julho 2006
28 de julho, 2006

27 de julho, 2006

Enquanto tento terminar este quilt, todo acolchoado à mão (dá muito, muito mais trabalho mas gosto ainda mais do resultado), deixo mais algumas respostas às perguntas frequentemente perguntadas sobre o assunto (a parte 1 está aqui e os arquivos, aqui):
Sugeres algum padrão para fazer a minha primeira experiência ou um primeiro projecto que seja particularmente simples?
O melhor é sem dúvida começar por juntar quadrados uns aos outros e numa escala pequena, para não se perder a paciência a meio nem se gastar muito tecido no caso de correr mal. Fica-se a perceber uma série de coisas com a experiência e o resultado pode ser um objecto tão simples como um cobertor para as bonecas (1 e 2, por exemplo) ou um pousa-qualquer-coisa (vulgo individual). Quem tiver vontade de tentar logo a sorte com um dos blocos mais populares talvez deva experimentar o log cabin numa das suas múltiplas variantes. Com um só pode fazer-se logo alguma coisa.


De não faço ideia como começar nem a peça mais simples a queria comprar um bom livro com muitas técnicas e padrões mas não sei como escolher.
Apesar de nos últimos dois anos ter comprado vários livros recentes sobre o assunto, os que tenho desde pequena respondem à maior parte das dúvidas e ensinam várias técnicas. As traduções portuguesas encontram-se com muita sorte nos alfarrabistas e nas casas das avós mas no original é mais fácil encontrá-los:
Janet Barber e Belinda Lyon, O meu primeiro livro de Costura. Lisboa, Verbo, 1979. No original, My Learn to Sew Book (capa). Um dos vários projectos propostos pelo livro (à esquerda na foto de cima) é precisamente uma mini-colcha de retalhos.
O Grande Livro dos Lavores. Lisboa, Selecções do Reader's Digest, 1985. É a tradução esgotadíssima do Complete Guide to Needlework, que continua a ser editado em Inglês. É certamente o livro mais usado desta parte da minha biblioteca: para além de todos os outros capítulos, que já me levaram a citá-lo aqui uma e outra vez, tem um completíssimo capítulo sobre quilting / patchwork, com ilustrações excelentes e textos muito claros.
Recentes e diferentes:
Denise Schmidt, Quilt-It Kit: 15 Colorful Quilt and Patchwork Projects ou Denyse Schmidt Quilts: 30 Colorful Quilt and Patchwork Projects. Apesar de não ter nenhum destes dois (estão na minha wishlist), se fosse começar agora fa-lo-ia certamente com um deles. A autora (cujo site merece visita) é uma das principais referências actuais dentro da área e os seus quilts são dos que mais me inspiram.
Kaffe Fassett, Passionate Patchwork: Over 20 Original Quilt Designs. Kaffe Fasset (site) é outro dos autores mais célebres que prefiro. Tenho vários livros dele nos quais, embora algumas das combinações de cores e padrões me pareçam um bocadinho enjoativas, tenho aprendido bastante. Todos eles incluem, para além dos padrões de diferentes níveis de complexidade e textos sobre a sua concepção, um capítulo técnico suficientemente completo para esclarecer um principiante.
Japoneses apaixonantes:
Machine Made Patchworks e Machine Made Patchworks 02. São de certeza os mais célebres fora do Japão e valem tanto pela qualidade dos projectos apresentados (malas, malinhas, estojos, colchas, tapetas, etc.) como pela escolha de tecidos e cuidado com que são combinados.
Yoshiko Jinzenji, Simple Quilt. Neste momento é o meu preferido. A autora cria quilts (ou serão quadros?) a partir das sombras das casas, cose milhares de retalhinhos todos brancos uns aos outros e inscreve códigos secretos nos seus trabalhos. Quem me dera que estivesse traduzido.
E os tecidos?
A cereja em cima deste post é o facto de haver, perto de Lisboa, uma loja dedicada aos tecidos americanos para patchwork, que creio ser a única do género no país. Chama-se Arco-Íris a Metro, fica no Laranjeiro e a dona (Paula Coelho) é muito simpática e prestável. Chega-se lá bem de transportes e podem pedir-se indicações por email para gerencia arroba arcoirisametro ponto com :
Arco Iris a Metro
Praceta Gomes Leal, Loja 30-C
Laranjeiro
Tel. 212596135
...e, claro.
25 de julho, 2006

