a ervilha cor de rosa
blog shop etc.

março 2008

tempo de antena

31 de março, 2008

lavradeiras do minho

O Museu do Traje de Viana do Castelo está a fazer uma recolha de imagens de trajes (anteriores a 1960) para poder constituir uma Base de Dados de apoio a estudos sobre a utilização do Traje Popular Vianense. Os álbuns de fotografias de família são uma das fontes mais importantes, onde se encontram muitas vezes imagens com enorme valor documental.

Por isso pedimos a sua colaboração: reveja os seus álbuns de família. Se encontrar alguma imagem empreste-a ao Museu, onde será digitalizada e imediatamente devolvida.

Os responsáveis pela recolha estão igualmente a preparar a edição de um livro dedicado ao tema, onde as fotografias mais interessantes poderão ser publicadas (caso os proprietários autorizem).

Bisavós minhotas ou longínquas tias mascaradas, por favor encaminhem-nas para o António Medeiros e o João Alpuim:

Museu do Traje de Viana do Castelo
Email: museutraje arroba cm-viana-castelo ponto pt
Tel. 258 809 377

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mais

30 de março, 2008

coser

coser

Tirando a roupa interior, e porque também tem a que era da irmã (se estivesse mais calor já podia usar este vestido), começo a convencer-me de que este Verão posso mesmo optar por não comprar roupa para a A. Ontem fiz-lhe mais umas calças e uma blusa. Para as calças usei um tecido de linho japonês que já tinha há muito tempo (espero vir a ter tecidos deste género em breve na Retrosaria) e para a blusa usei este e segui um molde deste livro.

A propósito:

Little Brown Dress, projecto performance de Alex Martin que durante um ano inteiro não vestiu senão um vestido castanho costurado por ela, num statement anti-consumismo.

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corte

corte

figurinos

Corte e costura.

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super

28 de março, 2008

sling

ron baby sling

Mãe, o namorado da Kim Possible também tem um sling!
Claro, quem é que derrotava tantos mauzões com golpes de ninja se estivesse a empurrar um carrinho ao mesmo tempo?

(na loja, mais um)

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coser

26 de março, 2008

A

Depois do casaco, umas calças, feitas também com sobras dos slings e por um dos moldes deste livro. Para primeira experiência (nunca tinha cosido nada mais comprido do que as culottes) não estão nada mal, parece-me. Aliás são tão fáceis de fazer que me apetece não comprar mais nenhumas para a A. enquanto ela usar fraldas e calças de elástico.

O entusiasmo com a confecção levou-me a passar hoje mais tempo do que queria a ver figurinos. Tenho o tecido africano ideal para as blusas que me apetece vestir no Verão, mas falta-me a experiência para tentar uma mais ou menos assim. Talvez encomende finalmente este livro e ganhe coragem.

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mais babywearing

25 de março, 2008

babywearing

babywearing

Mais quatro das muitas imagens de porta-bebés tradicionais que tenho coleccionado. Na última, umas surpreendentes calças porta-bebés polares.

No presente e mais próximos, bebés nos meus slings: Uma de mim, Viagem a dois (na praia também), Le monde de Zuza, Mundo Perfeito e mais.

babywearing

babywearing

Créditos das imagens:

1. Pormenor de [Native American women] in Samuel de Champlain, Les voyages de la Novvelle France occidentales, dicte Canada, 1632. © John Carter Brown Library.

2. Pormenor de pintura. Opaque watercolour and ink on paper. Thanjavur, India, ca. 1830. © Victoria & Albert Museum.

3. Pormenor de Kyojo cho ni tawamururu. Japão, 1800-1868. © The Library of Congress.

4. Pormenor de Christian Ernst Wünsch, Polarmenschen, 1796. © John Carter Brown Library.

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retrosaria

24 de março, 2008

retrosaria

Tecidos novos na Retrosaria, bons para fazer colchas ao sol.

Retrosaria

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domingo

23 de março, 2008

º^º

ºO0ºoºº

Sem a minha gente nem soube bem a Páscoa.

Faz hoje uma semana, conheci um rol de parentes. Todos Cortesão, todos descendentes de um meu tetravô de quem não tenho histórias para contar. Fora as dos talvez vinte que sempre me foram próximos eram poucas as caras familiares. Ganhei uma prima, homónima, heterónima, linda.

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no seixal

22 de março, 2008

casaco novo

manas

Como a E. adoptou definitivamente o dela, fiz um casaco para a A. Este cruza um bocadinho à frente e pode levar um botão para ficar fechado. Também é reversível e do outro lado tem o mesmo tecido do capuchinho vermelho que a Rita usou nesta camisa.

