janeiro 2006
31 de janeiro, 2006

Se há livros que pesaram, mais ou menos conscientemente, na escolha da licenciatura que fiz foram estes. Como o tricot foram-me apresentados pela Irene, a mais velha e sábia da então geração mais nova da família. Primeiro O Golfinho (que continua a ser editado na língua original e foi um dos primeiros livros de letras pequeninas que li, talvez aos oito anos), depois o Theras e a sua cidade e finalmente A Filha Esquecida. A Ilha Branca, da mesma autora, trouxe-a há poucos dias de um alfarrabista (porque a Civilização nunca os reeditou), não sei se a pensar que a E. lhes pegará um dia com o mesmo gosto ou convencida de que lendo-o estarei de novo entre o mar e o areal quase deserto de um Verão de há vinte anos. Anyway lembrei-me hoje outra vez deles por causa desta série que ontem vi com uma versão actualizada desse deslumbramento.
30 de janeiro, 2006

Não costumo dar-lhes nome, mas tem cara de Baklava.
27 de janeiro, 2006


Dois meses e meio depois, terminei o quilt da E.. Os acabamentos podiam estar mais perfeitos (tão cedo não volto a tentar coser tecidos elásticos) mas todos cá em casa ficámos contentes com ele. É quente e macio, e para mim é uma espécie de banda-desenhada sobre os meses em que a E. vestiu aqueles babygrows...

(...thank you Cat)
26 de janeiro, 2006


Esta manhã (depois de passar, na Baixa, por esta cara que me deixa sempre de sorriso nos lábios), fiz uma das já tradicionais duas excursões anuais aos saldos da Petit Patapon, desta vez já a pensar no próximo Inverno. Passe a publicidade, continua a ser uma das minhas marcas de roupa para criança preferidas (óptimos tecidos e acabamentos e, até ver, made in Portugal).
Nos tecidos, continuo em experiências, sempre a aprender mais sobre o que as cores e os padrões fazem uns ao lado dos outros. É viciante. A propósito, exercícios num workshop da afamada Denyse Schmidt.
25 de janeiro, 2006

Muitos tecidos, livros e links. Poucas fotografias.
Junku.fr: para quem não se entende com a Amazon.co.jp, uma livraria franco-japonesa. Tem a vantagem de em alguns casos fornecer (em Francês), uma curta descrição do conteúdo dos livros. Por mim, continuo a perder-me na língua que não conheço e andar de link em link, maravilhada com a imensidão de livros sobre o estilo francês que chega ao exagero, curiosa por discos que me são sugeridos por terem um grafismo crafty, tentando resistir a capas lindas e sempre a juntar mais e mais ISBNs à minha wishlist.

24 de janeiro, 2006

A máquina não apareceu. Ainda estou à espera de descobrir que não cheguei a levá-la quando saí e que está escondida atrás de uma cadeira, dentro de uma caixa de tecidos ou no meio dos brinquedos da E., mas não é de todo provável. À falta de fotografias minhas, ficam duas vindas do Porto e que estavam em lista de espera. São da loja Mundano, onde moram coisas minhas, da Hilda e da Ana ao lado de muitas outras e de gente boa.

Mundano
Rua Miguel Bombarda, 462
Porto
23 de janeiro, 2006

Vale-me a fiel e velha ixus, metida na mala antes de voltar a sair de casa. Graças a ela pude trazer comigo (só em pixels) este não-percebi-o-quê de chita velhinha, desbotado, remendado, lavado e pendurado num estendal por onde passei.


