Chita
15 de setembro, 2007


Lá em Montedor havia um vestido de chita, macio de muito usado e com as cores perfeitas. A E. andou com o que lhe fiz e este Inspirou-me para fazer alguns em grande, assim que haja tempo.
04 de abril, 2007

Os CTT estão a promover um concurso de propostas para emissões filatélicas do próximo ano. Já só faltam três dias para a votação terminar, de forma que não conto ficar entre os dez primeiros lugares (os que passarão à fase seguinte), mas não podia deixar de puxar a brasa à minha sardinha e propor uma colecção de selos sobre chitas.
03 de abril, 2007

Mais uma entrada para o Crafty Tour of Lisbon, com uma loja que parece não ter mudado muito nos últimos anos e felizmente continua cheia de fregueses. Os lojistas têm bigode e muitos anos de caixa, como gostam de dizer. É uma das minhas preferidas em toda a Baixa de Lisboa.
26 de março, 2007

A Ana mandou-me este delicioso laço de trapilho para umas experiências que quero fazer. Os padrões são lindos (aqui há outros exemplos) e mostram que se produzem tecidos magníficos em Portugal, ao contrário do que sugere a pobreza das nossas lojas. No dia em que possa, arranjo um tear (como fez a Catarina Almeida) e aprendo a tecer o trapo tão bem como a mulher de Monsaraz que fez esta manta:
11 de outubro, 2006


De alguma maneira, esta imensidão de posts sobre chitas granjeou novos clientes a certas lojas e outros tantos pares de olhos mais atentos a montes de trapo e fundos de baús. Se essa for a conquista deste blog, dou-me por satisfeita.
Esta chita lindíssima foi-me enviada pela Joana Miranda e, para além de ter passado imediatamente a ser uma das estrelas da minha crescente colecção (acho que já posso chamar-lhe isso), fez-me ter ainda mais a certeza de que um dia vou matar as saudades que tenho das jornadas na BN com uma investigação a sério sobre a história destes tecidos e destes padrões.
11 de agosto, 2006


07 de junho, 2006

Da primeira série de sacos deste verão estes são os últimos. Já estou a escolher tecidos para os próximos e acho que para além das chitas vou atacar o meu stash de tecidos africanos.
Nota: O funcionamento do weblog.com.pt nos últimos tempos tem deixado muito a desejar: impossibilidade de publicar entradas durante horas a fio, comentários que não ficam registados, etc. Apesar de ter sido uma das primeiras pessoas a aderir ao serviço começo a ter vontade de migrar para paragens mais fiáveis. Já perdi a conta aos emails enviados para o apoio técnico. Aos que tentam comentar e não conseguem as minhas desculpas. A alternativa é o email rosapomar arroba mac ponto com (reclamações para suporte arroba weblog ponto aeiou ponto pt).
05 de junho, 2006

Mais um saco de chita de regresso à loja.
02 de junho, 2006

Já fez um ano que costurei o primeiro saco. Perdi a conta às vezes que foi à máquina. As cores esbateram um bocadinho (e ficaram, acho eu, ainda mais bonitas) e continua ao serviço (nas compras, nas idas aos correios, nos passeios). Revistos a correr os arquivos, fiz com estas novas velhas chitas pelo menos: sapatos, cobertores, edredões (*) e mudadores, bordados, muitos, muitos sacos, pegas, mais sacos, babetes, estojos de agulhas, quilts, chatelaines, aventais e, claro, bonecos. Pensando bem, voluntaria ou involuntariamente, o que lhes fiz mais foi mesmo publicidade.
Acho que ainda há ombros vagos que cheguem para mais uns sacos. Estes já regressaram à loja foram vendidos esta manhã (obrigada!).
03 de fevereiro, 2006

Não é da que se fazia há mais de cem anos nem tem o estilo por razões desconhecidas dito de Alcobaça (de padrões como este, felizmente facsimilado e produzido actualmente), nem é a minha preferida, mas é chita propriamente dita, da de 70cm de largura e trama muito aberta, frágil, parola, linda. Quantos fins de rolo como este que esperou por mim haverá ainda? Quando for grande escrevo-lhes a história.
23 de janeiro, 2006

Vale-me a fiel e velha ixus, metida na mala antes de voltar a sair de casa. Graças a ela pude trazer comigo (só em pixels) este não-percebi-o-quê de chita velhinha, desbotado, remendado, lavado e pendurado num estendal por onde passei.
24 de novembro, 2005

Há bastante tempo que não tinha prontos novos sacos mas, para responder a quem tem perguntado, ei-los de volta. Estes (são três e estão na loja e na loja) são feitos numa das minhas novas chitas preferidas, com um padrão que já tinha usado mas numa combinação de cores diferente e que agora me parece perfeita.
25 de outubro, 2005

