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argumentos

Estranho seria se todas as pessoas que frequentam este blog estivessem tão decididas como eu a votar SIM no referendo. Algumas manifestaram-se nos comentários, outras não. Creio que poucas delas serão mães, como creio que poucas mães acharão desejável que o Estado puna quem já tem em si a mágoa de não ter podido trazer ao mundo um (ou mais um) filho. Para elas, este post:

Não vamos votar uma questão de consciência.

O que vamos votar é a alteração de uma lei. A consciência é de cada um e age idealmente a montante da concepção, levando-nos a preveni-la. A consciência obriga-nos a avaliar a capacidade que temos ou não para criar uma criança e transformá-la num adulto. A consciência atormenta a mulher que, olhando incrédula para as duas barrinhas no teste de gravidez, hesita e, não acreditem se vos disserem que assim não é, hesitará sempre antes de se submeter a uma IVG, seja ela legal ou não. O que se decide dia 11 não é o se essa mulher vai ou não submeter-se a uma IVG (pois isso sim é do foro da sua consciência). É "apenas" o onde e como essa IVG será feita.

Não vamos votar um ideal.

Pela vida somos todos. Pela contracepção e pela educação sexual infelizmente não somos todos (ou somo-lo apenas da boca para fora) porque se fôssemos não estaríamos a discutir este problema. Quantos de nós podem dizer que nunca, mesmo mesmo nunca, correram o risco de engravidar (ou de contrair uma DST)? Quantas de nós, se tivessem engravidado dessa vez (ou da primeira dessas vezes) teriam estrutura (emocional, familiar) para levar avante essa gravidez e, mais importante, para criar - mas criar bem - esse filho enquanto acabávamos ao mesmo tempo de nos criar a nós próprias? Poucas, muito poucas. Mais uma vez, pela vida somos todos.

A lei que temos não serve.

Ter uma lei que não sai do papel era ridículo se não fosse tão grave. Com a lei actual a mulher em princípio não será presa se praticar uma IVG ilegal (sejam quais forem as condições em que ela decorra) mas é humilhada pelos funcionários do Sistema Nacional de Saúde se quiser abortar legalmente um feto com mal-formações graves (conheço casos). Com a lei actual uma mulher que perdeu uma gravidez desejada corre o risco de ser maltradada no hospital por apresentar os mesmos sintomas de quem lá foi parar por complicações depois de uma IVG clandestina. A lei que temos varre para debaixo do tapete um tema incómodo. Faz vista grossa, permite fingir que o assunto não existe.

Apenas o SIM altera a realidade.

Que mudança trouxe a vitória do não há quase dez anos? Nenhuma. Só se a lei for alterada se conhecerá melhor a dimensão real da prática do aborto no nosso país. Só assim, com o assunto bem à vista de todos, será inevitável para quem nos governa fazer da prevenção (educação sexual, contracepção acessível e gratuita) uma prioridade.

E a nós cabe-nos educar os nossos filhos para uma sexualidade consciente e responsável, de forma a tornar o aborto (legal ou ilegal) uma prática do passado.

Jovens pelo SIM

PS: Obrigada, Gato Fedorento.

Publicado a 30 de janeiro de 2007, às 01:44 PM e catalogado em Res civica. Translate

68 comentários:

  1. eva lima
    janeiro 30, 2007 02:34 PM

    Obrigado, Rosa.

  1. Fatita
    janeiro 30, 2007 02:35 PM

    nao posso votar por estar longe...mas SIM sem duvida...e obrigada as todas as mulheres portuguesas que dao a cara neste assunto...

  1. Andrea
    janeiro 30, 2007 02:45 PM

    4 bons argumentos!
    Sou mãe de duas crianças pequeninas e vou, sem dúvida nenhuma, votar SIM!
    Andrea

  1. adriana
    janeiro 30, 2007 03:05 PM

    sim. sim a tudo o que dizes......sim a elucidar....sim ao que verdadeiramente está em causa.....
    p.s.o debate de ontem teve (do lado do sim) boas intervenções que espero clarifiquem, com um sim, em nada fica em causa a liberdade de optar ou lutar por um não. com um sim posso continuar a respeitar as minhas opções e as dos outros.

  1. Agata
    janeiro 30, 2007 03:18 PM

    Rosa, gostei muito de ler o que escreveste. Está muito claro, honesto e sem falsas questões. Um abraço!

