a ervilha cor de rosa
blog shop etc.

Vida de mãe de 2

manhã de sábado

03 de maio, 2008

*

pintar

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um é bom, dois é melhor

27 de abril, 2008

um é bom, dois é melhor

desenha

desenha

Um ano e meio. Gosta: da irmã, de mamar, de desenhar, de correr e dos livros da Mary Blair.

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domingo

13 de abril, 2008

sunday morning

sunday morning

sunday morning


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época de caça (iii)

14 de março, 2008

almirante reis

Mais uma escola vista, as mesmas perguntas. Dou mais importância à professora propriamente dita ou à escola? À possibilidade de aprender bem e desde cedo uma segunda língua ou à familiaridade que uma escola pequena permite? A mudar para a mesma escola que os amigos de cujos pais nos tornámos amigos ou à solidez da formação? Risco da lista todas as escolas que usam a televisão para entreter as crianças? Aposto na escola pública que me parece mais promissora ou recuso-me a entrar na hipocrisia das moradas falsas e a ficar pendurada até à última para saber se teve vaga ou não? Etc., etc.

O mosaico foi fotografado quase sem olhar, enquanto conversava de A. no sling com outra caçadora de escolas de bebé à ilharga. Só depois reparei nos sapatos. E que sapatos. Não fui só eu a vê-los.

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época de caça (ii)

11 de março, 2008

puzzle

árvore

A busca continua. Riscando da lista tudo o que seja muito longe (viva poder ir a pé para a escola), demasiado caro ou beato, limitam-se as hipóteses e a ansiedade.

Na última Milk há um artigo sobre escolas e pedagogias alternativas. Apetece ir para o Japão.


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blá blá blá

06 de março, 2008

a minha primeira enciclopédia

a minha primeira enciclopédia

O mais provável é que a E. frequente durante a pré-primária durante o próximo ano lectivo (obrigada por todos os comentários). Apesar de já ler. Por experiência própria (primeira-classe aos cinco anos e primeiro ano da faculdade aos dezassete) também acho que não se ganha grande coisa em ser das mais novas da turma. Mas as dúvidas e inquietações não ficam por aí. Público vs. privado, que pedagogias, que orçamento e, sobretudo, a que professora (mas há homens professores primários, ou não há?) vou eu confiar a E. quando for a altura?

As fotografias são de um lindíssimo livro que a E. recebeu nos anos (olá Inês): A Minha Primeira Enciclopédia da Verbo, editada em Português em 1981 e magnificamente ilustrada por H. Pothorn.


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domingo

02 de março, 2008

mr. noah and his family

um só

Muito tempo na cozinha e muito pouco à frente do computador, algumas horas de sono recuperadas, muitos meninos contentes e um sol radioso. Preocupação número um para a semana que começa: pre-primaria ou primária e que primária?

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sábado

01 de março, 2008

5

5

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sexta

29 de fevereiro, 2008

...

...

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dela

...

Uma palavra para cada um chegava-me quando era pequena para descrever a profissão dos meus pais. Não sei bem como é que ela se desenvencilha.


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no fim do inverno

27 de fevereiro, 2008

joaninha

joaninha

Uma das memórias mais fortes que tenho do regresso a casa depois da maternidade é a do cheiro do jasmim em flor. Mas esta altura do ano é um concentrado de coisas especiais: as joaninhas no caminho para a escola, o regresso das andorinhas e as primeiras favas.

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carnaval

01 de fevereiro, 2008

...

Desta vez estava preparada para a ouvir pedir-me um fato de princesa disney, mas anunciou-me há uns meses que decidira mascarar-se de fada chinesa e que só precisava de umas sabrinas novas. Ainda pensei que, nos dias que correm, a opção não fosse politicamente correcta mas demos ambas o assunto por arrumado. Ontem fomos comprar as ditas sabrinas e trouxemos um irresistível pijama de esqueleto dos saldos. Tão irresistível que pela hora do jantar a fada chinesa tinha sido substituída pela fada esqueleto. Não me ocorreu interferir ou contrariá-la e esta manhã lá foi, feliz, de pijama preto, asas, sabrinas, luvas e varinha cor de rosa, tal e qual como queria. Quando a fui buscar estava cabisbaixa. Todas (mesmo todas) as meninas estavam vestidas de fadas, princesas-fadas, fadinhas, rainhas ou belas-e-o-monstro (que é feito das noivas do Minho, palhaços, mulheres da Nazaré, índias, bruxas, joaninhas e outras que tais?). Desatou num pranto sobre ser igual e ser diferente, que se tinha arrependido, que queria estar de saia e que o esqueleto tinha sido uma péssima ideia. Tentei consolá-la com um vago discurso sobre as vantagens de ser original e de ter imaginação, mas sem grande resultado. O pior de tudo, disse-me em segredo, foi não ter ouvido dizer às outras crianças que estava bonita. Mas estava.

