outubro 2005
31 de outubro, 2005

A Casa das Cortiças deve fechar portas em breve. Os livros de faça você mesmo e actividades crafty dos anos 70 estavam cheios de projectos para fazer com cortiça (bases para tachos, brinquedos, etc.), mas parece ser um material em que ninguém se tem lembrado de voltar a pegar (ao contrário do que acontece no Japão). Quando acontecer, espero que seja a tempo de dar uso às milhentas rolhas e rolhinhas que moram na Rua da Escola Politécnica. A gerência agradece.


Casa das Cortiças
Rua da Escola Politécnica, 4 - 6.
Lisboa
30 de outubro, 2005

29 de outubro, 2005

Fomos passear, antes que começasse a chover. No quiosque descobri as Poupées Automates, já marcadas na planta de Paris para não me esquecer e que quase me fizeram gastar demasiado dinheiro numa revista (Dealer Deluxe).


A cavalo num acrílico insuflável.
28 de outubro, 2005

Mamã, quero a minha tesoura para eu cortar este fio.
...
Mamã, olha, uma pulseira! Vê, vê!
27 de outubro, 2005


...
A primeira edição do livro da Jess Hutch com as instruções para tricotar os seus magníficos bonecos já esgotou! Felizmente ainda fui a tempo de encomendar um.

Um dos meus bonecos anda desde Julho a bordo de um atrelado de camião muito especial, a Voyager (o site só tem dados relativos à edição de 2003). Partiu directamente para Estrasburgo, seguiu para Praga e agora, até dia 30 de Outubro, está no Largo do Município, no Funchal. Só tenho pena de não ter chegado a vê-lo a bordo. Será que ainda vem a Lisboa?
PS: Neves, mais uma vez obrigada pelo tecido...

26 de outubro, 2005

Vinha recentemente noticiada no Público a publicação pela APDSi um glossário que fornece definições e propostas de tradução para uma abrangente lista de termos respeitantes ao universo da informática e da internet (aliás, da Sociedade da Informação). Se o combate à info-exclusão é um objectivo nobre, há determinadas traduções que me parece inútil sequer propor, sobretudo numa altura em que os termos na língua original já entraram irreversivelmente no vocabulário das pessoas que contactam com eles diariamente. É tudo uma questão de energia: dá muito mais trabalho dizer mensagem de correio electrónico do que dizer email. Mensagem de correio electrónico parece uma palavra (o problema é que nem sequer é uma palavra, são quatro) de info-excluídos. Os franceses conseguiram resolver o problema abreviando: courriel é quase tão fácil de dizer como email e eu, por cá, julgo que faz mais sentido dar às pessoas uma boa definição de email do que ensinar aos que não sabem uma palavra (não, 4 palavras) que só eles é que vão usar. Dizer email, para não sair do universo estritamente feminino em que sou quase sempre catalogada, é como dizer em Português as palavras francesas soutien ou cachecol. Peça de roupa que oculta o efeito da gravidade sobre o peito e cobertor para o pescoço também não colaram. É natural.
Não li o glossário todo mas também me chamou a atenção a definição de Blogue (para mim vai ser blog até decidirem escrever também internete), que é pobre e desactualizada.
Voltando às palavras, e falando como total leiga na matéria, suponho que as Línguas mudem no sentido de se tornarem mais operacionais e adequadas à realidade. O que me faz pena é mais ver que quase ninguém se importa com os acentos graves e o verbo haver, mas enfim.
PS: por coincidência deparei hoje com este post (a palavra post não consta do glossário da APDSi) de uma homónima do outro lado do Oceano. É sobre muitas outras coisas mas também sobre esta (e as brasileiras usam sutiã).
25 de outubro, 2005



Há exactamente um ano fiz o primeiro babete (foi a Miriam que mo lembrou). Foi um projecto divertido, por causa das nódoas pintadas e das letras que bordei à mão. Nessa altura também fiz vários pares de sapatinhos de bebé todos diferentes uns dos outros e outras coisas que ainda não tive tempo de retomar. Todos os que nasceram entretanto eram para bebés pequeninos, mas agora tenho finalmente pronta uma colecção (são só 9) de babetes para toddlers, impermeáveis e segura-migalhas, feitos com a chita de que mais gosto. Este ficou para a E.
Muito obrigada por todos os emails e comentários de parabéns!

