agosto 2005
31 de agosto, 2005


Nenhum roteiro crafty da cidade do Porto (ora aqui está uma ideia que podia ser concretizada em conjunto através, por exemplo, de um grupo no Flickr) pode ficar completo sem incluir o lindíssimo Armazém dos Linhos. É esta a loja que produz e distribui a maior parte das chitas actuais que uso para os meus sacos e bonecos. Fica ao fundo da Rua de Passos Manuel e merece uma visita nem que seja só para olhar. A não perder, no fim do corredor, o monte de restos e bocados de tecido com falhas na impressão que às vezes produzem efeitos curiosos.


Armazém dos Linhos
Rua de Passos Manuel, 15-19
4000-001 Porto
Matilde Beldroega: é refrescante encontrar um blog português de que se fica fã imediatamente. Ontem, através de um link da Patrícia Lima, encontrei as bonecas da Rita Pinheiro. Vale a pena vê-las todas. São deliciosas e feitas com imensa atenção aos pormenores. Parabéns Rita!
Kino Textile Works: foi também na Matilde Beldroega que descobri o link para este site incrível. A técnica usada é essencialmente a mesma da Ema, que também adoro. Chamaram-me particularmente a atenção os enquadramentos, que são perfeitos (♥).
30 de agosto, 2005

Ainda não sei o dia ao certo, mas o ano lectivo da E. está quase quase a começar. Tenho de marcar uma muda de roupa, um par de lençóis, um cobertor... Ultrapassada que está a maior parte das angústias prévias, agora tenho sobretudo curiosidade para ver como vamos reagir ao grande dia.
29 de agosto, 2005

Fotografia como ilustração: a Stephanie escreveu um excepcional post que é um verdadeiro manual de instruções para tirar fotografias mais bem sucedidas e interessantes. Subscrevo-o inteiramente e só tenho a acrescentar que em geral (pelo menos para mim) a luz mais favorável para fotografar é a do início da manhã ou do fim da tarde.
Galões bordados. Obrigada Débora, obrigada Eunice.
Serrote: para os viciados em cadernos bonitos como eu, já chegou o terceiro das edições serrote. Os que comprei andam a viajar pelo mundo.


Há onze anos fiz um estojo de enrolar para os pincéis e canetas de um amigo que andava em Belas Artes. Usei um tecido de linho antigo que a minha mãe tinha em casa e cosi-o todo à mão. Só tinha um elástico ao meio, em vez de bolsos, mas gostei tanto do resultado que fiquei sempre com vontade de fazer outros no género. Agora, entre os tecidos que já tinha deixado preparados antes de ir de férias e os que comprei entretanto, vai ser um fartote.



(na loja)



Mal chego a Lisboa sinto logo falta do Porto. Nestes últimos dias aprendi uma série de coisas sobre a minha família que quero anotar para não se perderem e para as poder contar à E. sem me esquecer de metade entretanto. O comentário da Alexandra levou-me a aprender finalmente os nomes de mais alguns trisavós (nunca iria supor que tinha tido uma trisavó chamada Ana Eufrosina). Também explorei uma série de lojas novas/velhas (obrigada pela dica, Alice!) e a minha curiosidade por máquinas de costura antigas aumentou imenso (agora já sei que no site da Singer é possível datar a maior parte das máquinas pelo número de série).

Na Rua Miguel Bombarda fui recebida de braços abertos pela Sofia e pelo Luís Pedro numa loja quase quase a abrir e onde espero voltar em breve (e, de certeza, para as compras do próximo Natal...).
Agora, que a E. já dorme, retomo o trabalho. Já tinha saudades.
28 de agosto, 2005




Uma caixa de vinho do Porto transformada em caixa de costura. Lá dentro, agulhas, botões e linhas de passajar.
27 de agosto, 2005

Quase quase a voltar a Lisboa e ao trabalho...


Casa Cláudia, Setembro 2005.
26 de agosto, 2005

A máquina da minha avó Berta ainda tem o (precioso) livro de instruções. É uma Singer 15K88.


25 de agosto, 2005

No quarto de costura da casa que foi do meu trisavô as duas Singer ainda trabalham.

24 de agosto, 2005

Rua de Santa Catarina, perto do Marquês.

...e mais tecidos, resgatados de fins de rolos em fundos de lojas.
23 de agosto, 2005

Gosto de ser turista no Porto.

