Vida de mãe
16 de setembro, 2006

Não sei bem quando foi que deixei de fazer posts deste género. A grande maioria das primeiras vezes da E. ficaram de fora deste espaço (e de qualquer outro que não as nossas memórias, porque este passou a ser o meu único diário) e muitas já não consigo datar com certeza (foi aos nove meses que disse papá, mas quantos mais demorou até dizer também o meu nome?). Marquei o dia em que largou a chucha mas não o da última fralda, algumas gracinhas mas não outras, sem grande critério mas sempre a pensar no quanto é que será expor demasiado: eles, a primeira geração de bebés blogados, encarregar-se-ão sem dúvida de nos criticar daqui a uns anos. Tudo isto porque a E. me acordou a ler. Sem perceber o que estava a ler mas a ler. Estávamos no sofá, com ela a fazer de conta que me contava histórias para adormecer (o que, no meu estado actual, funciona em menos de um minuto). Já do outro lado, comecei a prestar atenção ao que estava a ouvir: áa, depois áapéee, áapécuéeee, e quando soletrou ápécuéna (a pequena) dei um salto. Tu já sabes ler?! O interesse pelas letras já vinha de há mais de um ano, mas tinha decidido não dar mais do que resposta aos inúmeros como é que se escreve e o que é que diz aqui diários. A seguir à surpresa de hoje não resisti a ir buscar a Isaurinha e a comprovar que junta as letras quase todas sem grandes hesitações. Não sabe ler, porque não consegue na maior parte das vezes deduzir sem ajuda o significado do que acabou de dizer, mas junta sozinha as letras de uma palavra inteira.
Tão importante como isto, pelo menos para ela, enquanto juntávamos triângulos para o próximo quilt e depois de dias de treino, conseguiu assobiar.
15 de setembro, 2006

O regresso ao infantário, esta terça, correu sem sobressaltos. De grande na sala dos pequeninos passou a pequena na sala dos grandes. Passados dois dias já estava outra vez fluente em infantariês e a chegar a casa com o cheiro e a cor característicos. À educadora ainda vou ter de agradecer um dia os retratos de família que temos, por pedir um novo a cada ano lectivo.
12 de setembro, 2006

Entre muitas outras igualmente bonitas, a Milk acabada de sair traz uma peça intitulada Voudoudous: seis fotografias de outros tantos doudous (loveys - como é que se diz em Português?) rotos, esventrados e amputados de tão usados. A E. não tem doudous. Durante muito tempo insistiu em dormir com a chucha e uma (qualquer) fralda de pano mas, desde que deixou a primeira, a segunda já não tem o mesmo encanto. De entre os bonecos, o Cão, a Rosa Clara e o Anacleto são os bonecos por excelência (passeiam mais e protagonizam mais brincadeiras do que quaisquer outros) mas não sei ainda se será deles que se vai lembrar como eu me lembro destes três: o Cenoura, o João e a Emília (zoom). Os dois últimos, já se vê, foram feitos pela minha mãe.
24 de agosto, 2006

Depois de uma semana em que parecia estar comodamente instalada de cabeça para baixo voltou às mudanças de posição frequentes (com correspondente variação do feitio da minha barriga ao longo do dia). Eu vou-me mexendo com deselegância, esbarrando de lado nas portas e mesas como aos treze anos mas ainda sem me sentir só uma barriga com pernas. Hoje, depois de um simpático email da dona da loja, fui ver mais carrinhos na Gama Rústica e já estou quase decidida a repetir as compras de há quatro anos.
A E. elogiou tudo o que havia de cor de rosa na loja, mas felizmente pediu um carrinho azul para a irmã. Já responde em piloto automático ao permanente então vais ter um mano ou uma mana? mas do que gosta mesmo de falar ultimamente é de países, bandeiras, nacionalidades e como é que se diz seja o que for nas línguas todas de que se conseguir lembrar. Derreto-me sempre com as deduções dela, como hoje: Mamã, sabes o que é pu[b]licidade? É o sítio onde moram os polícias.
Na fotografia, a montra de uma loja na esquina da Av. de Roma com a João XXI. A bem das minhas finanças estava fechada, mas espero que só para férias.
21 de agosto, 2006

Há meses que andava a namorar a montra da Sapataria Lisbonense, enquanto me decidia entre calçar ou não à E. uns sapatos mesmo a sério (porque pensando bem não tinha tido uns únicos até hoje cuja sola não fosse de borracha). A experiência, que já resultou num par de pés felizes, fez-me pensar que 1. há anos que não entrava numa sapataria propriamente dita; 2. só tenho e só tive nos últimos anos um par de sapatos sem sola de borracha e as vezes que os usei contam-se pelos dedos de uma mão; 3. esses mesmos sapatos são também, que me lembre (e apesar do nome enganador da marca), os únicos sapatos portugueses que tive em talvez mais de dez anos (!).
Alguns links atrasados:
Denise Burge (via Whip Up).
Piece of Cake: este estojo, estes bonecos e as outras imagens todas.
09 de agosto, 2006