De manhã passeámos no lindo centro do Seixal. Fiquei curiosa com os postigos que há em muitas casas, que não são para as cartas e parecem demasiado pequenos para gateiras.

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padarias de lisboa

21 de março, 2008

padaria

padaria

Tema improvável para um post e menos ainda para vários: padarias das que abrem das 7 à uma e das cinco às 7, que vendem pão feito na noite anterior em vez do pão quente a todas as horas que já nem é bem pão, com mosaico, azulejo, balcão de madeira e tampo de mármore. A última do meu bairro, na Rua das Gáveas, ainda atrai os turistas com os estuques pintados, mas nem o chão nem o balcão são tão bonitos como há uns anos. Ainda há alguma intacta?

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coser

19 de março, 2008

sewing

Coser roupa continua a ser uma aventura. Estava há anos para fazer um casaco reversível para a E. e ontem, enquanto planeava encomendas de tecidos para a Retrosaria, tropecei na página que me fez deitar mãos à obra. Como os figurinos estão todos em Japonês e os desenhos são vagos para uma leiga fica mais espaço para a imaginação (e para o disparate). Usei só sobras dos slings e as medidas foram a olho. O resultado, um serão inteirinho depois, é um casaco razoavelmente à medida da E. (que desconfiou da ausência de fecho e bolsos) ou uma espécie de haori de mangas gigantes para a A., que passou a manhã com ele. Agora apetece-me fazer um para mim, ou um destes () com tecidos da Retrosaria.

a

pés

detalhesdetalhes

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shop(s) update

17 de março, 2008

#764

Um boneco e quatro slings novos, e mais tecidos na Retrosaria.

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mosaico hidráulico

15 de março, 2008

mosaico hidráulico = Lúcio Zagalo

mosaico hidráulico = Lúcio Zagalo

Soube da existência de um fabricante de mosaico hidráulico em Estremoz pela revista K (ou seja, há mais de quinze anos), mas só graças a um comentário neste post fiquei finalmente a saber como se chamava. Hoje rumámos ao Alentejo para conhecer a Fábrica de Mosaicos Hidráulicos de Estremoz.

O Mestre Lúcio Zagalo faz mosaico hidráulico desde os catorze anos. Trabalhou em várias oficinas durante a juventude e acabou por abrir o seu próprio negócio. Na pequena fábrica (todos os mosaicos são feitos por ele numa única prensa) reúne cerca de dois mil (!) moldes diferentes, uns herdados, outros mandados fazer a gosto do cliente ou para trabalhos de restauro de pavimentos antigos. De cada molde podem sair muitos padrões, dependendo da forma como se usem as cores, pelo que as possibilidades são quase infinitas. Depois há ainda os lindíssimos mosaicos com fingido de madeira ou mármore, feitos com muita arte (desenhados individualmente à mão e sem molde). O melhor é ver, escolher e levar impresso, porque só uma ínfima parte dos desenhos está em exposição e o que apetece quando se lá chega é trazer um de cada.

mosaico hidráulico = Lúcio Zagalo

mosaico hidráulico = Lúcio Zagalo

mosaico hidráulico = Lúcio Zagalo

Atrás da oficina há um tanque onde os mosaicos fazem jus ao nome (esqueci-me de perguntar que papel tem este mergulho prolongado no processo de fabrico) e por todo o lado há quadrados empilhados e à espera de um chão ou espalhados numa espécie de mostruário informal.

Lúcio Zagalo

O Mestre Lúcio Zagalo é uma simpatia e não se cansa de falar da arte do mosaico. Mostra os materiais, as ferramentas e os processos enquanto vai exibindo todo ufano um molde que foi desencantar recentemente com um cisne e o respectivo lago. Mesmo a fazer lembrar os deste livro, que prometi enviar-lhe muito em breve.

mosaico hidráulico = Lúcio Zagalo

Chega-se à fábrica muito facilmente: sai-se da A6 em direcção a Estremoz. Ao chegar à rotunda que antecede a entrada na cidade, segue-se em frente em direcção a Portalegre. Vira-se pouco depois em direcção ao Centro de Saúde e depois é só seguir as placas que dizem Zona Industrial. Na zona industrial, procurar do lado esquerdo da estrada a placa da fábrica de mosaicos.

Ainda mais fotografias.

Ah, e o Sr. Lúcio vende o mosaico a menos de metade do preço da concorrência!

Mosaico Hidráulico = Lúcio Zagalo

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época de caça (iii)

14 de março, 2008

almirante reis

Mais uma escola vista, as mesmas perguntas. Dou mais importância à professora propriamente dita ou à escola? À possibilidade de aprender bem e desde cedo uma segunda língua ou à familiaridade que uma escola pequena permite? A mudar para a mesma escola que os amigos de cujos pais nos tornámos amigos ou à solidez da formação? Risco da lista todas as escolas que usam a televisão para entreter as crianças? Aposto na escola pública que me parece mais promissora ou recuso-me a entrar na hipocrisia das moradas falsas e a ficar pendurada até à última para saber se teve vaga ou não? Etc., etc.

