junho 2007
29 de junho, 2007

Este blog podia ter uma categoria sapatos (para juntar posts como este, este ou este) e, a julgar pelos últimos dias, outra chamada filhas no chão, ou coisa no género (onde ficariam este, este, este e vários outros). Ao fim de seis anos inteirinhos de blog e com duas mudanças de poiso pelo caminho, rearrumar posts antigos é uma tarefa inglória e sempre adiada.
A A. tem finalmente uns sapatos. Não era absolutamente indispensável comprá-los já, mas vão dar jeito para quando quer pôr-se em pé no chão do jardim como os meninos mais crescidos. São lindos e macios e parecem aqueles caríssimos que se vêem nos anúncios da Milk (a cujas páginas 60 e tal, no último número, a A. mostra em minúsculo as suas gargalhadas). São da Lisbonense, claro.
28 de junho, 2007

O guia Primeiro Ano editado pela Pais&Filhos que acaba de sair dedica uma secção ao babywearing. Eu continuo rendida à prática e já não sei o que é viver sem os slings. Experimentei há dias tirar (pela segunda vez nos oito meses de vida da A.) o carrinho de casa e nem queria acreditar no trabalho que dá (pega no bebé, pega no carrinho, desce as escadas com o bebé e o carrinho, abre o carrinho com o bebé debaixo do braço, instala o bebé, sai para a rua, desce o passeio por causa do caixote do lixo, sobe o passeio, desce o passeio por causa do carro mal estacionado, sobe o passeio, tenta não perder a filha mais velha pelo caminho, desce o passeio por causa do pilarete anti-estacionamento, sobe o passeio, empanca no buraco do passeio, etc. etc. e ainda ia só a meio da rua)! Bem sei que há bairros com passeios mais largos e pessoas que andam mais de carro e menos a pé mas, mesmo assim, acho que o sling bate aos pontos o carrinho mais high-tech. E não sou só eu: o grupo do Google já tem 84 inscritos e, por aqui e por aqui não páram de aumentar os bebés satisfeitos (♥ ♥ ♥).
27 de junho, 2007

Durante o dia de hoje o galão do Capuchinho Vermelho terá chegado às primeiras caixas do correio. A Rita, que o recebeu em mão, já o pôs (e bem) a uso. E as outras pessoas, o que farão com ele?

26 de junho, 2007

Muitos, muitos metros de galão depois (até me apetece arranjar um metro de madeira, como os das retrosarias), cá estão as outras novidades.
25 de junho, 2007

Com tudo o que ainda tenho para fazer hoje não sei se consigo lá pôr o resto, mas o galão já está!

Ando a aprender com ela os narizes e olhos, o tórax e abdómen em fascículos, a cor, os braços e, sobretudo, a alegria do desenho.
(esta tarde: novos sacos, babetes, slings e o capuchinho vermelho finalmente na loja)
22 de junho, 2007

Comigo andam agora estas três bolsinhas (três fechos três a desafiar dois pares de mãos curiosas). Das minhas não fiquei com nenhuma, mas sei-as bem entregues. Destas, uma é cosida com o maior dos cuidados e anda com os meus cartões, a segunda tem selos por fora e música por dentro e a terceira é o kit de emergência para refrescar a mãe e/ou entreter as filhas (uma caneta, uma escova dos dentes, um balão, um pente, um caderno pequenino, etc.).
21 de junho, 2007

Cinco anões completos, dois por fazer e uma Branca de Neve bastante morena e com franja. Como não é para mostrar já, aponta-se antes para coisas alheias:
Francisca Cortesão: a Xica toca hoje às 11 no Musicbox.
Giggle + Travel: as minhas duas novas e irresistíveis chávenas para o café com leite.
Culla Belly co-sleeper: lindíssima alcofa para os primeiros meses do bebé (via Swissmiss, o meu blog sobre design preferido).
You thought we wouldn't notice: a site dedicated to pointing out those thing's that give you that feeling of 'haven't l seen that somewhere before?
20 de junho, 2007

Gosto de coser. Mas se calhar ainda gosto mais de fazer recortes.
19 de junho, 2007

Com a longa lista de lojas que tenho à espera de bonecos e a procura que os slings têm tido, o tempo para fazer sacos quilo de açúcar é menos que nenhum. Por outro lado, não lhes resisto. Por isso há havia dois na loja (e também dois bonecos). O tecido estampado, a pedir as releituras da Jane Austen que faço sempre no Verão, trouxe-mo a minha irmã há anos e é lindo.
18 de junho, 2007

O enésimo post sobre galão bordado (o primeiro deve ter sido este), para mostrar a concretização de uma espécie de sonho já antigo: um galão desenhado por mim, para usar nas coisas que faço e que daqui a alguns dias estará na loja, para quem mais o quiser.
17 de junho, 2007