Depois de desenhar uma magnífica flor e aborrecida com uma estrela que não saiu como queria, amassou o desenho num gesto inédito e fugiu para o sofá a choramingar:
Então, estás frustrada?
Não. Estou zangada com as coisas que não consigo fazer. O que é frustrada?
É isso mesmo.
[Entra o pai:] Então, E., o que é que se passa?
Estou frustrada.
03 de agosto, 2006

Guiada para já apenas pelo bom senso, tenho tentado preparar a E. (e a mim) para o que aí vem. Não que queira diminuir-lhe o entusiasmo ou prescindir dos miminhos na barriga, mas sobretudo para a poupar a desilusões (uma irmã que só mama e chora e dorme em vez de uma companheira de brincadeira) e minimizar o choque de se ver de repente obrigada a partilhar-nos com uma estranha que todos culminam de atenções e mimos. A tarefa não é propriamente exequível, nem seria normal conseguir privá-la da avalanche de emoções que se avizinha, mas vou tentando. Hoje, numa primeira pesquisa sobre o assunto cheguei a esta página, cheia de conselhos que me pareceram ajuizados e que constatei com algum alívio já ter em boa parte seguido. Também comprei com a E. e com segundas intenções uma familia de plaimobís que inclui um bebé e um filho mais velho. A ideia é simples mas parece interessante: entre vários outros pormenores, serviu para constatar que o bebé ainda dorme no quarto dos pais enquanto que o rapaz já não, que a mãe muitas vezes está a dar de mamar e não pode ir brincar e que o mais velho já faz uma série de coisas que o bebé não consegue.
18 de julho, 2006
Mãe, quem é que tira o leite das maminhas das vacas?
Eu, hesitando entre a resposta romântica e uma explicação sobre máquinas de ordenha: Quem achas que é?
Os leitores!
17 de julho, 2006

A E. deixou de usar chucha este fim-de-semana. Há bem mais de um ano que só a usava para dormir e desde bem antes disso que eu e o F. nos questionávamos sobre a melhor altura para a fazer desaparecer. Nunca fomos grandes apoiantes da dita (a E. só começou a usar chucha por volta dos três meses) e os quase três anos e meio dela já tinham ultrapassado todos os prazos que nos propusemos. Em busca do método ideal, ouvimos os relatos de amigos com filhos e relembrámos as nossas próprias experiências (esquecer a chucha em casa na ida para férias ou fora no regresso a casa, convencer a criança a deitá-la ao mar/ao lixo, etc.). O único livro que temos sobre o assunto (boa história mas ilustrações muito fracas: A Chupeta de Nina, edições Ambar) nunca despertou grande interesse e as muitas conversas racionais que tivemos com ela serviram para a fazer perceber que mais tarde ou mais cedo chegaria o grande dia mas em geral só aumentaram a ansiedade relacionada com o assunto.
11 de julho, 2006

Depois de ter passado o serão de domingo a treinar a recém-aprendida técnica do piparote (eu é que já não me lembro das regras do jogo do berlinde), surpreendeu-me ontem com este desenho de umas sereias com vestido até aos pés e sapatos. E pescoço, digo eu, sem saber se foi um acaso ou uma mudança de paradigma.
Mais:
♥ Tracy e Raggedy Ann.
Ilustração: El Petirrojo (escolhas de Alex Noriega e Blau) e o hilariante Kawaii Not (via Worsted Witch).
05 de julho, 2006


Um tecido é um cenário é uma tarde de brincadeira.
Nos bonecos e nos sacos, continuo rendida aos tecidos africanos: thank you Jane! Obrigada, Mariana!.
24 de junho, 2006
De manhã, a olhar para o copo de leite:
Mamã, eu já não existo para beber leite no biberon?
22 de junho, 2006


Quando quase não há loja de roupa que não ofereça catálogos luxuosos, quem precisa de livros de colorir? Ainda por cima estes não têm linhas a respeitar nem cores a copiar. No mar, desenhou um barco com duas velas. Velas e não velas.
Mais cores:
IV Feira Laica: é a feira em que tenho pena de desta vez não ter tempo para participar. Mas conto dar lá um salto. Jogos tradicionais, corrida de sacos e teatro de marionetas incluídos. Na Bedeteca de Lisboa este fim-de-semana.
Kitty, Bunny and Bear: é o muito aguardado produto do trabalho árduo e originalidade a toda a prova da mágica Hillary Lang. Um livro de padrões para fazer em casa três dos seus célebres bonecos de pano. A tiragem é muito limitada e vai ser posta à venda esta tarde aqui.
20 de junho, 2006

Das 20 semanas para agora a principal mudança são os movimentos mais frequentes e perceptíveis do bebé. A E. continua fascinada com a ideia de ir ter uma irmã e passa os dias a avaliar o crescimento da minha barriga, a perguntar-me (entre três milhões e meio de outras perguntas que agora faz diariamente) o que é que eu acho que a irmã dela está a pensar neste momento e a falar de tudo o que vai partilhar com ela (a ver vamos se na prática vai ser assim tão fácil). No dia-a-dia só me custa ter de encurtar e desacelerar as longas expedições a pé em busca de tecidos e atavios (uma das partes deste meu trabalho de que mais gosto) mas não é angústia que uma hora por dia refastelada a ler ou a dormir a sesta não compense.
01 de junho, 2006
A cenoura faz bem aos olhos, logo:
Mamã, come o pimento que faz bem aos cotovelos.
O mel que comemos é feito pelas abelhas, logo:
Mamã, amanhã podes comprar mel das joaninhas?
20 de maio, 2006