O mosaico foi fotografado quase sem olhar, enquanto conversava de A. no sling com outra caçadora de escolas de bebé à ilharga. Só depois reparei nos sapatos. E que sapatos. Não fui só eu a vê-los.

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shop update

13 de março, 2008

#762 & #763

Já cá faltavam. Três bonecos novos na loja.

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época de caça (ii)

11 de março, 2008

puzzle

árvore

A busca continua. Riscando da lista tudo o que seja muito longe (viva poder ir a pé para a escola), demasiado caro ou beato, limitam-se as hipóteses e a ansiedade.

Na última Milk há um artigo sobre escolas e pedagogias alternativas. Apetece ir para o Japão.

chão

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respigar

10 de março, 2008

respigar padrões

respigar padrões

Antes de Samora Correia estivemos em Benavente. Já almoçados, respigámos o terreno de uma casa demolida na véspera. Admirámos os fingidos e enchemos os sapatos de pó a desenterrar padrões.

respigar padrões

respigar padrões

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mantas com nuvens

09 de março, 2008

mantas | quilts

mantas | quilts

A ideia era fotografá-las ao sol, mas ontem não houve muito. O cenário foi o lavadouro municipal de Samora Correia, roupa dos moradores das redondezas incluída, e mesmo com o vento e as cores baralhadas pela falta de luz foi bastante divertido. A minha mãe ajudou.

mantas | quilts

mantas | quilts

mantas | quilts

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época de caça

07 de março, 2008

chiado

chiado

Caça aberta a duas espécies raras ou em vias de extinção: a escola certa para a E. e (pelo caminho) o mosaico hidráulico.

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retrosaria

06 de março, 2008

retrosaria

retrosaria

Chegaram novos tecidos para a Retrosaria. Estão entre os primeiros que pedi, mas os tempos de espera para se conseguir mesmo os tecidos de que se está à procura são longos. Gosto muito deles por várias razões: primeiro porque tenho uma predilecção por tecidos com mapas e lugares, depois porque estes em particular têm por motivo a cidade de Nova Iorque (mais precisamente a zona de Greenwich Village, com o Washington Square Park e as lindas Brownstones) e, finalmente, porque os desenhos são simples mas cheios de pormenor e fazem lembrar algumas ilustrações do princípio dos anos 70...

retrosaria

retrosaria

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blá blá blá

a minha primeira enciclopédia

a minha primeira enciclopédia

O mais provável é que a E. frequente durante a pré-primária durante o próximo ano lectivo (obrigada por todos os comentários). Apesar de já ler. Por experiência própria (primeira-classe aos cinco anos e primeiro ano da faculdade aos dezassete) também acho que não se ganha grande coisa em ser das mais novas da turma. Mas as dúvidas e inquietações não ficam por aí. Público vs. privado, que pedagogias, que orçamento e, sobretudo, a que professora (mas há homens professores primários, ou não há?) vou eu confiar a E. quando for a altura?

As fotografias são de um lindíssimo livro que a E. recebeu nos anos (olá Inês): A Minha Primeira Enciclopédia da Verbo, editada em Português em 1981 e magnificamente ilustrada por H. Pothorn.

a minha primeira enciclopédia

Nesta última se calhar está a resposta a esta outra questão.

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taleigo

04 de março, 2008

taleigo

Em minha casa nunca se chamaram taleigos (palavra que suponho não se usar no norte e que aprendi aqui muito recentemente). Foram sempre só sacos do pão e de muitas outras coisas. Só tinha feito um antes, que continua a uso na mesma função, mas tenho outros que adoro, heranças de família, achados ou bem comprados, cada um com os seus imprescindíveis pompons e borlas, forros de pacotes de farinha aproveitados e minúcias que ainda não sei reproduzir.

Fiz um novo, com uma destas combinações de tecidos da Retrosaria, mesmo para o pão (há não tanto tempo quanto isso toda a gente levava um saco quando ia à padaria).

Mais taleigos e quejandos no Flickr, no blog da Alix, em Glória do Ribatejo e com um bebé dentro.

taleigo

taleigo

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domingo

02 de março, 2008

mr. noah and his family

um só

Muito tempo na cozinha e muito pouco à frente do computador, algumas horas de sono recuperadas, muitos meninos contentes e um sol radioso. Preocupação número um para a semana que começa: pre-primaria ou primária e que primária?

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sábado

01 de março, 2008

5

5

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