abril 2006
27 de abril, 2006

Nestes dias de baixa dormi e li. Entre segunda-feira e hoje fui do divertido e agora número-um-na-lista-de-livros-a-recomendar-a-amigos-com-desgostos-amorosos On Love (do mesmo autor do livro
e documentário Status Anxiety) ao fim de um How to be Good que estava quase há dois anos a apanhar pó na estante (coisa que é suposto envergonhar uma bookcrosser e de facto envergonha) e sigo para o Sense and Sensibility (guardo os livros da Jane Austen para ir lendo um por ano - é como comer uma sobremesa especial muito devagarinho). Sempre que acabo de ler um livro chegado às minhas mãos via BookCrossing (sobre o qual já escrevi aqui e em muitos destes posts) fico com vontade de libertar uma prateleira deles. É o caso deste How to be Good, que
fica à disposição da primeira pessoa* que (ler bem em Inglês e que) me enviar uma private message (ou seja um email via BookCrossing) com a sua morada segue para a bookcrosser Neftos*. Happy BookCrossing!
*e, espera-se, de outra depois dela, e de outra depois dela e assim sucessivamente.
26 de abril, 2006
Já deixei de me sentir confortável nas calças normais há algumas semanas mas até agora não encontrei umas de grávida que me satisfaçam. Ainda tenho os dois pares da Formes que usei do princípio ao fim da gravidez da E., mas como são de lã não conto ter agora uso para elas. Ultimamente alternava felicíssima entre dois pares de keates, mas como a marca ainda não tem colecção de grávida vou mesmo ter de continuar à procura.
Entretanto a semana não está de todo a ser a mais fácil. Passado que está o primeiro trimestre (sem grandes enjoos e com o sono que como da primeira vez veio para ficar), comecei-a com uma quebra de tensão e quase desmaio em plena Baixa (felizmente a frase estou grávida continua a despertar o melhor que há nas pessoas) que ainda por cima trazia na manga uma amigdalite de proporções inauditas. Resultado: estou de cama há três dias o que (incómodos à parte) não deixa de ter o seu vago sabor a férias.

21 de abril, 2006

Avisada pela Débora de que novos livros velhos tinham aparecido nas prateleiras da livraria Sá da Costa, passei por lá esta manhã. É um dos meus pontos de passagem periódicos em busca de preciosidades e, como quase sempre, vim satisfeita e carregada, desta vez com treze livros por dezassete euros, quase todos destinados a serem oferecidos (porque acho que não há prenda que mais goste de dar do que os meus livros preferidos). À minha espera estavam:

A Grande Fuga de Peter Lippman (Lisboa, Plátano Editora, 1977) de que trouxe nem mais nem menos do que quatro exemplares. A história parte do célebre mito urbano e conta como um grupo de jacarés sobrevive nos esgotos de Nova Iorque e prepara o regresso à Flórida natal. Nos Estados Unidos o livro está esgotadíssimo (como cá, aliás) e, pelo se pede por ele parece ter atingido o estatuto de livro raro.

Três aventuras d'Os Mecos (Helena Rosa e Eduardo Delgado, Lisboa, Plátano Editora, 1981), uma colecção catalã (?) pouco conhecida que eu adorava (e que chegou a ser editada em Inglês).

Mais um Nuno e Carolina (Satomi Ichikawa, Nuno e Carolina dão a volta ao Mundo, Lisboa, Verbo, 1986). Comprei-o para mim e mais pelas ilustrações do que pelo texto, que neste como em vários outros livros da colecção não é grande coisa. Não sabia nada sobre a autora mas depois de uns minutos na amazon e de ver que ela tem um coelho chamado La La
- &hearts - (!!!!!!) acrescentei uma série de títulos à minha wishlist.
E mais: Iela e Enzo Mari, O Ovo e a Galinha, Sá da Costa, 1995; Erika Ertl, Mirabela e a Vassoura Mágica, Bertrand, 1978 (vivam os livros sobre bruxas pré-Harry Potter!); Laurent de Brunhoff, Babar em Nova Iorque, Plátano, 1981.
Livraria Sá da Costa Editora
Rua Garrett, 100-102
Lisboa