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para não me esquecer

07 de janeiro, 2008

7 dentes e 14 meses

Catorze meses e pouco: atravessa um quarto inteiro em pé, gatinha quando tem pressa. Palavras das que vêm no dicionário diz quase meia dúzia, mais talvez o dobro de onomatopeias. Acena compenetrada que sim e que não para nos responder e não se engana, tem a franja quase a chegar aos olhos e sete dentes à vista. Protesta desde que nasceu quando é contrariada. Começou a comer iogurtes mas ainda sou eu o lacticínio preferido. O biberão só serve para a água e mesmo esta sabe sempre melhor do copo da irmã. Começou ao ano a comer a nossa comida e come de quase tudo. Aprendeu com a irmã que há comidas preferidas e outras de fazer birras, consoante os dias. Anda a fazer experiências com a colher (e hoje comeu sozinha o iogurte), mas o prato ainda voa de vez em quando. Quando é preciso assoa-se triunfalmente aos dedos e sorri de alívio. Desenha riscos rápidos e lentos nos papéis que lhe dou, nos que tira do cesto do meu escritório e em qualquer superfície disponível.

São e não são assim tão diferentes.

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...

18 de dezembro, 2007

macaco

Entre encomendas de última hora a seguir para o correio e as prendas para a família, ainda em curso. Nos poucos bocadinhos de chão em que não há envelopes ou tecidos, a A. dá os primeiros passos.

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no mary

11 de dezembro, 2007

mary

A Úrsula ao leme (que o Petzi está do outro lado da folha), o Pingo na cabine, o Almirante (como sempre) a dormir e o Riki melhor do que eu o conseguiria desenhar, de memória e enquanto a irmã tomava banho. A Verbo não se decide a reeditar os livros do Petzi, mas cá em casa continuam a ser os preferidos.

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domingo

09 de dezembro, 2007

manas

aguarelas


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...

oilily + mozart

Trinta e cinco comentários e algum hate mail (!) sobre sacos de plástico depois, o Natal instala-se, devagarinho.

Quase com cinco anos, continua a correr para me anunciar todos os dias o que apareceu por magia no calendário do advento, mesmo depois de me ver comprar moedas de chocolate para ajudar um bocadinho o Pai Natal.

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ela

13 de novembro, 2007

Mãe, eu cantei uma cantiga à A. e ela alegreceu.

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ela, condescendente:

11 de novembro, 2007

*

Ó mãe, apaga essas riscas da testa para eu te dizer uma coisa.

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um ano de sling

08 de novembro, 2007

babywearing love

A A. entrou pela primeira vez no sling com duas ou três semanas de vida e desde aí provavelmente não passou um único dia sem ele (ou melhor, sem eles, porque de lá para cá ficámos com uma verdadeira colecção). Não querendo parecer que estou a exagerar, acredito que a nossa vida teria sido diferente e mais difícil sem a ajuda do precioso acessório. Com um high-need baby de um lado e uma menina pequenina do outro, houve muitos dias em que estive no limite das minhas forças, e o sling funcionou como um terceiro braço com poderes mágicos. Por causa dele não cheguei a usar a cadeirinha que tinha comprado, aprendi imenso sobre as mil e uma maneiras de trazer os filhos às costas e contagiei muita gente com o meu entusiasmo.


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segunda primeira

03 de novembro, 2007

wip

wip

Eu já vou há quase dez anos, mas hoje foi a primeira vez da E. A segunda primeira vez, porque a primeira primeira foi em casa. Depois de muitos pedidos dos clientes do costume, o WIP passou a reservar as manhãs de Sábado aos mais pequenos. Há banda sonora especial (ou pelo menos parecia) e as tesouradas calmas e certeiras da simpática Almut são totalmente recomendáveis.