Há exactamente um ano fiz o primeiro babete (foi a Miriam que mo lembrou). Foi um projecto divertido, por causa das nódoas pintadas e das letras que bordei à mão. Nessa altura também fiz vários pares de sapatinhos de bebé todos diferentes uns dos outros e outras coisas que ainda não tive tempo de retomar. Todos os que nasceram entretanto eram para bebés pequeninos, mas agora tenho finalmente pronta uma colecção (são só 9) de babetes para toddlers, impermeáveis e segura-migalhas, feitos com a chita de que mais gosto. Este ficou para a E.
Muito obrigada por todos os emails e comentários de parabéns!
22 de outubro, 2005

Tenho andado à procura da maneira de dizer em Português quilt, quilting e patchwork. O melhor que consegui para quilt foi:
Acolchoado: coberta chumaçada e pespontada em xadrês, segundo a já velhinha 3.ª edição do Dicionário de Português da Porto e Editora.
Não soa muito bem mas acho que é a palavra certa. Manta de retalhos acolchoada é mais explicativo mas comprido demais. E patchwork, como é que se traduz?
Há meses que ando cheia de vontade de explorar estas técnicas. Fiz as pegas-ou-pousadores-de-caneca-ao-lado-do-computador, um saco, três porta-moedas e agora uma brincadeira com destino ainda não decidido (manta para as bonecas, individual ou pousa-cotovelos-junto-ao-teclado, que é o que está a ser neste momento).
21 de outubro, 2005

Os cobertores pequeninos feitos com bandas de três chitas diferentes são uma minhas das novidades na loja. A Hilda tem encantado os visitantes com os seus carapins (palavra quase tão doce quanto o seu significado) e a Ana tem finalmente pronta mais uma série das requisitadíssimas papelsonagens.
10 de outubro, 2005

A semana começa a correr, de t-shirt e gabardine, com a E. finalmente livre do peganhento vírus que nos atazanou durante duas semanas, duas grandes encomendas quase terminadas, 417 emails por responder e decisões importantes para os próximos dias...
08 de outubro, 2005

Há cerca de um ano comecei a fazer cobertores pequeninos, primeiro com chitas e logo a seguir com outros tecidos. A E. tem um ao tamanho da cama para dormir a sesta e agora, depois de muitas pessoas mo terem pedido ao verem os pequeninos, há mais a nascer.
02 de outubro, 2005

Chegaram os meus postais da port2port press (thank you Maria!). Foi bom ver finalmente impressas duas de entre muitas zincogravuras que há alguns anos salvei de serem derretidas.
Também me chegou o mais recente número da Milk. Um dos poucos artigos que já consegui ler até ao fim é sobre o livro Portraits, álbum de desenhos de Angèle Fougeirol, uma menina de dez anos (mais imagens aqui).

Desde que vi os porta-moedas feitos pela Handpicked a partir de um livro japonês que andava com vontade de fazer uns no mesmo género mas com os restinhos de chitas que uso para as pegas. Ainda estou à procura do método perfeito mas gosto do resultado.
E mais:
O monstro romântico da Mariana Massarani, um avental-estojo a uso e uma pinhole feita de lego.
20 de setembro, 2005

Ainda estou a recuperar de toda a agitação da semana passada. Foram demasiadas noites a dormir de menos, um sem-fim de pequenas coisas que não podiam ser esquecidas, todos os preparativos para a abertura da loja e, claro, acima de tudo a adaptação (ou falta dela) da E. à escolinha. Ingénua, estava convencida de que de um dia para o outro ia passar a ter cinco manhãs inteirinhas por semana para dedicar ao(s) trabalho(s).
07 de setembro, 2005

Depois de pronto e lavado, o saco da E. ficou bastante parecido com o que queria fazer. Usei como modelo um outro, feito por uma das irmãs da minha bisavó, e que é tão bonito que merece um post só para ele. Este é tal e qual aquilo que se costuma chamar um saco do pão, por fora feito de restinhos de tecido e por dentro de tecido branco de algodão, neste caso novo mas que também costumava ser reaproveitado (por exemplo de sacos de farinha).
03 de setembro, 2005

Pelo menos enquanto os restinhos não chegarem ao fim parece que não vou conseguir parar de fazer pegas. As primeiras rumam segunda-feira a novas cozinhas.
02 de setembro, 2005

Guardei todos os pedacinhos de chita que sobraram dos sacos que fiz com a certeza de que iam servir para alguma coisa. Ontem, enquanto o F. fazia o jantar, juntei alguns para fazer mais algumas almofadas para alfinetes mas, quando a primeira estava pronta para levar o recheio, gostei tanto de a ver assim que em poucos minutos se transformou numa pega de cozinha (ou encosto para as várias chávenas de café com leite que vou trazendo para a secretária ao longo do dia). Antes de irmos para a mesa tinha três prontas e o sucesso com a E. foi imediato ao ponto de destronar a Wendy pelo resto do serão. À noite, quando as tarefas do dia estavam concluídas e eram mais que horas de ir para a cama, ainda fiz mais três.
31 de agosto, 2005