  1. Csm
    janeiro 30, 2007 03:23 PM

    Tudo aquilo que eu teria dito se não me faltassem as palavras.Pelo sim, pela dignidade. A dor pela opção de uma IVG deve ser muito grande, não acreditando que ninguém o faça de ânimo leve. Sou mãe duas vezes.

  1. ro
    janeiro 30, 2007 03:23 PM

    Sim, concerteza!!

  1. Marisa Maia
    janeiro 30, 2007 03:26 PM

    Obrigada Rosa.
    Também deixei aqui o meu contributo.

  1. Tania Ho
    janeiro 30, 2007 03:28 PM

    Obrigada Rosa, por escreveres de forma tão clara o que muitas de nós pensam (mas que dificilmente o coseguiriam expressar tão bem !)

  1. amnésia
    janeiro 30, 2007 03:33 PM

    Simples, clara e directa.

  1. Joana
    janeiro 30, 2007 03:44 PM

    Simples, claro e SIM!

  1. Gisela
    janeiro 30, 2007 03:53 PM

    Obrigada por este post extraordinário.

  1. fleur
    janeiro 30, 2007 03:58 PM

    Well, thank you for opening a debate! If I can give you my idea. 30 years ago in France we did not have the pill (only 20% of women had it, now it is 80% of women). But we still have 300 000 abortion a year, like 30 years ago. And 1 women over 2 still gets pregnant without having chosen it.
    So now, on the facts, I can just tell you that in France, after 30 years, this is not the women who chose, but the men. The men never want to be bothered by a 1st, a 2nd, a 3rd, or a 4th child. And many women go to an IVG to obey their husband. The general idea is that if you didn't plan the baby, you MUST abort it: your boss will ask you, your husband will ask you to do it.
    So? Is this a progress? Or is it to give even more power to the men?
    I had my 4th child unplanned, even if I used my pill properly, and I can tell you it demanded a lot of strength to reject the powerful demands of men around me.
    Think about it, abortion is not always a right, it is very often an obligation.

  1. Sónia
    janeiro 30, 2007 04:11 PM

    Rosa,

    Como sempre fabulosa!
    SIM sem falsos moralismos , nem paternalismos, pelo direito à decisão em consciência, sem penalizações, sem constrangimentos que não sejam os da própria consciência de cada um!
    Acho que ainda assim é pouco, não vi ainda a discussão cientifíca levada mais longe, e os casos de más formações só detectadas após as vinte semanas?... que as há, conheci algumas. Acho que ainda é parco este passo que o refendo vai dar, mas, mais vale este pequeno passo, do que a estagnação da lei com todas as suas inerências. Sou mais radical, mas vou abster-me de mais considerações...mas claro que SIM!!!

  1. carlos
    janeiro 30, 2007 04:28 PM

    SIM, evidentemente.
    Xicoração.

  1. Lu
    janeiro 30, 2007 04:51 PM

    Olá, Rosa.
    Esse referendo trata da legalização do aborto mesmo ou algo menos contudente? Eu votaria Sim, mas estou no Brasil hehe. Aqui, acho que tão cedo não veremos isso, sendo o maior país católico do mundo. A Igreja...

  1. Fátima Tomé
    janeiro 30, 2007 04:54 PM

    Assim SIM. Sou mãe de dois rapazes, um deles bebé de 1 mês e mais que tudo sou mãe por opção, mãe consciente. Portanto vou votar SIM.

  1. mimiko
    janeiro 30, 2007 07:39 PM

    :) Obrigada Rosa

  1. Nat
    janeiro 30, 2007 07:53 PM

    A propósito do Prós e Contras... ontem na RTP, o lado do NÃO insistiu em fazer o debate em torno de outra questão, que me lembrou imediatamente de um outro sketch dos Gato: "O aborto é bom! vs. O aborto é mau!". Chegou a dar-me vontade de rir.
    Felizmente leio o teu blog e encontro mais pessoas para quem a questão que se põe é clara e a resposta, óbvia.
    Obrigada!

  1. Carpinteiro
    janeiro 30, 2007 08:48 PM

    Pela despenalização e pela consciência, mas também pelo respeito, a dignidade e a tolerância. Tantas e tantas razões para ir votar sim.

  1. teresa m
    janeiro 30, 2007 09:44 PM

    Votei sim e agora voto não. Um filho nascido de 23 1/2 semanas (que está vivo e de boa saude) e a consciencia de que, em alguns países, o aborto é permitido até às 24 (ou mesmo 28) semanas não me deixam votar sim. Assim sou eu.