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...

31 de outubro, 2007

chapéu

Não é que a E. tenha menos tiradas dignas de memória, nem que a A. não me surpreenda diariamente com as suas habilidades, mas tenho escrito menos sobre elas. A explicação mais óbvia é a de que, por passar boa parte do tempo a tentar evitar que a A. se magoe durante os desportos radicais que passa o dia a praticar (sobretudo escalada e queda livre) e a resolver as crises existenciais da E. (porque é que eu não posso ser adulta já?), não sobra que chegue. Quando adormecem, saio finalmente um bocadinho da sanduíche de mãe que sou o dia todo, amarrotada e com sopa no cabelo, cheia de intenções de ler e de fazer e de pensar, e preciso é de ir ali para o meu cantinho do sofá fazer coisa nenhuma. Ou então de ir vê-las dormir, tão lindas.

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uma volta ao sol

27 de outubro, 2007

...

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32

24 de outubro, 2007

365-3

Há um ano faltavam três dias.

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botas

08 de outubro, 2007

outono

Agora que os sapatos estão apertados e que a estação mudou, nada como umas botas da mesma proveniência. Falta aprender a dar os laços nos cordões, esses fechos pré-históricos que as crianças, habituadas aos sapatos que respiram e outros no género, já nem sabem bem o que são.

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quase um ano

27 de setembro, 2007

almost eleven months

Tem onze meses feitos, a minha filha pequenina. Foge-me do colo para ir atrás da irmã e chama (ler aqui o som de) beijinho ao pai.

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e praia

10 de setembro, 2007

praia

praia

praia

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quatro anos e meio

26 de agosto, 2007

quatro anos e meio

Há meses que contava os dias para a data em que faria quatro anos e meio (hoje). Quando se é pequenino meio ano é tanto tempo. Eu por outro lado já tenho de pensar para acertar em mais do que a década em que vou.

A almofada terminei-a ontem e foi feita com as sobras deste tecido, do qual guardei o sling que usamos mais. Reforcei-a com baetão e quiltei-a um bocadinho para ficar mais resistente.


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diferentes como duas gotas de água (ii)

22 de agosto, 2007

diferentes como duas gotas de água

Quase com a mesma idade, a E., sentada, olha para mim e para a máquina fotográfica e a A., sondando instantaneamente os arredores, fica tremida em todas as fotografias. Não sou muito de esmiuçar as diferenças entre elas. A E. adora ouvir dizer como a irmã se lhe assemelha (quem não quer ser parecido com um bebé elogiado a cada passo?) e é verdade que continuam a crescer ao mesmo ritmo (no tamanho, nas datas do primeiro dente, das primeiras gracinhas, do gatinhar, etc.). Parece-me que quanto mais os familiares verbalizam as diferenças entre irmãos (ou as características de um filho) mais eles crescem convencidos de que são essas coisas que ouvem dizer sobre si, mais ou menos isto ou aquilo do que o outro, e que esse hábito pode ser pouco saudável para a relação entre eles. Antes de ser mãe duas vezes pensei com frequência na tarefa impossível que seria criar um segundo filho com a virgindade que temos perante o primeiro. Por muito útil que seja a experiência, pensava ser melhor poder encarar tudo outra vez como da primeira vez, não aplicar a esta pessoa novinha em folha as soluções que aprendera a lidar com a irmã mais velha, porque não seriam as soluções dela. Na prática isto não faz grande sentido, claro, e quantas mães não acham que a experiência de um primeiro filho lhes permitiu fazer tudo muito melhor da segunda vez. No meu caso, funciona comparar (sobretudo quando nos ouvem) o mínimo possível e acentuar acima de tudo aquilo em que são e serão sempre iguais: no nosso amor por elas.

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sábado

19 de agosto, 2007

rosas

sesta

Fora de Lisboa até cheira a férias. Jardinou-se, comeu-se, dormiu-se e até peguei nas agulhas de tricot. No restaurante e em casa, experimentámos o Sack'n Seat, que é uma excelente ajuda para quem trocou definitivamente o carrinho pelo sling. Desde que seja usado com cuidado parece-me muito mais seguro do que as cadeirinhas de pendurar na mesa que alguns restaurantes disponibilizam e, ao contrário daquelas, pode ser lavado à máquina. Há um produto semelhante - o In the Pocket Baby (via SwissMiss) - que tem a vantagem de servir nas cadeiras de esplanada mas, tanto quanto sei, ainda não se vende por cá.


