janeiro 2007
31 de janeiro, 2007

30 de janeiro, 2007
Estranho seria se todas as pessoas que frequentam este blog estivessem tão decididas como eu a votar SIM no referendo. Algumas manifestaram-se nos comentários, outras não. Creio que poucas delas serão mães, como creio que poucas mães acharão desejável que o Estado puna quem já tem em si a mágoa de não ter podido trazer ao mundo um (ou mais um) filho. Para elas, este post:
Não vamos votar uma questão de consciência.
O que vamos votar é a alteração de uma lei. A consciência é de cada um e age idealmente a montante da concepção, levando-nos a preveni-la. A consciência obriga-nos a avaliar a capacidade que temos ou não para criar uma criança e transformá-la num adulto. A consciência atormenta a mulher que, olhando incrédula para as duas barrinhas no teste de gravidez, hesita e, não acreditem se vos disserem que assim não é, hesitará sempre antes de se submeter a uma IVG, seja ela legal ou não. O que se decide dia 11 não é o se essa mulher vai ou não submeter-se a uma IVG (pois isso sim é do foro da sua consciência). É "apenas" o onde e como essa IVG será feita.
Não vamos votar um ideal.
Pela vida somos todos. Pela contracepção e pela educação sexual infelizmente não somos todos (ou somo-lo apenas da boca para fora) porque se fôssemos não estaríamos a discutir este problema. Quantos de nós podem dizer que nunca, mesmo mesmo nunca, correram o risco de engravidar (ou de contrair uma DST)? Quantas de nós, se tivessem engravidado dessa vez (ou da primeira dessas vezes) teriam estrutura (emocional, familiar) para levar avante essa gravidez e, mais importante, para criar - mas criar bem - esse filho enquanto acabávamos ao mesmo tempo de nos criar a nós próprias? Poucas, muito poucas. Mais uma vez, pela vida somos todos.
A lei que temos não serve.
Ter uma lei que não sai do papel era ridículo se não fosse tão grave. Com a lei actual a mulher em princípio não será presa se praticar uma IVG ilegal (sejam quais forem as condições em que ela decorra) mas é humilhada pelos funcionários do Sistema Nacional de Saúde se quiser abortar legalmente um feto com mal-formações graves (conheço casos). Com a lei actual uma mulher que perdeu uma gravidez desejada corre o risco de ser maltradada no hospital por apresentar os mesmos sintomas de quem lá foi parar por complicações depois de uma IVG clandestina. A lei que temos varre para debaixo do tapete um tema incómodo. Faz vista grossa, permite fingir que o assunto não existe.
Apenas o SIM altera a realidade.
Que mudança trouxe a vitória do não há quase dez anos? Nenhuma. Só se a lei for alterada se conhecerá melhor a dimensão real da prática do aborto no nosso país. Só assim, com o assunto bem à vista de todos, será inevitável para quem nos governa fazer da prevenção (educação sexual, contracepção acessível e gratuita) uma prioridade.
E a nós cabe-nos educar os nossos filhos para uma sexualidade consciente e responsável, de forma a tornar o aborto (legal ou ilegal) uma prática do passado.
PS: Obrigada, Gato Fedorento.
29 de janeiro, 2007

Os tecidos dos anos 70 que tenho usado estão quase a chegar ao fim, mas dos novos que encomendei entretanto já nasceram mais alguns slings. Estão na loja.




Eu achei que era o Nazaré mas a E. decidiu que era a Violeta. Os braços tão longos e a crista dão-lhe um ar vagamente galináceo e é muito maior do que os meus bonecos habituais. Já foi provado e aprovado pelas meninas.


27 de janeiro, 2007

Mãe por ignorância, incúria ou acidente? Não, obrigada. Mãe consciente, mãe por opção.
The Safety Pin Org
(obrigada, Rita, por me teres relembrado este site)
26 de janeiro, 2007

A A., que faz amanhã três meses, está nesta fase do fazer pontaria, tentar agarrar e abocanhar convictamente. Ontem quis comer os braços do boneco Nazaré (que ainda não apareceu aqui) e por isso hoje fiz-lhe esta coisa que é o cruzamento entre um quilt e um brinquedo. Gosto dos quilts em formato mini, como o dos small quilts da Amy Karol e desta técnica de aplicar tecidos, que pode ser resistente se for bem feita mas ao mesmo tempo tem um ar solto e foi de certeza inventada por alguém que não cosia muito bem à máquina. Agora é lavar muito bem e ver se ela gosta.




