setembro 2007
30 de setembro, 2007


Taça Attitude, de Alda Tomás (Portugal) e porta lápis, Tramando S. A. (Argentina)
Fomos ver a exposição Remade in Portugal, na Estufa fria. Trata-se de um projecto originalmente italiano, com o objectivo de incentivar as empresas ao desenvolvimento de produtos realizados com material reciclado, que apresentem um desenho original e qualidade de produção. Estão expostos os resultados das edições estrangeiras da iniciativa e as peças concebidas pelos vários criadores portugueses convidados. Pode-se mexer, sentar, experimentar e ler nas legendas do que é feita cada uma. Pela composição inesperada, destacam-se as taças de Alda Tomás (ainda por cima muito bonitas), 50% feitas de lamas de uma ETAR mas, em geral, a representação portuguesa não fica em nada atrás das anteriores.
Creio que seria igualmente interessante, numa iniciativa do género, mostrar como (ainda que por razões diferentes - de economia e necessidade, e não de consciência cívica/ecológica) o reaproveitamento e mesmo a reciclagem são práticas de sempre e não uma novidade. Na produção têxtil, que conheço um bocadinho melhor, os exemplos são múltiplos e óbvios: dos tapetes de trapo às mantas de retalhos, passando pelos chinelos de ourelos, bolas para brincar, etc. Isto para não falar nos usos (em desuso?) dos desperdícios da indústria no dia-a-dia: aqueles emaranhados de fios a que nas garagens se limpa(va) as mãos, o baetão cinzento que agora não se encontra. E por falar em baetão, na exposição há uma secção muito interessante dedicada a uma base de dados de eco-design italiana, a matrec. Um dos materiais em exibição chama-se pannotex e é primo direito do nosso baetão de desperdício. Aliás, quase que aposto que daria uns bons quilts...
Ainda a propósito, um link há meses em carteira: Alentejo Bowls de Daniel Michalik.



28 de setembro, 2007

Para não trazer para casa sacos de plástico, tenho sempre na mala sacos de pano. Normalmente este e este, às vezes outros. Nalgumas lojas ainda acham esquisito, noutras conhecem-me a mania. Como raramente vou ao supermercado e o F. não se revê propriamente nas chitas, comprei-lhe uns Baggu. Não tendo nada de particularmente novo (nem o material nem o feitio), são muito bonitos e bem acabados. O site, conciso e informativo, não lhes fica atrás.
E ainda hei-de experimentar fazer um assim.
PS, em resposta aos comentários: aqui há um texto interessante (Sacos de compras aos milhões - não se consegue fazer link directo) sobre as medidas tomadas em Portugal por alguns supermercados e aqui uma carta com algumas sugestões, a preencher e enviar ao supermercado em que habitualmente se faz compras. Para conhecer melhor a dimensão do problema que os sacos de plástico representam, vale a pena ler o artigo da Wikipedia.

27 de setembro, 2007

Tem onze meses feitos, a minha filha pequenina. Foge-me do colo para ir atrás da irmã e chama (ler aqui o som de) beijinho ao pai.
26 de setembro, 2007

A propósito de um dos chãos mais bonitos da minha rua, um link para o blog da Alix, que é novo em folha (sobre ela já escrevi aqui) e uma enorme vontade de ter um quilt para acolchoar à noite. Quanto ao mosaico hidráulico &hearts patchwork, continuo assim.
Quit love: Blossom quilt da Rita, este, um e outro log cabin antigos, e os que tenho de ir ver ao Barreiro.
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Nada a ver: ali na coluna da direita, estreei uma secção de posts em destaque.
25 de setembro, 2007

Dois bonecos novos disponíveis na loja, os primeiros desde as férias.
24 de setembro, 2007

A única coisa que levei para fazer nas férias (e que só fiz nos últimos dias) foi lã e agulhas para uns gorros. Fiz dois, um para a A. e este, que a E. vestiu para a fotografia e que fica na loja. Tem dois novelos da minha lã preferida (Noro Kureyon), a mesma desde cobertor que fiquei com vontade de experimentar e deste gorro e esta camisola da E.
22 de setembro, 2007
A minha avó e as irmãs sabem-nos de cor, a minha mãe também e eu ainda me lembro dos primeiros versos de quase todos. A edição que tinha em casa estava desfeita, mas agora posso lêr-lhes os Animais nossos amigos (de Afonso Lopes Vieira, com ilustrações de Raul Lino) pela nova, que comprei ontem na A Vida Portuguesa (ex-Uma Casa Portuguesa).

Trouxe também de lá aquele que me parece ser o sabonete perfeito.
21 de setembro, 2007

no Ípsilon do Público de hoje. O texto é do Frederico Duarte.
20 de setembro, 2007

Não é que estivesse na minha lista de compras, mas apanhou-me desprevenida e não lhe resisti. É um alforge e namorou-me da montra da Loja do Mundo Rural, um dos melhores sítios de Lisboa para conhecer algum bom artesanato Português (à mistura com peças que não se percebe o que lá estão a fazer). Voltando ao alforge, acho que foi feito no Algarve (depois confirmo) e é lindíssimo (em Mértola fazem-se uns diferentes e igualmente bonitos). Para o usar é preciso prática, porque transportar peso num ombro só sem ele escorregar braço abaixo não é assim tão fácil. Pensei em pôr-lhe uma mola de forma a poder trazê-lo a tiracolo (até porque dá um bom agasalho), mas também fica óptimo sossegado em casa, no braço do sofá, nas costas de uma cadeira ou por cima de uma das portas que nunca se fecham. A E. e a A. adoram esconderijos para os livros e brinquedos...