A prenda de Páscoa preferida da E. foi esta linda cadeirinha de passear os bonecos pela casa. Veio do Porto mas foi feita na Trofa. Se não me engano muito, em Lisboa vendem-se na Silva e Feijóo.
20 de abril, 2006

Não sei em que categoria agrupar os penduricalhos e congéneres coisas pequeninas feitas de pano com recheio ou não que tenho sempre vontade de fazer e me fascinam quando as encontro noutros lados, nas suas muitas variedades possíveis. Do meu já quase impossível de percorrer arquivo de crafts recuperei, por ordem cronológica, as etiquetas dos bonecos (que continuo a fazer para cada um deles), os marcadores de livros, as bagtags (outra), os pires de pano (também em versão de natal), as chatelaines (mais) e finalmente as nano lalás (na fotografia está um de vários enfeites que fiz para o Natal passado e que não chegaram a aparecer aqui).
Por outras paragens, têm-me encantado as dos brincos e colares da Margarida, as pregadeiras da Catarina, a boneca nova da Hillary e por aí fora, que as abençoadas hormonas da gravidez já não me deixam lembrar de mais nada para acrescentar à lista.

19 de abril, 2006

O Um Dia em Cheio (Oh What a Busy Day no original) foi o meu livro de casa da avó preferido durante anos (provavelmente até ter descoberto o baú de revistas Disney dos anos cinquenta, com as magníficas aventuras desenhadas pelo Carl Barks). Depois de anos sem o ver tive hoje com a minha irmã uma sessão de fogo de artifício mental enquanto percorríamos cada uma das ilustrações. Eu nem tenho nada de especial contra a Anita, mas a Verbo não podia reeditar antes livros como este, esgotados há anos?

O que sou eu? Já experimentaste fingir que eras alguém que não és?

Os grandes amigos

Que sorte! Um charco de lama!

Palavras simples que tornam o mundo melhor.

E tu, quando fores crescido?

18 de abril, 2006

17 de abril, 2006

Tantos e tão bons comentários depois, estamos de regresso do Porto onde como no ano passado e em todos os antes dele soltámos passarinhos, procurámos os ovos de chocolate e abrimos prendas ao almoço como se fosse Natal (ainda estou para saber de onde vem esta tradição familiar). Entre o deslumbramento da novíssima geração e o desnorte dos que de tão velhos se tornaram crianças fomos dezanove à mesa. Mesmo com os apertos no coração gosto sempre deste tempo cíclico, como o da E. quando me diz que quando ela for muito grande e eu for muito pequenina é ela quem me vai trazer na barriga. Parece-me bem, não a desminto.
14 de abril, 2006

12 de abril, 2006

Não sei quantas pessoas deram logo por ela, mas foram de certeza de menos, porque a agenda Este mundo é uma bola do Planeta Tangerina é tão linda que me fez correr da caixa do correio para a máquina fotográfica para o computador e ter vontade de andar na escola outra vez. Este exemplar (autografado pelos ilustradores-mistério por detrás do planeta) foi-me oferecido pela Yara e só me encontrou agora depois de andar perdido no correio. Não faz mal porque todos os dias são bons para ver desenhos bonitos e ler a magnífica colecção de provérbios populares portugueses que os acompanham.



11 de abril, 2006


Depois de a ver chorar a partida de cada cão combinei que lhe faríamos um especial com tecidos escolhidos por ela e com uma saia (exigência principal da menina que agora celebra cada dia que anda sem ser de calças). Ontem a Rosa Clara (sou inocente na escolha do nome), mesmo ainda sem cara, já foi o centro das brincadeiras.
De um dos meus blogs favoritos hoje em dia, toda a verdade sobre as senhoras que fazem patchwork a sério.
09 de abril, 2006


As fotografias (outra aqui) foram tiradas com os últimos raios de sol, mal rematei os últimos pontos e desfiz os alinhavos (espero tirar depois outras menos más). Tem um exagero de cores e tecidos diferentes (dois dos três blocos vêem-se melhor aqui e aqui), foi todo cortado e acolchoado a olho (pelo que um dos lados tem mais quase dois cm do que o outro) e foi a minha primeira tentativa de fazer qualquer coisa sob o signo dos quilts mais lindos do mundo (no meu top), nomeadamente este e o deste livro (infelizmente mais vezes copiado do que citado). A E. e eu ficámos satisfeitas - outros se seguirão.