Por pouco perdia esta magnífica exposição no MNAA. Visitar assim a Idade Média é sempre um duplo mergulho no passado, na tese por escrever, nos meus mortos.
No Flickr quase não se encontram imagens da exposição, com excepção deste óptimo conjunto dedicado à montagem(?). Se calhar não se podia tirar fotografias. Eu tirei só uma (sem flash, claro) e ninguém me disse nada mas, estranhamente, também ninguém disse nada ao senhor que entrou com um enorme guarda-chuva debaixo do braço ou à senhora cujas filhas mexiam descontraidamente nas peças expostas...
16 de junho, 2007

Em resposta aos vários comentários e emails dos últimos dias em que se perguntava que máquina de costura uso:
Tenho uma Singer 5417C. Comprei-a em 2003, na Loja Singer das redondezas. Não me informei grande coisa antes de comprar e escolhi a marca por ser a de todas as máquinas da família. Teria sido mais inteligente trazer antes para casa uma delas (uma destas duas ou esta). É uma máquina banal e nada bonita. Não tem nenhuma função especial. Da única vez que se recusou a coser consegui resolver o problema facilmente, mas quando quis informações sobre peças e acessórios junto dos representantes fiquei bastante desiludida com a qualidade da assistência. Se fosse começar agora optava certamente por uma Brother, cujos representantes em Portugal são simpáticos e acessíveis. E se fosse investir numa máquina nova, provavelmente seria esta Bernina.
*título do artigo de Joana Amaral Cardoso no Público de hoje (suplemento Digital, p. 16), em que este blog é simpaticamente referido.
PS, em resposta aos comentários:
Como saber o ano de fabrico da minha velha Singer?
Através do número de série - ver aqui.
Como arranjar um manual de instruções para a minha velha Singer?
No site da Singer, aqui.
15 de junho, 2007
Se não houver alterações de última hora, esta reportagem vai para o ar esta tarde, no programa Portugal em Directo (RTP1).

...uma mala com as ferramentas de todos os dias. Vamos lá ver se consigo fazer também umas para a loja.
E já sei porque é que gosto tanto do feitio (o molde foi o que tinha à mão - a minha fiel superfície de corte): lembra-me um pacote de açúcar!

14 de junho, 2007

Quando cheguei a casa a E. já tinha saído com o pai para a aula de dança. No chão, na esquina da porta do meu escritório, esperava-me o conteúdo dos seus bolsos, feito altar.
...e as coisas grandes:
(...) A própria possibilidade de manipular os media, de cada um fazer o seu filme, a sua música, de trabalhar com imagens e sons que existem e mudar-lhes o sentido, tudo isso permite tomar consciência do funcionamento dos media e assimir um papel activo na sociedade. O século XX foi a época da passividade face à produção e distribuição da informação. O século XXI é o momento em que toda a gente se apropria dos media. (...)
Paul Miller, aka DJ Spooky, entrevistado por Paulo Moura, Público, 6 de Junho de 2007.
Enquanto utilizadores e mesmo enquanto criadores de conteúdo da internet, é fácil esquecermo-nos de pensar. Ler um artigo delirante na Wikipedia pode servir para nos abrir os olhos para um dos lados dessa necessidade de consumir com sentido crítico, mas outras coisas acontecem que não podem nem devem passar despercebidas:
No Flickr (provavelmente o meu microcosmos virtual preferido) foram recentemente introduzidos mecanismos de censura moral (chamam-se content filters) que rotulam como unsafe as imagens produzidas por muitos utilizadores e impedem muitos outros de lhes acederem (f your Yahoo! ID is based in Singapore, Germany, Hong Kong or Korea you will only be able to view safe content based on your local Terms of Service). As reacções já se fazem ouvir.
No site Save the Internet faz-se campanha pela preservação da neutralidade da rede face aos interesses das grandes companhias telefónicas (aquelas a quem pagamos o acesso à internet), que têm na mão - não o esqueçamos - o poder de tornar determinados sites mais rápidos ou mais lentos e mesmo o de impedir (para não falar em monitorizar) o nosso acesso a qualquer tipo de conteúdo.
13 de junho, 2007

Hoje a E. (cuja vida social é bem mais agitada do que a minha) estava convidada para duas festas de anos. Acabou por escolher a de uma amiga da escola, o que nos levou a passar a tarde na lindíssima Tapada das Necessidades (já alguém reparou que o artigo da Wikipedia sobre a tapada é um absoluto delírio?). Para a Aurora, que fez seis anos, costurei a correr um saco diferente de todos os que tinha feito até hoje. Gosto do feitio e da alça e sou capaz de fazer a seguir um parecido para mim.