  1. Marina Nobre
    janeiro 30, 2007 10:23 PM

    Sim! Porque os métodos contraceptivos falham, porque a vida nem sempre nos permite ter todos os filhos resultantes dessas falhas,por muitas outras razões.Sim!

  1. mãe
    janeiro 30, 2007 10:54 PM

    :*

  1. Kay
    janeiro 30, 2007 10:54 PM

    Sim!

  1. Elsa Castelo
    janeiro 30, 2007 10:57 PM

    Muito bem, Rosa!

  1. Sonia Luisa
    janeiro 31, 2007 07:08 AM

    SIM.
    Vou ser mae pela segunda vez daqui a 2 dias; por opcao, por escolha, porque sim, porque quero e porque posso...hoje tenho 38 anos, ha 20 anos atras as coisas teriam sido diferentes se as circunstancias tambem o fossem!
    Bjs Rosa

  1. alicegx
    janeiro 31, 2007 07:56 AM

    A criminalização do aborto só promove o medo, a mentira e o aborto clandestino. É um retrato do nosso país. Atrasado, dissimulado e desenrascado.
    Como mãe voto SIM, pelo direito das mulheres de terem uma saúde pública digna e acompanhamento psicológico que as possa orientar e ajudar na sua decisão. Por um olhar em frente, sem medo.
    Se se mantiver tudo como está, as mais prejudicadas são as pessoas pobres, sem recursos, sem informação. São sempre os mais fracos que sofrem e infelizmente é a maioria dos portugueses. Portugal é um país pobre com um índice muito baixo de escolaridade da população. Manter a lei é uma crueldade para os mais necessitados.

  1. sonia
    janeiro 31, 2007 09:01 AM

    o poema do morgado.

    http://www.blocomotiva.net/index.php?option=com_content&task=view&id=221&Itemid=2

  1. bdc
    janeiro 31, 2007 09:59 AM

    Contra factos não há argumentos!Pela p+rimeira vez na minha vida tenho vonntade de ir para a rua com cartazes na mão e a VOZ muito alta...

  1. tininha
    janeiro 31, 2007 11:41 AM

    Sou mãe de dois filhos maravilhosos com apenas 16 meses de diferença. O primeiro filho foi muito planeado e desejado... o segundo foi um choque... fiquei de rastos... durante uma semana chorava dia e noite... apesar de saber que financeiramente seria muito dificil, pois o rendimento mensal é muito pequeno para tantas despesas... e a mentalidade que infelizmente muita gente tem de hoje que onde comem dois comem três está totalmente fora da realidade... não sabia o que fazer.
    Pensava que... como era possivel ter-me acontecido a mim, que sempre tinha tanto cuidado... e julgava estar bem informada...mas não estava!!
    Dois meses antes tinha ido fazer a ecografia de pós-parto para ver se estava tudo bem... acusou a existência de um quisto. A radiologista perguntou-me se tomava a pilula disse que sim e ela disse que devia continuar a tomar..
    Durante três meses o periodo não vinha e pensei que talvez tivesse a ver com o tal quisto que eu tinha, pois se estivesse grávida seria possível ver pela ecografia!? Quando comecei a notar a alteração no meu corpo fiquei em pânico e fiz o teste de gravidez... sem ninguém saber...
    Já estava de 12 semanas!!!!! Burraaaaaa.....
    Contei ao meu marido que não reagiu NADA BEM graças a Deus tive a ajuda da minha sogra que conseguiu conversar com ele (não pensem que sou do tipo de andar sempre a pedir aos meus sogros para resolverem os meus problemas conjugais mas desta vez pela MINHA FAMILIA teve de ser)..
    Tivemos um dilema ele não queria o filho e eu não tinha força para abortar.(Nem mentalmente nem legalmente).Mas havia clinicas em Espanha....
    E eu podia sempre recorrer a isso... mas muitas mulheres não e sujeitam-se a muitas humilhações qundo na verdade precisam de ser apoiadas e ajudadas pois é uma decisão que muda para sempre a vida de qualquer pessoa... e não é tomada de animo leve...
    Hoje dou graças a Deus pelo filho LINDO que tenho, por ele ter saúde,( o que considero um milagre com tanto antibiótico que tomei nos primeiros 3 meses de gravidez!!!)por ser esperto e o meu marido é um pai muito melhor e nenhum de nós consegue imaginar a nossa vida sem ele...
    VOTEM SIM. DEIXEM SER A MULHER A DECIDIR!!! NÃO A TRATEM COMO UMA CRIMINOSA!ESTÁ NA HORA DE NOS TORNARMOS O PAIS DE PESSOAIS LIBERAIS QUE TODOS APREGOAM SER.

