a ervilha cor de rosa
blog shop etc.

julho 2004

sexta-feira fui à feira

30 de julho, 2004

lenço de namorados
Sempre fomos à Feira de Artesanato. Apesar de ter visto muitas coisas bonitas (entre elas este lenço de namorados) fiquei um bocadinho desiludida por não encontrar uma única boneca tradicional. Nem mesmo as matrafonas de Monsanto lá estavam. Trouxe uma saquinha de retalhos e um brinquedo de madeira para a E. e para mim meio metro de linho para um dia bordar alguma coisa.

Entretanto comecei um terceiro saco de sacos. E a Mimi e a borboleta já começaram os delas.

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bibliografia

livros de fazer bonecos
Vieram ter às minhas mãos, não por acaso mas inesperadamente. Os mais bonitos foram editados no início dos anos 50 na Alemanha e são da autoria de Ruth Zechlin.

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esteja atento à cultura urbana

29 de julho, 2004

padaria ribeiro
Programa, no Porto, é começar por comprar um grande pacote de biscoitos na Padaria Ribeiro (Praça Guilherme Gomes Fernandes, 21-27 - na montra vêem-se os bolos, mas os biscoitos estão lá dentro, atrás do balcão) e depois comê-los a passear pela Ribeira e pela Baixa. Descobrir, pelo caminho, a loja que fica no número 12 da Rua Cândido dos Reis, onde há rolos e rolos de tecidos de outros tempos, foi a cereja em cima do bolo. Já estou arrependida de não ter trazido um quilómetro de popeline.

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tesourinhos

27 de julho, 2004

livrinhos
O Walter é perito em descobertas como esta, de uma série de lindos mini-livrinhos infantis numa loja de segunda mão. Um deles é protagonizado por bonecos de pano, mais ou menos como o livro que sonho fazer um dia.

Entretanto, a Claire começou antes de mim a fazer bonecos 3D. Mas lá chegarei, se tudo correr bem, ainda este ano. Ideias não faltam.

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quase chitas...

26 de julho, 2004

chitas
...da feira de Viana.

Já no Porto, entramos numa loja de lãs e tecidos ao cimo da Rua de Cedofeita. A E. faz a gracinha do tricot (tricota com agulhas virtuais enquanto diz tchique tchique) e o senhor da loja, deliciado, oferece-lhe um par de agulhas verdes e um novelo de lã a condizer (que ela prefere usar como bola de futebol). No fim, faz-me um desconto nos tecidos e ainda me oferece um metro de galão bordado!

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sol + tricot

25 de julho, 2004

na eira
Espero conseguir dar um salto à Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde.

E a medusa chegou às mãos da Medusa!

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plastic bag #2

24 de julho, 2004

plastic bag bag
Deu muito mais trabalho, mas ficou bem mais bonita que a primeira.

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natário

23 de julho, 2004

natário
O melhor sítio para lanchar em Viana deve ser a Natário, na Rua Manuel Espriegueira.

(pois é, não fiquei duas semanas sem net...)

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Viana do Castelo

21 de julho, 2004

viana
À procura de tecidos e outras coisas. Os lenços mais bonitos são os da montra desta loja. O dono explica-me que são só para exposição, porque já não se fazem. Também já não se fazem estas sacas bordadas: as últimas foram feitas por uma senhora velhinha que já não consegue bordar e não tem aprendizes (vontade de vir para Viana à procura da última bordadeira).

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plastic bag #2

20 de julho, 2004

plastic bag
...desta vez com uma agulha número 7.

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ah, férias!

19 de julho, 2004

férias

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volto já

16 de julho, 2004

andorinhas
Duas semanas sem net, sem máquina de costura, sem bonecos novos.

Duas semanas de férias!

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#51

medusa
Às vezes faço e desfaço. Neste caso tive de recomeçar do zero, mas gosto muito do que acabou por nascer.