Dúvida ortográfica: comprei um tecido que nunca tinha encontrado à venda. É feltro de lã muito grosso e cor de carneirinho. O senhor da loja chamou-lhe sorrubeco e depois, sabendo-me de Lisboa, traduziu para burel. Não encontro a palavra em nenhum dicionário. Sorrubeco? Cerrobeco? Serubeco? ...
22 de agosto, 2005

Boneca de trapo (Douro Litoral)

Pastor (Cabeço da Neve, Serra do Caramulo)



imagens retiradas do terceiro volume de A Arte Popular em Portugal, dir. por Fernando de Castro Pires de Lima (Editorial Verbo, s.d.).
20 de agosto, 2005

Tempo para ler.
19 de agosto, 2005

Uma colcha de chita mesmo antiga e chita transatlântica.
18 de agosto, 2005

...achada em Viana do Castelo.
17 de agosto, 2005

16 de agosto, 2005
for this!

Montedor.
15 de agosto, 2005



13 de agosto, 2005

Volto já, com a mesma incerteza quanto ao quando dos volto jás nas portas das lojas. Nos próximos 15 dias, internet só em doses homeopáticas.

Os sacos de chita vão ficar na loja do Aleksandar Protich (Rua da Rosa, 112 - Bairro Alto), para quem entretanto os quiser ver mais de perto.
12 de agosto, 2005

...5, 4, 3, 2...
A Hilda e a Karin passaram-me algumas daquelas listas contagiosas, mas a verdade é que a minha reacção às ditas é basicamente a mesma da Jane. Claro que isto não me impediu de andar desde ontem a pensar quais são as minhas idiossincrasias. Excluindo manias e fobias não me lembrei de nada senão do facto de me sentar sistematicamente na beira dos bancos e cadeiras em vez de ser no assento propriamente dito (e pousar os copos junto à beira da mesa sempre que estou distraída). Quanto a listas de coisas, em véspera de partir só me ocorrem as que vou fazer hoje (ver o The Education of Max Bickford sem agulha e linha na mão) e as de que não me posso esquecer de levar (material para fazer outro gorro como este, o carregador e o cabo da máquina fotográfica, uma ou duas canetas e um bloco para poder desenhar, o Emma, o Eleanor Rigby
, e o Pattern Recognition
).
Obrigada a todas as pessoas que partilharam nos comentários as suas memórias dos Bailes das Chitas!

do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
11 de agosto, 2005

...para as férias. Amanhã é o nosso último dia em Lisboa e em vez de começar a fazer a mala passei boa parte do dia a brincar aos tecidos e a planear um monte de estojos para as agulhas de tricot. Entretanto, tenho finalmente mais alguns sacos de chita moderna na loja e aprendi outra coisa sobre as chitas com um lojista simpático:
Diz ele que as chitas que se vendem hoje em dia são chitas de Alcobaça mas que as chitas propriamente ditas deixaram de se fazer há cerca de dez anos, quando a última fábrica que as produzia fechou (e no sítio dela nasceu um condomínio). Estas chitas existiam em enorme variedade de motivos e tinham muita procura entre Março e Junho (se não estou em erro) por causa dos bailes das chitas. Já tinha ouvido falar de uma festa da chita mas se não estou em erro é uma coisa de tias e que se calhar nem tem nada a ver com chitas. Estes bailes das chitas, sempre de acordo com a minha fonte, eram organizados por colectividades e os vestidos usados eram feitos em chita (que custava cem escudos o metro) e preparados com meses de antecedência. Parece que eram uma coisa em grande. Tenho quase a certeza que essas chitas verdadeiras eram do género desta e desta, mais coloridas e populares do que as que se vendem agora que, tanto quanto consegui perceber, são quase sempre reproduções de motivos do século XIX e estampadas em tecido de melhor qualidade.
Apesar de estar proibida pelo Filipe de fazer posts sobre reciclagem enquanto não passar a ser eu a descer regularmente os sacos de embalagens e papel e a subir a rua com o vidro às costas para ir ao ecoponto, aqui fica, graças à minha homónima, o link que encerra a questão das embalagens Tetra Pak (ecoponto azul ou amarelo?): Ministério do Ambiente dá razão à Quercus - embalagens tetra pak devem ser separadas do papel/cartão.
Paris in the UK.

