Crafts
04 de maio, 2008
(e no presente do conjuntivo)
45cm de tecido, 120cm de grega azul, meio metro de elástico e uma praia de rio.
03 de abril, 2008



Detalhes de um livro dos anos 30 sobre detalhes e acabamentos. Como coser um botão de reserva, rematar pregas, fazer moldes, golas, bolsos, folhos, como era fazer roupa antes das máquinas de corte e cose. Tenho pena de não o saber ler, mas as fotografias e ilustrações são lindas.
30 de março, 2008

Tirando a roupa interior, e porque também tem a que era da irmã (se estivesse mais calor já podia usar este vestido), começo a convencer-me de que este Verão posso mesmo optar por não comprar roupa para a A. Ontem fiz-lhe mais umas calças e uma blusa. Para as calças usei um tecido de linho japonês que já tinha há muito tempo (espero vir a ter tecidos deste género em breve na Retrosaria) e para a blusa usei este e segui um molde deste livro.
A propósito:
Little Brown Dress, projecto performance de Alex Martin que durante um ano inteiro não vestiu senão um vestido castanho costurado por ela, num statement anti-consumismo.
26 de março, 2008
Depois do casaco, umas calças, feitas também com sobras dos slings e por um dos moldes deste livro. Para primeira experiência (nunca tinha cosido nada mais comprido do que as culottes) não estão nada mal, parece-me. Aliás são tão fáceis de fazer que me apetece não comprar mais nenhumas para a A. enquanto ela usar fraldas e calças de elástico.
O entusiasmo com a confecção levou-me a passar hoje mais tempo do que queria a ver figurinos. Tenho o tecido africano ideal para as blusas que me apetece vestir no Verão, mas falta-me a experiência para tentar uma mais ou menos assim. Talvez encomende finalmente este livro e ganhe coragem.
22 de março, 2008
Como a E. adoptou definitivamente o dela, fiz um casaco para a A. Este cruza um bocadinho à frente e pode levar um botão para ficar fechado. Também é reversível e do outro lado tem o mesmo tecido do capuchinho vermelho que a Rita usou nesta camisa.
De manhã passeámos no lindo centro do Seixal. Fiquei curiosa com os postigos que há em muitas casas, que não são para as cartas e parecem demasiado pequenos para gateiras.
28 de janeiro, 2008

O ter o meu nome no meio é uma coincidência auspiciosa naquilo que é o mais diletante dos meus projectos: a minha selecção de tecidos americanos e japoneses, disponíveis a dois dias de correio em vez de ser a um oceano de distância. O site mesmo a sério está a ser feito pela Overture Software e, se tudo correr como planeado, estará on-line em breve mas, até lá, terá uma sede provisória, já operacional. A escala será a que permite uma logística caseira, mas espera-se que quem (como eu) se regala a cortar e coser encontre lá o que precisa. Boa Viagem!
24 de janeiro, 2008
2007 foi o ano em que estreei nos galões. Nos meus, quero dizer, porque já não sei há quantos anos comecei a juntar galões bordados portugueses. Aproveito para mostrar alguns, a propósito da prenda que recebi hoje da Ana:
27 de dezembro, 2007

De volta, e com muitos posts por escrever. Passado o Natal, posso mostrar algumas prendas feitas, todas de maneira a aproveitar os triângulos e tiras de tecido que sobram da produção dos slings.
13 de dezembro, 2007

A lição número um dos cursos de preparação para o parto devia intitular-se A maternidade e o tempo: gerir a frustração. Porque o Tempo (a seguir ao que se entende pré e pós-maternidade por Amor), o que se faz e o que se pode esperar dele, é o que mais muda. E a única maneira de não passar os dias frustrada (para mim) é mudar as expectativas e aprender a fazer (quase quase) tudo às prestações. Com ou sem Natal à porta. Por isso os bonecos continuam a ser feitos devagarinho e estarão aqui e nas lojas quando e se for possível, mas não antes.
(na foto, babetes novos para juntar aos outros)
22 de novembro, 2007

