fevereiro 2008
29 de fevereiro, 2008

Uma palavra para cada um chegava-me quando era pequena para descrever a profissão dos meus pais. Não sei bem como é que ela se desenvencilha.

27 de fevereiro, 2008
Uma das memórias mais fortes que tenho do regresso a casa depois da maternidade é a do cheiro do jasmim em flor. Mas esta altura do ano é um concentrado de coisas especiais: as joaninhas no caminho para a escola, o regresso das andorinhas e as primeiras favas.
26 de fevereiro, 2008

Quatro tecidos japoneses novos na Retrosaria. Já tinha usado o castanho-escuro neste quilt e os dois com o padrão caleidoscópico sugerem-me imediatamente mosaico hidráulico. Combinam uns com os outros, mas também com alguns dos anteriores:


Experimentei com eles este quilt digital de tiras fininhas.
Também há slings novos na loja. Um deles é o há muito esgotado Mãe Galinha.
...e agora vou a correr tirar o bolo da E. do forno. 5 anos, até custa a acreditar!
25 de fevereiro, 2008
Mais azulejos e mosaicos aqui do Bairro. Nos meus planos está também ir fotografar a última padaria das redondezas com madeira e mármore em vez de vidro e inox.
PS: quem salva o chão condenado por ignorância?
23 de fevereiro, 2008
As cerejas cor de rosa dos primeiros blocos despertaram muitos podeserparamins e o outro quilt meio feito que tenho em cima da mesa fez-me resolver este só com uma almofada. Pelo menos para já, porque a combinação funciona de facto tão bem que apetece voltar a ela. A E. ficou feliz com a almofada mas alguém ficou com um bocadinho de ciúmes.

22 de fevereiro, 2008

São cem sacos de tecidos africanos, feitos para uma encomenda especial e inesperada. Vão ser as pastas do IX Congresso de Geoquímica dos Países de Língua Portuguesa que vai ter lugar em Cabo Verde daqui a umas semanas, e quem me dera ir lá entregá-los em mão.


21 de fevereiro, 2008
Se eu todos os dias tirar mais dez fotografias e dessas dez o balanço da A. no sling fizer com que só nove fiquem tremidas, de quantos mais dias precisarei para fazer um levantamento completo dos azulejos do meu bairro?
20 de fevereiro, 2008

Interrompo aqui uma sequência de posts e recomendações de involuntária consonância cromática para registar o regresso do galão do Capuchinho Vermelho. Foi o primeiro dos três que fiz até agora e na altura subestimei o interesse que podia despertar, de modo que estava esgotado há meses.
19 de fevereiro, 2008
Não resisti a experimentar esta combinação de tecidos, que é tão feliz como prometia e merece ser experimentada em grande num quilt a lembrar este outro da Jane.
Patchwork mais do que patchwork:
Abby Rogers to her grand-daughter: descoberto por acaso nas horas a mais passadas em arquivos digitais.
Ode à la Bièvre, um dos livros de pano de Louise Bourgeois.
Eduardo Nery, que não experimentou com retalhos (que eu saiba) mas bem podia.
18 de fevereiro, 2008
Ver:
António Menéres, Dos Anos do Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa, que está quase a acabar.
Workshop, com elefantes azuis a correr parede fora que me lembraram os meus.
Rendez-vous de bicharocos internacionais
Fazer:
Charlie: saco de compras (via whip up).
Descobrir:
Mended, no blog que foi a minha descoberta do dia.
e celebrar o regresso da Claire.
17 de fevereiro, 2008
Terminei-o esta manhã, mas o dia não está para fotografias. Vamos levá-lo a passear quando fizer sol.
15 de fevereiro, 2008
É bom ver os tecidos e outros materiais da Retrosaria a aparecer por aí, nas almofadas da Rita e nos quilts da Débora e da Gisela. Na fotografia outra combinação possível, com tecidos de três colecções diferentes mas que postos assim parecem feitos uns para os outros. Apetece fazer com eles um quilt assim, em degraus de quadradinhos pequeninos.
13 de fevereiro, 2008
...em gravuras dos séculos XVIII e XIX.
Mais duas mães que leio:
Obra da mãe, aliás tri-mãe, que tenho a sorte de conhecer em pessoa e que (ao contrário de mim) parece não ter perdido nem um neurónio pela(s) placenta(s).
Kdunk: amor de mãe por (e bem) escrito.
Imagens:
John Gabriel Stedman, Famiglia Indiana Caraiba, finais do século XVIII. Daqui.
Paisanne Déquito, 1787.
Indianerin von Quito, 1845.
12 de fevereiro, 2008
Esta semana também há tecidos novos na Retrosaria. Dois pertencem à mesma colecção, combinam ambos com o terceiro e os três ficam bem com este. Planeei com eles mais um quilt ideal para principiantes, por ser feito só com quadrados. Outra boa notícia de hoje foi ficar a saber que a baeta de algodão (que quem já experimentou tem gabado tanto como eu) é feita mesmo só de fibras naturais (90% algodão e 10% linho). A terceira novidade foi a chegada de um livro que sempre adorei - Bonecos de Lã - onde há uns vinte anos aprendi a fazer bonecos com pompons e em tricot.

