a ervilha cor de rosa
blog shop etc.

agosto 2007

cuidado com as imitações

31 de agosto, 2007

parli

Esta t-shirt não tem nada a ver comigo. E no entanto diz-me respeito, aliás é uma enorme falta de respeito. Foi produzida em várias cores e não sei ainda em que quantidade por uma empresa portuguesa com pelo menos dez lojas pelo país fora. Esteve e está ainda em várias montras. Confundiu pessoas que a compraram pensando que era da minha autoria. Não é. Prometo que quando fizer t-shirts elas serão muito, muito mais bonitas. Soube da sua existência através de leitoras atentas que repararam, fotografaram e me escreveram. Obrigada a todas elas.

A empresa está em vias de ser responsabilizada pelos seus actos (descritíveis em linguagem técnica como contrafacção e usurpação).

In case you're wondering, I didn't design this t-shirt. It's an obvious rip-off of my dolls, produced and sold by a portuguese textile company, and has mislead some of my dear readers into buying it!

rosapomar.comrosapomar.com

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slingando no mundo

30 de agosto, 2007

baby slings

A desacelerar em direcção às férias, seguiram hoje os últimos slings da temporada. Uns para o outro lado do mundo, outros para bebés ainda na barriga e alguns para mães e pais a quem (como a mim) um só não chega. Em Setembro vou ter prontas as novas etiquetas, com instruções de lavagem de um lado e espaço para escrever o nome e o telefone do outro (lembrei-me que podia ser útil porque um dos meus slings se perdeu dos donos em Viana do Castelo e nunca regressou a casa).

PS: na minha ausência, quem estiver em Lisboa e precisar de um sling pode ir à A Cadeirinha (R. Duarte Pacheco Pereira, 28 E) ou à Quer.

envelopes

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fabrico próprio

29 de agosto, 2007

bolas de berlim
Bolas de Berlim, fotografia de Pedro Ferreira

Foi através do Flickr que soube da existência do projecto Fabrico Próprio (o site oficial ainda não está pronto). Pareceu-me uma ideia literalmente deliciosa e aguardo com expectativa a sua concretização sob a forma de livro. Ontem recebi de um dos mentores, o Frederico Duarte (os outros dois estão também por detrás da instalação Grão no Museu do Azulejo), um apelo curioso, que transcrevo a seguir. Quem quiser ou puder dar-lhe resposta pode deixá-la aqui nos comentários ou encaminhá-la para frederico arroba 05031979 ponto net.

Bolos por aqui: Padaria Ribeiro, o Natário e croissants do Porto (prensados se faz favor).

Apesar do Verão atípico deste ano, e das brigadas da ASAE, há uma coisa que não muda em muitas praias portuguesas: a venda, e o consumo, de Bolas de Berlim.
Com e sem creme, são uma parte fundamental de muitas memórias de infância, e de muitos dias de praia ainda hoje bem passados por todo o país.

Como parte do nosso projecto Fabrico Próprio, que nos tem levado a investigar, a provar e a catalogar a pastelaria semi-industrial portuguesa, queremos homenagear algumas das pessoas que mais admiramos, dentro do universo pasteleiro nacional: as vendedoras e vendedores de Bolas de Berlim.
Para tal, queremos incluir no nosso livro uma série de retratos destes corajosos indivíduos, que desafiam o calor, o sol, a areia quente e outros obstáculos – como frisbees, crateras na areia escondidas por toalhas e bolas de raquetes – para nos trazerem um dos maiores prazeres estivais de Portugal. Muitas destas pessoas são ainda parte integrante da história de cada praia, personagens que completam a nossa experiência balnear.

Queremos encontrar pelo menos 10 pessoas, de Moledo a Montegordo, que mereçam este destaque.
Mas antes queremos saber em que praias se vendem, quem vende as melhores, e quem é mais digno de atenção em cada praia.

Para tal, precisamos da vossa ajuda. Nas vossas praias habituais ou visitas ocasionais, certamente se lembram destas pessoas.
Queremos o máximo de detalhes que nos possam dar: os nomes das praias, e se possível também o nome dos vendedores, de forma a completarmos o nosso mapa da costa portuguesa em Bolas de Berlim.
Gostaríamos de ter toda esta informação até dia 7 de Setembro por isso pedimo-vos que sejam rápidos!

No Flickr descobri dois: um de Alvor e outro de Oeiras. E também umas Bolas de Berlim particularmente divertidas.

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museu de etnologia ii

28 de agosto, 2007

Pinturas Cantadas

Ao contrário do que aconteceu na dos panos, que não a interessou muito, na exposição Pinturas Cantadas - arte e performance das mulheres de Naya a E. (cuja curiosidade fora despertada pelo lindo cartaz recebido do avô) esteve tão entretida e atenta como nós. É de facto uma exposição invulgarmente interessante, e as peças expostas pedem uma visita demorada (ou várias). Para além disso, é um excelente programa para crianças: as peças estão à altura certa e bem protegidas, auscultadores em alguns panos permitem ouvir as suas histórias e o documentário (que vale a pena ver inteiro) retrata a vida das mulheres pintoras e o meio em que vivem de forma atraente até para uma menina de quatro anos e meio (vê-se com pormenor o fabrico caseiro das tintas, as etapas da pintura e as tarefas da vida quotidiana, no fundo tão semelhantes às nossas mas tão diferentes).