Enquanto procuro (e vou encontrando!) mais testemunhos de babywearing tradicional português vou coleccionando imagens de personagens para outras histórias, como a desta menina agasalhada numa capucha. Eu também tenho uma assim quentinha, feita pelas Capuchinhas de Campo Benfeito e comprada na Feitoria.
(a fotografia está no livro A Queda da Monarquia. Portugal na viragem do Século de Maria Filomena Mónica, D. Quixote, 1987).
06 de novembro, 2007

Chegou finalmente, e já está pronto a enviar. Os primeiros metros partem ainda hoje.
30 de outubro, 2007

Ao ver o post de hoje da Rita, e depois de passar na loja em causa e ver com os meus próprios olhos, não resisti a fazer uma contribução para um blog que sigo com atenção, o You thought we wouldn't notice. O tema dá literalmente pano para mangas. Por um lado porque o plágio descarado parece ser uma constante na indústria têxtil (eu própria já o senti na pele) e, por outro, no campo do desenho de tecidos. Nos EUA (e também no Japão) há uma vigorosa indústria de produção de tecidos estampados, em grande parte estimulada pelo patchwork, que por lá tem honras de hobby nacional. Felizmente para pessoas como eu, muitos dos tecidos editados anualmente são reproduções de outros, antigos, entretanto caídos no domínio público. Algumas marcas fazem-no assumidamente, mas a maioria limita-se a re-editar assinando por baixo como seu, o que com a crescente quantidade de totós dos tecidos ligados à internet facilmente dá mau resultado. Foi o que aconteceu à designer Amy Butler, a quem no ano passado este episódio (o seu tecido é este) afectou a credibilidade ao ponto de a ter feito emitir uma espécie de comunicado muito pouco satisfatório. Os tecidos não deixam de ser bonitos, mas agora fica-se a pensar se algum será efectivamente original (e, como eu, há muito quem não vá na cantiga de que a originalidade não existe).
Nas fotos, dois entre muitos exemplos possíveis: Em cima, um tecido americano actual e o original reproduzido no magnífico livro Vintage Fabric from the States. Em baixo, um tecido americano actual (verde) e um retalho antigo (anos 30?).
18 de outubro, 2007

Ainda sobre o mesmo assunto: o post de hoje da Jane (e a pressão toda que imagino ter-lhe dado origem) deu-me vontade de ir comprar o livro dela outra vez. Sobre o que escrevi ontem, queria acrescentar (entre muitas outras coisas que se poderia dizer): 1. que se agora somos pós-feministas ou lá o que é que se nos pode chamar, é porque houve feministas propriamente ditas que nos abriram o caminho. Daqui as saúdo. 2. que, ideologias à parte e para ambos os sexos, aprender a coser e a fazer tricot é ou pode ser tão útil e interessante como aprender geografia e a prova dos nove. 3. que da minha história familiar aprendi que ser escolarizada, culta e politicamente activa é compatível com fazer os bordados mais bonitos. 4. que (em resposta à Susana) também acho perversa a competição surda entre as mães (nos jardins e nos blogs), a ver quem faz mais bonito e mais biológico. 5. que a mãe ou o pai que estão em casa com os filhos, a fazer com eles o que os educadores nos infantários fazem com os dos outros, estão (como eles) a trabalhar. E muito.
17 de outubro, 2007