  1. Sara
    janeiro 31, 2007 12:17 PM

    SIM. Pela liberdade. Para nos tornarmos cada vez mais responsáveis pelas nossas acções. Para de uma vez por todas sermos verdadeiros cidadãos portugueses que assumem as suas escolhas e deixarmos de culpar o governo por tudo de mau que nos acontece.

  1. gui
    janeiro 31, 2007 12:42 PM

    S I M

    (excelente post)

  1. Ana Margarida
    janeiro 31, 2007 01:36 PM

    Eu voto não. Porque a alteração da lei não vai mudar o aborto clandestino, não vai resolver a questão das gravidezes indesejadas. Eu voto não porque tenho a certeza de que a prioridade deveria ser a educação sexual e para o planeamento. Porque a pílula ainda não é totalmente comparticipada, porque a maioria das mulheres não tem acesso a consultas de rotina. Porque há outras prioridades para alterar a situação, mais proibitivas que qualquer lei, mais perigosas para a saúde pública.

  1. P
    janeiro 31, 2007 01:46 PM

    Obrigada Rosa por um excelente post que põe os pontos nos i's.
    Acho que ainda se confundem mto as questões de consciencia, questões do coração com o que está em discussão. Já ouvi argumentos do Não que me fazem ter vontade de gritar !!!! Já ouvi dizer que também somos contra a pena de morte (não tem nada a ver com o assunto em discussão), pessoas que tiveram abortos espontaneos (lamento a dor destas pessoas mas tb não é sobre isso q se está a discutir).
    Tenho dois filhos, para mim abortar não é opção, mas sou pelo SIM.

  1. Raquel
    janeiro 31, 2007 03:49 PM

    Estava dividida. Talvez depois de lêr isto me tenha decidido.
    Obrigada

  1. Liliana
    janeiro 31, 2007 04:33 PM

    Sem dúvida sim! Por tudo isso e porque ao contrário do que a actual lei sugere não somos só "filhos da mãe".

  1. Lua
    janeiro 31, 2007 04:46 PM

    Eu voto SIM!

  1. Sofia Schiappa
    janeiro 31, 2007 05:43 PM

    Sem dúvida! SIM SIM SIM

  1. rapha
    janeiro 31, 2007 07:04 PM

    SIM ! com certeza !
    deixei minha contribução no meu blog...

  1. Anita
    janeiro 31, 2007 07:52 PM

    Sim. Para deixarmos de varrer o aborto clandestino para debaixo do tapete.

  1. Raquel
    janeiro 31, 2007 08:21 PM

    Se não te importas, linkei...
    Obrigada ;)

  1. Rita
    janeiro 31, 2007 08:41 PM

    É preciso que as pessoas não se esqueçam do 1º ponto dos teus argumentos:NÃO VAMOS VOTAR UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA - Vamos votar a alteração de uma lei obsoleta, injusta e discriminatória.
    Ao votar SIM permitimos que cada pessoa tome a sua própria decisão, à luz dos seus códigos de valores morais, filosóficos e religiosos.
    Votar SIM é promover a liberdade individual, e por conseguinte garantir mais responsabilidade colectiva.

  1. ana
    janeiro 31, 2007 08:41 PM

    SIM, para que todas as mulheres possam em consciência decidir, como eu pude decidir ter os meus 3 rapazes.
    Excelende post.

  1. Ana Rosa
    janeiro 31, 2007 09:05 PM

    Abortei, e voto SIM. Porque a tristeza e a pena intreseca que resulta de não poder ter um filho já é suficientemente punidora. Ter um filho É uma escolha. Mas não té-lo ou não poder tê-lo, independentemente da vontade ou possibilidade, ou do momento, é lá no fundo uma infelicidade para qualquer mulher. acho!

  1. Avozinha
    janeiro 31, 2007 11:03 PM

    Pois eu voto NÃO com toda a segurança que me dão os anos de cidadã, de mãe e de avó. Que cada embrião / feto tenho o direito a nascer! Mais razões no meu blog.

