julho 2007
31 de julho, 2007


Não sei há quantos anos andava para comprar uma Freitag. Acho que só não o fiz antes por ter andado sempre mais de mochila às costas do que de mala ao ombro mas, desde que a A. nasceu, um saco grande de mão (onde tudo cabe e ao qual a E. tem acesso fácil) tem sido a opção mais prática. Desde o Natal que uso este diariamente mas infelizmente as pegas revelaram não estar à altura do uso intensivo que lhe dou e estão a esboroar-se (aconteceu o mesmo com o teu, Rita?). Por isso, depois de namorar longamente os da loja on-line, passei hoje finalmente pela Hold Me (R. do Norte, 33) para ver se havia alguma Bob irresistível.
É possível que alguém tenha feito uma mala de lona de camião reaproveitada antes dos irmãos Markus e Daniel, mas são eles que as fazem melhor e foi uma Freitag que entrou, por exemplo, para a colecção de design do MoMA. A ideia é muito boa e tem sido copiada uma e outra vez, mas sem acrescentar nada ao original, que ainda por cima vem magificamente embalado numa televisão de cartão que vamos montar amanhã e acompanhado de um desdobrável com toda a história da marca.
Hello Bob!

30 de julho, 2007

Apesar de não falarmos a língua uma da outra e de mesmo em Inglês nos entendermos pouco, há três anos que trocamos prendas. Gabo-lhe a minúcia e perfeição no patchwork e sigo (as imagens d)os outros posts com a curiosidade de quem adora ouvir contar como se vive noutras paragens. Desta vez elas receberam duas bonecas (que a Malva da Camilla e a Nazaré receberam na família), a quem a E chamou (eu diria brilhantemente) Primaveresa e Verãozosa. Eu ganhei o mais delicado dos porta-chaves.
Doumo arigatou gozaimashita!
29 de julho, 2007


Vivam os fins de tarde na praia, as capulanas, a areia, as pessoas de quem se gosta...
os slings de rede (e as avós que tiram fotografias).
27 de julho, 2007

Atrasei um dia a ida ao correio para as encomendas seguirem nos envelopes novos. São feitos de Tyvek, um material 100% reciclável e muitíssimo resistente, usado para múltiplos fins. Depois de viajarem e antes de serem reciclados, podem ser transformados noutras coisas, como capas para portáteis ou carteiras (algumas são muito bonitas e duradouras).
(...e de vez em quando vou ter de continuar a usar envelopes dos antigos, para não ter saudades)
26 de julho, 2007
Estão finalmente prontos os primeiros slings de rede. Como são vagamente elásticos são ainda mais fáceis de usar por principiantes e, por serem todos aos furinhos, não há que ter medo de cozer o bebé nos dias mais quentes. Espero conseguir estrear o meu no mar este fim-de-semana, porque me parece que também são bons para tomar banho. Há outro sling novo, muito português, três bonecos e duas malas iguais à primeira de todas.
24 de julho, 2007

Quase nove meses: trepar, trepar sem parar. De preferência para cima ou para dentro das minhas caixas de tecidos.
Quase quatro anos e meio: mascarar-se para brincar (hoje com o kain samping que a Alexandra nos deu há tanto tempo e ainda não sabemos usar bem.
23 de julho, 2007

Não leio muitos livros de puericultura. Li o Spock de fio a pavio durante a primeira gravidez, os incontornáveis Touchpoints
e um manual bem humorado sobre toddlers
. Sobre um dos assuntos que mais tinta faz correr ficámo-nos por este
, que é genial. Em Português (ou estava em Castelhano?) li este, que não me convenceu.
Estou a ler o The Good Behaviour Book. Não porque ache que a E. podia ser mais bem comportada mas porque senti uma quebra na minha tolerância e capacidade de a confrontar sempre (tão sempre como possível) pelo lado positivo. Aconteceu durante a gravidez e estava a acentuar-se. O livro, escrito pelo famoso (por cá pouco) William Sears, é bem feito e útil e foi o seu autor quem cunhou as expressões attachment parenting e babywearing.
Os meus posts sobre escolhas (enquanto mãe) suscitam sempre o uso da palavra fundamentalista em algum comentário. Não sou (cá em casa até há uma Cinderela maneta e uma Barbie). É ingénuo associar criança e liberdade de escolha quando se fala de desenhos animados, brinquedos ou comida e de crianças pequenas (a minha mais velha tem 4 anos). A criança vê, quer e escolhe dentro do que lhe é apresentado. Muitas fazem a sua escolha apenas dentro do que o canal de televisão e a cadeia de supermercados escolheram para elas. É perigoso confundir isso com liberdade, porque se trata exactamente do contrário.
Enquanto pais e mães passamos o dia (a vida) a fazer escolhas. Muitas não são fáceis. Escolher menos não é dar mais liberdade e é muitas vezes a maneira mais fácil de justificar a ausência das regras que tivemos receio de impor. Eles vão pedir-nos explicações na mesma.
22 de julho, 2007

