Quilting
01 de maio, 2008
Outro mini quilt. Como o anterior, nasceu de muitas horas passadas a olhar para os de Gee's Bend (neste livro), mais precisamente para um da autoria de Jessie T. Pettway. Os tecidos que usei têm cores mais saturadas do que os que escolho habitualmente, e podiam ser de vestidos dos anos 70. Como cresceu o suficiente para tapar um bebé pequenino, talvez o ponha na loja, ainda não decidi.
Outros de que tenho gostado:
Spinning Wheels, quilt e PA Blocks and bars quilt, todos no blog Reference Library.
10 de abril, 2008
Esteve para ser outro saco do pão ou outra almofada, mas afinal não é uma coisa nem outra. Os ingredientes: este, este, este, este e este tecidos da Retrosaria. À escala de gente também ficava bem.
09 de abril, 2008
Cortar e ir cosendo, sem planear muito.
♥: Once Upon a Time, I was a Little Girl e #19.
23 de fevereiro, 2008
As cerejas cor de rosa dos primeiros blocos despertaram muitos podeserparamins e o outro quilt meio feito que tenho em cima da mesa fez-me resolver este só com uma almofada. Pelo menos para já, porque a combinação funciona de facto tão bem que apetece voltar a ela. A E. ficou feliz com a almofada mas alguém ficou com um bocadinho de ciúmes.
19 de fevereiro, 2008
Não resisti a experimentar esta combinação de tecidos, que é tão feliz como prometia e merece ser experimentada em grande num quilt a lembrar este outro da Jane.
Patchwork mais do que patchwork:
Abby Rogers to her grand-daughter: descoberto por acaso nas horas a mais passadas em arquivos digitais.
Ode à la Bièvre, um dos livros de pano de Louise Bourgeois.
Eduardo Nery, que não experimentou com retalhos (que eu saiba) mas bem podia.
17 de fevereiro, 2008
Terminei-o esta manhã, mas o dia não está para fotografias. Vamos levá-lo a passear quando fizer sol.
20 de janeiro, 2008

Com quase dois metros por quase um metro e meio, achei que o melhor seria acolchoá-lo à máquina. Horas e um carrinho de linhas depois chego à conclusão que é para desfazer até aos alinhavos e recomeçar, à mão. Em vez de um dia vai levar semanas, mas é assim que gosto dos meus quilts, cosidos em lume brando.
diy wednesday: vintage shirt patchwork “quilt”: lindo e mais simples.
29 de novembro, 2007

Era para ter sido acolchoado à máquina e posto na loja mas acabei por o fazer à mão e claro que pelo caminho perdi a coragem de me desfazer dele. Foi directamente inspirado por este. Não sei como se chama o padrão, mas recentemente a Mary (vasculhadora-mor dos arquivos digitais de aquém e além-mar) mostrou-me este outro exemplar, saído de uma colecção de fazer perder o fôlego (♥ ♥ ♥).
As fotografias dele aberto ficam para quando o levar a passear ou houver luz que chegue.
21 de novembro, 2007
Já tinha deixado aqui alguns quilts de livros de histórias, mas este, do lindíssimo A Visit to William Blake's Inn, é o meu preferido do momento. As ilustrações são de Alice e Martin Provensen, de quem tenho outras preciosidades mas apetece conhecer a obra toda.
Outros com as cores que me chamam neste momento: este (via Rita) e este.
Lindas caixas para lindas jóias, da Margarida e da Vera.
17 de novembro, 2007

Kaffe Fassett's Quilts in the Sun é o novo livro de Kaffe Fassett, guru do patchwork e domador das combinações improváveis de cores. Não sendo o livro
que eu recomendaria a quem fosse escolher um só do autor, este tem a particularidade de ter sido todo fotografado em Portugal. Encontrar por acaso o Kaffe Fassett de quilt aos ombros numa rua de Lisboa ou do Porto haveria de ter sido memorável, mas só soube que ele por cá tinha andado já o livro estava no prelo. Para já não deve ter audiência que justifique vir a Lisboa dar as suas aulas e palestras, mas quem o viu ao vivo (como a Jane e a Kay) garante que vale a pena. Não duvido.
12 de novembro, 2007