24 de outubro, 2005

23 de outubro, 2005


22 de outubro, 2005

Tenho andado à procura da maneira de dizer em Português quilt, quilting e patchwork. O melhor que consegui para quilt foi:
Acolchoado: coberta chumaçada e pespontada em xadrês, segundo a já velhinha 3.ª edição do Dicionário de Português da Porto e Editora.
Não soa muito bem mas acho que é a palavra certa. Manta de retalhos acolchoada é mais explicativo mas comprido demais. E patchwork, como é que se traduz?
Há meses que ando cheia de vontade de explorar estas técnicas. Fiz as pegas-ou-pousadores-de-caneca-ao-lado-do-computador, um saco, três porta-moedas e agora uma brincadeira com destino ainda não decidido (manta para as bonecas, individual ou pousa-cotovelos-junto-ao-teclado, que é o que está a ser neste momento).
Gostava de fazer um quilt com algumas roupas de bebé da E. inspirado no da Hillary. Parece-me uma maneira fantástica de dar um destino útil às roupas que já foram emprestadas e já regressaram e a outras que por uma razão ou por outra não devem voltar a sair das caixas de roupa que já não serve.
Outros quilts inspiradores: este, o birthday coin quilt (também da Hillary), Kaffe Fassett's wheel of fortune e o string da Denyse Schmidt, que é autora de alguns livros
que já acrescentei à minha wishlist.

21 de outubro, 2005

Os cobertores pequeninos feitos com bandas de três chitas diferentes são uma minhas das novidades na loja. A Hilda tem encantado os visitantes com os seus carapins (palavra quase tão doce quanto o seu significado) e a Ana tem finalmente pronta mais uma série das requisitadíssimas papelsonagens.

20 de outubro, 2005


É um bocadinho ao lado mas o mais perto que esta semana chego de outra entrada para o Crafty Tour of Lisbon.
Não sei quantas tipografias a funcionar ainda existem em Lisboa. Em muitas oficinas gráficas vêem-se máquinas de tipografia mais ou menos abandonadas, mas tipografias mesmo suponho que já não sejam assim muitas. A tipografia é uma arte que ainda vou aprender, um dia, tal como têm feito o Nuno e a Susana do projecto Serrote e a querida mav. Até lá contento-me com ser cliente.
Grafifácil
Rua dos Poiais de São Bento, 44
1200-349 Lisboa

A internet altera a noção de distância. Este mês terminei as primeiras encomendas para lojas noutros países e agora tenho pela frente (com mais onze de mulheres de quem me sinto muito mais próxima do que os quilómetros que nos separam sugerem) uma exposição colectiva do outro lado do mundo não virtual, em Adelaide na Austrália. Estar lado a lado com a Claire Robertson e a Heidi Kenney, cujo trabalho admiro há anos, a Hillary Lang, que acompanho praticamente desde o primeiro dia, e todas as outras (das quais só não conhecia a autora destes lindíssimos tecidos) é um privilégio!
19 de outubro, 2005


Invadiram-nos e chegaram às montras das grandes cadeias de roupa espanhola. Lindos, feios, divertidos, geniais, plagiados, interessantes, oportunistas, cuidados, preciosos, pensados, horripilantes, peludos, carecas, ingénuos, articulados, cosidos ou tricotados, estão por toda a parte. Nos de que gosto, cativam-me sempre as mesmas características: originalidade, qualidade dos materiais e do corte e perfeição dos acabamentos.
Eurobad: pesadelo vintage.
18 de outubro, 2005

A última coisa que a E. trouxe da escolinha* foi uma otite. Já está muito melhor mas passámos uma noite em claro e um dia de molho (e perdemos a ansiada rentrée dos encontros de tricot, ontem à tarde).
Para tricotar: carapuço pontiagudo (not martha).
Escroque, escrito e ilustrado por José Feitor.
2.º andar, direito: encontrei-a outra vez, finalmente.
* ou infectário, como lhe chama uma das minhas hip-mamas preferidas.
17 de outubro, 2005