Na agenda estão os panos pintados no Museu de Etnologia e o projecto Grão no do Azulejo, mas hoje regressámos à Gulbenkian.


21 de julho, 2007
Estreámo-nos hoje no Museu Berardo numa visita de reconhecimento, a primeira das muitas que pede a extensão do percurso. Estava muita gente, uns a passear outros a ver, e como passeio de família (com o CCB do lado de fora) é uma aposta ganha. Independentemente do que se possa dizer de toda a história do museu e dos seus protagonistas, para tantos de nós (e, mais importante, para os que agora crescem e estudam) passou a ser possível ver ao vivo muito do que na história da arte recente só se conhecia dos livros e do google. E isto não é dizer pouco.


19 de julho, 2007


Num piscar de olhos, a A. desaparece em direcção ao objecto mais interessante das redondezas. Se for uma missanga, caneta ou playmobil da irmã ou qualquer outra coisa pequenina e ameaçadora, já olha para mim à espera do inevitável isso não pode ser (e tenta na mesma deitar a mão). Passo parte do dia a tentar chegar primeiro que ela ou a ser desmancha-prazeres e outra parte a livrar o chão e prateleiras baixas de tentações mas é um esforço bastante inglório. Há sempre um brinquedo da E., um bocadinho de linha, uma gaveta cheia de fitas. Por isso, esta semana, só dois bonecos.
18 de julho, 2007

O tempo que a E. passa em frente ao pequeno ecrã continua a ter regras bastante definidas. Televisão propriamente dita vê algumas vezes por semana entre as sete e meia e as oito da noite, porque me reconciliei com o segundo canal (tive resposta do Provedor) e acho óptimo o programa Ilha das Cores. Dvds vê às vezes, em alternativa ou quando lhe apetece (algumas vezes por semana). Se a quantidade de tempo que passa a ver desenhos animados não me é de todo indiferente, acho ainda mais importante a qualidade do que vê. Dentro das escolhas que lhe damos, o top do tempo de antena é liderado por uma ópera que ainda estimula horas de brincadeira e uma das personagens mais simpáticas da história da animação, que é a que dá o título a este post. A Toupeirinha foi-nos dada a conhecer pela Eva. É pacífica, ecologista, fá-la rir às gargalhadas e não impede nenhum mau de conquistar o mundo nem tem como objectivo de vida ser uma dona de casa perfeita (como a indescritível Cinderela II que, peer pressured, caímos na asneira de alugar um destes dias). Ao contrário de qualquer animação da Disney que eu conheça, os filmes da Toupeirinha são apropriados para uma criança de quatro anos. Claro que, ao contrário dos da Disney, deste lado da Europa não se vendem nas lojas. Até há pouco tempo só os encontrava em sites checos (para mim impossíveis de entender) mas, numa pesquisa recente, soube que há pelo menos um site checo bilingue (basta carregar na bandeira do Reino Unido) que faz envios para o estrangeiro (os nossos chegaram em duas semanas) e percebi que se vendem na amazon.de (com capas mais feias). As edições checas têm inclusivamente menus em Português e Inglês e também há uma edição japonesa, que tinha de ser a mais especial. Como a Toupeirinha e os amigos quase não usam palavras para comunicar não faz grande diferença comprar numa língua ou noutra: nós temos inclusivamente um em Polaco, gentilmente enviado (com mais algum delicioso merchandise) pela Júlia.
17 de julho, 2007

Os meus slings preferidos são os de algodão mas, nos dias de maior calor ou enquanto se molha os pés na praia, talvez seja ainda melhor usar um de rede. Por isso estou a experimentar fazer uns novos, com tecidos dos que se usam nas roupas de desporto, todos aos furinhos.
A galeria de bebés slingados vai crescendo, e um deles é a linda Phoebe.