(Que bom ver que a E. ainda desenha nuvens brancas.) Estas nuvens estavam a chover.
10 de maio, 2006


Muito melhor do que pelas mãos de uma desconhecida ou de uma mãe azelha é ter o cabelo cortado pela primeira vez pela maior amiga. Obrigada Ágata!
07 de maio, 2006

No grande ponto de encontro em que o mercado de agricultura biológica do Príncipe Real se tornou para mim e para a E. fiquei ontem a conhecer (olá Mariana) uma novidade (para mim) que estou a tentar encaixar entre o último grito do consumo consciente (assunto em que o meu blog de referência do momento é o Worsted Witch) e a mais absurda das fricalhices: o movimento anti-fraldas (alguns de muitos outros links: A culture without diapers; Dare to bare; Babies without diapers? No thanks). Já tinha pensado muitas vezes nos bebés sem fraldas dos documentários sobre tribos pouco ou nada ocidentalizadas (os menos telegénicos assuntos da higiene pessoal acabam por nunca ser abordados) - como é que aquelas mães andam sempre com os bebés sem fralda na anca e tanto elas como eles parecem sempre limpos? - mas não tinha percebido que não era preciso ir tão longe (cf. Decommissioning the diaper). Se vivêssemos no campo, se a casa não fosse tão fria e não estivéssemos à espera de um bebé de Inverno, se... . Para já (e em contagem decrescente para voltarmos à rotina das ditas) acho que me fico por mais uns emails para as principais marcas de fraldas descartáveis (ainda não me dedidi a experimentar as de pano) a explicar que eu e provavelmente muitos outros mães e pais preferíamos comprar fraldas mais pardas mas menos lixiviadas e, ainda melhor, biodegradáveis.
05 de maio, 2006


Cerejas (doce) e o colar (doce) feito pela E. (doce doce) para o dia da mãe.
04 de abril, 2006

Chega à sala com uma fralda de pano na cabeça:
Mãe, sou uma fada. Vou salvar o Tamino do dragão.
E onde está o Tamino?
Está ali atrás daquele armário e ele já é muito grande e já pode mexer no detergente.
Com bastante surpresa nossa, a Flauta Mágica (em Sueco!) destronou o Madagáscar no dvd e nas brincadeiras. Inevitavelmente, penso que influência terá em tudo isto o facto de a ter ouvido centenas de vezes dentro da minha barriga. Ei-la desenhada por mais meninos.
...entretanto, outro dilema: Aceitei o primeiro convite para ir a um programa de televisão sobretudo por ir em boa companhia (e foi espantoso o feedback que recebemos) mas desde aí disse que não a uns quatro ou cinco outros convites. Hoje fui convidada para mais um (Contacto, da SIC, que nunca vi) e voltei a ficar na dúvida. Prós? Contras?
27 de março, 2006

Resolvi experimentar a QOOP e imprimir uns micro livrinhos (tamanho cartão de crédito) com algumas das fotos da E. que tenho no Flickr. Chegaram num instante e estou satisfeita com o resultado: não só vou passar a cumprir o requisito de mãe que é andar com fotografias da filha na carteira como dão uma boa prenda para as avós e bisavós que vivem mais longe. E ocorreu-me que o formato também é bom para fazer pequenos portfolios.
26 de março, 2006

Ditos de gente pequenina: 1 e 2.
Stephen Sollins: fiquei a conhecê-lo (e à celeuma a meu ver um tanto ridícula que a última exposição dele provocou) através de um excelente post do Whip Up.
23 de março, 2006

Deste lado: tinha de fazer um link para este post, nem que não fosse senão por nele se cunhar a expressão semântica cutchi-cutchi. Esta questão dos sapatos para andar passou-me completamente ao lado. Só a posteriori percebi que era assunto, por uma amiga (olá Marta) me falar em plantares e arcos do pé. Sempre me pareceu que os bebés e os sapatos não tinham sido feitos uns para os outros (e a E. deixou quase por usar um monte deles). Aflige-me ver bebés com sapatos que não deixam os pés curvar-se e os dedos fazer ginástica (que é o que eles fazem o tempo todo se estiverem descalços). A E. começou a andar em casa e dentro de casa (da nossa, entenda-se) não usamos sapatos. As teses dos sapatos que moldam bem os pés lembram-me logo, passe o exagero, práticas de outros tempos e paragens. Nem sei bem quais foram os primeiros sapatos em que andou (talvez estes?) Só sei que eram macios e bem largos à frente, como todos os outros que teve até hoje. Ah, e o facto de não achar nada práticos os sapatos para bebés não quer dizer que não me delicie com eles.
21 de março, 2006

Ela e as letras:
De livro aberto em cima da cabeça: Mãe, assim pareço um O de AVÔ.
12 de março, 2006