(...a satisfação de toda esta aventura dos bonecos vem de momentos como este. Obrigada!)

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medusa

15 de julho, 2004

medusa
Não é a das cobras na cabeça - a minha medusa é das do mar.
Imagens: uma almofada-alforreca e um jellyfish com pinta de monstrinho do pacman.

A propósito do comentário sobre crochet feito à mão: tricot sem agulhas!

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mar

panos e pernas
Quase quase a ir de férias ainda há trabalho por fazer (e quantas mais pernas mais opções...). Encontro finalmente o destino certo para um tecido comprado por impulso (sempre me pareceu adequado ao fundo do mar).

O projecto saco de plástico continua a fazer sucesso: aqui e em Espanha. E a minha avó também quer fazer um.

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doumo arigatou gozaimashita (2)

13 de julho, 2004

arigatou
Não percebo nada de futebol. Limito-me a concordar com tudo o que a Isadora diz sobre o assunto e se não fosse o F. (e os meus alunos a matraquear-me diariamente com isso) continuava a não saber responder à pergunta de que clube é que és?.

Acontece que o meu usagi viajou para o Japão num envelope cheio de selos do Euro 2004 e que por isso um amigo da Mitiko (que gosta muito de futebol e estava a torcer pela equipa portuguesa) me perguntou se eu não lhe enviava também a ele uns selos destes em troca de qualquer coisa.

Já prevenida quanto à habitual generosidade dos japoneses, acabei por juntar aos selos uma espécie de caderneta para os colar e um cachecol da selecção comprado nos correios (agora podia fazer um post sobre o cachecol que vi à venda com a letra d'A Portuguesa que começava Neròis do mar (sic) e continuava no mesmo estilo...).

troca

O Kenichi recebeu a encomenda e parece ter gostado. Do Japão chegaram-nos hoje dois maravilhosos livros do Taro Gomi (Todos hacemos caca e My Friends), um brinquedo de desenhar e apagar com a cara do Anpanman que a E. adorou e ainda um postal fantástico.

anpanman
Thank you, Kenichi!

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#50

cloth doll
Este quinquagésimo bicharoco nasceu por sugestão da Alice Geirinhas. Foi ela que me relembrou que, apesar da insistência das pessoas no branco, cor-de-rosa e azul bebé, a verdade é que os bebés pequeninos gostam é de cores e formas muito contrastantes (a E. ficava particularmente hipnotizada por um painel de pendurar no berço igual a este).

Por onde andam os outros 49?
Tanto quanto sei: 39 em Portugal (4 dos quais cá em casa), dois em Inglaterra, dois na Suíça, três no Brasil, um nos EUA, um no Canadá e um no Japão.

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em breve

12 de julho, 2004

eye candy
Coincidência: De todas as vezes que vou à Ler Devagar reparo nuns marcadores de livros fora do vulgar que me chamam a atenção. São figuras coloridas recortadas e plastificadas a quente. Ah, que boa ideia, penso sempre. Tenho de decorar o nome da autora e ir ver o site mal chegue a casa. Só que entre sair da livraria e chegar a casa tenho-me esquecido. Ontem consegui finalmente: Ana Ventura (só que o site não tem mais que um logo pixelado e um brevemente online com todo o ar de já lá estar há algum tempo). Ora foi precisamente ontem que a Lúcia apareceu com um lindo cartaz cheio de folhas e gavinhas (desenhado por um promissor Pedro Rodrigues) a anunciar uma exposição colectiva (Dressing up for Nature - Museu Nacional do Traje - 18 de Julho a 30 de Setembro) onde participa a mesma Ana Ventura! Os materiais usados nas peças que vai expor (tecido impermeável, linhas de coser, elástico de rolinho vermelho, fio de cobre revestido a plástico, esferovite e desperdício de algodão) encheram-me de curiosidade.

♥: Andrea Dezso entrou direita para o meu top. Fui a correr comprar a Print para ver melhor aqueles bordados.