Nenhum roteiro crafty da cidade do Porto (ora aqui está uma ideia que podia ser concretizada em conjunto através, por exemplo, de um grupo no Flickr) pode ficar completo sem incluir o lindíssimo Armazém dos Linhos. É esta a loja que produz e distribui a maior parte das chitas actuais que uso para os meus sacos e bonecos. Fica ao fundo da Rua de Passos Manuel e merece uma visita nem que seja só para olhar. A não perder, no fim do corredor, o monte de restos e bocados de tecido com falhas na impressão que às vezes produzem efeitos curiosos.
19 de agosto, 2005

Uma colcha de chita mesmo antiga e chita transatlântica.
13 de agosto, 2005

Volto já, com a mesma incerteza quanto ao quando dos volto jás nas portas das lojas. Nos próximos 15 dias, internet só em doses homeopáticas.
02 de agosto, 2005

Encontrei esta chita pela primeira vez na feira de Viana do Castelo, já há um ano. O que gosto mais nela são as duas filas de estrelinhas que só se veem de perto.
Depois de uma ida prolongada ao parque infantil para gastar as pilhas da E., espera-me um serão nada invejável de revisão de todos os papéis da Segurança Social dos últimos três anos.
#281 na Holanda.
05 de julho, 2005

Com as chitas ainda por cortar alguns padrões parecem-me demasiado vistosos, mas quando os sacos estão prontos não me canso de olhar para eles. Este é outro dos meus preferidos.
Que fazem os ilustradores portugueses quando não estão a desenhar? Escrevem para o boneco.
06 de dezembro, 2004
Às vezes penso que gostava de vir a ter uma loja. O ideal era ser muito rica e não ter de me preocupar com vender de facto as coisas que lá houvesse. Há uma loja no Porto, muito velhinha, de que gosto muito (espero que nunca feche): tem um enorme balcão de madeira e um pé direito altíssimo, mais um corredor muito comprido por onde se pode ir até uma segunda sala, cheia de pó e nos dias que correm muito escura. É uma loja de tecidos. A minha loja também teria tecidos: chitas de Alcobaça, tecidos africanos e outros. E lãs, claro: lãs de Mértola e de outros sítios, de Portugal, de Inglaterra, do Japão, etc. Também teria de ter lápis de cor e tintas e carimbos e papeis e biscoitos como os da Ribeiro...
Enfim, para já fico-me pela minha loja de brincar.
28 de outubro, 2004

Da minha mais recente excursão em busca de materiais trouxe chita verdadeira. Já dei uso a parte dela (por causa da feira tenho outra vez a cabeça a fervilhar com ideias).
Disseram-me hoje que na revista do Expresso do último sábado veio uma peça sobre a moda do tricot. Aposto que quem a escreveu não sabia dos nossos encontros.
La Frimousse, la poupée qui sauve un enfant: se estivesse em França participava já neste projecto.
11 de setembro, 2004

Afinal a quase chita que trouxe de Viana chama-se cretone e também se vende em Lisboa, no número 251 da Rua dos Fanqueiros. Pelos vistos estes cretones-quase-chitas são mais grosseiros do que as extintas chitas verdadeiras e são todos produzidos por um único fabricante (que se espera que continue a fazê-los por muitos anos).
Recycled Silk Yarn: No número de Outono da Knitty, uma saca irresistível, tricotada em desperdício têxtil da confecção de saris.
Amy Rue: Outra mãe que faz criaturas de pano depois de pôr os filhotes na cama.
05 de agosto, 2004

26 de julho, 2004

...da feira de Viana.
Já no Porto, entramos numa loja de lãs e tecidos ao cimo da Rua de Cedofeita. A E. faz a gracinha do tricot (tricota com agulhas virtuais enquanto diz tchique tchique) e o senhor da loja, deliciado, oferece-lhe um par de agulhas verdes e um novelo de lã a condizer (que ela prefere usar como bola de futebol). No fim, faz-me um desconto nos tecidos e ainda me oferece um metro de galão bordado!
03 de julho, 2004

Se alguém se lembrasse de recuperar as chitas de Alcobaça (ou será que já alguém se lembrou e eu é que não as encontro?), não precisava de ficar tão maravilhada ao deparar com um sítio como este e as minhas bonecas não eram feitas quase só de tecidos produzidos noutros países.
I ♥ Japan: os bonecos de Yuriko Watanabe, livros e artistas na Skyfish Graphix e livros para crianças (como este, russo) no Triton Cafe.
#31: chegou ao Brasil e não podia estar melhor.
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