novembro 2004
30 de novembro, 2004

Durante a feira só fiz duas compras (o tempo para fazer fosse o que fosse para além de estar lá em cima no meu cantinho não foi quase nenhum...): uma magnífica pulseira da Hilda para mim (da próxima vez espero que ela leve um carregamento delas - foram um sucesso) e um coelho-fantoche para a E., escolhido com dificuldade porque o que apetecia era comprar a colecção toda (vendem-se aqui). Hoje, aproveitando a manhã em que a E. tira folga de me aturar e vai passear com a A., também fiz compras, daquelas pequeninas que com ela demoram sempre o quádruplo do tempo e a deixam cansada. Cheguei a casa com a mochila cheia (de cartolinas, cremes, carimbos, chá e bodies de algodão) e nenhum saco de plástico. É engraçado comparar a reacção dos lojistas quando lhes digo que não preciso de saco: uns agradecem, outros percebem e outros admiram-se tanto que sinto necessidade de me justificar: é menos uma coisa para levar para o ecoponto... É um desperdício de energia e matérias-primas, é o que é.

Da feira não trouxe só compras e mimo. Tive duas prendas feitas à mão: um cachecol lindíssimo feito pela Isabel que me tem acompanhado todos os dias e uma menina de tricot feita pela Marisa para a E. - ela adorou!
29 de novembro, 2004

Foi acabado na véspera do início da feira, de maneira que nem tive tempo de o fotografar como habitualmente. Resistiu até Domingo, apesar de ter sido namorado por várias pessoas. Adorei tê-lo vendido às escondidas, a um marido que me pediu entredentes que o guardasse depois depois de ver, tão derretido como eu, a reacção que a sua mulher teve ao pegar-lhe (uma espécie de amor à primeira vista que a fez sorrir de orelha a orelha).
Uma das muitas pessoas simpáticas que veio ver-me durante a feira foi a Ana Ventura, que tem finalmente o seu site a funcionar e que foi quem me fez chegar a notícia do Felt Square Project. Para além dos marcadores de livros, que eu já conhecia antes de a conhecer a ela, a Ana agora também faz uns caça-ventos deliciosos.

Finalmente em casa, numa manhã quase como as manhãs do costume (tirando o caos amontoado em cima da minha mesa de trabalho). Estes três dias foram esgotantes (três vezes doze horas seguidas de trabalho) mas extraordinários. Foi muito bom falar cara a cara com as pessoas que já conheciam o meu trabalho e explicá-lo pessoalmente às que nunca tinham ouvido falar. E bom foi também ver os meus gorros na cabeça de algumas crianças satisfeitas, os bonecos a serem abraçados e beijocados e constatar que os sapatinhos ficam mesmo bem nos pés rechonchudos dos mais pequeninos.

O encontro de tricot acabou por não acontecer propriamente porque, ao contrário do que tínhamos planeado, quiseram que o fizéssemos numa sala dois andares abaixo do sítio em que eu e a Hilda estávamos com as nossas coisas. Mas apareceu gente para tricotar ao longo do dia, reuni vários quadradinhos para esta iniciativa e tivemos a visita de uma avó que soube dos meetups pela televisão e veio ter connosco para saber mais. Para compensar, houve um encontro surpresa de meninas e mamãs blogueiras que acho que foi um sucesso.
Tomara que esta feira não seja filha única!
26 de novembro, 2004

Vivam as pessoas.
O dia um da feira foi fora de série. As primeiras horas depois de as portas abrirem foram de sossego - serviram para nos instalarmos, para espreitar e comentar o trabalho de cada um, para fazer tricot. As pessoas chegaram aos poucos, poucas de cada vez. E que pessoas! A Vanda e a amiga que faz coisas lindas, os futuros avós babados que vieram ver-me porque a filha Joana que está no Luxemburgo lhes pediu, a Dora com nome e sapatos (e o resto) de fada, a Lúcia que me veio trazer o jantar, a querida Papoila e os outros todos, cada um com tempo para ficar um bocadinho à conversa. E as pessoas que também lá estão como eu: a Hilda e o Miguel, a Catarina que faz hoje anos, a Raquel que é ainda mais simpática e super-mãe ao vivo do que do que os emails já deixavam adivinhar...
E ainda consegui chegar a casa a tempo de adormecer a E. e de ler um email especial de alguém que se estivesse em Portugal estaria certamente connosco lá na Estefânia, a Lizette Greco.