06 de abril, 2006


Numa cadeirinha resgatada de casa dos meus pais (porque nos faltava uma para o Cão e o Anacleto poderem tomar chá juntos) e sobre um tapete de trapo feito por uma artesã da zona de Aveiro, cujo nome infelizmente não sei (aqui em maior).
05 de abril, 2006

Muito obrigada por todos os comentários e emails acerca dos últimos posts. Sobre a ida à televisão, optei mais uma vez por não ir, apesar dos bons pros como os que a Marta salientou. Para além de não me identificar muito com este tipo de programas há a questão da escala. Faço minhas as palavras da Hilda sobre o assunto: ...nem me parece que no meu caso, se justifique tanta exposição e tanta audiência para as poucas peças únicas que faço. Conclusão, a ser muito conhecida por muitos, prefiro que o meu trabalho seja reconhecido por alguns. Não é por snobismo, mas sobretudo por timidez. A relação que tenho com as entrevistas escritas, no entanto, é completamente diferente. Quase todas as que dei até hoje (tenho de actualizar os arquivos) foram extremamente descontraídas e agradáveis (tirando, claro, a parte das fotografias), mesmo quando não conhecia como leitora as publicações em causa. Entrevista a sério foi a do António Lobo Antunes ontem no segundo canal.
♥: ♥ bolas de trapo saloias, ♥ pinguins num diner e ♥ bonecos japoneses (via Débora).
04 de abril, 2006

Chega à sala com uma fralda de pano na cabeça:
Mãe, sou uma fada. Vou salvar o Tamino do dragão.
E onde está o Tamino?
Está ali atrás daquele armário e ele já é muito grande e já pode mexer no detergente.
Com bastante surpresa nossa, a Flauta Mágica (em Sueco!) destronou o Madagáscar no dvd e nas brincadeiras. Inevitavelmente, penso que influência terá em tudo isto o facto de a ter ouvido centenas de vezes dentro da minha barriga. Ei-la desenhada por mais meninos.
...entretanto, outro dilema: Aceitei o primeiro convite para ir a um programa de televisão sobretudo por ir em boa companhia (e foi espantoso o feedback que recebemos) mas desde aí disse que não a uns quatro ou cinco outros convites. Hoje fui convidada para mais um (Contacto, da SIC, que nunca vi) e voltei a ficar na dúvida. Prós? Contras?

Rendida às evidências, encomendei aqui o recheio (wadding) apropriado para terminar este projecto.
Sobre o assunto de ontem / eternamente pendente, constatei esta manhã com alívio que a Linha do Cidadão Idoso ainda está viva. Atenderam-me com a simpatia do costume mas as notícias que tinham estavam longe de ser boas. Pelos vistos a Autoridade de Saúde voltou a pronunciar-se sobre o assunto no final de 2005 para dizer o mesmo: no seu entender não há razão suficiente para fazer alguma coisa. Frustrada, questiono-me acerca do fundamento para este parecer. Sei bem que há (infelizmente), mesmo aqui no Bairro Alto, muitas outras pessoas a viver assim tão mal ou mesmo pior. Não pode ser essa a razão para não intervir a tempo (três anos de alertas deviam chegar e sobrar). Nas histórias parecidas de que tenho sabido a solução é invariavelmente a mesma: resolve-se o problema quando a pessoa em causa morre, mas não antes. Tenho vergonha de estar à espera.
03 de abril, 2006

Ao tentar nova investida para levar a bom termo a minha novela social (o email que enviei há quase um ano para a Direcção Geral de Saúde ainda não teve resposta), não encontro ninguém do outro lado da Linha do Cidadão Idoso (não atendem dentro do horário e o voicemail atingiu o limite de mensagens). Terão os funcionários morrido de frustração?
02 de abril, 2006

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