16 de julho, 2007

Mãe, mãe, a A. pôs-se outra vez em pé sozinha!
Não te preocupes, é assim que ela treina para aprender a andar.
E eu, como é que treino para ser adulta?
15 de julho, 2007
Entre as solicitações quase constantes de dois narizes pequeninos e entupidos, aproveitei para explorar mais o ThisNext, onde criei mais duas listas para juntar à primeira (Fabric of life e A mother's best friends).
13 de julho, 2007

more textiles piled high. Originally posted by suttonhoo
Pouco antes do seu regresso, combinei com a minha irmã que ela me traria alguns tecidos da Guatemala pois, desde que comecei com os slings, passei a interessar-me ainda mais pelos panos que tradicionalmente se usam para transportar os bebés em várias partes do mundo, e muitíssimo na América Central (♥ ♥ ♥ ♥). Aos africanos é relativamente fácil chegar e adoro usá-los nos slings mas nos americanos nunca tinha pegado. A Ana diz que eram todos tão lindos que a dificuldade estava na escolha, e não me espanta. Vieram de Panajachel, junto ao lago Atitlan, onde foram tecidos à mão, assim. Cada um tem tamanho que chegue para um sling (e que slings magníficos darão) mas quanto mais olho para eles mais perco a coragem de os cortar. Talvez precise só de os namorar mais algum tempo...

12 de julho, 2007
Oh mãe, não me podes mandar fazer tantas coisas. Eu não sou a Cinderela!
11 de julho, 2007

Se no início pensei que muito galão do capuchinho vermelho fosse ficar a ganhar pó cá em casa, agora já estou a fazer contas aos metros que quero guardar para mim, antes que voem todos. À lista de destinos já se juntaram Noruega, Finlândia, Canadá e Austrália. Tem sido usado de muitas maneiras e da cabeça aos pés, passando pelo peito e pela cintura. Possibilidades não faltam.
10 de julho, 2007

Há mais de dois anos não me consegui lembrar do nome da autora de umas fantásticas saias que vira numa feira. Quem me conhece sabe que ando poucas vezes de saias, mas desde o ano passado (em que uma barriga gigante e um calor imenso tornaram impensáveis as alternativas) que isso está a mudar. Desde que o Verão se instalou, alterno entre a que fiz (há sete anos com umas calças velhas) e outra, que comprei à Rita, feita de saris de seda reconvertidos. Duas saias é pouco para o comum das mortais, mas este é um departamento em que não sou particularmente feminina: prefiro lavar e usar (e lavar e usar e lavar e usar) duas saias de que gosto muito a ter mais mas menos especiais. E no próximo inverno espera-me esta.
Tudo isto porque tenho uma saia nova, feita precisamente pela rapariga cujo nome há dois anos perdi: chama-se Marta Mourão e a minha é uma das suas lindas SoSaias de tecidos africanos (aqui há mais). Serve-me na perfeição, é leve, linda e acabada com todo o rigor, mesmo como eu gosto. Já acrescentei a Marta à minha lista de recomendações Made in Portugal e espero que ela siga o meu conselho de abrir uma loja on-line no Etsy, que terá sucesso garantido.
09 de julho, 2007
Continuo a explorar o This Next. Gostava de ver as listas das pessoas que desejaram as minhas recomendações, mas é uma funcionalidade que o site ainda não tem (já a sugeri). Essas e outras pessoas que tenham aderido podem deixar um comentário com um link para o seu ThisNext by?
07 de julho, 2007