Mesmo sem contar com o deprimente resultado das eleições. A minha máquina, que ainda por cima não era minha (uma Canon EOS 350D com o número de série 0830552146), cujo cartão de memória levava uma dúzia de fotografias dos retalhinhos de tecidos que passei o fim-de-semana a coser, is no more. Entre a porta de casa (com a mochila às costas, a máquina ao ombro, a E. ao colo e um livro ao colo da E.), a escola, a padaria do cimo da rua e novamente a porta de casa desapareceu sem deixar rasto. Liguei para a escola, fui à escola, fui à padaria, o F. percorreu as redondezas e alertou o Vizinho-coxo-pardo-buñuelesco-que-conhece-os-tráficos-do-bairro-e-nos-diz-sempre-bom-dia mas nada. Até hoje nem uma chave, nem uma carteira, nem um telemóvel. Da única vez que perdi alguma coisa importante - o passaporte guardado numa bolsa de toilette caída da mochila algures em East Village - recuperei-a dias depois, passaporte, pente, pensos e tudo, na central de perdidos e achados. Desta vez não tenho esperança. A partir daqui, o dia só pode melhorar.
20 de janeiro, 2006

Só durante a gravidez tive o bom hábito (ensinado por um outro mestre) de começar o dia, sem excepção, com uma peça de fruta. De manhã o que me apetece sempre é (e passe mais uma citação do livro de ontem e da minha vida) cafezinho com leite e manteiga com pão. Adio a fruta e às vezes esqueço-me dela. Mesmo das melhores de todas as maçãs.
Entretanto estou a fazer mais um gorro numa nova cor de Kureyon (#116).
Rosa Pomar for NurseryWorks em destaque no UrbanBaby!
19 de janeiro, 2006

E mais, sobre quilting: Circles and bubbles e A few more loose ends.

"É um Pote Muito Útil", disse Puff. "Cá está ele. (...) E é para pôr coisas dentro. Pega!"
Quando Inhon viu o pote, ficou muito excitado.
"Que bom!" disse ele. "Vou pôr o meu Balão neste Pote!"
"Não pode ser, Inhon", disse Puff. "Os balões são muito grandes para caber dentro de Potes. O que se faz com um balão é, segura-se no balão "
A. A. Milne, Joanica Puff (ed. A Regra do Jogo, 1974. Trad. Manuel Grangeio Crespo).

18 de janeiro, 2006

...e um peculiar passatempo.

A jarra de pano parte para a Holanda e continuo em volta do mesmo tema. Estreei-me sem louvor nos fechos de correr mas a prática fará a perfeição, espera-se. Aqui com cavalo, ali com elefante.
Simples é lindo.
Doce Georgia: quero tricotar, com estas lãs (river ou fondant?), umas meias destas.

17 de janeiro, 2006


What possesses a woman to cut out tiny pieces of fabric and spend hours and hours sewing them together? (*)
As carteiras que fiz para a loja foram muito poucas para esgotar a vontade de cortar tecidos aos bocadinhos. Continuo a aprender sobre a história e ciência (via In a minute ago) do quilting e a perder-me com imagens como esta e esta. Por enquanto só me aventuro em pequeníssima escala.
Outras coisas dentro da mesma: ♥, ♥ e ♥.

16 de janeiro, 2006

15 de janeiro, 2006

Ir ao mercado de produtos de agricultura biológica logo pela manhã.

Comer, bem acompanhada, bolo de extra-chocolate ao cair da tarde.
14 de janeiro, 2006


Estão comigo desde os meus anos, o black bird da Hilda na prateleira dos livros crafty e a crafty chica da Ana no meu escritório, junto à ilustração que a Camilla fez para a Tiny Showcase.
PS: Corners of my home, how it all started.
13 de janeiro, 2006




Thank you Hillary!

Thank you Mary!
11 de janeiro, 2006

Mission accomplished: feita num dos algodões mais macios com que já trabalhei, uma família inteira de bonecos do outro lado do mar (ou em qualquer parte, é assim a internet), na NurseryWorks. Os lençóis, a condizer ou não, já foram testados cá em casa e recomendam-se.

Para olhar: The Small Object's stick family.
Para calçar: Worn Again, sapatos feitos de materiais reaproveitados ou reciclados (via 3R).
10 de janeiro, 2006

(ou ainda mais um ou metáfora do equilíbrio ou cinco centímetros mais alta ou não, as minhas meias não são todas iguais).