  1. Luísa Lourenço
    fevereiro 1, 2007 12:10 AM

    Gostei muito de ler o teu post e ver o vídeo do Gato Fedorento, que ainda não tinha visto.

    Também sou mãe de 2 rapazes. Penso que nunca conseguiria abortar se engravidasse sem o ter planeado, mas penso também que tive e tenho muita sorte na vida. Pelo sim, claro!

  1. Inês
    fevereiro 1, 2007 10:28 AM

    Voto Não com dúvidas. Mas não consigo pôr os direitos da mãe que tem alternativas para evitar uma gravidez, acima dos direitos de um bebé que está na minha barriga. Porque se não é um bebé, o que é afinal o que está na nossa barriga com 10 semanas? e estando de acordo que é um bebé, como podemos achar lícito matá-lo? além de achar que os abortos clandestinos vão continuar a existir. E se a lei passar, será transformar o problema, numa solução.

  1. Paula Cristina
    fevereiro 1, 2007 11:34 AM

    Aqui vai o meu contributo, que embora Vos possa parecer um pouco agressivo, apenas reflecte isso pelo facto de me transcender e irritar pelas situações que vivi, não na minha pessoa, mas na da minha mãe em que´das vezes que a acompanhei para fazer abortos em apartamentos, ou clinicas de saúde privadaas e intimas quem lá estava na maioria são estas pessoas Senhora de Bem e Filhas dessas mesmas Senhoras de Bem em carradas delas, remas mesmo ou paletes delas e que têm possiblidade de pagar 1000€ ou mais e tudo fica fechado e as meninas continua como se virgens fossem, essas mesmo são as que estão a bater com a mão no peito e até mesmo no coração pelo NÃO!!!! como é possível que digam NÃO e pratiquem tanto o SIM, com franqueza.... temos que ir votar e todas SIM porque aquela que precisam não têm €uros suficientes para continuar a sustentar estas clinicaas ou serviços de enfermagem que fazem isto...
    estou pelo SIm poruqe vivi as experiênicas da minha mãe que não é criminosa apenas sensata, q eu pelo facto de ter problemas de saúde a maior parte dos processos de planeamento familiar não funcionavam com ela e como não éra de ferro, lá calhou alguma vez a gravidez, e o que fazer??? trazer ao mundo mais um ser que não se pode criar? nem digo mais nada apenas SIM SIM SIM SIM

  1. Rita Q.
    fevereiro 1, 2007 01:18 PM

    Tão claro.

  1. Joana
    fevereiro 1, 2007 04:55 PM

    Concordo com a Paula Cristina e digo mais... e o que diz da hipocrisia de filhas de gente tão bem e chique estar grávida de 6 meses e ser OBRIGADA a abortar ainda assim??????????????????????????????????????????? E tê-lo feito às escondidas do pai que entretanto ficou para morrer porque até queria muito esse filho? Sim, porque é bonito andar para aí a dizer não e blá blá blá e depois... na calada... a consciência é tão torpe que não diz a cara com a careta!

    SIM, SIM, SIM!

  1. miriam
    fevereiro 1, 2007 05:45 PM

    julgo que muitas das pessoas que são pelo "não" pensam que se votarem "sim" passa a ser obrigatório abortar!!...
    gostava de continuar a pensar que vivo num país livre!
    votei sim da 1ª vez e vou votar sim novamente.
    espero que seja definitivo, já que não há coragem política para assumir uma questão que nunca deveria ser sequer alvo de um referendo!
    pode parecer um absurdo o que vou dizer, mas, um feto ao qual lhe seja diagnosticado uma deficiência não é também um ser vivo? e então?
    sou pela vida, como todos nós, sou pela educação, sou pela consciencialização...
    e...
    eu VOTO SIM!

  1. ana mar
    fevereiro 1, 2007 09:46 PM

    Sou pela vida! E voto não! Sou contra o aborto de qualquer das formas. Aceito que outros sintam diferente mas eu não consigo ser pelo sim.... Muita coisa há a dizer sobre o assunto mas fica para uma próxima, se houver oportunidade e se a Rosa o permitir, não quero invadir assim o seu blog :)
    Mas ha tanta coisa neste país que não somos livres de fazer... tão mais pequeninas....