Desta vez levei a E. à Moda Lisboa. Não me devo ter explicado muito bem enquanto a preparava para o espectáculo porque, para além de me ter perguntado se íamos ver a Maria João Pires (mais por causa das ilustrações desta colecção do que por outra razão qualquer), ao fim de três modelos estava ansiosa pelo momento em que as princesas iam começar a dançar. O que mais gostou foi das meninas mascaradas (das várias promoções, cá fora), sobretudo das que tinham cara de gato e lhe deram autocolantes. Depois, em casa, dedicou-se ao seu novo passatempo.
10 de março, 2006

1, 2.
Ontem saímos felizes e inchados do consultório, convencidos de que no geral temos feito um bom trabalho. Que paciência devem ter de ter os pediatras para aturar todos os dias não as crianças mas o rol de pais e mães (nós incluídos) embevecidos com as gracinhas e percentis dos respectivos rebentos. O desafio principal, agora, é resistir à tentação do circense mostra lá à doutora como já sabes ... e ... e deixá-la dizer e mostrar só o que quiser e como quiser.
Desenhos lindos de grandes e pequenos e desenhos lindos por grandes para pequenos.
26 de fevereiro, 2006

Há três anos nasceu e ao terceiro aniversário celebrou cada pormenor, das prendas aos parabéns, às velas, ao bolo de chocolate que pediu especificamente, aos telefonemas. A prenda preferida (de muito longe) foi a longamente planeada boneca. A boneca, baptizada minha [dela] filha. Foi encontrada aqui e é a resposta aos desejos dela (roupas de vestir e despir e cabelos compridos para pentear) e meus (é uma boneca com todos os atributos da espécie mas não é assustadoramente feia nem pirosa). Agora, como boa avó, vou passar o serão a tricotar-lhe uma camisola.
24 de fevereiro, 2006

ou os tácitos protocolos dos infantários:
Depois de me terem dito que os meninos pequeninos não iam mascarados para a escola esta manhã encontrei três Noddys na sala da E. Esta coisa das máscaras na escola soa-me sempre a competição velada entre os pais. Um dos Noddys tinha carro e tudo. Como pressenti que corria o risco de ser a única sem acessórios carnavalescos, a E. levou uma coroa que fizemos as duas ontem à tarde e pronto. Nada de cetins brilhantes made in China. Cortei uma tira de alcatifa, cosi-lhe botões e juntei as extremidades. Depois lembrei-me que também podia tê-la pintado, mas ela gostou assim.
15 de fevereiro, 2006


Continua virulenta, mas hoje desenhámos uma boneca nova cada uma, a dela com uma cabeça e uma orelha recortadas por mim e o resto por ela, sozinha, e a minha...
Ler e ver: Possibility e It's a disease.
14 de fevereiro, 2006

Toda a gente me diz que o primeiro ano de infantário é assim, cheio de vírus. Andamos a trazer para casa uma média de 1,5 / mês. São muitos, e às vezes causadores de também muitos graus centígrados. Nem quero pensar como era antes dos ben-u-rons. Bendita ciência.
04 de fevereiro, 2006

— E., queres vir ajudar-me a tirar umas fotografias a uma lalá?
— Mas são fotografias comigo ou sem migo?
— Contigo.
— Ah, está bem.
(percorre o corredor a cantar:)
que linda falua que lá vem lá vem
é uma falua que vem de boleia
...
E vivam as manhãs de Sábado.
07 de janeiro, 2006

01 de janeiro, 2006


E se, numa fria manhã de ano novo, fores a única mãe no parque infantil do costume (estariam todas as outras a fazer o almoço? A dormir até tarde?) e um de vários pais desconhecidos te enviar uma mensagem (que não chegaste a ler) por bluetooth? Isso é assustador / surpreendente / divertido / 2006 (riscar o que não interessa)?
23 de dezembro, 2005

Com a E. doente (febre, tosse, febre, febre, tosse, febre), este vai ser o primeiro de 30 Natais meus e 3 dela passado longe do Porto. Para mim assim nem é bem Natal, porque nunca o vi longe daquela gente, daquela casa e daquela mesa.
Ficando por ca, espero poder ir receber ao lado da Hilda e da Ana os visitantes de última hora e fechar com elas a porta da nossa loja.
On a brighter note, ofereci-me um longamente desejado telefone que tira fotografias e leva música de um lado para o outro. Juntamente com uma embalagem de termómetros autocolantes (que, num momento ao melhor/pior estilo tuning, se colam na pele e mostram os graus a subir e a descer - fico à espera do upgrade para a versão com alarme) é o momento mais high tech do ano que agora encerra. Na embalagem vinha um lindo par de headphones. Ana, já reparaste que as mães não usam headphones?
12 de dezembro, 2005


Bicho. Birra. Brinca (obra prima).
20 de novembro, 2005

04 de novembro, 2005


...também não sei como é que se traduz toddler, mas a verdade é que os últimos dias revelaram a presença de um (uma) cá em casa, em todo o esplendor (/terror) profetizado por Brazelton, capaz dos mais despropositados mas nem por isso menos sentidos ataques de choro. Novas actividades para os intervalos entre as birras: bordar, escrever muitas letras e aprender a usar o rato no computador e impedir os pais de ler o jornal com a pergunta e aqui o que diz? repetida tantas vezes quantos os títulos.
A semana voltou a não ser pródiga em posts, mas todo o tempo é pouco para terminar os postais de Natal que estamos a fazer e queremos ter prontos daqui a menos de oito dias (e por falar em postais, vou já encomendar um conjunto dos da Hillary).
28 de outubro, 2005