Tenho andado à descoberta dos armazens de primeiro e segundo andar, onde quase tudo parece ter parado no tempo e algumas senhoras ainda vão comprar os cortes para as saias da próxima estação.
A E. está com febre pós-vacinas. Da última vez que tinha estado assim ainda não sabia explicar o que lhe doía, mas agora já percebeu que estar doente é a melhor das desculpas para pedir todos os mimos:
- Anda, vamos à cozinha comer um iogurte.
- Não posso, estou doente e não me consigo levantar.
Pois.
Ema: é a mais recente da minha lista de artistas japonesas preferidas. Descobri-a ontem aqui e estou absolutamente rendida. Gosto imenso deste tipo de trabalho com aplicações em tecido mas nunca fiz nada menos trapalhão do que esta menina, há quase dois anos.
Abstyle Handmade: mais zakka, também via Candlemomo.
10 de agosto, 2005

Vintage no Flickr: Hobby books e Vintage Childrens Books. E aqui um post sobre o assunto.
Brinquedos: não tenho prazer nenhum em dizer que o site da Majora é uma tristeza, mas a verdade é que os jogos que faz agora são muito mais pobres em tudo do que os que tinha há 30 anos. Se a empresa optasse por pedir a colaboração de alguns dos excelentes ilustradores que há em Portugal e reproduzisse alguns dos brinquedos que já fabricou, provavelmente as mães como eu não iam a correr comprar alemão nem se babavam ao encontrar páginas como esta (adorei este boneco de pintar).

Ontem fui comprar alguns materiais para os próximos estojos de agulhas. Só vão estar prontos em Setembro, depois de vir de férias, mas estava com tanta vontade de não deixar escapar algumas ideias que tive que passei a tarde a percorrer a Baixa. Apetece-me fazer alguns menos coloridos e mais inspirados pelas texturas e cores de tudo o que é zakka.
Na revista Visão que ainda está nas bancas há um artigo dedicado à Livraria Mãos à Arte, que é um dos sítios onde tenho bonecos à venda. Vou passar por lá à vinda das férias, para conhecer finalmente o espaço e deixar o resto de uma encomenda que ainda não consegui completar.
Bloglines: Este post da Fer, tão directo a um assunto em que também tenho pensado, fez-me experimentar finalmente o Bloglines. Ultimamente andava a usar o Kinja para manter as leituras de blogs em dia, mas o Bloglines é incomparavelmente melhor. Permite arrumar os links como se quiser, publicar blogrolls, fazer "recortes de imprensa", etc. etc. Já adicionei aos meus feeds muitas das minhas paragens obrigatórias. O único senão é alguns dos meus blogs preferidos ainda não terem um feed e por isso não poderem ser interpretados por este sistema. É o caso do blog da Camilla Engman, do Mass Distraction, do Art for Housewives, do Loosetooth art/work e do Mothern, entre outros.

09 de agosto, 2005

Bastam umas pingas de chuva para me apetecer pegar nas agulhas de tricot outra vez e já tenho quase quase pronto o estojo para as levar para férias. Tem sítio para as agulhas grandes, de duas pontas, circulares e o que mais for preciso ter à mão. A pedido de várias famílias vai ser o primeiro de pelo menos mais alguns. Mais a Norte, a Sónia e a Karin não perdem tempo...



Reguengos de Monsaraz, 1980.
08 de agosto, 2005

Hoje à hora do almoço estive numa estação de rádio a falar sobre o meu trabalho. Depois das apresentações em off, foram 9 minutos de conversa com a simpática jornalista Sofia Ferreira. Passaram num instante e vão para o ar daqui a nada.

#56, #69, #311. Escolher os galões para as bonecas passou a ser um dos passatempos preferidos da E.

07 de agosto, 2005

(...e a Ana já regressou).

Um saco de verão na loja e mais links:
Babi-gami: já conhecia o livro há algum tempo, mas voltei a cruzar-me com ele por acaso em duas páginas diferentes no mesmo dia (esta, que também vem a propósito dos links com a Holly Hobbie, e esta). No dia em que a E. nasceu aprendi uma espécie de baby-gami com a puérpera moçambicana da cama ao lado (aliás aprendi muitas coisas com as mulheres com quem partilhei a enfermaria). Chamámos-lhe a técnica do burrito e era a maneira ideal de manter a E. quente e aconchegada nos primeiros meses.
06 de agosto, 2005