  1. Inês Rosa
    fevereiro 1, 2007 10:51 PM

    Eu vou votar sim e um grande SIM. Da última vez, eu não pude votar, eu não tinha ainda idade para votar, mas sentia já a frustração de quem vê angustiada o NÃO chegar à vitória.
    Desta vez, eu vou lá estar e vou votar um SIM muito convicto.
    Concordo com tudo o que dizes, Rosa, muito mesmo e gostava que as pessoas percebessem de uma vez por todas que não há ninguém que seja a favor do aborto. Ninguém faz um aborto porque considera que o aborto é uma coisa boa. O que existe é a defesa da possibilidade de escolha e da despenalização de uma escolha. Que é feita por quem mais sofre. Que é feita por quem não esquece jamais essa escolha.
    Sim.

  1. Pimpona
    fevereiro 1, 2007 11:20 PM

    Por esses 4 argumentos e por outros tantos... Sim!!!

  1. Ana
    fevereiro 2, 2007 01:19 PM

    Obrigada!

  1. Margarida Ferra
    fevereiro 2, 2007 01:30 PM

    Rosa, que bom post. Parabéns pela argumentação, pela "serviço público" e pela discussão nos comentários.
    Bjs,
    Margarida (também pelo sim, também pela vida, claro)

  1. guilherme
    fevereiro 2, 2007 07:25 PM

    Para além do mais fica bem patente que a própria democracia não é perfeita e pode mesmo ser injusta: satisfaz-se em contemplar a vontade de metade mais um, de pelo menos 50% de votos válidos. Em rigor, muito pouco mais que um quarto dos eleitores pode obrigar os restantes a acatar a decisão dessa "maioria"! Que seria o caso se vencesse o "não" nestas circunstâncias. No caso de vencer o "sim", ninguém fica obrigado a coisa nenhuma.
    Uns não têm qualquer escrúpulo em tentar comandar as vidas alheias. Os outros limitam-se a deixar as coisas em aberto. Por isso o resultado final pode ser dramático ou apenas justo.

  1. cristina
    fevereiro 2, 2007 08:28 PM

    Um post muito esclarecedor da Rosa, sou pela vida e pelo direito a optar, lamento no entanto, que se ignore o não-direito à opção, quando por razões várias se é obrigado a negar aquilo que queremos e que seria a nossa apção (se tivessemos direito a ela), poder optar é um direito muito "bonito", eu nem sempre o tive. Mais importante que o referendo seria poder mexer na capacidade de optar que temos ou não. Por estas razões (meio vagas, de facto...) não posso votar não, mas não estou convicta no sim.

  1. Catarina Henriques
    fevereiro 3, 2007 01:15 AM

    Optar pelo caminho mais fácil raramente é solução.

    Como é que defendem o ABORTO LIVRE, num país que não tem infantários públicos, onde a mensalidade de um infantário é superior ao salário mínimo, tornando os filhos um luxo acessível a poucos? E onde não há educação sexual nas escolas, os contraceptivos não são gratuitos, nem de fácil acesso?

    Essa deveria ser a verdadeira LUTA. E não a morte de inocentes, impedidos de nascer.

    Ao ritmo que a medicina está a avançar, um dia as incubadoras terão capacidade de lhes dar as semanas que ainda dependem das vossas barrigas.
    E aí, terão coragem de os matar, sabendo que seriam desejados por tanta gente? (Alargue-se a lei da Adopção, em nome da Vida, admito que seja possível a pessoas sozinhas, mais velhas ou homossexuais).

    Tenham coragem de ver mais à frente, pois Portugal teve-o quando foi O 1º PAÍS A ABOLIR A ESCRAVATURA E A PENA DE MORTE. Não tenham complexos de pensar que somos atrasados, só por não sermos iguais aos outros.

    Voto NÃO, por estar absolutamente convicta de um dia isso nem se discutirá...E aperceberse-ão da posição retrógada e chocante que tiveram.

  1. Vera
    fevereiro 3, 2007 11:49 PM

    Agora estou a viver em África, onde a vida é tão dificil, e confirmo a minha convicção : a vida vale SEMPRE a pena ser vivida !
    A vida é uma maravilha, mesmo na sua "imperfeição"

    O que não é maravilhoso é a falta de educação, cultura , e...muito egoísmo (porque não pensar na adopção ?) etc, etc, etc que faz com que o aborto seja a solução. Aí sim, havia muito que batalhar !