Encomendei o The Gentle Art of Domesticity, da Jane Brocket só depois de ter lido esta crítica negativa. Nunca tinha sido seduzida por um blog em forma de livro mas, com o conteúdo visual do Yarnstorm, a possibilidade de o poder folhear longe do computador foi razão suficiente. E o livro é mais do que o blog. Não emito opinião sobre a opção de vida da autora, porque me parece ridículo fazê-lo, mas toda esta história da domesticidade não deixa de me incomodar um bocadinho, e confesso que uma introdução de cariz mais crítico ou histórico ou sociológico teria tornado (para mim) o livro ainda mais apetecível. Este post vem a propósito de umas linhas da página 11 em que se diz, sobre as gentle arts (ou ouvrages des dames, lavores ou aquilo que se lhes queira chamar): They have not been taken up by any government department and regulated and repackaged with health and safety messages and warnings. They are a matter of individual and personal choice. Percebo a ideia de afirmar que hoje em dia a prática das ditas gentle arts seja absolutamente livre e voluntária. Aliás, concordo inteiramente com a Jane quando ela afirma que é libertador o facto de não ser preciso skills, qualifications, training or equipment (já tentei explicar a várias pessoas que a criatividade que eventualmente tenha nestes domínios decorre em muito de ter estudado numa área bem diferente). Já a primeira frase fez-me saltar para ir buscar à estante uma pérola da literatura técnica do Estado Novo (ler alguns excertos mais abaixo), de onde se depreende exactamente o contrário, e querer vir aqui lembrar que o exame da quarta-classe das nossas mães incluiu uma prova obrigatória de Lavores Femininos, e que esta mesma disciplina (que os rapazes não frequentavam), as perseguia até no Liceu, gostassem ou não. Foi há muito pouco tempo e não convém esquecer.
17 de setembro, 2007

Viana do Castelo. Fato à lavradeira.*
Em Viana do Castelo, capital do folclore, as cores vivas dos trajes saltam de quase todas as montras e perde-se a conta às lojas de artesanato (leia-se souvenirs), mas não há uma que recomendasse sem hesitar a um visitante desprevenido. A minha preferida vende, no meio de muitas outras coisas, peças de museu a preços tentadores: saias antigas tecidas em casa, lenços cache-nez que há muito não se fabricam, algibeiras e outras relíquias a cheirar a campo e a bafio. A outra de que gosto este ano estava fechada (acho que só para férias). Nestas e nas outras, o que abunda é industrial e desinteressante. Dou por mim quase com o discurso reaccionário deste livro, onde página após página se lamenta o fim dos serões passados à lareira com as ingénuas e genuínas raparigas do campo a tecer e bordar pacientemente os seus enxovais, e se descreve, já nos anos sessenta, a fraca qualidade do artesanato à venda nas lojas. A atitude não podia ser mais diferente da minha mas, por outro lado, custa-me ver morrer as últimas avós que nasceram num mundo diferente e, com elas, a memória e os saberes desse mundo. Há peças bem recuperadas, mas são a excepção. As poucas tentativas de integrar motivos tradicionais em peças de uso moderno que encontrei pareceram-me feitas com pouco gosto e menos qualidade. E no entanto há tanta coisa que se podia fazer...
PS: Não encontrei esta loja, e parece-me que foi uma pena. Gostava de ter visto de perto as rodilhas e o resto.
13 de setembro, 2007



Rumo ao fim das férias, passamos no Porto. Fazemos as paragens obrigatórias de cada Verão. Nas lojas que tenho divulgado recebo, embaraçada mas contente, sorrisos largos e agradecimentos sinceros. Hoje foi dia de ir ao Armazém dos Linhos.
24 de agosto, 2007

Ainda a uma semana das curtas mas desejadíssimas férias, dois novos babetes para a loja, um deles igual ao que fiz para a A. Em Setembro, com o regresso da E. ao infantário e a descida da temperatura, espero conseguir regressar aos posts diários e diurnos. Antes disso e no meio de mil e uma pequenas coisas por tratar, conto ter tempo para o post anual sobre plágios, que já anda a fazer falta...
16 de agosto, 2007
Esta semana não há bonecos novos (a ver se recupero o enorme atraso na lista de espera das lojas), mas há sacos e slings. Um deles tem um dos padrões que uso há mais tempo, e sempre com imenso gosto.
10 de agosto, 2007