Para além do Crafty Tour of Lisbon, que vai crescendo aos poucos, pensei em, até ao fim do ano, escrever regularmente uma entrada com uma sugestão de Natal (ainda faltam dois meses inteirinhos mas pelo menos comigo as prendas são mais certeiras quanto mais cedo forem pensadas). Há umas semanas, quando me vi na necessidade de marcar a muda de roupa e outras coisas que a E. tem de ter na escola, ocorreu-me que tinha muito mais graça ser ela própria a marcá-la. Daí a pô-la a desenhar numa fralda de pano (acessório multi-usos indispensável desde o dia em que nasceu) foi um instante e agora em vez de adormecer com um pano (relativamente) branco adormece abraçada a um desenho. Ora se a ideia é boa para consumo interno, acho que pode resultar em boas prendas para primos e amigos recém-nascidos. Fraldas de pano, na minha experiência, nunca são demais, e desenhadas, seja só num canto ou de uma ponta à outra, ainda são melhores.
Materiais:
1 fralda de algodão (lavada e passada a ferro)
1 cartão ou plástico mais ou menos do mesmo tamanho da fralda ou 1 bastidor
Molas da roupa ou de escritório
Canetas de feltro próprias para tecido (usámos as Edding t-shirt marker)
Como fazer:
Fixar a fralda sobre o cartão prendendo-a com as molas a toda a volta, de forma a ficar bem esticada. Desenhar à vontade.
Retirar a fralda do cartão.
Seguir as instruções das canetas usadas (em alguns casos é preciso passar a ferro para fixar a tinta).
Lavar e passar a ferro.
16 de outubro, 2005

15 de outubro, 2005

14 de outubro, 2005

Isaurinha Ensina a Ler e Os Brinquedos do meu Avô são dois dos meus livros infantis portugueses preferidos. Foram publicados nos anos 90 pela Terramar e desconfio que nunca tiveram o destaque que deviam, porque aparecem frequentemente nas feiras de livros em saldo. O autor chama-se Pedro Cavalheiro e as personagens são na verdade o avô, os brinquedos do avô e dois tios seus, re-imaginados a partir de memórias e de lindíssimas fotografias (reproduzidas nas últimas páginas). Já tinha falado da Isaurinha aqui e, agora que a E. anda fascinada pelas letras, fui buscá-los à prateleira e já ganharam o prémio de livros do momento.
13 de outubro, 2005

A forma de sapato amarela à entrada já devia ser património protegido de Lisboa (digo eu a pensar na última mercearia da minha rua com armários de madeira, barbaramente remodelada esta semana) e lá dentro há fechos, fivelas, ilhozes e milhares de outras coisas.
A Casa Forra é uma espécie de marido das retrosarias.

Casa Forra
Poço do Borratém, 32 (junto ao Martim Moniz)
Lisboa

Está confirmado: a nossa loja vai estar aberta até ao Natal!
12 de outubro, 2005

Este Sábado abre as portas em Barcelona a cooperaativa Mercado. Não estarei lá em pessoa para a inauguração, mas quem lá for vai encontrar, para além de uma exposição do Gary Baseman e de muitas outras coisas, bonecos meus e da Hilda.
♥ ♥:
O livro da talentosa tricotadeira Jess Hutch.
e porquês:
Porque tecem as mulheres.
Porque também tenho saudades de NY.
Porque me senti como se tivesse onze anos quando lhe pedi que assinasse a capa de um disco.
Porque não é depois que vai ser, é agora.

11 de outubro, 2005

Passou um mês desde o primeiro dia mas à escala dela deve parecer muito mais tempo. Mesmo na nossa, de pais recentes, estas poucas semanas parecem ter mais novidades do que dias. As mudanças mais profundas (no olhar, no tom de voz) não se pode ter a certeza de serem provocadas pela escola ou pela simples passagem de um mês inteirinho, mas todos os dias traz novidades para casa, sejam o diminutivês que agora lhe dá para falar (chuchinha, roupinha, ...), os disparates que aprendeu a fazer à mesa, as inúmeras novas cantigas (que acarretam quase sempre a desilusão de não as sabermos cantar também - essa eterna sina dos pais) ou a capacidade de verbalizar de forma muito mais inteligível o que lhe apetece (proporcionadora de tiradas como mamã, aquele senhor tem um bebé na barriga).
10 de outubro, 2005

A semana começa a correr, de t-shirt e gabardine, com a E. finalmente livre do peganhento vírus que nos atazanou durante duas semanas, duas grandes encomendas quase terminadas, 417 emails por responder e decisões importantes para os próximos dias...
09 de outubro, 2005

O #348 na Pública de hoje e o #360 na Galiza.
Look at Me: mais um projecto on-line com fotografias perdidas. Sempre tive uma predilecção especial por fotografias perdidas.
08 de outubro, 2005

Há cerca de um ano comecei a fazer cobertores pequeninos, primeiro com chitas e logo a seguir com outros tecidos. A E. tem um ao tamanho da cama para dormir a sesta e agora, depois de muitas pessoas mo terem pedido ao verem os pequeninos, há mais a nascer.