Depois de escolher, cortar e coser e preparar, acolchoar. Mais uma vez à mão, mas com menos pontos do que no anterior, a ver se ainda o acabo este ano. Para o rebordo, vou seguir este óptimo conselho.
Outros dois, um de pano e um de pedra.
07 de novembro, 2007

Um quilt americano do século XIX pertencente a um museu inglês numa revista francesa dos anos sessenta. A capa chamou-me pelo canto do olho, esta manhã, no meu outro trabalho. As boas revistas do século passado são uma excepcional fonte de inspiração.
Mais retalhos:
Fine Little Day: triângulos e mais triângulos.
ritacor: a relíquia que veio ter com a Rita.
Entelepentele: um dos dos quilts mais lindos que tenho visto, feito integralmente à mão com roupas da família (parece a versão feliz deste outro).
05 de novembro, 2007

Comprei recentemente o livro Quilted Planet: A Sourcebook of Quilts from Around the World. Não foi nada barato, mas valeu a pena. Como o nome indica, é uma espécie de história mundial dos quilts, aliás colchas, organizada por regiões e profusamente ilustrada. Não sendo uma obra científica, inclui uma boa bibliografia e apresenta bastante informação acerca de cada um dos temas e regiões abordados.
25 de outubro, 2007

Afinal vivia junto à costa, e passava o tempo a olhar para o mar e a pensar no que haveria para lá da linha do horizonte.
23 de outubro, 2007
Os poucos dias que faltam para a A. fazer um ano foram a desculpa para experimentar inventar uma história de pano. A premissa era usar só restos de tecidos, e partir deles para construir o que fosse possível, uma página por dia. Esta tem um telhado que sobrou do #207 e uma matrioshka promovida a senhora alentejana vinda das sobras deste sling, mais uns retalhinhos deste quilt. A seguir, logo se verá.
Mais:
Louise-Marie Cumont por outros olhos.
Shizuko Kuroha: a vida começa aos 38.
21 de outubro, 2007


O convite para a inauguração tinha-me despertado a curiosidade e o post da Ana confirmou que era uma exposição a não perder, mas a visita superou as expectativas. A artista Louise-Marie Cumont (n. 1957) cria livros, mantas e outros objectos recorrendo quase exclusivamente a uma técnica tradicional de patchwork que consiste em criar blocks (quadrados) figurativos através da justaposição de quadrados, triângulos e rectângulos de pano. O padrão deste tipo mais conhecido é provavelmente o schoolhouse mas há muitos outros, que aparecem geralmente nos sampler quilts americanos desde os finais do século XIX.
As limitações da técnica são habilmente exploradas pela artista, que constroi séries a partir de objectos facilmente redutíveis a formas simples: a cadeira, a cama, o carro, a casa. Na exposição podem ver-se alguns dos livros e mantas produzidos por Louise Marie-Cumont em séries limitadas (alguns deram origem a versões impressas em papel) e há uma manta-brinquedo-gigante para mexer que torna ainda mais óbvia a qualidade técnica das peças e o cuidado na escolha dos materiais.
Mais sobre o mesmo:
Imagens da exposição e do workshop que teve lugar em Setembro.
Para quem quiser treinar a técnica, um livro japonês com alguns padrões (imagens aqui e aqui).
Os livros de pano da Rita e casas de retalhos.
Ema: Lindas ilustrações em tecido e a minha única incursão no género até à data.
12 de outubro, 2007


Desta vez não o vi. Aliás não o vejo há anos. Um edredão de seda e penas, fofo e nobre, digno de uma princesa. Já deve ser uma antiguidade. Não me lembro ao certo dos padrões e mesmo das cores já não tenho a certeza. Só do cheiro, do toque e do privilégio de o ter partilhado algumas vezes.
05 de outubro, 2007

Agora que a A. finalmente dorme sestas dignas desse nome posso reclamar de vez em quando para mim o chão da sala e enchê-lo de retalhinhos. Hoje peguei neste quilt começado há meses e dei-lhe um bom avanço. Vai ser bom para uma cama de grades e, se não me faltar a coragem quando o vir pronto, irá para a loja.
Quilting ♥:
Kaffe Fassett's Quilts in the Sun: o novo livro de Kaffe Fassett
é de certeza como os anteriores um regalo para os olhos e tem a particularidade de os quilts terem sido fotografados em Portugal. Já encomendei.
Inspiração: colagens e uma excelente colecção de azulejos portugueses no Flickr.
E, a propósito da fruta da época, eu gosto de ver o que a Jane faz e ler o que ela escreve (ainda não tenho o livro).
26 de setembro, 2007