Mamã, quero a minha tesoura para eu cortar este fio.
...
Mamã, olha, uma pulseira! Vê, vê!
11 de outubro, 2005

Passou um mês desde o primeiro dia mas à escala dela deve parecer muito mais tempo. Mesmo na nossa, de pais recentes, estas poucas semanas parecem ter mais novidades do que dias. As mudanças mais profundas (no olhar, no tom de voz) não se pode ter a certeza de serem provocadas pela escola ou pela simples passagem de um mês inteirinho, mas todos os dias traz novidades para casa, sejam o diminutivês que agora lhe dá para falar (chuchinha, roupinha, ...), os disparates que aprendeu a fazer à mesa, as inúmeras novas cantigas (que acarretam quase sempre a desilusão de não as sabermos cantar também - essa eterna sina dos pais) ou a capacidade de verbalizar de forma muito mais inteligível o que lhe apetece (proporcionadora de tiradas como mamã, aquele senhor tem um bebé na barriga).
03 de outubro, 2005



Fomos para a escolinha pelo caminho mais comprido para podermos ver o eclipse. Adorou a brincadeira e no caminho de regresso, agora à tarde, pediu para ir ver o iculhipes outra vez. Recusou a ideia de que já não havia eclipse para ver e desde que chegámos a casa ainda não parou de desenhar sóis que parecem luas vermelhas e de ir para a janela de óculos, não vá o Iculhipes aparecer por aí outra vez...
Mais fotos: MBLOG do Público e Solar eclipse no Flickr.
25 de setembro, 2005

Passei parte do fim de semana a fazer recortes: de papel para os novos cartões e etiquetas e de pano para novos projectos. Ela, como sempre, imita os meus gestos, as minhas frases (este não fica bem ou esta fita fica muito melhor) e vai apanhando do chão retalhos e sobras. Ouvi-a falar em mãos e cabelo para uma boneca. Quando olhei tive esta surpresa.
14 de setembro, 2005
na escolinha, a doer, foi hoje. Chegámos cinco minutos depois da hora, o suficiente para encontrar os meninos mais pequeninos no momento crítico depois da partida dos pais. Ela já ia pouco confiante e eu cometi o erro (sei lá se foi erro) de pensar que era melhor ficar mais um bocadinho até as coisas acalmarem.
11 de setembro, 2005

Não sei se vem nos livros, mas acho que é mesmo um facto: por volta dos dois anos começa a idade das malinhas. Dão imenso jeito para os trinta segundos em que se quer mesmo sair de casa com aquele boneco/livro/lápis/peça de lego na mão e em geral perdem o interesse mal se andou uns metros e passam o resto do passeio na mão (ou, com sorte, dentro da mochila) da mãe. À cintura acabo de comprovar que chegam a ficar o passeio todo. Além do mais, um kit de caderno+lápis pode permitir à mãe dar dois dedos de conversa pouco interrompida com uma grande amiga acabada de regressar a Portugal.
09 de setembro, 2005

...e ela voltou a ficar na escolinha sem chorar. Em menos de dois minutos estava instalada a desenhar (ah, os móveis todos à escala deles, deve ser tão mais confortável) e eu de novo a caminho de casa.
08 de setembro, 2005

Dia 1. Depois de passar dois anos e meio a preparar-me para ele, eu que nunca me senti bem em dia um de coisa nenhuma e que detestei todos os primeiros dias de todas as escolas de que me lembro, não podia estar mais satisfeita e confiante com o primeiro dia da E. no infantário.
07 de setembro, 2005

Depois de pronto e lavado, o saco da E. ficou bastante parecido com o que queria fazer. Usei como modelo um outro, feito por uma das irmãs da minha bisavó, e que é tão bonito que merece um post só para ele. Este é tal e qual aquilo que se costuma chamar um saco do pão, por fora feito de restinhos de tecido e por dentro de tecido branco de algodão, neste caso novo mas que também costumava ser reaproveitado (por exemplo de sacos de farinha).
30 de agosto, 2005

Ainda não sei o dia ao certo, mas o ano lectivo da E. está quase quase a começar. Tenho de marcar uma muda de roupa, um par de lençóis, um cobertor... Ultrapassada que está a maior parte das angústias prévias, agora tenho sobretudo curiosidade para ver como vamos reagir ao grande dia.
07 de agosto, 2005

Um saco de verão na loja e mais links:
Babi-gami: já conhecia o livro há algum tempo, mas voltei a cruzar-me com ele por acaso em duas páginas diferentes no mesmo dia (esta, que também vem a propósito dos links com a Holly Hobbie, e esta). No dia em que a E. nasceu aprendi uma espécie de baby-gami com a puérpera moçambicana da cama ao lado (aliás aprendi muitas coisas com as mulheres com quem partilhei a enfermaria). Chamámos-lhe a técnica do burrito e era a maneira ideal de manter a E. quente e aconchegada nos primeiros meses.
01 de agosto, 2005