Fomos ver os 50 anos de arte portuguesa. A opção de partir dos dossiers e relatórios dos bolseiros que a Fundação apoiou, expondo-os cuidadosamente e sem distinguir entre os que o futuro consagrou (emocionantes, os álbuns de recortes e apontamentos de Paula Rego) e os outros, é muito interessante (e feminina também, parece-me). Porque já escrevi sobre ambas noutros posts não podia deixar de salientar a secção dedicada a Fátima Vaz e Helena Lapas que, nos anos 70, levaram a cabo um trabalho de recolha e estudo do patchwork em Portugal. Como diz o pedido de apoio que apresentaram à FCG:
...há vários anos dedicam uma parte do seu tempo à recuperação, procura e criação de trabalhos em patchwork (...). Embora ambas sejam artistas profissionais nos campos da pintura e tapeçaria, procuram complementar o seu trabalho de atelier com a pesquisa de fontes ditas populares. Trabalhos portugueses no campo do patchwork merecem um lugar no Victoria and Albert Museum em Londres, embora por razões várias este género de trabalho, feito em casa em condições muitas vezes precárias, encontra-se (...) quase completamente perdido no nosso país.
Fiquei com vontade de ler estes relatórios de fio a pavio (talvez um dia seja possível). A E. preferiu o vídeo do João Onofre, no andar de baixo.
Mais sobre a exposição aqui e aqui.


05 de julho, 2007
Há pouco mais de meio ano descobri o Wists, um de muitos sites que permitem registar e recomendar produtos, sites, ideias e etc., reunindo-os numa página aí alojada e divulgando-os através de um widget que se pode instalar no nosso próprio blog ou site. Ora acontece que os Wists não só não são muito versáteis como, no meu computador e em alguns outros que experimentei, misteriosamente, não se vêem. Já estava por isso tentada a mudar de sistema e ontem a Miriam deu-me a conhecer o ThisNext. A ideia base é a mesma mas aqui foi mais desenvolvida permitido, por exemplo, criar listas temáticas, apreciar as recensões dos outros utilizadores e dizer quem ou que site nos deu a conhecer a coisa que estamos a recomendar.
Já substituí a lista aqui ao lado e criei também esta, chamada Made in Portugal, onde comecei por incluir duas raparigas que não conheço pessoalmente e cujo trabalho admiro:
Paula Valentim: sobre ela sei que viveu em Inglaterra e tem um blog chamado Simple Me onde partilha, entre outras coisas, as suas lindíssimas peças de cerâmica. Gosta de botões e de azulejos, mas o que mais me prendeu foram as peças de roupa e acessórios que vende no site Otchi-Potchi e que, de tão lindos, se vendem como pãezinhos quentes. (Paula, se me estiveres a ler, põe por favor um smock para mim na tua lista de espera!).
Neves Estrela: conheço-a do Flickr, onde admiro há muito as suas paisagens domésticas. Recentemente teve a boa ideia de editar algumas delas em postal e já sou uma cliente satisfeita.
See more of my Made in Portugal list at ThisNext.
04 de julho, 2007

Este Capuchinho Vermelho está a revelar-se um verdadeiro globetrotter: partiu para Portugal (do Minho à Madeira), Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Brasil, Estados Unidos e Austrália em pouco mais de uma semana. Já foi visitar a Débora e a Gisela, já anda por aqui e já mereceu uma review no Poppytalk.
03 de julho, 2007


Passei Domingo e Segunda a recear pela nossa árvore. A nossa árvore não é nossa mas é a árvore que nos faz companhia e se vê das nossas janelas. É a nossa cortina e o nosso cenário. É frondosa e exótica, tem folha caduca e flores cor de rosa e mora no pátio de uma instituição vizinha. No Domingo vi chegar um grupo de homens armados de serras, cordas e escadote. Praguejavam à portuguesa e trabalharam sem respeito ou método. Deceparam as companheiras da nossa árvore e a esta partiram bruscamente muitos ramos, mas deixaram-na viva. Suponho que houvesse razão para o que fizeram, não sei. Serraram, praguejaram e violaram todas as regras de segurança no trabalho durante um dia e meio, e eu a chorar a árvore como se ela fosse gente.
Corte bom foi o outro.
02 de julho, 2007

A julgar pelos posts em vários blogs (este, o da Ana, o da Vera e tantos outros) e pela quantidade de fotografias no Flickr (aqui está reunida uma pequena amostra), o toldo concebido pela arquitecta Teresa Nunes da Ponte para o Jardim da Gulbenkian é mesmo um sucesso. A mim fez-me gostar ainda mais de tecidos africanos e, apesar da complexidade de cada padrão, de os ver justapostos. Daí aos novos slings, foi um pulo
01 de julho, 2007

A coroa da E. continua a ser um dos adereços preferidos, tanto por ela como pelos amigos que cá vêm brincar. Fizemos uma nova, para o V. (mais uma festa de anos), desta vez em ouro e pedras preciosas.
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