A propósito de um dos chãos mais bonitos da minha rua, um link para o blog da Alix, que é novo em folha (sobre ela já escrevi aqui) e uma enorme vontade de ter um quilt para acolchoar à noite. Quanto ao mosaico hidráulico &hearts patchwork, continuo assim.
Quit love: Blossom quilt da Rita, este, um e outro log cabin antigos, e os que tenho de ir ver ao Barreiro.
→ →
Nada a ver: ali na coluna da direita, estreei uma secção de posts em destaque.
10 de setembro, 2007


06 de agosto, 2007


Não me faltam tema nem vontade, só o tempo. Tenho lido muito sobre tecidos africanos e observado, cortado e cosido tecidos africanos. Na noite passada já me pude aconchegar com estes, pensados, cortados, cosidos e acolchoados na consistência certa. Neste momento fascinam-me mais do que os outros. São vistosos, complexos, difíceis de combinar. São lindos. Quero fazer com eles uma colecção de quilts para a loja e fotografá-los como merecem. Dream on...
30 de julho, 2007

Apesar de não falarmos a língua uma da outra e de mesmo em Inglês nos entendermos pouco, há três anos que trocamos prendas. Gabo-lhe a minúcia e perfeição no patchwork e sigo (as imagens d)os outros posts com a curiosidade de quem adora ouvir contar como se vive noutras paragens. Desta vez elas receberam duas bonecas (que a Malva da Camilla e a Nazaré receberam na família), a quem a E chamou (eu diria brilhantemente) Primaveresa e Verãozosa. Eu ganhei o mais delicado dos porta-chaves.
Doumo arigatou gozaimashita!
07 de julho, 2007


Fomos ver os 50 anos de arte portuguesa. A opção de partir dos dossiers e relatórios dos bolseiros que a Fundação apoiou, expondo-os cuidadosamente e sem distinguir entre os que o futuro consagrou (emocionantes, os álbuns de recortes e apontamentos de Paula Rego) e os outros, é muito interessante (e feminina também, parece-me). Porque já escrevi sobre ambas noutros posts não podia deixar de salientar a secção dedicada a Fátima Vaz e Helena Lapas que, nos anos 70, levaram a cabo um trabalho de recolha e estudo do patchwork em Portugal. Como diz o pedido de apoio que apresentaram à FCG:
...há vários anos dedicam uma parte do seu tempo à recuperação, procura e criação de trabalhos em patchwork (...). Embora ambas sejam artistas profissionais nos campos da pintura e tapeçaria, procuram complementar o seu trabalho de atelier com a pesquisa de fontes ditas populares. Trabalhos portugueses no campo do patchwork merecem um lugar no Victoria and Albert Museum em Londres, embora por razões várias este género de trabalho, feito em casa em condições muitas vezes precárias, encontra-se (...) quase completamente perdido no nosso país.
Fiquei com vontade de ler estes relatórios de fio a pavio (talvez um dia seja possível). A E. preferiu o vídeo do João Onofre, no andar de baixo.
Mais sobre a exposição aqui e aqui.
09 de junho, 2007


A E. descobriu os meus velhos socos. Usa-os no quintal e chamou-lhes sapatos de salto alto. Eu usava-os na rua e na altura queria era ter uns com joaninhas que namorei meses numa montra.
Cosi meio quilt top, depois de me decidir por um bloco simples e doze tecidos diferentes (entre os quais um que já entrou neste e neste). Não vai ser muito ousado, perfeito ou particularmente inspirado, mas acertei precisamente nas cores e contrastes que me apeteciam. O fascínio hipnótico do patchwork é o mesmo que exercem os fractais e rectângulos de ouro. Excita e apazigua ao mesmo tempo.
05 de junho, 2007