Pinturas Cantadas

Pinturas Cantadas

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quatro anos e meio

26 de agosto, 2007

quatro anos e meio

Há meses que contava os dias para a data em que faria quatro anos e meio (hoje). Quando se é pequenino meio ano é tanto tempo. Eu por outro lado já tenho de pensar para acertar em mais do que a década em que vou.

A almofada terminei-a ontem e foi feita com as sobras deste tecido, do qual guardei o sling que usamos mais. Reforcei-a com baetão e quiltei-a um bocadinho para ficar mais resistente.

quatro anos e meio

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shop update

24 de agosto, 2007

de babete

Ainda a uma semana das curtas mas desejadíssimas férias, dois novos babetes para a loja, um deles igual ao que fiz para a A. Em Setembro, com o regresso da E. ao infantário e a descida da temperatura, espero conseguir regressar aos posts diários e diurnos. Antes disso e no meio de mil e uma pequenas coisas por tratar, conto ter tempo para o post anual sobre plágios, que já anda a fazer falta...

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diferentes como duas gotas de água (ii)

22 de agosto, 2007

diferentes como duas gotas de água

Quase com a mesma idade, a E., sentada, olha para mim e para a máquina fotográfica e a A., sondando instantaneamente os arredores, fica tremida em todas as fotografias. Não sou muito de esmiuçar as diferenças entre elas. A E. adora ouvir dizer como a irmã se lhe assemelha (quem não quer ser parecido com um bebé elogiado a cada passo?) e é verdade que continuam a crescer ao mesmo ritmo (no tamanho, nas datas do primeiro dente, das primeiras gracinhas, do gatinhar, etc.). Parece-me que quanto mais os familiares verbalizam as diferenças entre irmãos (ou as características de um filho) mais eles crescem convencidos de que são essas coisas que ouvem dizer sobre si, mais ou menos isto ou aquilo do que o outro, e que esse hábito pode ser pouco saudável para a relação entre eles. Antes de ser mãe duas vezes pensei com frequência na tarefa impossível que seria criar um segundo filho com a virgindade que temos perante o primeiro. Por muito útil que seja a experiência, pensava ser melhor poder encarar tudo outra vez como da primeira vez, não aplicar a esta pessoa novinha em folha as soluções que aprendera a lidar com a irmã mais velha, porque não seriam as soluções dela. Na prática isto não faz grande sentido, claro, e quantas mães não acham que a experiência de um primeiro filho lhes permitiu fazer tudo muito melhor da segunda vez. No meu caso, funciona comparar (sobretudo quando nos ouvem) o mínimo possível e acentuar acima de tudo aquilo em que são e serão sempre iguais: no nosso amor por elas.

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porta-chaves diy

20 de agosto, 2007

porta-chaves

Depois deste post algumas pessoas pediram que fizesse porta-chaves para a loja mas, como não é provável que venha a ter tempo para eles, fica a receita (muito muito fácil). Os materiais são: vinte e poucos centímetros de galão e de cinto de algodão e uma ferragem fácil de encontrar nas retrosarias.

1

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Outra receita a experimentar: Mousey and his bed.

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sábado

19 de agosto, 2007

rosas

sesta

Fora de Lisboa até cheira a férias. Jardinou-se, comeu-se, dormiu-se e até peguei nas agulhas de tricot. No restaurante e em casa, experimentámos o Sack'n Seat, que é uma excelente ajuda para quem trocou definitivamente o carrinho pelo sling. Desde que seja usado com cuidado parece-me muito mais seguro do que as cadeirinhas de pendurar na mesa que alguns restaurantes disponibilizam e, ao contrário daquelas, pode ser lavado à máquina. Há um produto semelhante - o In the Pocket Baby (via SwissMiss) - que tem a vantagem de servir nas cadeiras de esplanada mas, tanto quanto sei, ainda não se vende por cá.

janela

sack'n seat

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shop update

16 de agosto, 2007

Chita campestre

Esta semana não há bonecos novos (a ver se recupero o enorme atraso na lista de espera das lojas), mas há sacos e slings. Um deles tem um dos padrões que uso há mais tempo, e sempre com imenso gosto.

margaridasBaby slingsaco fábricapapiroflores

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the medium is the message

14 de agosto, 2007

saco fábrica

Qual o significado deste tecido? Não sei se me engano muito supondo que nos países africanos para os quais foi criado a imagem da fábrica em actividade sugere progresso, riqueza, trabalho. Na Europa, a chaminé fumegante grita poluição, aquecimento global. No saco, leio cada saco de plástico demora entre vinte e mil anos a decompor-se...