Do que cada um vê e lê.
...no blog da Alice ainda encontrei a notícia da criação do MMÁS (Mães: Mulheres Anónimas), que achei uma excelente ideia.
07 de outubro, 2005

06 de outubro, 2005

Mais chatelaines para a loja, pois estavam esgotadas há dias. Gosto particularmente de as fazer porque, mesmo sendo um utensílio de trabalho, têm qualquer coisa de bijou e ainda são primas dos bonecos. Uma das anteriores foi apanhada pela Sónia na sua passagem por Lisboa (registada em fotografias lindas como esta). A propósito, descobri este site que é um léxico para catalogação de vestuário (o site mostra que as chatelaines propriamente ditas são usadas à cintura e não ao pescoço...).
O excelente blog colectivo sobre ilustração Drawn! deu ontem (pela mão da demiurga Claire Robertson) destaque à nossa loja. E houve boa gente a dar por isso!
Ainda sobre a Majora e os jogos para crianças, recebi um comentário da Maria Carvalho que me fez voltar ao site e percorrê-lo de uma ponta à outra: por muito desoladoras que sejam todas as outras secções, o Museu merece uma visita (e torna mais válida ainda a ideia das reedições): não está lá o meu querido jogo dos correios, mas fiquei deliciada com o Bordados Infantis e o Trabalhos entrançados. Pelo que fiquei a saber, o museu está instalado na fábrica e está aberto ao público. O passo seguinte, não tivesse eu já demasiado que fazer, seria contactar a empresa para a convencer da ideia (de preferência em economês, a oferecer os meus serviços de consultadoria).

05 de outubro, 2005

Descansei toda a manhã, com a E. a fazer de neta e o Filipe a substituir-me na loja.
Eeboo: descobri através de uma foto da Tickytacky esta marca de jogos para crianças (e muitas outras coisas, como este medidor de meninos). Os dominós são tal e qual o tipo de jogo que queria encontrar para a E. [inserir aqui o habitual parágrafo sobre a desgraça que são os actuais jogos da Majora e o sucesso garantido que seria reeditar os que a empresa produzia há 30 anos]. Também adorei este, de que tive uma versão portuguesa (quase de certeza da Majora) e este que, se fosse em Português, faria furor cá em casa. Agora é ter paciência para percorrer estes links em busca de uma loja que os envie para Portugal.
04 de outubro, 2005


Hoje fui eu a abrir a loja. Entre as 10 e o meio-dia o centro está sempre sossegado e há tempo para trabalhar e para conversar com quem entra. Nos últimos dias, o destaque na agenda cultural tem trazido à nossa porta muitas caras novas. Agora, depois da correria loja-trabalho-escolinha-casa, o desafio é conseguir fazer mais umas nano bonecas para responder a vários pedidos. Porque amanhã também é dia de trabalho...



03 de outubro, 2005

(não há luz como a luz do eclipse).



Fomos para a escolinha pelo caminho mais comprido para podermos ver o eclipse. Adorou a brincadeira e no caminho de regresso, agora à tarde, pediu para ir ver o iculhipes outra vez. Recusou a ideia de que já não havia eclipse para ver e desde que chegámos a casa ainda não parou de desenhar sóis que parecem luas vermelhas e de ir para a janela de óculos, não vá o Iculhipes aparecer por aí outra vez...
Mais fotos: MBLOG do Público e Solar eclipse no Flickr.
02 de outubro, 2005

Chegaram os meus postais da port2port press (thank you Maria!). Foi bom ver finalmente impressas duas de entre muitas zincogravuras que há alguns anos salvei de serem derretidas.
Também me chegou o mais recente número da Milk. Um dos poucos artigos que já consegui ler até ao fim é sobre o livro Portraits, álbum de desenhos de Angèle Fougeirol, uma menina de dez anos (mais imagens aqui).

Desde que vi os porta-moedas feitos pela Handpicked a partir de um livro japonês que andava com vontade de fazer uns no mesmo género mas com os restinhos de chitas que uso para as pegas. Ainda estou à procura do método perfeito mas gosto do resultado.
E mais:
O monstro romântico da Mariana Massarani, um avental-estojo a uso e uma pinhole feita de lego.
01 de outubro, 2005

O vírus que trouxemos da escolinha instalou-se de armas e bagagens. Para compensar acabei estas amigas feitas com tecidos enviados pela Tania e pela Hillary.
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