Miranda do Douro, Constantim. Homens com alforges às costas no dia da romaria de Nossa Senhora da Luz.
Fotografia de Benjamim Pereira, retirada de Traje Popular, catálogo da exposição realizada pelo Museu de Etnologia no Museu Nacional do Traje em 1977.
19 de setembro, 2007



Já tenho o meu exemplar do livro Softies: Simple Instructions for 25 Plush Pals. Participei nele com um dos meus bonecos que mais elogios receberam mas de que fiz muito poucos exemplares (os outros dois são este e este). Agora qualquer pessoa pode fazer um a partir dos moldes que o livro traz (nem é preciso ter máquina de costura, porque é todo cosido à mão), e vai ser divertido vê-los aparecer no grupo que para esse efeito a editora do livro (Therese Laskey) criou no Flickr. Há alguns meses foi publicado o outro livro no género em que entrei: Plush-o-Rama: Curious Creatures for Immature Adults



Neste está o molde desta mala e já houve quem o experimentasse (1 2 3).
Em ambos tenho o prazer de estar rodeada de pessoas que admiro, como a Hillary e a Lizette, ou ainda a Beck Wheeler que, entre muitos outros trabalhos dignos de nota, concebeu um boneco para a promoção do último album do Beck (!).
18 de setembro, 2007

Ainda não se nota muito, mas estou de volta. Tenho emails por responder e encomendas por terminar. Alguns tecidos novos que trouxe para os slings já estão aqui e a um deles, bom para bebés de Inverno, chamei Nazaré.
Procuro: tema para um possível texto (máximo 3200 caracteres) a publicar num jornal diário (o convite chegou-me ontem). Para o blog nunca me faltam ideias mas assim parece que sinto mais o peso da responsabilidade...
PS: troquei a fotografia deste post por outra mais bonita.
17 de setembro, 2007

Viana do Castelo. Fato à lavradeira.*
Em Viana do Castelo, capital do folclore, as cores vivas dos trajes saltam de quase todas as montras e perde-se a conta às lojas de artesanato (leia-se souvenirs), mas não há uma que recomendasse sem hesitar a um visitante desprevenido. A minha preferida vende, no meio de muitas outras coisas, peças de museu a preços tentadores: saias antigas tecidas em casa, lenços cache-nez que há muito não se fabricam, algibeiras e outras relíquias a cheirar a campo e a bafio. A outra de que gosto este ano estava fechada (acho que só para férias). Nestas e nas outras, o que abunda é industrial e desinteressante. Dou por mim quase com o discurso reaccionário deste livro, onde página após página se lamenta o fim dos serões passados à lareira com as ingénuas e genuínas raparigas do campo a tecer e bordar pacientemente os seus enxovais, e se descreve, já nos anos sessenta, a fraca qualidade do artesanato à venda nas lojas. A atitude não podia ser mais diferente da minha mas, por outro lado, custa-me ver morrer as últimas avós que nasceram num mundo diferente e, com elas, a memória e os saberes desse mundo. Há peças bem recuperadas, mas são a excepção. As poucas tentativas de integrar motivos tradicionais em peças de uso moderno que encontrei pareceram-me feitas com pouco gosto e menos qualidade. E no entanto há tanta coisa que se podia fazer...
PS: Não encontrei esta loja, e parece-me que foi uma pena. Gostava de ter visto de perto as rodilhas e o resto.

* Fotografia retirada de Traje Popular, catálogo da exposição realizada pelo Museu de Etnologia no Museu Nacional do Traje em 1977.
15 de setembro, 2007


Lá em Montedor havia um vestido de chita, macio de muito usado e com as cores perfeitas. A E. andou com o que lhe fiz e este Inspirou-me para fazer alguns em grande, assim que haja tempo.

13 de setembro, 2007



Rumo ao fim das férias, passamos no Porto. Fazemos as paragens obrigatórias de cada Verão. Nas lojas que tenho divulgado recebo, embaraçada mas contente, sorrisos largos e agradecimentos sinceros. Hoje foi dia de ir ao Armazém dos Linhos.
12 de setembro, 2007



há o Natário e mais.
10 de setembro, 2007





09 de setembro, 2007



03 de setembro, 2007
Vamos de férias, finalmente, mas não queria deixar aqui em cima um post tão triste. Por isso deixo este, que é exactamente o seu oposto: duas das muitas imagens do grupo rosapomar.com no flickr, uma da Ana Ventura e outra da Supertatas. Até já!
Fotografias: mãe galinha de Ana Ventura e dormindo acompanhado de supertatas.
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