25 de novembro, 2004

Amanhã por esta hora não vou estar aqui, em frente ao computador. Vou estar na Baby Feira Mix, atrás da minha mesa cheia de coisas. Já lá fui deixar algum material e, se tudo correr bem, vou ficar no segundo andar ao lado da Hilda (autora da moldura) e do Walter (que fez este passarinho). Hoje ainda tenho de conseguir pensar em tudo o que me vai fazer falta (tesoura, fita-cola, martelo e pregos), ir aos correios enviar mais umas encomendas de postais e acabar mais algumas coisas.
Quanto ao encontro de tricot de sábado de manhã, tenho uma proposta a fazer aos interessados: participar neste projecto - basta tricotar um quadradinho de 10,2 cm, com a lã, as agulhas e o ponto que se quiser.
24 de novembro, 2004

Primeiro, segundo, centésimo...
Obrigada a todos os que, por terem enviado comentários e emails ou adoptado um dos meus bonecos, me lançaram nesta aventura.
23 de novembro, 2004

Ainda não cheguei sequer aos últimos preparativos para a feira. Falta-me fazer uma lista de tudo o que vou levar, preparar mais uns quantos crachás das tricotadeiras, tomar decisões finais sobre embrulhos e preços, saber qual vai ser o meu cantinho...
Entretanto:
Myheadphones.org: Uma galeria de gorros descoberta pela Miriam.
Cartazes da feira na cidade.
Mais uma encomenda chegada às mãos da Mitiko.
22 de novembro, 2004

Nos correios, na papelaria e em alguns olhares curiosos continuo a sentir o efeito da reportagem. Não resisto a transcrever parte do email que recebi da M. esta manhã:
A minha avó mora na Figueira da Foz e telefonou a dizer que vê imensa gente a tricotar nas esplanadas, que agora é moda. Foi até buscar as velhas agulhas para, muitos anos depois de aquecer os invernos dos netos com camisolas, botinhas e cachecóis, fazer umas coisinhas para o bisneto.
Não vi essa reportagem de que falas, mas ela deve ter visto, que agora não fala de outra coisa.
A Ana - única autora de um weblog que espero que um dia escreva também um livro (não confundir com a publicação em livro do que se publicou num weblog que isso, para mim, é uma coisa absurda, assim como ir agora editar o Lobo Antunes em pergaminho manuscrito...) - escreve sobre tricot e eu penso que desta moda sairá se tivermos sorte a distribuição em Portugal de publicações de jeito dedicadas ao assunto e o alerta para quem cá produz lãs especiais (as minhas favoritas são as de Mértola) de que há mercado e procura para esses produtos.
Na Baby Feira Mix também vai haver espaço para tricotar.
E ainda:
Seth Scriver: animações e outras coisas fora do vulgar, incluindo bonecos feitos de peúgas, como este.
21 de novembro, 2004

Quase quase a chegar aos 100, este nasceu de um tecido acabado de chegar de Moçambique pela mão da minha querida L. Quem sabe se amanhã já vai dormir junto ao seu novo dono.
(Thank you Jenny!)
20 de novembro, 2004

Ainda não me passou a surpresa da chuva de comentários e visitas originadas por pesquisas como "clube de tricot", "tricot lisboa", "fazer tricot", etc. etc. O grupo de tricotadeiras de Lisboa ganhou dez novas inscrições e o do Norte já tem 14 membros! E esta manhã, na minha loja de lãs e retrosaria favorita (a Adriano Coelho, na Rua da Conceição, 121-123), o senhor que me atendeu tratou logo de mostrar que tinha visto a reportagem (o que me valeu um desconto e um maço de cartões de visita para distribuir...).
Seguem os preparativos para a Baby Feira Mix. O programa mais actualizado já está on-line no site da Casa d'Os Dias da Água.
19 de novembro, 2004

Acho que a Andreia Vale, a jornalista da SIC que fez uma reportagem sobre o nosso último encontro de tricotadeiras está de parabéns. Gostava de ver e ouvir as reacções de quem foi surpreendido por aquelas imagens de um monte de gente a fazer tricot. Será que viram um clube de excêntricas, um ajuntamento de donas de casa ou um grupo de pessoas divertidas a fazer algo de que gostam?

