send them (washed and flattened) to Margarida Botelho: Rua do Trevo, n.º 4 - Quinta do Rouxinol - 2855-206 Corroios Portugal. She'll send you something made by her in return. Her email is aabotelho at net dot sapo dot pt.

* Sobre o destino dos tetrapaks (contentor das embalagens ou do papel/cartão), veja-se este post e os seus comentários.

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a sina dos portuguesinhos

07 de October, 2004

Não é porque o vejo da janela. É mais porque a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais diz que se trata de um monumento cuja protecção se encontra em estudo e ao mesmo tempo a Amorim Imobiliária já diz que tem Apartamentos T1 a T5 em pré-comercialização.

Não estou por aí além interessada na conservação do típico e no popular do Bairro Alto (sobretudo no que toca aos ex-libris que são as esquinas mal-cheirosas, os chefes de família alcoólicos, os velhos sem água canalizada, o lixo no chão e as casas a cair de podres, todos tão tradicionais, para não falar na heroína que agarrou pelo menos uma geração de nados e criados entre a Rua do Século e a da Misericórdia). Fico contente quando vejo as tias às compras na Rua do Norte, os casais novos sem medo da falta de elevadores e os adolescentes de outras paragens que cá vêm cortar o cabelo ou à procura de roupa e acessórios diferentes. É claro que o Bairro só sobrevive mudando, integrando gente diferente e maneiras diferentes de viver. Mas não é assim.

Por isso é que não hesitei em assinar a petição contra esta transformação do Convento dos Inglesinhos num condomínio fechado feita assim à sorrelfa.


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mais um post sobre reciclagem

23 de September, 2004

separar o lixo
(nascido de um outro post)

As campanhas publicitárias com o objectivo de incentivar a população a fazer a separação do lixo partem, a meu ver, de um pressuposto falso: todos os anúncios insistem em como é fácil separar do lixo normal os vidros, papeis e embalagens. Só que a verdade é que, mesmo acreditando que um chimpanzé consegue distinguir uma embalagem de detergente de um jornal, a maioria das pessoas que se preocupa hesita quando tem de escolher em qual dos ecopontos deve colocar um tetrapack.


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da arte de bem separar o lixo

02 de July, 2004

Não sei ao certo quando foi que me tornei uma aficionada da reciclagem, mas julgo que a revista do El País (que o meu pai trazia todas as semanas e onde aprendi a ler castelhano), recheada de bons artigos, fotografias e ilustrações (porque é que cá nenhum jornal tem uma revista assim?) , teve alguma responsabilidade (neste assunto como em tantos outros). Ainda no liceu, serviu-me de várias vezes de tema e de motivo para uma situação ridícula - ao devolver um trabalho que eu e a Sofia tínhamos cuidadosamente impresso em papel manteiga (para mim o mais bonito dos papeis reciclados), diz-nos a professora (de Inglês, e uma das mais burras que tive): está bom, mas porque é que o fizeram neste papel tão feio de mercearia?.


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nós não servimos só...

30 de June, 2004

040630_2.jpg
E este não faz certamente parte da selecção (a imagem não é minha mas creio que, tal como a outra, seja de difusão livre).

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desarmada

25 de February, 2004

f., que já não dá conta do recado, que já não lava nem limpa, que não tem apoio domiciliário da misericórdia porque a filha sabotou todos os meus esforços. f., que diz mal dos vizinhos pelas costas, que deita perdigotos, que me mete medo, que bate no gato.
f. toca-me à porta e diz que lhe sobrou lã de uma camisola que fez para a bisneta. puxa de um saco de plástico e mostra o acrílico cor de rosa bebé tricotado em ponto de arroz: ó m'na rosa, está a ver? assim faço uma para as amêndoas da e. o que é que lhe dá mais jeito, uma camisolinha ou um casaquinho?
...

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trincheiras à porta. obrigada cml

31 de January, 2004

eis email que acabo de enviar para a cml (geral@cm-lisboa.pt) e junta de freguesia de santa catarina (jfsc@mail.telepac.pt) sobre as trincheiras da minha rua:

ex.mos srs.

resido na rua ... ... (freguesia de santa catarina). nas últimas duas semanas o passeio junto à minha porta (e ao longo de toda a rua) foi sujeito a duas intervenções por parte de empresas distintas. Por duas vezes em duas semanas o pavimento foi arrancado, escavado e reposto, com as dificuldades que daí naturalmente decorrem para os moradores. no prédio em que resido há uma idosa com dificuldade em movimentar-se e duas famílias com bebés (entre as quais a minha). nos restantes as situações não são muito diversas. ora durante a maior parte dos dias das últimas duas semanas as entradas e saídas (com e sem carrinho de bebé) fizeram-se através de trincheiras, tábuas em equilíbrio duvidoso, montes de terra e lama, etc. como é possível que as intervenções deste género não sejam calendarizadas de modo a não se chegar a este extremo de ridículo que é uma empresa estar num extremo da rua a acabar de recolocar o pavimento e outra estar no outro a levantá-lo de novo? qual é a entidade responsável por autorizar as empresas a realizar uma obra num determinado arruamento? ou será que não é necessário qualquer tipo de licença?

agradeço qualquer esclarecimento que possam prestar-me.
com os melhores cumprimentos,

...

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e você, acha que é capaz?

31 de December, 2003

reciclar

pergunto-me quantas pessoas separam de facto o lixo para reciclar.