Nos últimos dias a E. tem passado grande parte do tempo a testar os limites da nossa paciência. É como se tivesse decidido redigir um ultimate guide do seu território e das leis que o regem. Para reunir toda a informação necessária tem de fazer a experiência de quebrar todas as regras (pelo menos uma vez) para testar a nossa reacção e também de tentar fazer-nos ceder por todos os meios conhecidos (sedução, birra, má educação, repetição até à exaustão, etc.). O mais complicado é mantermos a coerência entre nós e entre incidentes e termos o nosso guia pronto antes do dela (olha lá, ela nesta gaveta pode mexer ou não? ou quando ela pisa um livro de propósito é para ralhar em tom médio, zangado ou muito zangado? e por aí fora).
Os sacos de ontem já foram todos resgatados e os anteriores vão chegando a novas paragens.
26 de julho, 2005

[Em resposta aos comentários] A E., pelo menos para já, vai para uma escola normal que fica a poucos minutos de casa e de onde não quis vir embora de todas as vezes que fomos lá habituar-nos ao espaço, às pessoas e à ideia. O prédio desta escola é grande, cheio de luz e bem-cheiroso e a educadora-mor inspirou-me confiança desde o primeiro encontro. Tem um pátio ao ar livre à escala e o dia-a-dia dos meninos dos três anos para cima parece ser bastante recheado de actividades diferentes. Sobre o que fazem os mais pequeninos (com quem a E. ficará nos primeiros tempos) não me sinto tão optimista. Ando à luta com as minhas ideias feitas acerca das educadoras de infância (o que vi até hoje não me tem animado muito) e sobre os repertórios musicais e visuais dos infantários em geral.

Daqui a dois meses a E. estará no infantário de segunda a sexta pelo menos algumas horas. Depois de tantas dúvidas, estou convencida de que é a altura certa e ela parece estar mais do que pronta para este passo. Já ando a sonhar com ler o jornal todas as manhãs, voltar a desenhar, começar finalmente a fazer yoga e, claro, ter outro bebé.
Outras coisas:
Bonecos em pano pintado da Mia Hansen (outro link repetido), bonecas do Equador e uma almofada leão.
Os sacos de chita continuam a encontrar novas casas. Amanhã segue um para junto da prendada Viviane Hack.
Amostra: galeria de projectos de jovens criadores portugueses.
16 de junho, 2005

Quando juraste que jamais um filho teu daria de comer aos pombos não sabias do que estavas a falar. E a desculpa de que as migalhas eram só para os pardais não convence ninguém.
15 de maio, 2005

Quando começou a sentar-se arranjámos uns daqueles puzzles (não estes mas uns semelhantes com números e animais) da Imaginarium para tornar o chão em que ela brincava menos duro. Funcionou até ela descobrir que as peças mais pequeninas eram óptimas para morder. Há uns dois meses voltei a tirá-los do armário e o sucesso foi imediato. Em dois dias aprendeu a reconhecer os números pelo nome e pela forma e desde aí passou a vê-los em toda a parte. O relógio do micro-ondas tornou-se a atracção principal de toda a casa e na rua chama-nos constantemente a atenção para os letreiros e sinais de trânsito. Entretanto aprendeu também meia dúzia de letras - o A, o B, o C, o E e o O - e encontra-as em todos os livros, embalagens, etc. Por muito que não queira que ela aprenda este género de coisas antes do tempo (até porque depois apanha uma seca na escola, sei-o por experiência própria), é uma emoção ver os seus primeiros passos no caminho da literacia.
20 de abril, 2005

Nas inaugurações vê-se sempre muito mais as pessoas do que as peças expostas. Ontem, a inauguração da exposição do Xana não foi excepção, mas a E. não se atrapalhou nada (nem esbarrou com nenhum dos alguidares cheios de água que compõem uma das instalações) e percorreu vezes sem conta os corredores de pinturas digitais em total delírio. É uma poética de felicidade como objectivo da arte (como diz o texto de apresentação) e também é um excelente programa para meninos pequenos.
18 de abril, 2005

O meu plano de fazer um boneco toupeira foi adiado sine die depois de a Paquica (como a E. lhe chama) ter trazido de Praga uma krtek e um ratinho originais. Há meio ano que, graças a uma nossa benemérita, estes desenhos animados são presença quase imprescindível nos fins de tarde da E. Só muito recentemente (depois de já saber de cor a ordem dos muitos episódios) consentiu em trocá-los de vez em quando por outros, a meu ver ainda mais bonitos. Não me admiro muito se um destes dias começar a falar comigo em Checo.
17 de abril, 2005

Ontem no jardim, com sol e totós.
FotoBen: um fotoblog português digno de nota.
Gente grande que brinca com bonecas:
Melissa Cabral: autora do site Superjunk, deste weblog e do site de restauro (ou será cirurgia estética?) Puchimadam Style Lab.
07 de abril, 2005