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favoritos

24 de julho, 2007

brincar

Quase nove meses: trepar, trepar sem parar. De preferência para cima ou para dentro das minhas caixas de tecidos.

Quase quatro anos e meio: mascarar-se para brincar (hoje com o kain samping que a Alexandra nos deu há tanto tempo e ainda não sabemos usar bem.

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notas soltas

23 de julho, 2007

O dia de Simone

Não leio muitos livros de puericultura. Li o Spock de fio a pavio durante a primeira gravidez, os incontornáveis Touchpoints e um manual bem humorado sobre toddlers. Sobre um dos assuntos que mais tinta faz correr ficámo-nos por este, que é genial. Em Português (ou estava em Castelhano?) li este, que não me convenceu.

Estou a ler o The Good Behaviour Book. Não porque ache que a E. podia ser mais bem comportada mas porque senti uma quebra na minha tolerância e capacidade de a confrontar sempre (tão sempre como possível) pelo lado positivo. Aconteceu durante a gravidez e estava a acentuar-se. O livro, escrito pelo famoso (por cá pouco) William Sears, é bem feito e útil e foi o seu autor quem cunhou as expressões attachment parenting e babywearing.

Os meus posts sobre escolhas (enquanto mãe) suscitam sempre o uso da palavra fundamentalista em algum comentário. Não sou (cá em casa até há uma Cinderela maneta e uma Barbie). É ingénuo associar criança e liberdade de escolha quando se fala de desenhos animados, brinquedos ou comida e de crianças pequenas (a minha mais velha tem 4 anos). A criança vê, quer e escolhe dentro do que lhe é apresentado. Muitas fazem a sua escolha apenas dentro do que o canal de televisão e a cadeia de supermercados escolheram para elas. É perigoso confundir isso com liberdade, porque se trata exactamente do contrário.

Enquanto pais e mães passamos o dia (a vida) a fazer escolhas. Muitas não são fáceis. Escolher menos não é dar mais liberdade e é muitas vezes a maneira mais fácil de justificar a ausência das regras que tivemos receio de impor. Eles vão pedir-nos explicações na mesma.

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trabalhos

19 de julho, 2007

#706 #705

pernas para que te quero

Num piscar de olhos, a A. desaparece em direcção ao objecto mais interessante das redondezas. Se for uma missanga, caneta ou playmobil da irmã ou qualquer outra coisa pequenina e ameaçadora, já olha para mim à espera do inevitável isso não pode ser (e tenta na mesma deitar a mão). Passo parte do dia a tentar chegar primeiro que ela ou a ser desmancha-prazeres e outra parte a livrar o chão e prateleiras baixas de tentações mas é um esforço bastante inglório. Há sempre um brinquedo da E., um bocadinho de linha, uma gaveta cheia de fitas. Por isso, esta semana, só dois bonecos.

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♥ krtek

18 de julho, 2007

krtek

O tempo que a E. passa em frente ao pequeno ecrã continua a ter regras bastante definidas. Televisão propriamente dita vê algumas vezes por semana entre as sete e meia e as oito da noite, porque me reconciliei com o segundo canal (tive resposta do Provedor) e acho óptimo o programa Ilha das Cores. Dvds vê às vezes, em alternativa ou quando lhe apetece (algumas vezes por semana). Se a quantidade de tempo que passa a ver desenhos animados não me é de todo indiferente, acho ainda mais importante a qualidade do que vê. Dentro das escolhas que lhe damos, o top do tempo de antena é liderado por uma ópera que ainda estimula horas de brincadeira e uma das personagens mais simpáticas da história da animação, que é a que dá o título a este post. A Toupeirinha foi-nos dada a conhecer pela Eva. É pacífica, ecologista, fá-la rir às gargalhadas e não impede nenhum mau de conquistar o mundo nem tem como objectivo de vida ser uma dona de casa perfeita (como a indescritível Cinderela II que, peer pressured, caímos na asneira de alugar um destes dias). Ao contrário de qualquer animação da Disney que eu conheça, os filmes da Toupeirinha são apropriados para uma criança de quatro anos. Claro que, ao contrário dos da Disney, deste lado da Europa não se vendem nas lojas. Até há pouco tempo só os encontrava em sites checos (para mim impossíveis de entender) mas, numa pesquisa recente, soube que há pelo menos um site checo bilingue (basta carregar na bandeira do Reino Unido) que faz envios para o estrangeiro (os nossos chegaram em duas semanas) e percebi que se vendem na amazon.de (com capas mais feias). As edições checas têm inclusivamente menus em Português e Inglês e também há uma edição japonesa, que tinha de ser a mais especial. Como a Toupeirinha e os amigos quase não usam palavras para comunicar não faz grande diferença comprar numa língua ou noutra: nós temos inclusivamente um em Polaco, gentilmente enviado (com mais algum delicioso merchandise) pela Júlia.