Não é a senhora que morava num sapato, mas quase. O Filipe fez-me uma retrosaria numa caixa de sapatos e, com o metro que me ofereceu a Isabel, cortar os galões passou a ser bastante mais fácil.
Por aí:
Um babete com a Vera, um saco com a Marta e um dos meus envelopes reutilizado pela Alice.
03 de agosto, 2007
O calor aperta. Ficam as coisas novas (os aguardados babetes grandes, um sling às riscas e um saco com abelharucos) e as novidades (envelopes em tyvek prateado para presente e vales para oferta de slings).
02 de agosto, 2007

Já está.
01 de agosto, 2007


O novo galão está pronto. Tem estes anões e outros quatro, mais uma Branca de Neve morena. Tem dois centímetros de largura, mais meio que o do Capuchinho Vermelho, e vai estar na loja (com fotografias melhores) ainda esta semana. Talvez devesse tê-lo guardado para a rentrée, mas não resisto a partilhá-lo já. Ver o nosso trabalho impresso é sempre bom, mas vê-lo tecido é ainda melhor.
13 de julho, 2007

more textiles piled high. Originally posted by suttonhoo
Pouco antes do seu regresso, combinei com a minha irmã que ela me traria alguns tecidos da Guatemala pois, desde que comecei com os slings, passei a interessar-me ainda mais pelos panos que tradicionalmente se usam para transportar os bebés em várias partes do mundo, e muitíssimo na América Central (♥ ♥ ♥ ♥). Aos africanos é relativamente fácil chegar e adoro usá-los nos slings mas nos americanos nunca tinha pegado. A Ana diz que eram todos tão lindos que a dificuldade estava na escolha, e não me espanta. Vieram de Panajachel, junto ao lago Atitlan, onde foram tecidos à mão, assim. Cada um tem tamanho que chegue para um sling (e que slings magníficos darão) mas quanto mais olho para eles mais perco a coragem de os cortar. Talvez precise só de os namorar mais algum tempo...
11 de julho, 2007

Se no início pensei que muito galão do capuchinho vermelho fosse ficar a ganhar pó cá em casa, agora já estou a fazer contas aos metros que quero guardar para mim, antes que voem todos. À lista de destinos já se juntaram Noruega, Finlândia, Canadá e Austrália. Tem sido usado de muitas maneiras e da cabeça aos pés, passando pelo peito e pela cintura. Possibilidades não faltam.
04 de julho, 2007

Este Capuchinho Vermelho está a revelar-se um verdadeiro globetrotter: partiu para Portugal (do Minho à Madeira), Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Brasil, Estados Unidos e Austrália em pouco mais de uma semana. Já foi visitar a Débora e a Gisela, já anda por aqui e já mereceu uma review no Poppytalk.
27 de junho, 2007

Durante o dia de hoje o galão do Capuchinho Vermelho terá chegado às primeiras caixas do correio. A Rita, que o recebeu em mão, já o pôs (e bem) a uso. E as outras pessoas, o que farão com ele?
26 de junho, 2007

Muitos, muitos metros de galão depois (até me apetece arranjar um metro de madeira, como os das retrosarias), cá estão as outras novidades.
25 de junho, 2007

Com tudo o que ainda tenho para fazer hoje não sei se consigo lá pôr o resto, mas o galão já está!
19 de junho, 2007

Com a longa lista de lojas que tenho à espera de bonecos e a procura que os slings têm tido, o tempo para fazer sacos quilo de açúcar é menos que nenhum. Por outro lado, não lhes resisto. Por isso há havia dois na loja (e também dois bonecos). O tecido estampado, a pedir as releituras da Jane Austen que faço sempre no Verão, trouxe-mo a minha irmã há anos e é lindo.
18 de junho, 2007

O enésimo post sobre galão bordado (o primeiro deve ter sido este), para mostrar a concretização de uma espécie de sonho já antigo: um galão desenhado por mim, para usar nas coisas que faço e que daqui a alguns dias estará na loja, para quem mais o quiser.
16 de junho, 2007