...e lápis de cor.
Links:
Bordadeiras: há meses que não vou ao cinema (realidade impensável na minha vida pré-maternidade de assídua da Cinemateca).
Donna Wilson: levanta-se uma pedra e salta uma bonequeira.
Sock dog how to: instruções para fazer um cão com um par de peúgas, num dos melhores blogs crafty que tenho visto recentemente.
Ainda sobre o Caderno Liso, quando hoje fui comprar uns para mim já só apanhei o último que havia na Embaixada Lomográfica de Lisboa. Parece que ontem à tarde houve um monte de gente à procura deles. Confirmo que são lindos e espero conseguir arranjar mais em breve.
02 de abril, 2005

24 de março, 2005

A E. tem um boneco eternamente por acabar, que enche e esvazia de espuma tantas vezes quantas as que eu encho os meus bonecos ao pé dela. Hoje pediu-me para o coser com linha. Quis coser-lhe os braços, as pernas, os olhos, o nariz e a boca (com muita ajuda minha, claro, até porque a cada ponto era preciso recuperar a agulha perdida no recheio) e ficou orgulhosa do resultado. Eu também.
07 de março, 2005
Aposto que a E. não é a única cliente da Dodot que examina o conteúdo de cada nova embalagem de fraldas à procura das suas preferidas (actualmente são as dos macacos e as da vaca-mamã). Hoje disse-me (em Elvirês, claro) que queria pôr uma fralda do macaco que está a comer uma banana pela orelha. Nunca tinha reparado, mas ela tem toda a razão - só espero é que não experimente fazer o mesmo... Sinceramente preferia que, em vez dos animaizinhos potenciadores de birras (porque só quer pôr a fralda deste ou daquele boneco), a empresa se dedicasse a fabricar fraldas biodegradáveis ou, pelo menos, a fabricá-las com fibras recicladas, como já outras marcas fazem.
Dois bonecos em Avis.
Crafts Council: acabo de receber da Ana um desdobrável com as actividades promovidas por esta instituição - apetece ir a Londres só para participar.
01 de março, 2005
A E. está muito constipada e por isso muito mais exigente do que o costume. Em vez de brincar 20 minutos sozinha por cada 5 em que brinca comigo esta manhã nada a distraiu o suficiente para me permitir fazer fosse o que fosse. O chão está coberto de livros, legos, lápis, peças de jogos, carimbos, pauzinhos (com que a E. adora aparafusar os parafusos do triciclo desde que viu o pai a montar um móvel) e papéis desde a sala até à minha secretária e eu tenho a opção do costume: na hora que me resta, arrumar ou tentar produzir alguma coisa?
Depois de ter publicado as instruções para fazer uma carteira de tetra pak, a Sílvia, a Miriam, a Marta, a Ana e certamente várias outras pessoas experimentaram fazê-las também. Ontem, para grande surpresa minha, encontrei destas carteiras de tetra pak à venda numa loja no Chiado a €6 cada uma. O que pensará a pessoa que as inventou?
Sara Fanelli: mais um livro para acrescentar à minha wishlist...
28 de fevereiro, 2005

Reunião promissora num café do Chiado logo pela manhã. A E. entreteve-se durante todo o tempo que foi preciso a arrumar as revistas disponíveis para consulta e a empilhar nelas os bichos que me lembrei de levar (acompanhados pelo livro favorito do momento) e depois a arrastar as minhas chaves como se estivesse a passear o Dodo pela trela. Quando a manhã e a paciência dela já estavam a chegar ao fim usei a distracção da reserva: agora vê lá o que é que a mamã tem na mala, que funciona sempre durante uns minutos e que consegui interromper antes de o conteúdo da minha carteira estar todo espalhado pelo chão. A propósito de cafés, gostava de conhecer algum onde fosse possível mudar uma fralda sem ser em cima de uma mesa...
Mama Unraveled: tal como a Lizette Greco, uma mamã que cose os desenhos dos filhotes.
27 de fevereiro, 2005

Julgo que a E. só percebeu que a festa era dela quando cantámos os parabéns. Já há muito tempo que não tínhamos tanta gente em casa e acho que correu muito bem, sem grandes disputas entre os toddlers pelos brinquedos e com duas recém-nascidas que dormiram como anjos apesar da confusão. No meio de todas as prendas fantásticas, que incluíram um candeeiro Dodo da Hilda, uma saia-maravilha da Dina, um vestido feito pela Patrícia, um guarda-chuva, uma lanterna e muitas outras coisas, o atraso do meu boneco-touperinha passou perfeitamente despercebido, felizmente. E a E. ainda teve direito a uma fotografia especial tirada pela Johanna.
Outro boneco feliz - obrigada, Vírgula.
26 de fevereiro, 2005

Then and now.
14 de fevereiro, 2005

Faz cada coisa cada vez mais a sério: os jogos, os livros, as birras, as cantigas, os galos na testa...
Procura-se: a M. (que por ter tido um bebé muito recentemente não pode ser levada muito a sério em nada que não diga respeito ao dito bebé, pelo menos se for como eu...) garante-me que saiu há alguns dias no Diário de Notícias ou no Público uma pequena nota sobre A Ervilha Cor de Rosa. Eu não vi nem ninguém mais me falou no assunto, mas se for verdade gostava de saber onde e quando (alguém sabe?).
Estou sempre a encontrar mais alguém que resolveu experimentar fazer crochet com sacos de plástico, mas os estojos da Marieke foram uma surpresa.
Um anúncio português com rapazes a fazer tricot? Agora estou quase convencida de que a moda pegou mesmo.
E ainda, o que eu uso agora para conseguir ler os blogs todos de que gosto.
12 de fevereiro, 2005