Estou grande. Cada vez maior. Entre mim e a mesa, a máquina de costura e, antes de mais, entre mim e a E. há uma barriga de intervalo. A mesa e a máquina não se queixam (se bem que esta se arrisque a ganhar teias de aranha) mas a E., apesar de manifestar constantemente o seu entusiasmo, começa a ressentir-se do colo que minga e da força que já não chega para brincar com ela tão à vontade.
Por dentro, o rebuliço constante que me deixa confiante. Este fim-de-semana, enquanto eu me sentia um banho-maria em banho-maria, terá visto pelo menos um bocadinho de luz.
Na foto, coisas lindas, lindas, lindas vindas das mãos da Catarina.
21 de julho, 2006

A acompanhar o meu crescente interesse pelo quilting (aliás técnica das colchas de retalhos) tenho recebido uma série de emails com perguntas e pedidos de ajuda sobre o tema. Aqui ficam algumas primeiras respostas (e espaço para outras perguntas, links e conselhos que surjam via caixa de comentários). A minha experiência é para já muito pouca e o que tenho aprendido está quase tudo nestes arquivos.
Decidi há pouco tempo que gostaria de fazer o meu primeiro quilt e (...) fiquei ainda com as seguintes grandes dúvidas para as quais agradecia imenso a tua ajuda... A primeira tem a ver com o coser à mão ou coser à máquina
Cosi à mão cada pontinho da primeira manta de retalhos que tentei fazer (esta). Está por acabar. Nas seguintes, como esta e esta, uni os retalhos e acolchoei à máquina. Acolchoar à máquina peças grandes sem fazer grandes disparates não é fácil, pelo que os principiantes têm vantagem em fazer esta parte à mão.
Mas não é preciso ter uma máquina de costura especial?
Preciso não é, mas deve ajudar bastante. Na minha (que é normalíssima) não consigo senão acolchoar a direito, em linhas paralelas e perpendiculares, mas se calhar é falta de jeito. Para comprar, em Portugal, uma máquina de costura especial para quilting, é contactar a simpática Mónica Amaral da MCI (Máquinas de Costura Idustriais) e pedir para ver a Brother NX400 - Quilting Club.
E o recheio do quilt, cá em Portugal onde é que se compra?
Daquele que se vê nos livros e sites de outros países não sei, infelizmente. Mas há outras possibilidades. Pode usar-se flanela de boa qualidade, drakalon (de que eu pessoalmente não gosto por ser sintético) ou o simpático baetão (na foto). O baetão é feito de 100% algodão e existe em várias espessuras. O cinzento, que me disseram que já não se fabrica, é feito de desperdício têxtil e toda a gente o conhece dos panos do chão tradicionais.
(continua)
*Perguntas Frequentemente Perguntadas. Outras aqui e aqui.
*M.C.I. - Máquinas de Costura Industriais, sa
Zona Industrial da Maia I - Sector IX - Lote 13
Apartado 6057
4476-908 Maia
Portugal
Tel. +351 220 120 400 - Fax. +351 220 120 440 - mci arroba mci ponto pt
20 de julho, 2006

Com as noites novamente respiráveis, já voltei a pegar nas agulhas. Do meu único livro de tricot para bebés (Jaeger Handknits), com lãs Rooster DK há-de sair uma adaptação do casaco bunny (mas sem coelho).
Também para bebé e cada vez mais irresistíveis, os sapatinhos da Catarina.
Mais tricot: quando arrefecer mesmo, faço umas luvas destas (da mais recente Knitty).

18 de julho, 2006

Estou grande e está calor. Passei dois dias deselegantemente inerte (tão inerte quanto uma mãe pode estar) em frente à ventoinha e ao terceiro encarnei o Grande Espírito Nidificador que mais tarde ou mais cedo possui todas as grávidas. Subi e desci caixotes de roupa, passei em revista tudo o que a E. usou desde o parto, chorei um bocadinho ao mostrar-lhe a primeira peça de roupa que estreou depois das deliciosas fardas da maternidade, reclamei e forrei a mesma gaveta para o novo bebé e desde então que só penso em bodies de recém-nascido, babygrows e calças de algodão que deixem os pés à mostra, quilts por acabar, lãs irresistíveis mas impensáveis de tocar neste clima e nos vestidos todos que vou mesmo fazer.
Mãe, quem é que tira o leite das maminhas das vacas?
Eu, hesitando entre a resposta romântica e uma explicação sobre máquinas de ordenha: Quem achas que é?
Os leitores!
17 de julho, 2006

