setembro 2006
30 de setembro, 2006


Não sei se é da chegada iminente do bebé, para quem já guardei um par de bonecos por não conseguir escolher um, mas ultimamente custa-me mais do que nunca separar-me deles. Logo agora, que tenho uma lista interminável de encomendas de várias lojas e um prazo cada vez mais curto para lhes dar resposta. Valem-me as fotografias de todos e o prazer de ver a E. crescer junto deles (que pequenina que ela era há tão pouco tempo). O boneco #614 também é mais crescido do que os outros, como aconteceu com estes que fiz há uns meses.
29 de setembro, 2006

Só quando comecei a folhear catálogos de tecidos africanos é que percebi que, para além de padrões surpreendentes e por vezes misteriosos, eles têm frequentemente nomes inesperados. A escolha de uns e outros, fiquei a saber depois, não é inocente e está carregada de histórias e de História: vejam-se, por exemplo, pagnes et paroles, african presidents on printed fabrics, Akan cultural symbols project e o livro Capulanas & Lenços (Vários autores, Maputo, Missanga, 2004), que também tem uma secção ("Capulanas falam") dedicada ao tema.
Tudo isto para explicar que achei tão bonito o nome deste tecido, para não falar no desenho, que decidi estampá-lo em alguns dos sacos novos. Estão na loja.
28 de setembro, 2006

Enquanto o meu grande work in progress cresce sozinho e ocupa os últimos centímetros livres (mas porque é que quando, na Primavera, comprei calças de grávida não me lembrei do que as ancas alargam durante os nove meses, independentemente de se ganhar só o peso recomendado?) outros projectos pequeninos vão tomando forma. Tive estes tecidos escolhidos e prontos durante mais de uma semana até ganhar coragem para os cortar. São quase todos japoneses e tenho-os coleccionado ao longo de três anos sem perceber como pareciam feitos uns para os outros. Apetece-me ter qualquer coisa lenta e morna para fazer nos últimos serões desta espera, pontinho a pontinho...
27 de setembro, 2006

...e com folhas que parecem desenhadas pelo António Quadros. Na loja.
26 de setembro, 2006

Com a cabeça florida como a Ana e neste mesmo reflexo entrei da semana passada para esta na fase puf puf da gravidez. A E. já se ri dos meus disparates - pedir-lhe que abra a boca quando quero que estique os braços para lhe vestir uma camisola, chamar iogurte ao triciclo, etc. - e quando me sento no chão (a minha superfície de trabalho preferida) penso duas vezes antes de me levantar outa vez.
O bebé continua pélvico e eu continuo a ler sobre o assunto (obrigada pelos conselhos e contactos chegados por email). Com sorte acabará, como a maioria, por decidir dar a volta, poupando-nos às duas a uma nada desejada cesariana...
25 de setembro, 2006

O mosaico hidráulico (que tanta gente continua inexplicavelmente a mandar arrancar de lojas, cozinhas e entradas) para além de ser fresco e macio nos pés e um regalo para os olhos é uma fonte inesgotável de inspiração para o quilting. As regras de uma e outra arte são obviamente próximas e muitos dos padrões mais comuns são inclusivamente os mesmos numa e noutra. Fascina-me este jogo entre as regras da técnica por um lado e a total liberdade criativa pelo outro e agora, mais do que nunca, vejo padrões em todo o lado.
No Flickr, tenho estado a ajudar a gerir um grupo de imagens dedicado aos quilts anteriores a 1970. É fascinante (para mim, claro) seguir a sua presença ao longo da história dos EUA e ir encontrá-los nos locais e funções mais inesperados, mas nada me enche o olho como os padrões dos tecidos dos anos 20 a 50 do século XX, tão bonitos e variados que norte-americanos e japoneses já tiveram a inteligência de relembrar e reeditar (até em livro). Alguns, dos muitos espalhados pelo flickr:

Quirky Vintage Quilt
Originally uploaded by Earthly Possessions.

DCP_5542
Originally uploaded by BudgieMido.

my favorite square
Originally uploaded by cathygaubert.
22 de setembro, 2006


As pegas e os aventais da loja (de que tenho urgentemente de fazer mais) numa montra sobre compotas do Jornal de Notícias de hoje.
21 de setembro, 2006

...e, na loja, contados e recontados os sacos, há um com cravos e um com ovnis ainda sem dono.

Mesmo que não tivesse a cabeça obviamente encostada ao cimo da minha barriga teríamos ficado a saber pela última ecografia que continua pélvica. Tentei duas ginásticas recomendadas para a ajudar a mudar de posição mas desisti de uma por demasiado incómoda (incómodo e saudável não rimam) e a segunda ainda não teve tempo de se mostrar eficaz.
Não tenho mala para a maternidade (vivam as maternidades para onde não é preciso levar mais do que escova e pasta dos dentes, uns chinelos para tomar banho e roupa para vir embora) mas já juntei a maioria das coisas que me lembro serem essenciais para os primeiros dias, já tenho a roupa de bebé lavada e pronta (e, como da primeira vez, não me canso de olhar para ela), os quilts lavados, enrugados e macios e um relógio na cabeça em contagem decrescente.
The Maternity Gallery: para quem gosta de comparar barrigas.
PS: 9 months of gestation in 20 seconds (obrigada Ana).
20 de setembro, 2006

(quantos tecidos são tecidos a mais?)
♥
Log cabin sueco.
Quilt de pedra.
Padrões de papel.
19 de setembro, 2006