Não tenho nehum quilt pronto para acolchoar e, apesar do calor, faz-me falta. Aquele exercício dos pontos muito pequenos e certinhos uns a seguir aos outros quando, à noite, elas já dormem e o cheiro dos bolos de arroz da fábrica vizinha começa a entrar pela janela juntamente com a brisa fresca da noite, relaxa-me e organiza-me. Já escolhi cores e já as pus de lado, já fiz uma tentativa que, por se ter complicado demais, vai ser desmembrada para almofadas e já escolhi mais tecidos mas ainda tenho dúvidas. Combinar cores e padrões faz-me perder a noção do tempo. Gostava de ler um livro que enumerasse as regras daquilo que aprendi a fazer só por instinto (porque é que estes tecidos ficam bem um ao lado do outro e aquele que é quase quase igual já não fica?).
22 de maio, 2007

Desde que comprei a primeira máquina fotográfica digital que são raros os posts ilustrados com imagens alheias, mas às vezes sabe bem quebrar a rotina: as duas imagens deste post vieram do flickr e são pormenores desta e desta. A sua autora é uma rapariga inglesa chamada Alix McAlister, que já viveu em Portugal e com quem tenho encontrado coincidências. Gostamos as duas de tecidos antigos e das suas etiquetas: ela tem uma colecção fantástica (eu tenho só esta e esta). Aprendemos a gostar de patchwork com duas mestras que trabalharam juntas nos anos 70: eu com o trabalho de Fátima Vaz e ela com o de Helena Lapas. Ambas somos mães, ambas fazemos bonecos de pano, partilhamos curiosidades. Às vezes é bom o mundo ser pequeno. Obrigada, Alix.
14 de maio, 2007

I love to quilt. I love to piece on them. I love to wash them. I love to look at pretty quilts. I got to make me another one.
Lucy T. Pettway (n. 1921)
in The Quilts of Gee's Bend, Tinwood Books, 2002.
11 de maio, 2007

Se as mulheres de Gee's Bend tivessem à disposição tecidos caros comprados de propósito, em vez das roupas velhas da família, teriam chegado onde chegaram? Se não estivessem limitadas na quantidade e qualidade da matéria-prima, teriam na mesma gerado peças com qualidade para serem expostas nos melhores museus? A pergunta em si não faz sentido, mas a verdade é que algumas limitações podem ser estimulantes. Da produção de cada um dos meus slings sobram oito quase triângulos de tamanhos variados e uma tira de largura irregular. Vou dar-lhes destino.
Os quilts de Gee's Bend inspiraram: o lindíssimo Fletcher's Quilt, My Indigo Window, wool lap quilt, Matty's quilt.
06 de maio, 2007

Apesar de o anterior ainda ir a menos de meio, já tenho escolhidos os tecidos para o próximo. São bastante mais tendance do que é meu hábito, mas espero que não pareçam demasiado enjoativos daqui a uns anos.
23 de abril, 2007


Ei-lo, finalmente terminado, lavado e seco ao sol. Perdi a conta às dezenas de horas que levou a terminar e no tempo que levei a fazer este à mão podia ter feito uns vinte à máquina. Mas não era a mesma coisa.
17 de abril, 2007

Juntamente com o log cabin, o pinwheel é um dos meus padrões preferidos. É muito simples e produz efeitos muito diferentes, consoante se usem tecidos mais ou menos contrastantes. A não muitos dias (espero) de terminar este, voltei a pegar noutro quilt que tenho em mãos desde o ano passado. Tem só três cores, um monte de tecidos diferentes e, se eu ganhar juízo (e perícia), vai ser acolchoado à máquina.
Links:
Patchwork português: Ermelinda Cargaleiro (coincidência com ou influência sobre o trabalho de Manuel Cargaleiro?) e Maria Teresa da Conceição Mendes.
Volksware carpet: um quilt-tapete-instalação feito de peças de roupa inteiras. Vendido ao metro.
Quiltsryche | evil rock quilts, de Boo Davis.
Cozy patchwork de camisolas feltradas.
Levitated: Nine block pattern generator.
I haven’t been making anything: quilts e bebés, a melhor combinação.
23 de março, 2007

Onde teria eu a cabeça quando decidi acolchoar este quilt à mão? Comecei-o em Setembro, quando estava muito grávida (ergo pouco lúcida) e ainda não está terminado. Espero que compense. No entretanto, redescubro os dos livros de quando era pequena:
04 de fevereiro, 2007