12 de junho, 2007
...e slings também.
11 de junho, 2007

Tive um iPod de presente. Já lá tem dentro quase todos os meus CDs e contactos. E fotografias. Nunca tenho fotografias das minhas filhas dentro da carteira (provavelmente porque tenho os originais quase quase sempre por perto e porque raramente uso carteira), mas agora posso trazê-las assim.
Fiquei a olhar para os auscultadores, a que provavelmente não darei uso (que mãe pode andar de auscultadores?) e a lembrar-me de quando era preciso escolher cassetes para levar para férias e, mais tarde, acertar nos minidiscs certos para banda sonora da Monarquia Lusitana.
Agora preciso de lhe fazer um cozy. Assim ou assim ou de outro feitio que me ocorra entretanto.

09 de junho, 2007


A E. descobriu os meus velhos socos. Usa-os no quintal e chamou-lhes sapatos de salto alto. Eu usava-os na rua e na altura queria era ter uns com joaninhas que namorei meses numa montra.
Cosi meio quilt top, depois de me decidir por um bloco simples e doze tecidos diferentes (entre os quais um que já entrou neste e neste). Não vai ser muito ousado, perfeito ou particularmente inspirado, mas acertei precisamente nas cores e contrastes que me apeteciam. O fascínio hipnótico do patchwork é o mesmo que exercem os fractais e rectângulos de ouro. Excita e apazigua ao mesmo tempo.
07 de junho, 2007

De collants a calções, num instante (ficam mais resistentes se forem cortados com uma tesoura denteada).
06 de junho, 2007
Depois de meses em que não iam dar a lado nenhum, estão finalmente a funcionar os links para as Perguntas Frequentes e para o Modo de Usar. As sugestões são bem-vindas.
05 de junho, 2007


Não tenho nehum quilt pronto para acolchoar e, apesar do calor, faz-me falta. Aquele exercício dos pontos muito pequenos e certinhos uns a seguir aos outros quando, à noite, elas já dormem e o cheiro dos bolos de arroz da fábrica vizinha começa a entrar pela janela juntamente com a brisa fresca da noite, relaxa-me e organiza-me. Já escolhi cores e já as pus de lado, já fiz uma tentativa que, por se ter complicado demais, vai ser desmembrada para almofadas e já escolhi mais tecidos mas ainda tenho dúvidas. Combinar cores e padrões faz-me perder a noção do tempo. Gostava de ler um livro que enumerasse as regras daquilo que aprendi a fazer só por instinto (porque é que estes tecidos ficam bem um ao lado do outro e aquele que é quase quase igual já não fica?).
Ultimamente têm-me chamado a atenção sobretudo as possibilidades com tecidos sem padrões, mas acho que ainda não estou preparada para esse exercício:
Fotografias de mimulus7, BisyBackson, ryoryozo, mister wombat, designsponge.
Outros links:
Passage quilts: adoro o conceito e as concretizações (♥).
Pipoca: patchwork de papel.
De ponto em nó: blog português sobre quilting.
Fabricmatcher: para perder horas (e euros).
04 de junho, 2007


O fim-de-semana foi de arrumações em família. Vários caixotes que não viam a luz há quase vinte anos foram abertos e escrutinados. Recuperámos os meus queridíssimos legos Fabuland, que a E. já adoptou como novo brinquedo preferido, os melhores blocos de madeira, os pinipons da minha irmã...


03 de junho, 2007


Fomos finalmente percorrer O Jardim do Mundo. Não participámos (desta vez) em nenhuma das actividades, mas deliciámo-nos (e não fomos os únicos) à sombra dos mais lindos toldos de que há memória. Os desenhos e cores dos padrões africanos a brilhar ao sol fizeram-me ficar ainda mais contente com os que escolhi para os próximos slings (brisa, mãe galinha e voar).


01 de junho, 2007

Acho que é a última mercearia da rua com mosaico hidráulico no chão e não me espantava se fosse a última do bairro. A D. Ana está em obras e disse-me que a Câmara a mandou substituir o chão, que tem mais de cinquenta anos de uso e, fora a cor se ter desgastado, está impecável (como este que, um quarteirão acima, ainda resiste), por um pavimento cinzento, de aspecto plástico, que aposto que não durará nem dez. Porquê?
PS: O comentário da Fátima, que agradeço, levou-me a subir a rua para ouvir a história mais bem contada. A D. Ana garante que foi a CML que a obrigou a substituir o chão, mas creio que terá sido a ASAE (que percorreu recentemente o bairro). O tristemente famoso excesso de zelo desta autoridade tem levado a protestos por razões semelhantes noutras partes da cidade. É inaceitável que as mercearias tenham de se livrar dos armários em madeira e todos os seus outros mobiliários e revestimentos de origem quando estes se encontram em bom estado. É inaceitável que, sendo justificada a substituição de pavimentos, os Gabinetes Técnicos dos bairros antigos não aconselhem os comerciantes, pelo menos, a colocar material novo igual ao antigo. Vão os armários para as lojas chiques de design, onde são vendidos a preços exorbitantes, e ficam as mercearias vestidas a azulejo de casa de banho. Lá vai Lisboa...
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