the medium is the message

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museu de etnologia i

12 de agosto, 2007

tecelagem cabo verde e guiné

tecelagem cabo verde e guiné

Uma das exposições patentes no Museu de Etnologia (a Mary também viu) apresenta (a propósito do trabalho de uma artista plástica contemporânea) lindíssimos panos tradicionais de Cabo Verde e Guiné Bissau. São compostos por várias faixas estreitas tecidas em tear manual cosidas umas às outras. Parecem já ter deixado de fazer parte (ou quase) da maneira de vestir do nosso tempo, tendo provavelmente sido gradualmente substituídos a partir do século XIX (como na Europa), por tecidos decorados por estampagem (muito mais baratos e em boa parte importados). A tradição no entanto subsiste (pelo menos em parte) graças ao folclore e à procura global(izada) do que é étnico. On-line, encontra-se a Artissal (uma associação de Tecelagem tradicional que produz artigos artesanais de qualidade e promove um projecto de desenvolvimento comunitário na Guiné-Bissau) e uma página norueguesa - The Capeverdean pano - a unique handicraft - com o contacto de Henrique Sanchies, tecelão caboverdeano.

A exposição inclui ainda um conjunto de capulanas da colecção do MNE, recolhidas nos anos 90 na Guiné. A legenda chama-lhes panos legós, designação (local?) que o Google desconhece.

Mais informação:

Guião do Museu Nacional da Guiné-Bissau, no blog Senegâmbia.

Panos revelam costumes da Guiné Bissau: sobre uma exposição de panos guineenses no Brasil.

Guiné Bissau - Arte e Cultura: página da associação Acção para o Desenvolvimento com fotografias não datadas de artefactos guineenses.

capulanas / panos legós

babywearing cabo verde e guiné

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retrosaria portátil

10 de agosto, 2007

shoebox haberdashery

Não é a senhora que morava num sapato, mas quase. O Filipe fez-me uma retrosaria numa caixa de sapatos e, com o metro que me ofereceu a Isabel, cortar os galões passou a ser bastante mais fácil.

Por aí:

Um babete com a Vera, um saco com a Marta e um dos meus envelopes reutilizado pela Alice.

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rectângulo de ouro

08 de agosto, 2007


The Great Women Dance...she starts learning, by zoom_nudetruth.

(o assunto tecidos africanos está longe de esgotado)

Aquele que é (parece-me) o porta-bebés mais popular do continente africano, e o antepassado dos slings, é simultaneamente uma das peças de roupa mais universais: um rectângulo mais ou menos dourado de tecido, vulgarmente usado como saia em muitas partes do mundo. Aprendi a chamar-lhe capulana, mas tem muitos outros nomes (kitenge, sarong, pareo, etc.).

Como porta-bebés, a capulana pode ser atada a tiracolo (um e outro exemplo de Moçambique). Com um bebé que já se senta bem, esta posição é bastante fácil de conseguir. Mais complexa, mas muito confortável assim que se apanha o jeito, é a forma de atar a capulana com o bebé nas costas (como se vê nas fotos, nesta ou nesta). Esta posição é usada para transportar bebés pequeninos e grandes, e a A. adormeceu da primeira vez que a experimentei. Por cá, a ginástica necessária à prática chocaria certamente os transeuntes (se até o sling ainda suscita tantos comentários), mas para um passeio pela praia é altamente recomendável.

Belecando (vídeos): bebé a tiracolo e bebé nas costas.


Capulana, by *L

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a sonhar

06 de agosto, 2007

african wax prints quilt

african wax prints quilt

Não me faltam tema nem vontade, só o tempo. Tenho lido muito sobre tecidos africanos e observado, cortado e cosido tecidos africanos. Na noite passada já me pude aconchegar com estes, pensados, cortados, cosidos e acolchoados na consistência certa. Neste momento fascinam-me mais do que os outros. São vistosos, complexos, difíceis de combinar. São lindos. Quero fazer com eles uma colecção de quilts para a loja e fotografá-los como merecem. Dream on...

new quilt

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shop update

03 de agosto, 2007

babete de chita

O calor aperta. Ficam as coisas novas (os aguardados babetes grandes, um sling às riscas e um saco com abelharucos) e as novidades (envelopes em tyvek prateado para presente e vales para oferta de slings).

saco de chitapresentesling riscasvale um babysling

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pronto

02 de agosto, 2007

galão da Branca de Neve

está.

woven ribbon

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quando o príncipe chegou

01 de agosto, 2007

branca de neve

old skirt + new ribbon

O novo galão está pronto. Tem estes anões e outros quatro, mais uma Branca de Neve morena. Tem dois centímetros de largura, mais meio que o do Capuchinho Vermelho, e vai estar na loja (com fotografias melhores) ainda esta semana. Talvez devesse tê-lo guardado para a rentrée, mas não resisto a partilhá-lo já. Ver o nosso trabalho impresso é sempre bom, mas vê-lo tecido é ainda melhor.

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