Quando eu era assim pequena (estavam a começar os anos 80 e) vivia no paraíso do patchwork mas o livro que mostrava à máquina fotográfica era um guia de aves porque (mercê de muitas horas de birdwatching com a minha mãe) planeava vir a ser especialista na matéria. Hoje em dia ainda distingo um abibe ou uma toutinegra mas na verdade puxa-me mais para os trapos. Às fatias, de preferência. A culpa (de tudo isto) só pode ser das almofadas.
Retalhos de encher o olho:
Doll quilt e Molly's quilt e um tesouro por um dolar.
E mais:
26 de janeiro, 2007

A A., que faz amanhã três meses, está nesta fase do fazer pontaria, tentar agarrar e abocanhar convictamente. Ontem quis comer os braços do boneco Nazaré (que ainda não apareceu aqui) e por isso hoje fiz-lhe esta coisa que é o cruzamento entre um quilt e um brinquedo. Gosto dos quilts em formato mini, como o dos small quilts da Amy Karol e desta técnica de aplicar tecidos, que pode ser resistente se for bem feita mas ao mesmo tempo tem um ar solto e foi de certeza inventada por alguém que não cosia muito bem à máquina. Agora é lavar muito bem e ver se ela gosta.
28 de setembro, 2006

Enquanto o meu grande work in progress cresce sozinho e ocupa os últimos centímetros livres (mas porque é que quando, na Primavera, comprei calças de grávida não me lembrei do que as ancas alargam durante os nove meses, independentemente de se ganhar só o peso recomendado?) outros projectos pequeninos vão tomando forma. Tive estes tecidos escolhidos e prontos durante mais de uma semana até ganhar coragem para os cortar. São quase todos japoneses e tenho-os coleccionado ao longo de três anos sem perceber como pareciam feitos uns para os outros. Apetece-me ter qualquer coisa lenta e morna para fazer nos últimos serões desta espera, pontinho a pontinho...
25 de setembro, 2006

O mosaico hidráulico (que tanta gente continua inexplicavelmente a mandar arrancar de lojas, cozinhas e entradas) para além de ser fresco e macio nos pés e um regalo para os olhos é uma fonte inesgotável de inspiração para o quilting. As regras de uma e outra arte são obviamente próximas e muitos dos padrões mais comuns são inclusivamente os mesmos numa e noutra. Fascina-me este jogo entre as regras da técnica por um lado e a total liberdade criativa pelo outro e agora, mais do que nunca, vejo padrões em todo o lado.
20 de setembro, 2006

(quantos tecidos são tecidos a mais?)
♥
Log cabin sueco.
Quilt de pedra.
Padrões de papel.
16 de setembro, 2006

Não sei bem quando foi que deixei de fazer posts deste género. A grande maioria das primeiras vezes da E. ficaram de fora deste espaço (e de qualquer outro que não as nossas memórias, porque este passou a ser o meu único diário) e muitas já não consigo datar com certeza (foi aos nove meses que disse papá, mas quantos mais demorou até dizer também o meu nome?). Marquei o dia em que largou a chucha mas não o da última fralda, algumas gracinhas mas não outras, sem grande critério mas sempre a pensar no quanto é que será expor demasiado: eles, a primeira geração de bebés blogados, encarregar-se-ão sem dúvida de nos criticar daqui a uns anos. Tudo isto porque a E. me acordou a ler. Sem perceber o que estava a ler mas a ler. Estávamos no sofá, com ela a fazer de conta que me contava histórias para adormecer (o que, no meu estado actual, funciona em menos de um minuto). Já do outro lado, comecei a prestar atenção ao que estava a ouvir: áa, depois áapéee, áapécuéeee, e quando soletrou ápécuéna (a pequena) dei um salto. Tu já sabes ler?! O interesse pelas letras já vinha de há mais de um ano, mas tinha decidido não dar mais do que resposta aos inúmeros como é que se escreve e o que é que diz aqui diários. A seguir à surpresa de hoje não resisti a ir buscar a Isaurinha e a comprovar que junta as letras quase todas sem grandes hesitações. Não sabe ler, porque não consegue na maior parte das vezes deduzir sem ajuda o significado do que acabou de dizer, mas junta sozinha as letras de uma palavra inteira.
Tão importante como isto, pelo menos para ela, enquanto juntávamos triângulos para o próximo quilt e depois de dias de treino, conseguiu assobiar.
14 de setembro, 2006