A E. deixou de usar chucha este fim-de-semana. Há bem mais de um ano que só a usava para dormir e desde bem antes disso que eu e o F. nos questionávamos sobre a melhor altura para a fazer desaparecer. Nunca fomos grandes apoiantes da dita (a E. só começou a usar chucha por volta dos três meses) e os quase três anos e meio dela já tinham ultrapassado todos os prazos que nos propusemos. Em busca do método ideal, ouvimos os relatos de amigos com filhos e relembrámos as nossas próprias experiências (esquecer a chucha em casa na ida para férias ou fora no regresso a casa, convencer a criança a deitá-la ao mar/ao lixo, etc.). O único livro que temos sobre o assunto (boa história mas ilustrações muito fracas: A Chupeta de Nina, edições Ambar) nunca despertou grande interesse e as muitas conversas racionais que tivemos com ela serviram para a fazer perceber que mais tarde ou mais cedo chegaria o grande dia mas em geral só aumentaram a ansiedade relacionada com o assunto.
Eis senão quando um fim-de-semana quente demais e um pai decidido chegaram para pôr em prática o plano malévolo mas eficaz: a chucha estragou-se porque já estava muito velhinha (com a ajuda de uma tesoura) e foi atirada com desprezo cama abaixo depois de termos respondido a todas as perguntas sobre como é que a chucha se tinha estragado e porque razão não podíamos ir comprar uma nova (as lojas não vendem chuchas para meninas grandes). Acordou várias vezes de noite com as mesmas perguntas mas ontem já só demorou um bocadinho mais do que o habitual a adormecer. E por muito que consegui-lo com uma mentira me pareça em teoria má ideia, acho que neste caso o fim justificou plenamente os meios.
(Na fotografia, a recompensa do desmame. Não fui eu que fiz, que não tenho a habilidade da Hilda. É daqui.)
14 de julho, 2006




De cada vez que vou à Baixa estreio uma loja. Velha, nova, feia por fora e linda por dentro ou vice-versa, com ou sem a mínima intenção de comprar alguma coisa. Só por curiosidade. Hoje calhou ser a A. S. Musgueira, que me foi recomendada pela Mary pouco tempo depois dos meus posts (1 e 2) sobre a Franco Gravador. A loja é muito pequena e nunca me tinha chamado a atenção, por exibir nas montras quase só taças, medalhas e letreiros personalizáveis mas, debaixo do balcão, esperava-me um catálogo coçado e amarelo, ordenado alfabeticamente e, apesar de muito menos recheado do que o da outra loja, igualmente fascinante.

Gabardinas Formidável e Colossal.

Uma página inteirinha de carimbos em Chinês. O que dizem, Homónima e Marta?

Uma chávena de café com leite para a Margarida, que também gosta de carimbos.
A. S. Musgueira, Lda.
Rua dos Correeiros, 70-C
1100-167 Lisboa
13 de julho, 2006
Condições meteorológicas impróprias para grávidas.
Ainda o mesmo assunto (cf. partes 1, 2 e 3):
Nas últimas semanas a E. raramente tem visto o ZigZag. Às vezes porque àquela hora (a única a que pode ver televisão) está a brincar, outras vezes porque tem dois dvds novos (Charlie and Lola e A Flauta Mágica acabada de sair com o Público) e ainda mais algumas porque está a jogar Katamari (sim, é verdade). No entanto, nos dias em que ligámos a televisão para ver o Bob e o Réui (comigo de comando na mão, já desconfiada), voltámos a apanhar os tais anúncios. Noutros, assistimos a um clip de auto-propaganda em que duas professoras universitárias (Sílvia Saramago e Benedita Monteiro) afirmam confiar absoluta e exlusivamente na programação infantil da 2: (uma das duas diz mesmo que confia ao ZigZag a sua filha de três anos e meio). Ora eu não só não confio (é ver a programação do longuíssimo ZigZag da manhã) como não acredito que estas duas professoras o façam, pelo menos nas condições actuais (o anúncio, se não estou em erro, não é recente). Por outro lado, o provedor continua inacessível, meses depois de noticiada a sua nomeação.
Face à ausência de resposta não automática do canal, o que fazer agora?
12 de julho, 2006

11 de julho, 2006

Depois de todo o tecido que tinha para os sacos anteriores ter sido usado e os primeiros já estarem a aterrar em novos ombros, ovnis africanos ao melhor estilo teledisco (já não se diz teledisco, eu sei) 80s. Estão na loja.