18 de setembro, 2006

Na Activa Filhos n.º 7, por sugestão da Mariana. O belíssimo sling em que a boneca está instalada é da Goo-Ga e já o vi em acção.
16 de setembro, 2006

Não sei bem quando foi que deixei de fazer posts deste género. A grande maioria das primeiras vezes da E. ficaram de fora deste espaço (e de qualquer outro que não as nossas memórias, porque este passou a ser o meu único diário) e muitas já não consigo datar com certeza (foi aos nove meses que disse papá, mas quantos mais demorou até dizer também o meu nome?). Marquei o dia em que largou a chucha mas não o da última fralda, algumas gracinhas mas não outras, sem grande critério mas sempre a pensar no quanto é que será expor demasiado: eles, a primeira geração de bebés blogados, encarregar-se-ão sem dúvida de nos criticar daqui a uns anos. Tudo isto porque a E. me acordou a ler. Sem perceber o que estava a ler mas a ler. Estávamos no sofá, com ela a fazer de conta que me contava histórias para adormecer (o que, no meu estado actual, funciona em menos de um minuto). Já do outro lado, comecei a prestar atenção ao que estava a ouvir: áa, depois áapéee, áapécuéeee, e quando soletrou ápécuéna (a pequena) dei um salto. Tu já sabes ler?! O interesse pelas letras já vinha de há mais de um ano, mas tinha decidido não dar mais do que resposta aos inúmeros como é que se escreve e o que é que diz aqui diários. A seguir à surpresa de hoje não resisti a ir buscar a Isaurinha e a comprovar que junta as letras quase todas sem grandes hesitações. Não sabe ler, porque não consegue na maior parte das vezes deduzir sem ajuda o significado do que acabou de dizer, mas junta sozinha as letras de uma palavra inteira.
Tão importante como isto, pelo menos para ela, enquanto juntávamos triângulos para o próximo quilt e depois de dias de treino, conseguiu assobiar.
15 de setembro, 2006

O regresso ao infantário, esta terça, correu sem sobressaltos. De grande na sala dos pequeninos passou a pequena na sala dos grandes. Passados dois dias já estava outra vez fluente em infantariês e a chegar a casa com o cheiro e a cor característicos. À educadora ainda vou ter de agradecer um dia os retratos de família que temos, por pedir um novo a cada ano lectivo.
14 de setembro, 2006

Ainda não domino a arte de fotografar quilts (mais difícil de praticar sem um jardim ou um estendal bonito), mas aqui vê-se um bocadinho melhor. Os tecidos, como neste, foram cortados a olho e sem grandes preocupações e cosidos à máquina. Para acolchoar usei baetão branco e agulha e linha sem bastidor (que desconfio que só funciona bem com batting mais fino). Demorou meses a acabar mas esteve parado muitas semanas por causa do calor. Entretanto já tenho outro começado...
Quilt ♥, etc.:
Mini: Branco é bom.
DSQ Original: A propósito do mesmo assunto que me levou a escrever sobre os quilts da Zara Home e a mudar, gradualmente mas cada vez com mais convicção, os meus hábitos de consumo. Nada como saber (o que custa) fazer para aprender a questionar o valor do trabalho e o significado real dos preços praticados pelas lojas.
Brie's Baby Quilt: perfeito, mesmo para quem como eu não é grande fã de bebés e cor de rosa.
Thrifted quilt. Os quilts mais lindos também vão à praia.
Denise Burge (via Whip Up).

13 de setembro, 2006


Milhares de pontinhos de 2mm depois, está pronto. A escolha de tecidos não foi genial mas gosto do branco, que escolhi por ser a única cor que me apetecia quando a E. nasceu e provavelmente me apetecerá para pôr à volta deste bebé. Fotografias melhores ficam para amanhã.

12 de setembro, 2006

Entre muitas outras igualmente bonitas, a Milk acabada de sair traz uma peça intitulada Voudoudous: seis fotografias de outros tantos doudous (loveys - como é que se diz em Português?) rotos, esventrados e amputados de tão usados. A E. não tem doudous. Durante muito tempo insistiu em dormir com a chucha e uma (qualquer) fralda de pano mas, desde que deixou a primeira, a segunda já não tem o mesmo encanto. De entre os bonecos, o Cão, a Rosa Clara e o Anacleto são os bonecos por excelência (passeiam mais e protagonizam mais brincadeiras do que quaisquer outros) mas não sei ainda se será deles que se vai lembrar como eu me lembro destes três: o Cenoura, o João e a Emília (zoom). Os dois últimos, já se vê, foram feitos pela minha mãe.


11 de setembro, 2006

De volta. Um bocadinho bronzeada, muito descansada e mais passeada, ainda mais barriguda (o bebé - que já tem nome! - resiste a mudar de posição). A E. travou amizade com um papagaio e comeu o seu primeiro rebuçado e eu regresso ainda com mais vontade de ver, ler, descansar e não fazer senão o ninho.
Das leituras recentes da especialidade: Besame Mucho (viva o BookCrossing).
...e agora rumo às 638 mensagens na minha inbox.
04 de setembro, 2006

...bem maior do que às 30. Na ecografia da semana passada ficámos a saber que está mesmo de cabeça para cima, e que é comprida mas magrinha, o que quer dizer descanso e mais descanso para mim mas não me descansa nada. Uns mais do que desejados dias de férias esta semana, longe das sete colinas e de preferência passados quase integralmente dentro de água hão de ajudar, espera-se.
Natural pain relief in labour: gostei especialmente do A-Z of natural pain relief.
01 de setembro, 2006

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