Descontrair, ser capaz de esvaziar a cabeça e não fazer nada como antes de ser mãe. Voltar a não conhecer o significado da palavra nervos. Não ir sempre a correr de um lado para o outro e ter tempo de ver as árvores ou as montras. Dream on...
#123 e os seus novos amigos, fotografados pelo Pastel de Nata. Obrigada, André!
11 de fevereiro, 2005

As recentes angústias da E. relativamente aos bonecos prometem aumentar nos tempos mais próximos. Hoje insistiu em andar pela casa com o que tenho em mãos. O facto de só estar meio feito deu origem a uma nova brincadeira, claro: pôr e tirar milhentas vezes no sítio (mais ou menos) certo os futuros olhos, o cinto e cobri-lo com todos os retalhinhos que encontrou à mão.
O #122 acordou nas mãos da I. e agora chama-se Nané. E que feliz que ele está.
100drine: quando as boas ideias ganham asas parece estar tudo certo. Já vi em Lisboa algumas coisas desta menina e são mesmo bonitas.
02 de fevereiro, 2005

Sonho com uma sala soalheira de paredes claras onde consigo, com a ajuda de alguém, realizar pelo menos um quarto dos projectos que me atafulham a cabeça (e que incluem uma série de vestidos muito simples em vários tamanhos e em tecidos já mais ou menos pensados). Sonho poder dizer que sim a pelo menos algumas das propostas nas quais não tenho podido embarcar porque o tempo só estica até às seis horas de sono por noite.
Vida de mãe:
No mês em que vai fazer dois anos, a E. começou a pedir para usar o penico. A minha bibliografia sobre o assunto: The Best Friend's Guide to Toddlers, o incontornável Dr. Spock's Baby and Child Care e Everyone Poops.
31 de janeiro, 2005

Agora a E. já não é a mais pequenina da família.
24 de janeiro, 2005

Mais um coelho-tá, aqui a tiracolo na E. Nunca mais consegui encontrar deste tecido à venda. Ando a usar aos bocadinhos o pouco que ainda tenho.
Quando me vê muito concentrada ao computador ou quando demoro mais do que o tempo regulamentar a responder aos seus apelos repete resignada a frase que lhe disse uma vez: a mamã a coia potanti (a mamã está a fazer uma coisa importante).
Eye-candy:
My Paper Crane: um boneco-casa de guardar lápis e canetas.
Secret keepers: marsupiais guardadores de segredos.
HeartFeltDesign: coisas e mais coisas, incluindo malas lindas como esta.
19 de janeiro, 2005
Boa parte das minhas manhãs são passadas entre a mesa do computador e a das agulhas, com a E. a brincar no espaço que fica entre uma e a outra (e frequentemente também em cima e por baixo de uma e da outra). O ideal seria conseguir teclar com uma mão, coser com a outra, desenhar (um cão, um gato, um passarinho, uma minhoca e uma banana, por esta ordem e muitas vezes) para a E. com um dos pés e ficar com o outro livre para as emergências e reflexos rápidos que com um toddler por perto são uma constante. Como tenho de me limitar a fazer uma ou no máximo duas destas coisas de cada vez (e sem o auxílio dos pés) acabo por recorrer bastantes vezes a entreter a E. com o que me ocupa nesse momento, explicando-lhe o que estou a fazer e, quando a paciência é muita, convidando-a a fazer as coisas comigo (pôr o recheio nos bonecos, por exemplo, é uma das actividades predilectas). Esta manhã, ao falar mais para mim do que com ela sobre como não sabia por onde andava uma certa lata que queria encontrar, igual à que tinha nesse momento nas mãos, ela surpreendeu-me com um decidido iôta iata cá qui e puxou-me, corredor fora, até apontar orgulhosa para a dita outra lata, na qual nunca tinha mexido e de cuja existência não me passaria pela cabeça que soubesse. Parece que de um dia para o outro o meu bebé se transformou numa pessoa.
15 de janeiro, 2005

Encontrar mais vezes tempo para estar com as pessoas de quem gosto.
08 de janeiro, 2005

(...e obrigada por todos os sins).
06 de janeiro, 2005

Durante todo o passeio a E. não largou o seu novo potinho de tinta bi (verde) e mal chegou a casa pediu logo para fazer patua.
Tricot:
A Dina Piçarra, cujos lindíssimos trabalhos conheci na Feira Laica, vai ter novos tricots em exposição na Galeria Monumental*. Só lá vão estar entre hoje (a partir das 18h) e Sábado (até às 19h). Encomendas e elogios (sem esquecer os votos de um fim de gravidez saudável e descansado) devem ser enviados para dinapicarra arroba sapo ponto pt.
E mais:
Meninas aos riscos: coisas feitas pela Débora e pela Sílvia.
Milk magazine: encontrei finalmente um site através do qual se pode encomendar esta revista.
03 de janeiro, 2005