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f. vive num prédio antigo

06 de August, 2003

f. vive num prédio antigo de um bairro antigo de lisboa. f. é velha e mais velha ficou depois de um achaque violento há coisa de dois anos. f. ouve mal, vê pior e tem um gato que morre de medo dela. f. sai de casa quase todos os dias mas já não dá conta do recado.
r. vive num prédio antigo de um bairro antigo de lisboa. r. é nova (ainda), e agora que é mãe não se importa de fazer ondas.
r. vive por cima de f. e reparou há muito que na corda de f. nunca há roupa a secar. f. já não dá conta do recado. r. tem medo do sujo. o sujo vem por aí acima.
r. puxa pela cabeça (quem toma conta de quem já não dá conta do recado?).
r. abre a lista telefónica, encontra um número de apoio ao idoso. liga e conta a sua história. é uma história muito contada, em muitos prédios antigos de muitos bairros antigos. dizem-lhe que tem de ir ao centro de saúde falar com o delegado de saúde da área. r. liga para o centro de saúde e diz que quer marcar um encontro com o delegado de saúde. dizem-lhe que escreva antes uma carta. r. insiste. dizem-lhe que escreva. r. pergunta em que dia da semana está o dito delegado no centro. insiste.
r. aparece no centro de saúde e descobre a custo o caminho para o gabinete do delegado que é uma delegada. a delegada ouve a história e não reage, como quem acha que nos prédios antigos dos bairros antigos é mesmo assim. a delegada, por detrás do seu rímel, diz que não lhe compete resolver o assunto. r. que escreva para a câmara municipal de lisboa.
r. regressa a casa e lê no jornal que a câmara municipal demorou anos a resolver o problema idêntico de x que vivia num prédio antigo de um bairro antigo de lisboa.
...
r. liga para a câmara. ninguém atende. insiste. ninguém atende.
r. resolve ligar para a junta de freguesia. dizem-lhe que não vale a pena ligar para a câmara. dão-lhe os números de dois centros sociais da misericórdia e os nomes das respectivas directoras.
r. liga para o primeiro. chega à fala com m. que lhe diz que deve dirigir-se à delegada de saúde. r. conta-lhe que a delegada delegou a responsabilidade na câmara. m. revela que a delegada delega sistematicamente todas as responsabilidades. r. insiste, mas agora humilde. invoca a sua condição de mãe. m., solidária, resolve mais uma vez assumir deveres que não são seus e compromete-se a ajudar.
...
m. telefona a r. e vai a sua casa acompanhada de duas agentes da psp. m. inteira-se dos pormenores e explica que vai conversar com f. para lhe propor o chamado apoio domiciliário (que é tomar conta de quem já não dá conta do recado). m. e companhia descem a escada e batem à porta de f. falam com ela a língua dos velhos que ouvem pouco e vêem menos. conversam com f. sem medo do sujo que já quer sair porta fora.
r. admira-se. m. está a resolver o problema.

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eu assinei

21 de September, 2001

"what follows is a petition that will be forwarded to president bush, and other world leaders, urging them to avoid war as a response to the terrorist attacks against the world trade center and the pentagon this week. please read it, sign below, and forward the link to as many people as possible, as quickly as possible. we must circulate this quickly if it is to have any effect at all, as the congress of the united states has already passed a resolution supporting any military action president bush deems appropriate."

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isto complica-se

19 de September, 2001

estou aqui, estou a ligar para a apav. em vez do manoel de oliveira, passei mais um serão na esquadra. a realidade supera sempre a ficção. começo a ter medo de andar a pé.

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mugged

17 de September, 2001

got mugged for the first time in my life last night.

ainda bem que tinha amigos por perto - o pedro, o filipe - para me darem um abraço e uma chávena de chá...

...e ainda bem que também há amigos lá longe - o daniel, o bruno ["i cant believe you got mugged! im glad to hear youre ok though... what the hell is going on on this stupid planet?"], o phil* ["Wow! Are you ok? Mugged? What the hell is the world coming to?"].

...que mundo estranho.

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eu emigro

foi preciso viver quase 26 anos em lisboa (tirando quase dois por outras também lusas mas mais sossegadas paragens) e foi preciso viver dois meses no primeiro mundo (sim, em ny, onde milhares de pessoas acabam de morrer num atentado, mas onde o passaporte que perdi algures na east village me veio parar novamente às mãos e onde andei sozinha nos transportes suburbanos às duas da madrugada sem me sentir minimamente insegura), foi preciso voltar e ir calmamente ao cinema numa noite de domigo para ser assaltada pela primeira vez na vida. e não, o pior não foi o assalto nem ficar sem telemóvel. o pior não foi sequer a sub-chefe santana, da esquadra do bairro alto, a dactilografar a uma palavra por minuto a queixa que não consegui ainda apresentar (por causa de um cadáver entretanto aparecido dois quarteirões adiante). é possível acreditar que não há formulários, que não há 'procedures', que cada queixa é redigida num documento em branco, em texto corrido, de uma forma totalmente medieval (and believe me, i know what i'm talking about)? é possível acreditar que morreu uma pessoa dentro de um carro enquanto eu e o pedro éramos assaltados, e que uma hora depois a polícia, entre telemóveis e walkie-talkies sem bateria, ainda não sabia o que fazer? e mais: não, a psp não tem site oficial, e a única coisa semelhante que descobri é provavelmente o pior exemplo de lixo electrónico que vi nos últimos tempos e que não, parece que o ministério da admnistração interna (será que existe) também não tem site nenhum?

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