25 de janeiro, 2007
Ainda não tinha dito aqui que sou mandatária do Movimento Jovens pelo Sim. Enquanto não escrevo o(s) post(s) que quero sobre o que me leva a votar SIM no próximo dia 11, subscrevo e recomendo o que diz a Elsa Castelo num dos blogs de que mais gosto: 1, 2 e 3.
24 de janeiro, 2007

...a ver se retomo o ritmo!
A alguns pontos de entregar um projecto que tenho em mãos desde que começou o ano, outra vez os meus wists e ainda dois links que estavam em lista de espera:
Arroz doce com pernas para andar.
Blizzard blanket: vontade de aprender a fazer crochet como deve ser.
22 de janeiro, 2007

Novos tecidos para os próximos slings (chegam para dois por cada padrão) e a prova de que não é só a A. que fica bem neles - começam a chegar as fotos dos meus slings e os seus novos e refastelados ocupantes (obrigada Joana!):

E, por falar em bebés, parabéns Ana, Daniel e Gaspar!
20 de janeiro, 2007

E., vai calçar as botas.
E., vai calçar as botas.
E., vai calçar as botas.
E., vai calçar as botas.
Ó mãe, tu és muito impaciente. Eu sou mais elegante.
19 de janeiro, 2007

A nossa televisão é pequenina e só tem uma antena de pousar em cima, mas deu para ver a reportagem sobre os slings (fico sempre chocada com a minha figura). Obrigada à Andreia Vale pela ideia (espero que quem viu tenha gostado).
PS: a reportagem está on-line no site da SIC. Obrigada ao comentador anónimo que deixou o link!
18 de janeiro, 2007


Ela ainda agora chegou e já é sempre. Omnipresente. Reconhecia-lhe o cheiro entre mil, entre um milhão de bebés. Pego-lhe, conto-lhe os refeguinhos de pele e cada um é feito de mim, do meu corpo, de amor.
Atenta, dobra o riso, faz-nos serenatas com rrruu e gueee de leite condensado. Serve-me num braço só, a minha pequenina pequenina.
17 de janeiro, 2007

Eu com a A. e os meus pouch slings e a Rita e a Ágata com os seus mais pequeninos nos Tricottis. Em breve num noticiário (se souber a data ao certo logo aviso).
PS: se tudo correr como planeado (na tv nunca se sabe), a reportagem passa amanhã (sexta) no Primeiro Jornal (SIC).


15 de janeiro, 2007


Ela está a um mês dos quatro anos. Na escola brinca aos piratas e aos pau rangets e em casa anda de sabrinas douradas. Pergunta-me quando é que eu e o papá nos vamos finalmente casar porque, diz, gosta muito de festas e avisa-me que o namorado do infantário virá em breve viver connosco. Adora apontar os nossos pedidos num restaurante imaginário e cozinha-nos moranguinhos fritos e milho de baleia. Às vezes choraminga que era mais giro ser bebé e nessas alturas queixa-se de dores nas gengibres e nos pulsos dos pés. Ela é tão pequenina e tão grande.
13 de janeiro, 2007

Mesmo a tempo das inaugurações de hoje no Porto (uma delas da minha prima andarilha), novos bonecos na Mundano.
12 de janeiro, 2007

Finalmente um post sobre um assunto recorrente que não o dos slings (se bem que sem estes provavelmente não estivesse a ser escrito): bonecos, aqui na vertente chamada character design (e, por falar em design, vale a pena ver isto que correu a net recentemente). O livro chama-se Neighbourhood e é uma compilação de imagens de vários bonecos construídos a partir de formas básicas num exercício de cadavre exquis, fotografados nas suas várias fases (veja-se o site e a página da editora Victionary). Gostava de ter estado aqui. O livro já está nos meus wists (este exemplar foi-me só emprestado) e é o mais interessante, dentro do género, que tenho visto.
Há alguns meses saíu o Mascotte2, sobre o mesmo tema, em que participei ao lado da Débora, da Ana e de muitos outros, mas este Neighbourhood é de longe mais interessante. Para compensar, já saiu o número da revista Dpi intitulado Character Art, onde os meus bonecos também aparecem, juntamente com uma entrevista (em Chinês e Inglês). Espero que a cópia que me prometeram chegue em breve...