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assim

16 de julho, 2007

em pé

Mãe, mãe, a A. pôs-se outra vez em pé sozinha!

Não te preocupes, é assim que ela treina para aprender a andar.

E eu, como é que treino para ser adulta?

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quatro anos e quase meio

12 de julho, 2007

Oh mãe, não me podes mandar fazer tantas coisas. Eu não sou a Cinderela!

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cortes

03 de julho, 2007

árvore

corte de cabelo

Passei Domingo e Segunda a recear pela nossa árvore. A nossa árvore não é nossa mas é a árvore que nos faz companhia e se vê das nossas janelas. É a nossa cortina e o nosso cenário. É frondosa e exótica, tem folha caduca e flores cor de rosa e mora no pátio de uma instituição vizinha. No Domingo vi chegar um grupo de homens armados de serras, cordas e escadote. Praguejavam à portuguesa e trabalharam sem respeito ou método. Deceparam as companheiras da nossa árvore e a esta partiram bruscamente muitos ramos, mas deixaram-na viva. Suponho que houvesse razão para o que fizeram, não sei. Serraram, praguejaram e violaram todas as regras de segurança no trabalho durante um dia e meio, e eu a chorar a árvore como se ela fosse gente.

Corte bom foi o outro.

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para o v.

01 de julho, 2007

^^^

A coroa da E. continua a ser um dos adereços preferidos, tanto por ela como pelos amigos que cá vêm brincar. Fizemos uma nova, para o V. (mais uma festa de anos), desta vez em ouro e pedras preciosas.

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os primeiros

29 de junho, 2007

os primeiros

Este blog podia ter uma categoria sapatos (para juntar posts como este, este ou este) e, a julgar pelos últimos dias, outra chamada filhas no chão, ou coisa no género (onde ficariam este, este, este e vários outros). Ao fim de seis anos inteirinhos de blog e com duas mudanças de poiso pelo caminho, rearrumar posts antigos é uma tarefa inglória e sempre adiada.

A A. tem finalmente uns sapatos. Não era absolutamente indispensável comprá-los já, mas vão dar jeito para quando quer pôr-se em pé no chão do jardim como os meninos mais crescidos. São lindos e macios e parecem aqueles caríssimos que se vêem nos anúncios da Milk (a cujas páginas 60 e tal, no último número, a A. mostra em minúsculo as suas gargalhadas). São da Lisbonense, claro.

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o deus das pequenas coisas

14 de junho, 2007

shrine

Quando cheguei a casa a E. já tinha saído com o pai para a aula de dança. No chão, na esquina da porta do meu escritório, esperava-me o conteúdo dos seus bolsos, feito altar.

...e as coisas grandes:

(...) A própria possibilidade de manipular os media, de cada um fazer o seu filme, a sua música, de trabalhar com imagens e sons que existem e mudar-lhes o sentido, tudo isso permite tomar consciência do funcionamento dos media e assimir um papel activo na sociedade. O século XX foi a época da passividade face à produção e distribuição da informação. O século XXI é o momento em que toda a gente se apropria dos media. (...)
Paul Miller, aka DJ Spooky, entrevistado por Paulo Moura, Público, 6 de Junho de 2007.