05 de agosto, 2005

Uma fotografia para a Jen, que descobriu a Maria Keil mesmo vivendo a um oceano de distância.
Shop shop shop:
Maminka: para gáudio dos ocidentais como eu, a Maminka passou a aceitar encomendas do estrangeiro (via My little mochi).
My Paper Crane: a nova loja da pioneira dos blogs crafty. Não vou resistir a um brócolo destes.
Liselottes weblog: Undskyld, jeg kan ikke tale dansk. Mesmo sem perceber o que diz este post, adorei encontrar-me neste lindo blog dinamarquês.
04 de agosto, 2005

Dulces: apesar do calor, a fazer vontade de pegar nas agulhas.
Little Birds: a lindíssima mama duck.
Little Pink Dress: uma saia improvável para as fãs da Holly Hobbie.
Collage Machine: para fazer colagens virtuais (via Design Blog). Outras aplicações boas para gastar tempo aqui.

Chá de gengibre, canela e cardamomo*
Ingredientes (para cerca de 1l de água):
Um pau de canela
Duas ou três vagens de cardamomo
Um pedaço de gengibre fresco descascado
Uma colher de sopa de açúcar amarelo
Preparação:
Ferver as especiarias e o açúcar na água durante cerca de 10 minutos. Beber quente ou frio.
Com este calor, para além de beber chá, só me apetece ficar deitada o dia todo a ler. Foi o que fiz há dois anos, quando a E. ainda passava grande parte do tempo a dormir e eu tinha acabado de descobrir o BookCrossing...
*aprendi esta receita no centro Hare Krishna de Lisboa.

(o peixe no vaso é da Lixúria)
03 de agosto, 2005

Continuando com o tema dos tecidos antigos, recebi hoje da Hillary (uma das raparigas mais talentosas e bonitas* da blogosfera crafty) um tesouro de tecidos de algodão. Acho que vou usar alguns na manta de retalhos da E. que comecei há mais de um ano. Não percebo nada desta arte do quilting, mas adorava saber usar assim a máquina de costura, como a Carolyn.
Da Caliope, tão aficionada como eu, recebi três retalhos de chitas antigas lindíssimas para a minha colecção.
Design for delight: tecidos vintage da Holanda (obrigada pelo link, Ana).
* e também uma das mais copiadas: já perdi a conta aos sites em que vi imitados os sapatos que desenhou para as suas bonecas.
02 de agosto, 2005

Nos dias que correm, o Vintage Fabric é uma das minhas paragens virtuais preferidas. Os tecidos antigos são uma fonte de inspiração inesgotável. Hoje reparei neste, com a Holly Hobbie. Há uns vinte anos adorava estas personagens e tal como muitas meninas coleccionava-as em bloquinhos, stationary variado e o que mais conseguíssemos encontrar. Aliás, acho que estas bonecas no limite do piroso têm culpas no cartório pelo meu gosto por patchwork...

Encontrei esta chita pela primeira vez na feira de Viana do Castelo, já há um ano. O que gosto mais nela são as duas filas de estrelinhas que só se veem de perto.
Depois de uma ida prolongada ao parque infantil para gastar as pilhas da E., espera-me um serão nada invejável de revisão de todos os papéis da Segurança Social dos últimos três anos.
#281 na Holanda.

(#281 fotografada pela Marianne Roosa)

01 de agosto, 2005

Nos últimos dias a E. tem passado grande parte do tempo a testar os limites da nossa paciência. É como se tivesse decidido redigir um ultimate guide do seu território e das leis que o regem. Para reunir toda a informação necessária tem de fazer a experiência de quebrar todas as regras (pelo menos uma vez) para testar a nossa reacção e também de tentar fazer-nos ceder por todos os meios conhecidos (sedução, birra, má educação, repetição até à exaustão, etc.). O mais complicado é mantermos a coerência entre nós e entre incidentes e termos o nosso guia pronto antes do dela (olha lá, ela nesta gaveta pode mexer ou não? ou quando ela pisa um livro de propósito é para ralhar em tom médio, zangado ou muito zangado? e por aí fora).
Os sacos de ontem já foram todos resgatados e os anteriores vão chegando a novas paragens.
« julho 2005 | Entrada | setembro 2005 »
. Powered by Movable Type 3.2ysb5-20051201.
rosapomar.com® and the rosapomar.com® logo are a registered trademark
of Rosa Pomar.
rosapomar.com é uma marca registada.