Em resposta aos vários comentários e emails dos últimos dias em que se perguntava que máquina de costura uso:
Tenho uma Singer 5417C. Comprei-a em 2003, na Loja Singer das redondezas. Não me informei grande coisa antes de comprar e escolhi a marca por ser a de todas as máquinas da família. Teria sido mais inteligente trazer antes para casa uma delas (uma destas duas ou esta). É uma máquina banal e nada bonita. Não tem nenhuma função especial. Da única vez que se recusou a coser consegui resolver o problema facilmente, mas quando quis informações sobre peças e acessórios junto dos representantes fiquei bastante desiludida com a qualidade da assistência. Se fosse começar agora optava certamente por uma Brother, cujos representantes em Portugal são simpáticos e acessíveis. E se fosse investir numa máquina nova, provavelmente seria esta Bernina.
*título do artigo de Joana Amaral Cardoso no Público de hoje (suplemento Digital, p. 16), em que este blog é simpaticamente referido.
PS, em resposta aos comentários:
Como saber o ano de fabrico da minha velha Singer?
Através do número de série - ver aqui.
Como arranjar um manual de instruções para a minha velha Singer?
No site da Singer, aqui.
15 de junho, 2007

...uma mala com as ferramentas de todos os dias. Vamos lá ver se consigo fazer também umas para a loja.
E já sei porque é que gosto tanto do feitio (o molde foi o que tinha à mão - a minha fiel superfície de corte): lembra-me um pacote de açúcar!
13 de junho, 2007

Hoje a E. (cuja vida social é bem mais agitada do que a minha) estava convidada para duas festas de anos. Acabou por escolher a de uma amiga da escola, o que nos levou a passar a tarde na lindíssima Tapada das Necessidades (já alguém reparou que o artigo da Wikipedia sobre a tapada é um absoluto delírio?). Para a Aurora, que fez seis anos, costurei a correr um saco diferente de todos os que tinha feito até hoje. Gosto do feitio e da alça e sou capaz de fazer a seguir um parecido para mim.
28 de maio, 2007

Fiz o primeiro há mais de dois anos, muitos outros depois disso e a última leva ficou toda para a A., que não usa doutros. Os novos (ainda são poucos) são filhos dos slings e vão estar na loja na próxima actualização.
27 de maio, 2007


Há cinquenta anos quase toda (ou toda?) a roupa de bebé ainda era feita em casa. E, vida fora, desciam-se bainhas, remendava-se, desmanchavam-se camisolas para tricotar maior, apanhavam-se malhas nas meias, cerzia-se, faziam-se sapatinhos do feltro dos chapéus velhos e desfaziam-se casacos para usar o tecido pelo lado menos puído. Agora é mais caro tricotar do que comprar feito (mas compensa) e as casas não têm quarto de costura. Fazer em casa uma peça de roupa (com uma camisa velha do avô, um forro reaproveitado e um galão comprado há anos) é um mimo. Quase um luxo.
25 de maio, 2007

Aproveitar enquanto são pequeninas para lhes fazer mais roupa. Depois dá trabalho a mais, e por isso é que depois desta saia, que continua a ser a minha saia, nunca mais fiz nada para mim. Fazer mais vestidos muito simples.
As babylegs pediram culottes. Quando a E. era pequenina nunca encontrava culottes bonitas para os dias mais quentes. Acabei agora estas, de usar dos dois lados. Estão prontas e servem, falta lavar, usar e ver o que é que pedem mais.
07 de maio, 2007

fazer mais fitas.
24 de abril, 2007

O fogão que comprei nesta loja e alguns links têxteis:
Sock dolls: as melhores bonecas de meias, feitas por uma das minhas criadoras de bonecos preferidas (sou a dona orgulhosa desta, perfeita na construção e no pormenor, a que a E. chamou Papoila).
Call for submissions: um livro sobre malas e outro sobre joalharia.
Vontade de bordar: por um livro de há muito tempo (via In a minute ago), como a minha tia-bisavó ou o som (via microRevolt).
China blue: para pensar antes de vestir (via microRevolt).
Tailor in the house: a E. daqui a uns anos?
20 de abril, 2007