  1. lucia
    fevereiro 4, 2007 04:32 AM

    querida amiga Rosa,
    obrigada pelas tuas palavras que tornam tão evidente o que está realmente em questão neste próximo referendo. Muitas são as circunstâncias em que mulheres engravidam sem o terem desejado: um medicamento que anula o efeito da pílula, um preservativo que se rasga, uma relação sexual forçada.
    E por não ser desejada, por não ter sido planeada, quantas vezes essa gravidez se manifesta tarde demais, votando ao ostracismo a mulher que não se sente preparada para ser mãe ou que não tem condições para ter e educar uma criança.
    O que vai ser referendado é o direito a tomar uma decisão responsável perante uma gravidez não planeada, é o direito a optar em função da vida e não do medo de ser alvo de um processo judicial e da discriminação social. É o direito a ser mãe de um modo adulto. Porque fazer um aborto não é uma decisão leve e nunca o será, com ou sem sanções de qualquer espécie. É preciso que as leis actuem em tempo útil, é preciso que nos protejam de falsos moralismos de quem prega sem saber do que fala. Eu adoro crianças, tenho uma sobrinha de 5 anos e uma irmã grávida de 5 meses e também quero ser mãe por escolha própria. Obrigada querida amiga

  1. Pantera Cor_de_Rosa
    fevereiro 4, 2007 05:30 PM

    Muito Obrigada!
    Aproveitei outro post seu sobre o assunto e colokei-o no meu proprio blog...

    Já agora aproveito para dar os parabens sobre os "slings" quando fôr mãe não voi dispensar um...

    Cumprimentos ;)

  1. luense
    fevereiro 4, 2007 08:11 PM

    Tenho 3 filhos. Tive-os porque pude embora apenas uma das gravidezes tenha sido planeada. Não por falta de cuidado mas por razões que não tenho de explicar. Mas, ral como foi dito antes, considero-me uma mulher de sorte por ter podido ter os meus filhos e por continuar feliz por ter tomado essa decisão e por ter podido tomar essa decisão.
    Sou pela despenalização do aborto, desde que realizado por decisão da mulher, em estabelecimento de saúde, nas primeiras dez semanas de gravidez.
    Porque as consequências da decisão são invariavelmente assumidas por nós. Seja qual for a NOSSA decisão.

  1. Sofia Schiappa
    fevereiro 5, 2007 05:32 PM

    Sim, sem dúvida alguma!!!
    http://aquaesal.blogspot.com/2007/02/orgulhosa-do-meu-irmo-e-o-porqu-de.html

  1. m*
    fevereiro 7, 2007 01:49 PM

    uf...sim...que texto forte!

  1. rafaela teves
    fevereiro 9, 2007 12:29 PM

    Não sou mãe...
    Ainda...

    Mas sou a favor da escolha...
    E da razão...

    http://mimiwo.blogspot.com/2007/02/da-morte-da-vida-da-escolha-da-injustia.html

  1. patricia
    fevereiro 9, 2007 03:44 PM

    Ao ler alguns dos comentários daqueles que votam NÃO a principal justificativa é que são contra o aborto. A votação não é 'contra' ou a 'favor' do aborto - é pela descriminilização deste. O aborto vai continuar a existir, legal ou ilegalmente. Acredito que em Portugal as mulheres ainda possam recorrer a clínicas clandestinas ou ir a outro país (o que não deixa de ser uma péssima solução), aqui no Brasil (onde aborto também é crime) infelizmente muitas meninas e mulheres que querem (ou precisam) interromper a gravidez, o fazem por conta própria, em casa, muitas vezes pondo em risco a própria vida. Espero que um dia também possamos escolher entre manter o aborto na ilegalidade, ou torna-lo visível. Neste dia então escolherei o sim. Boa sorte as portuguesas.

  1. Zé Maria
    fevereiro 10, 2007 11:00 PM

    Queria só acrescentar que eu e a minha mulher também passámos por isso (sobretudo ela, evidentemente) quando ela perdeu uma gravidez, mas o feto teve que ser raspado. Quando lhe perguntavam em Santa Maria porque é que ela lá estava e ela respondia que era para uma coretagem (ou lá como se escreve) era tratada a pontapé até verem a ecografia e o relatório do médico que demonstravam que o aborto tinha sido espontâneo e retido. Já não bastava termos o desgosto de ter perdido uma gravidez, ainda tínhamos que aguentar os maus tratos de quem nos achava criminosos.
    Por essa e por todas as outras razões amanhã vou engrossar o Sim.
    ZM

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