09 de janeiro, 2006


Os compromissos são a cola do tempo. Seguram-me. Mostram que a seguir a agora vem Fevereiro, depois a Primavera e o Verão. Ainda agora começou 2006 e tenho na agenda uma exposição (!), três colaborações em projectos editoriais estrangeiros, um cada vez mais provável curso numa ilha onde nunca estive, 443 emails por responder e mais ou menos outras tantas pequenas ideias para pôr em prática. Às vezes o futuro próximo parece uma lista de afazeres. E às vezes é bom fazê-lo assim palpável.

08 de janeiro, 2006

As lãs Noro são as minhas preferidas desde que as descobri. Por cá continua a não haver ninguém que as venda, mas podem ser compradas on-line em inúmeras lojas, como a Angel Yarns, por exemplo. Este gorro é tão simples de fazer que não precisa propriamente de instruções, mas aqui ficam, para juntar às deste outro:
Materiais:
2 novelos de lã Noro Kureyon (neste caso #92)
Agulhas circulares de 40 cm tamanho 5 (5mm), ou apenas
Conjunto de cinco agulhas tamanho 5 (5mm).

Execução:
O gorro é feito usando os dois novelos, trabalhando uma carreira com um, a seguinte com o outro, até ao fim. Para obter riscas mais contrastantes, escolher dois novelos que comecem em cores diferentes. O gorro é tricotado pelo avesso.
Montar 88 malhas com o primeiro novelo [Cast on 88st]
Juntar o segundo novelo e trabalhar em círculo 2L (duas malhas de liga) 2M (duas malhas de meia) durante 9cm [P2 K2 until hat is 9cm].
Uma carreira em liga, acrescentando 3 malhas distribuídas igualmente ao longo do perímetro do gorro (91m) [Purl one row, adding 3st evenly distributed].
9cm em liga (e sempre em liga até ao fim) [P 9cm].
Introduzir uma marca a cada 13 malhas [Add stitch marker every 13 st].
Tricotar juntas (em liga) as duas malhas antes de cada marca, carreira sim, carreira não [P2Tog before each stitch marker every other row].
Quando sobrar nas agulhas apenas uma malha antes de cada marca, passar o fio por dentro das malhas, puxar e rematar [P until there is only one st between the stitch markers. Pull yarn through remaining stitches].

©Rosa Pomar, 2006.
07 de janeiro, 2006

06 de janeiro, 2006
da noite para o dia
(literalmente)
do meio dos outros
quase pretos e sempre
pouco domados
longos, reais
dois
brancos

05 de janeiro, 2006


Eu sei que devia chover mas vejo mais as cores assim ao frio.
Antes que venham os Reis, uma das imagens que ficam deste Natal esquisito.
Bonzai atómico, da minha fotógrafa de brinquedos preferida.

04 de janeiro, 2006


03 de janeiro, 2006

...
Lisboa, uma font portuguesa, da autoria de Ricardo Santos (via Typographica, via PoppyTalk).

02 de janeiro, 2006

Uma das prendas mais bonitas que tive este Natal, feita por uma amiga do outro lado do mar: postais em tipografia, para mim e para a E., da Port2Port Press.
E, como há um ano, agenda velha, agenda nova.

01 de janeiro, 2006


E se, numa fria manhã de ano novo, fores a única mãe no parque infantil do costume (estariam todas as outras a fazer o almoço? A dormir até tarde?) e um de vários pais desconhecidos te enviar uma mensagem (que não chegaste a ler) por bluetooth? Isso é assustador / surpreendente / divertido / 2006 (riscar o que não interessa)?
« dezembro 2005 | Entrada | fevereiro 2006 »
This weblog is licensed under a Creative Commons License. Powered by Movable Type 3.2ysb5-20051201.
rosapomar.com® and the rosapomar.com® logo are a registered trademark
of Rosa Pomar.
rosapomar.com é uma marca registada.