Enquanto utilizadores e mesmo enquanto criadores de conteúdo da internet, é fácil esquecermo-nos de pensar. Ler um artigo delirante na Wikipedia pode servir para nos abrir os olhos para um dos lados dessa necessidade de consumir com sentido crítico, mas outras coisas acontecem que não podem nem devem passar despercebidas:

No Flickr (provavelmente o meu microcosmos virtual preferido) foram recentemente introduzidos mecanismos de censura moral (chamam-se content filters) que rotulam como unsafe as imagens produzidas por muitos utilizadores e impedem muitos outros de lhes acederem (f your Yahoo! ID is based in Singapore, Germany, Hong Kong or Korea you will only be able to view safe content based on your local Terms of Service). As reacções já se fazem ouvir.

No site Save the Internet faz-se campanha pela preservação da neutralidade da rede face aos interesses das grandes companhias telefónicas (aquelas a quem pagamos o acesso à internet), que têm na mão - não o esqueçamos - o poder de tornar determinados sites mais rápidos ou mais lentos e mesmo o de impedir (para não falar em monitorizar) o nosso acesso a qualquer tipo de conteúdo.

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cresce, minga

07 de junho, 2007

de collants a calções

De collants a calções, num instante (ficam mais resistentes se forem cortados com uma tesoura denteada).

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domingo no mundo

03 de junho, 2007

jardim do mundo

jardim do mundo

Fomos finalmente percorrer O Jardim do Mundo. Não participámos (desta vez) em nenhuma das actividades, mas deliciámo-nos (e não fomos os únicos) à sombra dos mais lindos toldos de que há memória. Os desenhos e cores dos padrões africanos a brilhar ao sol fizeram-me ficar ainda mais contente com os que escolhi para os próximos slings (brisa, mãe galinha e voar).


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vestir-me-a

31 de maio, 2007

pertinho

Se tivesse de escolher um acessório indispensável à minha vida de (bi-)mãe, era sem dúvida o sling. Tornou-se-me de tal maneira indispensável e facilita-me tanto a vida que tenho de controlar o exagero nos adjectivos e a vontade de espalhar a boa nova. Por tudo isso e por ter vontade de pôr em contacto umas com as outras, por um lado, as pessoas que partilham esta experiência e, por outro, as pessoas que estão a começar ou têm vontade de experimentar, resolvi criar um grupo de discussão aberto a todos: chama-se Babywearing Portugal e há-de servir para o que se quiser fazer dele: tirar dúvidas, partilhar experiências, sugerir links, etc.

(...e a incrível coincidência de me encontrar apanhada - em flagrante babywearing - pela objectiva de uma desconhecida).

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self portrait tuesday

29 de maio, 2007

spt

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tripp trapp

23 de maio, 2007

baby legs

Quase a chegar aos sete meses, já aprendeu a gostar de sopa e de fruta. Na cama e no chão, estica-se e rebola até chegar onde quer. Senta-se só mais ou menos, mas já gosta de estar na cadeirinha de comer, que a E. lhe cedeu sem dramas (porque foi promovida a comer como as pessoas crescidas). Há cadeirinhas baratas e cadeirinhas design mas, para mim, nenhuma se compara à Tripp Trapp da Stokke, que comprámos para a E. ( ). É bonita, é de madeira, fácil de lavar, cresce com eles mas, acima de tudo, é sólida e estável. Foi escalada por todos os ângulos, puxada e empurrada e nunca nos deixou ficar mal. Recomendo-a a todas as minhas amigas grávidas.

Ah, e as Babylegs já chegaram. São lindas, macias, e acho que de vez em quando vou usá-las como mangas (obrigada, Natália).

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manhã de sábado

19 de maio, 2007

sábado

sábado

com o Baile dos Móveis da Sala de Jantar.

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sic

18 de maio, 2007

À saída da escola, eu: A que é que brincaste hoje?

Aos reis e às rainhas e às damas.

Ah, e o que é que faz a dama?

Anda de gatas e a rainha anda atrás dela. É uma brincadeira só para três pessoas.

De gatas?

Sim, a Dama e o Gavabundo.


10 minutos depois, comigo indecisa entre o Público e o DN:

Mãe, porque é que tu nunca compras o Correio da Manhã?

[dou uma explicação atabalhoada sobre as diferenças entre os vários jornais]

Hmm, ainda vou ter de pensar muito bem antes de decidir que jornal é que vou... artigar!

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na minha mala

17 de maio, 2007