Depois de ter passado o serão de domingo a treinar a recém-aprendida técnica do piparote (eu é que já não me lembro das regras do jogo do berlinde), surpreendeu-me ontem com este desenho de umas sereias com vestido até aos pés e sapatos. E pescoço, digo eu, sem saber se foi um acaso ou uma mudança de paradigma.
Mais:
♥ Tracy e Raggedy Ann.
Ilustração: El Petirrojo (escolhas de Alex Noriega e Blau) e o hilariante Kawaii Not (via Worsted Witch).
10 de julho, 2006

(thank you, Hillary, i'm flattered!)

Foi um fim-de-semana de trabalho intenso, mas consegui reduzir três pontos à lista de lojas à espera de bonecos: a caminho de Viana do Castelo vai uma caixa, prestes a estrear uma loja em Alfama está outra e na Maria Caracoleta*, a primeira de todas, durante algum tempo não entra mais ninguém debalde.

Uma boa razão para lá ir (para além dos saldos da Oilily) são os ganchos e elásticos feitos pela dona da loja.
*Maria Caracoleta / Oilily
Rua Garrett, n.º 10
Chiado - Lisboa
08 de julho, 2006

Soubemos por uma amiga mais informada que estavam a começar os ateliers Arte Jovem no Forum Dança. A E. que, como todas as meninas, também quer ser um bocadinho bailarina, passou num deles todas as manhãs desta. Não conhecíamos o espaço mas fomos conquistadas: ela pelos professores e pelo que fez nos vários módulos (expressão plástica, dramática e dança criativa) e eu pelo ambiente acolhedor e pela simpatia de toda a gente. Só foi pena serem tão poucos os alunos (porque o ano lectivo dos infantários ainda não chegou ao fim ou apenas por falta de divulgação?). As actividades continuam durante o mês de Julho e nós recomendamos (o calendário não está imediatamente à vista no site mas pode ser descarregado sob a forma de um documento word escolhendo o separador estúdio e depois mapa de actividades).

07 de julho, 2006

A professora de dança da E. para mim, esta manhã:
...então és tu que fazes aquelas bonecas. Já comprei um monte delas para oferecer.
Eu:
Onde?
Em Campo de Ourique.
Mas eu não tenho bonecos à venda em Campo de Ourique. Só através do meu site e nas lojas referidas nesta página. Em mais nenhuma loja para além dessas.
Ah, mas eu pensei que estava a comprar os teus bonecos! Então e como é que eu posso reconhecê-los para saber que são mesmo teus? É que na internet não me entendo muito bem...
Os meus bonecos têm:
Uma etiqueta branca com um R vermelho que sai (quase sempre) da perna esquerda.
Uma etiqueta em pano presa a este R, feita com tecidos iguais aos usados no próprio boneco. Esta etiqueta tem o número de série do boneco (também sob a forma de etiquetas brancas com números vermelhos) e uma outra etiqueta com o meu nome Rosa Pomar e a morada do meu site www.rosapomar.com.
Uma folha A4 com um texto impresso sobre o meu trabalho, em Português e Inglês, e a minha assinatura (manual) junto ao número e composição do boneco em particular (também escritos à mão por mim).
Há várias outras características que começaram com os meus bonecos (tanto quanto eu consegui investigar) mas que entretanto foram apropriadas por tanta gente que parecem ter caído no domínio público, como o uso dos galões bordados à cintura, o feitio dos olhos e mesmo as escolhas de tecidos. Com a forma de os numerar e as etiquetas aconteceu o mesmo. Ao nome e à assinatura creio que não. Espero que não.
06 de julho, 2006

(mais um saco na loja)
05 de julho, 2006



Um tecido é um cenário é uma tarde de brincadeira.
Nos bonecos e nos sacos, continuo rendida aos tecidos africanos: thank you Jane! Obrigada, Mariana!.

04 de julho, 2006

Homes in Heaven: de Paços de Ferreira para o mundo.
The card society: os dois primeiros cartões desta iniciativa da mav.
Margapinta: o meu colar, finalmente.
O postal que vinha com o livro Kitty, Bunny and Bear.
...e botões resgatados esta manhã da retrosaria de quase toda a minha vida, que promete fechar portas em breve. Fora as da Rua da Conceição, que se amparam umas às outras, quantas sobram em Lisboa?

03 de julho, 2006

A E. chamou-lhe Monostatos e queria ficar com ele para fazer companhia ao Anacleto (ou Tamino, conforme os dias), mas prometi-lhe outro para breve.
My Sweatshirt Bag: a ideia não é nova mas é óptima, tanto que já vi em grandes lojas sacos a fazer de conta que eram feitos com esta técnica (via Whip Up).
Twelve 22: lindo lindo quilt, de um lado e do outro.
She's reading: a #578 cheia de mimos (obrigada, Ana).
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