Foram utensílio de muitas mães e avós e continuam a ser um excelente brinquedo para crianças pequeninas e para as outras, mais crescidas, que têm no caixote das máscaras uma das brincadeiras preferidas. Também podem ser bases para a mesa, alfineteiros e, menos provavelmente, amparo para aquela laranja que está prestes a ser comida.
19 de abril, 2007

Já não tenho a certeza, mas acho que em pequena tive rodilhas para brincar. Pensei nelas das várias vezes que transportei coisas à cabeça escada acima, mas não sabia fazê-las. Agora sei, graças à Mary. Em quatro entradas de um blog que já merecia o estatuto de blog de interesse público se tal coisa existisse, A Saloia (que é também autora das bonecas de pano portuguesas mais bonitas que conheço) aprendeu e partilhou a (uma?) maneira de fazer rodilhas, e nelas praticamente estreou o assunto na internet: Sogras/Rodilhas Workshop, Part I, Part II, Ideias para rodilhas.
19 de março, 2007
Com quatro pessoas muito constipadas em casa (andava eu a gabar-me de nenhum virus nos ter deitado mão este Inverno) e febre que chegue pelo menos para duas delas não há trabalho para mostrar. Em vez disso, a minha nova remessa de cartões moo e, sobre slings:
A galeria crescente de bebés slingados e satisfeitos (também aqui) e novos padrões disponíveis na loja.
Recuperando o tempo perdido. Obrigada Pais da Alice.
Lindas lindas imagens descobertas pela Mary:
15 de março, 2007

Por cá e tanto quanto sei, a tecelagem ainda não foi muito apanhada pela onda (epidemia?) do chamado artesanato urbano (não gosto da designação mas não tenho outra melhor - talvez artesanato global? e-artesanato?). Provavelmente porque não é fácil acomodar um tear em casa (a não ser que seja um destes), mas a tecelagem é um do pontos altos do artesanato propriamente dito português e era interessante ver mais trabalhos novos nesta área. Isto tudo por causa dos trapos e dos tapetes que eu faria (como se tivesse tempo para isso) com as t-shirts velhas que não dão para quilts nem são fáceis de encaminhar para a reciclagem. Os tapetes de trapo devem existir há tanto tempo como os trapos e continuam a ser uma excelente ideia. Em Portugal há-os lindíssimos e por esse mundo fora também. São feitos com trapilho que, se não me engano muito, é desperdício da indústria têxtil, e que também pode ser tricotado (ainda que não seja fácil conseguir grandes resultados desta maneira). No flickr há um grupo (ainda pouco activo) dedicado ao material e vende-se ao peso, por exemplo aqui. A Rosários4 tem uma linha chamada Trapilho (sintético) e a Rowan desistiu de produzir o lindíssimo R2 (na foto).
01 de março, 2007

Continuo a trabalhar no site da loja. Hoje, para além de um novo sling com o padrão Unikko (os de anteontem já arranjaram dono), consegui alinhavar esta página, que já fazia falta. Obrigada por todas as sugestões já enviadas e por enviar, e também pelos comentários sobre as entrevistas.
27 de fevereiro, 2007


Enquanto a remodelação d'A Ervilha Cor de Rosa avança aos poucos, resolvi publicar já a nova versão da loja, mesmo que muitos links ainda não vão dar a lado nenhum e as prateleiras estejam pouco recheadas. O endereço é www.aervilhacorderosa.com/shop e estreio-a com dois slings especiais, feitos com tecidos Marimekko. O das fotos deste post chama-se Unikko, está provavelmente no top dos padrões mais famosos do mundo ocidental e desde 1964 que corre o mundo.
E, por falar em slings, o melhor post que li sobre o assunto até hoje: Still fits.
Quanto à loja, agradeço todos os comentários e sugestões que me possam deixar.
02 de janeiro, 2007


Para uma menina de quase quatro anos as princesas estão por toda a parte.