Roupa
05 de agosto, 2008

Como prometido, fiz para a E. uma blusa igual à minha. Ela desenhou-nos enquanto eu copiava os moldes para o retalho que sobrou destes slings, no chão como o costume. O figurino provou ser tão bom em tamanho pequeno como em grande, e talvez venha a usá-lo ainda mais vezes (aos que perguntaram: para breve, na Retrosaria, não este mas outros livros com moldes para mãe e filha).
25 de julho, 2008

Pormenor de uma fotografia de Joseph Moïse Agbodjelou (Benim, ca. 1950) in Anthologie de la Photographie Africaine (Paris, Editions Revue Noire, 1998).
Este é um dos tecidos de que mais gosto. Uso-o todos os dias no sling da A. e serve-me de encosto à noite numa almofada do sofá. Percebi recentemente que o padrão já tem mais de meio século porque o descobri nesta fotografia (o ser tão bonito explica a longevidade).
Com o pedaço que me sobrava fiz uma blusa para mim, a partir de um molde de um livro japonês dos que tenho tido na Retrosaria (o molde também vem em tamanho de criança, e a E. já encomendou uma para ela com este tecido, para ficarmos parecidas).
19 de junho, 2008
Ficou pronto, o vestido. É reversível, como o primeiro mas melhorei e aumentei um bocado o molde, para servir até ao fim do Verão. Os tecidos são este e este.
14 de junho, 2008

Quatro anos depois, está de novo a uso. Amanhã termino um novo.
01 de junho, 2008
Estamos de partida para uma semana de férias, para lá dos montes. Se vou poder ou ter vontade de aqui vir nos próximos dias ainda é uma incógnita, mas deixo como interlúdio estes links para Liivian Talossa, Heading East e Fine Little Day. Até já!
04 de maio, 2008
(e no presente do conjuntivo)
45cm de tecido, 120cm de grega azul, meio metro de elástico e uma praia de rio.
04 de abril, 2008
O tecido é um dos meus preferidos de sempre, e tem uma combinação de cores de que provavelmente só quem como eu chegou à adolescência nos anos oitenta consegue gostar. O figurino é de uma revista japonesa que a Zélia generosamente me emprestou e que também usou para ela. Como estreia numa coisa com mangas não ficou mesmo nada mal. Na próxima semana conto ter (para mim e para a Retrosaria) um livro com outros modelos bons para o Verão. Até lá, espero variar um bocadinho de tema nos posts. Ou não.
Na loja há slings de primavera.
03 de abril, 2008



Detalhes de um livro dos anos 30 sobre detalhes e acabamentos. Como coser um botão de reserva, rematar pregas, fazer moldes, golas, bolsos, folhos, como era fazer roupa antes das máquinas de corte e cose. Tenho pena de não o saber ler, mas as fotografias e ilustrações são lindas.
30 de março, 2008

Tirando a roupa interior, e porque também tem a que era da irmã (se estivesse mais calor já podia usar este vestido), começo a convencer-me de que este Verão posso mesmo optar por não comprar roupa para a A. Ontem fiz-lhe mais umas calças e uma blusa. Para as calças usei um tecido de linho japonês que já tinha há muito tempo (espero vir a ter tecidos deste género em breve na Retrosaria) e para a blusa usei este e segui um molde deste livro.
A propósito:
Little Brown Dress, projecto performance de Alex Martin que durante um ano inteiro não vestiu senão um vestido castanho costurado por ela, num statement anti-consumismo.
26 de março, 2008
Depois do casaco, umas calças, feitas também com sobras dos slings e por um dos moldes deste livro. Para primeira experiência (nunca tinha cosido nada mais comprido do que as culottes) não estão nada mal, parece-me. Aliás são tão fáceis de fazer que me apetece não comprar mais nenhumas para a A. enquanto ela usar fraldas e calças de elástico.
O entusiasmo com a confecção levou-me a passar hoje mais tempo do que queria a ver figurinos. Tenho o tecido africano ideal para as blusas que me apetece vestir no Verão, mas falta-me a experiência para tentar uma mais ou menos assim. Talvez encomende finalmente este livro e ganhe coragem.
22 de março, 2008
Como a E. adoptou definitivamente o dela, fiz um casaco para a A. Este cruza um bocadinho à frente e pode levar um botão para ficar fechado. Também é reversível e do outro lado tem o mesmo tecido do capuchinho vermelho que a Rita usou nesta camisa.
De manhã passeámos no lindo centro do Seixal. Fiquei curiosa com os postigos que há em muitas casas, que não são para as cartas e parecem demasiado pequenos para gateiras.
19 de março, 2008
Coser roupa continua a ser uma aventura. Estava há anos para fazer um casaco reversível para a E. e ontem, enquanto planeava encomendas de tecidos para a Retrosaria, tropecei na página que me fez deitar mãos à obra. Como os figurinos estão todos em Japonês e os desenhos são vagos para uma leiga fica mais espaço para a imaginação (e para o disparate). Usei só sobras dos slings e as medidas foram a olho. O resultado, um serão inteirinho depois, é um casaco razoavelmente à medida da E. (que desconfiou da ausência de fecho e bolsos) ou uma espécie de haori de mangas gigantes para a A., que passou a manhã com ele. Agora apetece-me fazer um para mim, ou um destes (♥) com tecidos da Retrosaria.
27 de maio, 2007