18 de novembro, 2004

Tenho finalmente o programa da Baby Feira Mix, que aqui fica desde já para quem estiver com tanta curiosidade como eu.
Casa d’Os Dias Da Água
R. D. Estefânia, 175
Lisboa
Baby Feira Mix
26 Novembro: 13h às 22h
27 e 28 Novembro: 10h às 22h
Um espaço para os pais experimentarem e descobrirem novas actividades com os filhos, uma oportunidade para comprar artigos seleccionados a preços surpresa, um local de diálogo para pais e educadores – a Casa d’Os Dias da Água dedica o BABY FEIRA MIX aos bébés e a todos os adultos (pais, avós, tios e amigos) que dedicam um carinho e atenção especiais às crianças das suas vidas.
Entrada: €2
Entrada livre até aos 12 anos
♥
A versão completa do programa com o elenco de actividades e vendedores pode ser descarregada aqui (em formato pdf).
17 de novembro, 2004

Falta pouco mais de uma semana para a Baby Feira Mix e ainda não me enviaram o programa completo para o poder divulgar. O cartaz está finalmente pronto e o anúncio já tem passado na televisão (pouco explicativo para quem não saiba do que se trata, parece-me). Para já só posso falar por mim: vou lá estar três dias inteirinhos (Sexta, Sábado e Domingo, das 10.00h às 21.00h), o que vai implicar muita ginástica de horários também para o resto da família (vou fazer imenso tricot). Levo tudo o que conseguir ter pronto até à data: bonecos, postais, crachás e imans, cobertores, gorros de tricot e sapatinhos. Do resto da feira, sei só que vai haver um leque variado de actividades para bebés e crianças e algumas conversas sobre temas que interessam a quem tem filhos espalhadas ao longo dos três dias. Mal posso esperar!
16 de novembro, 2004

Mais uma boneca mamã, desta feita uma ruiva.
1001 links sobre tricot, descobertos enquanto trocava ideias com a Andreia (notícias da reportagem em breve):
KnitKnit: Revista fora de série sobre tricot (mais sobre o que se pode fazer com tricot). Entre outras coisas a não perder estão estes conceptual cosies (que me lebraram logo os tree cosies da Freddie Robbins) e um artigo sobre os já célebres sacos de sacos.
microRevolt: É bem capaz de ser o mais bonito dos sites sobre o assunto e inclui links, iniciativas e uma secção de how to knit.
Kathryn Ruppert-Dazai: mais uma artista têxtil para a minha colecção de favoritas.
...e ainda, depois de Lisboa e do Porto/Braga, as tricotadeiras de Madrid ressuscitam, graças aos esforços da Marta.
15 de novembro, 2004

Há muito tempo que não fazia uma destas bonecas...
(muito, muito obrigada a todos os que têm estado a encomendar postais de Natal)
Morrans Dagbok: Cada vez mais bonitos, os bonecos da Camilla Engman.
Sorry everybody: Eles têm pena. Eu também.
14 de novembro, 2004

12 de novembro, 2004

Lá estão elas, na Agenda Cultural de Lisboa deste mês.
11 de novembro, 2004

...os primeiros postais já estão no correio e hoje faço horas extraordinárias para tentar disponibilizar mais informação sobre as encomendas. A E., que já gosta de etiquetas e carimbos tanto como a mãe, escreveu comigo este enquanto o jantar estava ao lume.
Mas a notícia do dia é a criação pela Ana do Grupo de tricotadeiras(os) do Norte. Já era tempo de alguém tomar a iniciativa! Por cá o número de inscritos continua a aumentar (e já não são só raparigas).
Amanhã é dia de mostrar a secretária. A minha está um caos.
10 de novembro, 2004

Estão prontos! Fui com a E. buscá-los esta manhã. As cores ficaram óptimas e a espessura do papel também. A parte de trás é muito simples, de maneira que também podem ser usados como cartões e enviados dentro de um envelope (mas eu gosto mais deles escritos, selados e carimbados).
Deixei alguns na Maria Caracoleta (R. Garrett, 10 - Chiado, Lisboa) e já estou a aceitar encomendas.
10 postais + envio em correio prioritário (para Portugal): € 5,00.


09 de novembro, 2004

Uma das coisas boas dos encontros, para além de associar caras (e corações) às palavras lidas e recebidas, é a troca de ideias, de dicas e referências. A M. emprestou-me ontem um livro fora de série: The Gnome Craft Book. Tem gnomos construídos em diversas técnicas (tricot, recorte, bordado, feltro, etc.) e cada um mais lindo que o outro.
Hoje fui dar finalmente andamento à impressão dos meus postais de Natal. Depois de sondar alguns contactos, resolvi optar pelo comércio tradicional e explorar (finalmente com uma boa desculpa) as tipografias e gráficas do meu bairro. São um dos tipos de estabelecimento de que mais gosto (a seguir às retrosarias e papelarias), com as suas máquinas antigas e barulhentas e o seu chão de mosaico hidráulico. É bom quando nos assumimos leigas num assunto e nos deixamos ensinar por quem aprendeu uma arte. Claro que estou cheia de medo de que não fiquem bem, de que as cores saiam erradas, ou muito escuras, ou muito claras, e de ficar atulhada em postais até ao fim dos meus dias.
Dolls, dolls, dolls:
Uma boneca reversível feita pela minha amiga Mitiko.
Uma boneca abandonada.
Wee Folk Studio: Fadas feitas e para fazer, descobertas aqui.
E ainda, o destaque dado aos novos bonecos - designer toys go soft - pela revista Creative Review de Novembro (obrigada Tito!).