Ainda não domino a arte de fotografar quilts (mais difícil de praticar sem um jardim ou um estendal bonito), mas aqui vê-se um bocadinho melhor. Os tecidos, como neste, foram cortados a olho e sem grandes preocupações e cosidos à máquina. Para acolchoar usei baetão branco e agulha e linha sem bastidor (que desconfio que só funciona bem com batting mais fino). Demorou meses a acabar mas esteve parado muitas semanas por causa do calor. Entretanto já tenho outro começado...
Quilt ♥, etc.:
Mini: Branco é bom.
DSQ Original: A propósito do mesmo assunto que me levou a escrever sobre os quilts da Zara Home e a mudar, gradualmente mas cada vez com mais convicção, os meus hábitos de consumo. Nada como saber (o que custa) fazer para aprender a questionar o valor do trabalho e o significado real dos preços praticados pelas lojas.
Brie's Baby Quilt: perfeito, mesmo para quem como eu não é grande fã de bebés e cor de rosa.
Thrifted quilt. Os quilts mais lindos também vão à praia.
Denise Burge (via Whip Up).
13 de setembro, 2006


Milhares de pontinhos de 2mm depois, está pronto. A escolha de tecidos não foi genial mas gosto do branco, que escolhi por ser a única cor que me apetecia quando a E. nasceu e provavelmente me apetecerá para pôr à volta deste bebé. Fotografias melhores ficam para amanhã.
27 de julho, 2006

Enquanto tento terminar este quilt, todo acolchoado à mão (dá muito, muito mais trabalho mas gosto ainda mais do resultado), deixo mais algumas respostas às perguntas frequentemente perguntadas sobre o assunto (a parte 1 está aqui e os arquivos, aqui):
21 de julho, 2006

A acompanhar o meu crescente interesse pelo quilting (aliás técnica das colchas de retalhos) tenho recebido uma série de emails com perguntas e pedidos de ajuda sobre o tema. Aqui ficam algumas primeiras respostas (e espaço para outras perguntas, links e conselhos que surjam via caixa de comentários). A minha experiência é para já muito pouca e o que tenho aprendido está quase tudo nestes arquivos.
18 de julho, 2006

Estou grande e está calor. Passei dois dias deselegantemente inerte (tão inerte quanto uma mãe pode estar) em frente à ventoinha e ao terceiro encarnei o Grande Espírito Nidificador que mais tarde ou mais cedo possui todas as grávidas. Subi e desci caixotes de roupa, passei em revista tudo o que a E. usou desde o parto, chorei um bocadinho ao mostrar-lhe a primeira peça de roupa que estreou depois das deliciosas fardas da maternidade, reclamei e forrei a mesma gaveta para o novo bebé e desde então que só penso em bodies de recém-nascido, babygrows e calças de algodão que deixem os pés à mostra, quilts por acabar, lãs irresistíveis mas impensáveis de tocar neste clima e nos vestidos todos que vou mesmo fazer.
21 de junho, 2006

... é música para os ouvidos de uma grávida que não morre de amores por roupa de grávida. Depois da saga das calças perfeitas fui à procura de partes de cima bonitas e confortáveis. Acertei em cheio nesta loja (acabamentos decentes, preços no limbo) que, para além de camisas com golas quiltadas (eu sei que é acolchoadas), tem um monte de estampados africanos, mesmo a calhar para condizer com os meus sacos novos.
Por falar em quilts:
Sunshine after the Rain e um seu digno antepassado.
CatarinaM: depois do sucesso das fotos no Flickr, a Catarina abriu finalmente uma loja online. Parabéns, Catarina!
A fotografia (com um gancho da suíça Gerdas que vou disputar à E.) é enganadora: parece, mas não fomos infectados pela bandeirite.
14 de junho, 2006


Há semanas que juntei estes seis tecidos para fazer um novo quilt. Depois deste (que nunca chegou a aparecer aqui) e deste, tenho a boa desculpa de a E. precisar de um para a nova cama. Desta vez apetece-me fazer uma coisa no género da hipótese 1 deste post.
Com os retalhinhos que cosi ontem fiz, para oferecer a uma mãe de parabéns, um porta lenços de papel (verdadeira inutilidade que me faz pensar se daqui a uns anos não estarei no estado agravado de costurar naperons com rendas para enfeitar a televisão). O molde foi tirado a olho dos deste livro (1 e 2). Vale a pena ver os muitos outros que por aí andam.