Há cinquenta anos quase toda (ou toda?) a roupa de bebé ainda era feita em casa. E, vida fora, desciam-se bainhas, remendava-se, desmanchavam-se camisolas para tricotar maior, apanhavam-se malhas nas meias, cerzia-se, faziam-se sapatinhos do feltro dos chapéus velhos e desfaziam-se casacos para usar o tecido pelo lado menos puído. Agora é mais caro tricotar do que comprar feito (mas compensa) e as casas não têm quarto de costura. Fazer em casa uma peça de roupa (com uma camisa velha do avô, um forro reaproveitado e um galão comprado há anos) é um mimo. Quase um luxo.
25 de maio, 2007

Aproveitar enquanto são pequeninas para lhes fazer mais roupa. Depois dá trabalho a mais, e por isso é que depois desta saia, que continua a ser a minha saia, nunca mais fiz nada para mim. Fazer mais vestidos muito simples.
As babylegs pediram culottes. Quando a E. era pequenina nunca encontrava culottes bonitas para os dias mais quentes. Acabei agora estas, de usar dos dois lados. Estão prontas e servem, falta lavar, usar e ver o que é que pedem mais.
27 de setembro, 2004

Ainda está um bocadinho grande que é para ver se chega ao fim do Inverno sem ter deixado de lhe servir e: 1. parece vagamente um edredon ambulante, 2. tem uns dois centímetros de roda a mais (o anterior tinha a menos), 3. ainda não foi desta que acertei mesmo com o fecho das alças.
26 de setembro, 2004

Apesar de o Inverno ainda parecer longe comecei hoje o projecto Vestido Muito Simples de Inverno. Tentei aumentar e melhorar um bocadinho o molde mas ainda não tenho a certeza que os resutados tenham sido melhores. Tem uma face de polartec anil e outra de algodão e se não ficar demasiado esquisito também vai poder ser usado dos dois lados.
Lindos desenhos de criança, no dia em que a E. faz 19 meses.
08 de julho, 2004

Parece um bocadinho uma bata e as alças ficaram meio arrebitadas, mas acho que se o visse numa loja ficava com vontade de o trazer. Na verdade não é mais do que uma ampliação do molde que uso para os vestidos das bonecas.

Quando comprei a máquina de costura a primeira coisa que tentei fazer com ela foi um vestido para a E. Foi uma experiência frustrante. Por um lado porque a coisa mais complexa que tinha até então costurado tinha sido um saco para o cachimbo do meu pai (há 20 anos) e por outro porque em vez de imaginar um modelo o mais simples possível quis fazer uma coisa muito complicada, com vários tecidos, botões, forro e etc. Parti uma agulha, gastei tecido e fiquei aborrecida com a minha incompetência.
A máquina ficou parada quase três meses. Voltei a pegar-lhe para fazer o boneco número um, que não podia ser mais simples. A partir passei a usá-la quase todos os dias e agora já tenho algum à-vontade com as suas várias partes e funções.
Uma maré de comentários encorajadores levou-me ontem a deitar finalmente mãos ao Projecto VMSE (Vestido Muito Simples para a E.), com o qual sonhava desde Outubro. A parte mais divertida foi deitar a E. no papel de cenário estendido no chão e tentar desenhar o molde em volta dela. Claro que não funcionou e acabámos por o desenhar as duas (mas ela passou o resto do dia a ir por ela deitar-se no papel sem perceber muito bem que brincadeira nova era aquela). O VMSE é mesmo MS: quatro bocados de tecido com o mesmo feitio cozidos uns aos outros, com a particularidade de se poder usar do direito e do avesso (sempre tive a mania da roupa que se pode usar dos dois lados).
O nosso gentil e ilustre convidado para o jantar perguntou com a melhor das intenções se eu estava a fazer uma bata. Se for, pelo menos vai ser uma bata incomum, o que já é qualquer coisa.
. Powered by Movable Type 3.2ysb5-20051201.
rosapomar.com® and the rosapomar.com® logo are a registered trademark
of Rosa Pomar.
rosapomar.com é uma marca registada.