10 de janeiro, 2007

A juntar às outras pfp, que já mereciam ser arrumadas numa categoria própria, aqui ficam as respostas às perguntas frequentemente perguntadas sobre os slings, que além do mais são um óptimo pretexto para mais uma fotografia da A. a dormir num dos nossos:
Até que peso/idade do meu filho posso usar o sling?
De uma forma geral, até aos dois anos. A partir do momento em que a criança aprende a andar, o sling é um apoio para os (muitos) momentos de colo e não tanto um verdadeiro "meio de transporte" como nos primeiros meses. Creio que o bom-senso e a própria criança (bem como as costas de quem a transporta) indicarão a cada mãe/pai o momento em que o sling deve ser "reformado" (e passado a outro bebé ou, porque não, transformado numa manta de retalhos).
E é seguro?
Sim desde que usado cuidadosamente. Os pouch slings, como os que faço, não prendem o bebé como acontece com os baby-bjorn (de que também sou adepta) e outros porta-bebés "convencionais". Ele fica apenas aconchegado dentro do tecido, mas suficientemente estável para que um ou os dois braços de quem o transporta fiquem livres. Obviamente, não se pode fazer o pino, dar cambalhotas ou andar de bicicleta com o bebé no sling. Também é importante lembrar que os braços do bebé ficam à altura dos nossos, pelo que é preciso manter distância do fogão, de objectos perigosos, etc.
Mas o bebé não fica todo tortinho, coitadinho?
Não é isso que dizem milhões de mães por esse mundo fora e médicos conceituados, mas muitas velhinhas na rua já mo perguntaram, tal como acham que no baby-bjorn fica todo esticadinho, coitadinho. Na dúvida, peça-se e siga-se o conselho do pediatra.
Um tubo de pano... Como é que vou saber se estou a usá-lo bem?
O sling pode ser usado em várias posições, consoante a idade do bebé. Ainda não tive disponibilidade para fazer uma página de instruções para os meus, mas aconselho uma visita à da marca Goo-Ga, que é muito boa.
Usar o sling é fácil mas requer prática e, sobretudo, calma. Deve-se experimentá-lo com o bebé bem disposto e não desistir à primeira nem à segunda se ele não gostou imediatamente. Uma vez instalado o bebé, o ideal é passear pela casa ou fazer alguma tarefa doméstica simples que implique movimento. A minha experiência é a de que nada acalma o bebé como sentir os mesmos ritmos que já conhecia quando estava dentro da barriga. Com os slings, como com tanta coisa, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
E é lavável?
Claro! Na máquina a 30º ou 40º C, conforme os tecidos. E, tal como toda a roupa, deve ser lavado antes de entrar pela primeira vez em contacto com a pele do bebé.
(Garanto que este blog não se tornou monotemático. Posts mais diversificados para breve.)
08 de janeiro, 2007

Ontem estivemos numa festa de anos onde a A. era uma de pelo menos quatro bebés (e já não tão bebés) slingados/belecados. Somando a esses os proprietários de cerca de vinte slings que já saíram cá de casa, quem sabe se estaremos a assistir a uma onda de babywearing?
No Flickr encontram-se centenas de fotografias e pelo menos um grupo dedicado ao tema. As técnicas e marcas usadas são inúmeras mas o princípio é sempre o mesmo: manter o bebé tão juntinho de nós quanto mandam os melhores dos instintos. Eis algumas das minhas fotos preferidas:

Originally uploaded by nepenthe.

Originally uploaded by joeyhurley26.

Originally uploaded by greasy chicken face.

Originally uploaded by phitar.

Originally uploaded by carrier.
06 de janeiro, 2007

Nova colheita de slings, uns com tecidos dos anos 70 e outros com tecidos africanos. A A. vai ficar com um e os outros estão na loja.




05 de janeiro, 2007

Enquanto um projecto ainda não divulgável me mantinha longe do teclado acumularam-se as surpresas enviadas pelos pais e mães natais da blogolândia:
Um caderno Serrote editado especialmente para a Mau Feitio (a loja em Coimbra onde vendo os meus bonecos), com um cartão de boas festas ilustrado por Rui Vitorino Santos.

Lindos tecidos africanos e uma carteira Kitsch Kitchen da Margarida.


Uma touca de tricot para a A. feita pela Hillary (num envelope que trazia um selo de homenagem aos quilts de Gee's Bend e com um postal Hello Lucky) e, da Débora, uma árvore de Natal e mais um lindíssimo livro do Pedro Cavalheiro.

E, finalmente, um pacote mágico da Lu, preparado e embalado como só uma princesa mãe de princesas é capaz de fazer, a abarrotar de brinquedos para mim.
A todas, muito obrigada!
02 de janeiro, 2007

Um dos meus objectivos para 2007 é encontrar os dez anõezinhos costureiros de mais uma tia Verde Água.


Para uma menina de quase quatro anos as princesas estão por toda a parte.
« dezembro 2006 | Entrada | fevereiro 2007 »
This weblog is licensed under a Creative Commons License. Powered by Movable Type 3.2ysb5-20051201.
rosapomar.com® and the rosapomar.com® logo are a registered trademark
of Rosa Pomar.
rosapomar.com é uma marca registada.