11 de fevereiro, 2008
Dois bonecos e vários slings novos na loja.
10 de fevereiro, 2008
Tem estado em pousio a minha recolha de imagens e informações sobre as nossas práticas tradicionais de babywearing. Ontem um feliz acaso fez-me querer voltar a pegar-lhe o mais brevemente possível: o convite para a exposição do fotógrafo Gérald Bloncourt, que abre dia 18 no Museu Colecção Berardo é a fotografia de uma menina (filha de emigrantes portugueses em França) de boneca presa no xaile segundo uma das técnicas que cá se usavam.

09 de fevereiro, 2008
O anúncio que passa na televisão é medonho e o site não funciona (nem promete, pelo menos em termos gráficos), mas é importante conhecer e divulgar o SOS azulejo e saber a quem endereçar os alertas. Aqui pelo bairro continua a haver fachadas destruídas e revestidas a réplicas a dois quarteirões do Gabinete Técnico (aliás Unidade de Projecto do Bairro Alto e Bica).
Parente esquecido do azulejo, mais recente mas não menos interessante, ao mosaico hidráulico ainda não se dedica tempo de antena. A regra na Câmara de Lisboa e noutras é obrigar os proprietários a retirá-lo (!). Lá fora é tema para livros, por cá poucos dão por ele.
07 de fevereiro, 2008


Seja um envelope com amostras de tecidos ou uma encomenda para a Retrosaria, a correspondência vinda do Japão parece sempre especial. Das letras bem desenhadas aos selos e ao estalar do papel, mesmo na era do instantâneo sobram diferenças fascinantes.
Com dois dos três magníficos tecidos novos distraí-me a imaginar dois quilts possíveis, muito simples de fazer:


05 de fevereiro, 2008


O jardim de São Pedro de Alcântara estava em obras há tanto tempo que a E. nem se lembrava de lá ir. Reabriu sem pompas (tal era a vergonha pelos atrasos) e está lindo e limpo, com acesso livre ao nível de baixo. A meu ver fazem falta uma esplanada e um par de baloiços, para que se possa gozá-lo e estimá-lo mais mas mesmo assim só para passear já é um regalo.

04 de fevereiro, 2008

Três bonecos e algumas novidades também na Retrosaria. A galeria de bebés slingados cresceu outra vez.
03 de fevereiro, 2008


Padrões de Lisboa, antes da chuva.
01 de fevereiro, 2008

Desta vez estava preparada para a ouvir pedir-me um fato de princesa disney, mas anunciou-me há uns meses que decidira mascarar-se de fada chinesa e que só precisava de umas sabrinas novas. Ainda pensei que, nos dias que correm, a opção não fosse politicamente correcta mas demos ambas o assunto por arrumado. Ontem fomos comprar as ditas sabrinas e trouxemos um irresistível pijama de esqueleto dos saldos. Tão irresistível que pela hora do jantar a fada chinesa tinha sido substituída pela fada esqueleto. Não me ocorreu interferir ou contrariá-la e esta manhã lá foi, feliz, de pijama preto, asas, sabrinas, luvas e varinha cor de rosa, tal e qual como queria. Quando a fui buscar estava cabisbaixa. Todas (mesmo todas) as meninas estavam vestidas de fadas, princesas-fadas, fadinhas, rainhas ou belas-e-o-monstro (que é feito das noivas do Minho, palhaços, mulheres da Nazaré, índias, bruxas, joaninhas e outras que tais?). Desatou num pranto sobre ser igual e ser diferente, que se tinha arrependido, que queria estar de saia e que o esqueleto tinha sido uma péssima ideia. Tentei consolá-la com um vago discurso sobre as vantagens de ser original e de ter imaginação, mas sem grande resultado. O pior de tudo, disse-me em segredo, foi não ter ouvido dizer às outras crianças que estava bonita. Mas estava.
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