Quem não foi não sabe o que perdeu. Muitas raparigas, um rapaz, três crianças, uma jornalista, um cameraman, lãs, agulhas e um espaço muito acolhedor. A reportagem passa em breve.


07 de novembro, 2004

Eram envelopes. Vão ser embrulhos.
artesanato, s. m. manufactura de objectos com matéria-prima existente na região, ou próximo, produzidos por um ou mais artífices com o auxílio dos seus familiares, numa pequena oficina ou na própria habitação, com o fim de os trocar ou vender.
Dicionário da Língua Portuguesa, 6.ª edição, Porto Editora.
06 de novembro, 2004

Fomos finalmente ver a Ilustração Portuguesa 2004. A E. adorou o andar de cima, com a sala forrada a quadro da escola e as mesas com lápis e canetas para desenhar (grande ideia). Tive pena que a exposição de gravuras do José Guadalupe Posada fosse de provas actuais (ainda que não dissesse em lado nenhum) e não de impressões da época.
A maior surpresa foi este livro de pano da portuguesa Rosa Baptista.
Quando fomos à exposição do ano passado a E. ainda andava no baby bjõrn.
05 de novembro, 2004

Um bocadinho de sol e corro para o jardim com as bonecas. De manhã, passeio por Campo de Ourique com a E. a Marta e a Aiã. De tarde, fotografias de núvens para combater um acesso de irritação (e outro de irritação por me deixar irritar). De noite, pinto e repinto protótipos de embrulhos ecológicos para a feira.
Magnífica colecção de fotografias antigas com bonecas (descoberta pela Mimi). Lembro-me da minha preferida.
Mia Hansen: há muitas maneiras de fazer bonecos de pano.
Felt Square Project: a Vanda começou a mostrar os que já recebeu (e são lindos).
04 de novembro, 2004

O terceiro encontro das que não têm vergonha de tricotar em público é já na segunda feira e promete ser especial...
Wabi Sabi Threads: a boneca #88 chegada a Espanha, a casa de mais uma fazedora de bonecos.
Stop Bush Postcards: I wish I'd found this sooner. Will they stop him next time? Please?

03 de novembro, 2004

Para não ficar já deprimida, continuo a tentar ignorar o previsível resultado das eleições norte-americanas. Entretanto, o meu quadrado de feltro.
02 de novembro, 2004

Não tenho estado sem fazer bonecas. Faço-as devagarinho, quando sobra algum tempo do trabalho e dos outros projectos. As bonecas encomendadas estão à espera da altura certa para nascerem (nem sempre é a altura certa para um coelho ou uma menina - às vezes é preciso esperar que digam pega agora no pano para me fazeres, senão não é a mesma coisa).

Fomos ver a Casa dos dias da água (R. D. Estefânia, 175, em Lisboa) e saber mais pormenores sobre a Baby Feira Mix: para já, sei que vai acontecer nos dias 26, 27 e 28 de Novembro e estar aberta das 10 às 21h. Para além da feira, onde estaremos eu, a Hilda, o Walter e várias outras pessoas e lojas de coisas para bebés e crianças, vai haver uma série de actividades para os pequeninos (ateliers de música, yoga, jardinagem...) e ainda, se houver gente interessada, um Knitting Meetup extra. Estou ansiosa!
01 de novembro, 2004

A E. começa a brincar às casinhas. O que pratica durante mais tempo é o deitar e acordar dos bonecos (que acordam sempre mal terminou a complicada tarefa de os tapar sem lhes cobrir a cabeça). Resolvi pedir-lhe ajuda para testar os meus novos cobertores/mudadores na boneca Mariana (é incrível como ainda há tão pouco tempo eram quase do mesmo tamanho).
Links:
Ciao! Cimba: mais um saco que tenho de tentar fazer qualquer dia.
Magda Wojtyra: não encontro nenhuma boa tradução para soft sculpture mas se percebesse mais de costura gostava de fazer objectos como este.
A month of softies: Mais um projecto, desta vez organizado pela trend setter Claire Robertson.
Anti-telemarketing counterscript: Para ter ao pé do telefone (via Meia de Leite).

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