E ainda: os inigualáveis bolos da Branca.

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plastic bag

11 de julho, 2004

crochet de plástico
andava com vontade de o fazer (foi mais um projecto que não ficou para as férias). Encontrei a ideia no weblog Gotta Make... Something! e, depois disso, no Ikastikos. Entretanto, a Renata começou um e a Mimi vai fazer o mesmo em breve.

Como nunca tinha feito crochet, recorri ao meu precioso O Grande Livro dos dos Lavores, que em Português está esgotado e em Inglês se chama Complete Guide to Needlework. É um livro fantástico, com óptimas ilustrações e que ensina a fazer tudo e mais alguma coisa. Usei uma agulha de crochet n.º 10 e uns 40 ou 50 sacos de plástico de todo o género (incluindo embalagens das fraldas da E.). O único truque está em saber variar a largura das tiras de plástico consoante a espessura dos sacos (cerca de 3cm para os sacos de supermercado mais fininhos e metade para os sacos da fnac e outros do mesmo género). Já o testei com 4Kg de compras e aguentou-se com distinção.

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Golubtzi (prato tradicional ucraniano)

Quando a N. se oferece para cozinhar (a sorte que é ter amigas assim!) até me esqueço de que não como carne. Depois dos pelmeni, varenky e outro prato cujo nome não me lembro, ontem foi a vez dos deliciosos golubtzi.

Ingredientes (para seis pessoas com muita fome):
3 couves coração de boi
1 cenoura ralada
uma chávena de arroz
300g de carne picada
1 cebola média picada muito fina
1 cebola grande ou duas médias
3/4 chávena de polpa de tomate
óleo (nós usámos azeite)
3 colheres de sopa de nata
sal
pimenta preta
louro

golubtzi
Preparação:

Ferver um tacho de água e desligar o lume. Deitar o arroz dentro da água e deixar de molho 10-15m.

Lavar as couves coração sem as desmanchar. Retirar-lhes o talo com uma faca afiada (escavando um cone no interior da couve). Colocar as couves inteiras a cozer em água abundante. Quando estiverem meio-cozidas, separar cuidadosamente as folhas com um garfo. Desligar e escorrer, conservando toda a água da cozedura.

Misturar o arroz demolhado, a cebola picada, a carne e a cenoura. Temperar com sal e pimenta. Picar meia cebola e refogar em óleo/azeite. Juntar à mistura anterior e misturar muito bem (este recheio deve ficar com algum líquido).

golubtzi

Forrar com as folhas mais pequeninas o fundo de uma panela grande. Rechear cada folha de couve, enrolando-a e metendo para dentro os lados da folha com a ponta do dedo. Arrumar cada rolinho cuidadosamente dentro da panela, sem deixar espaço entre os vários rolinhos, formando camadas.

golubtzi

Refogar meia cebola em óleo/azeite com uma folha de louro. Juntar polpa de tomate e nata.

Deitar a água de cozedura da couve sobre os rolinhos até estes estarem parcialmente cobertos. Cobrir com o refogado de tomate. Tapar e levar ao lume cerca de meia hora (ou até a couve e o recheio estarem totalmente cozidos).

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#49

10 de julho, 2004

bicho-tá
Mais um porta-tá, mesmo antes do quinquagésimo boneco.

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cenas dos próximos capítulos

09 de julho, 2004

bicho-tá
(Faz de conta que não ligámos a televisão e que só amanhã é que sabemos da notícia)

Manhã de circuito das retrosarias em busca de últimos metros de galão bordado do que eu gosto (quando acabar mesmo é que não sei como vai ser), mosquetões, meias-argolas, passadeiras e botões-olhos. Numa das retrosarias, ao ajudar uma senhora de idade (gosto muito desta expressão por causa da Senhora de Idade do Babar) a encontrar um pedacinho de tecido que se perdera, reparei que escondidos por baixo do balcão estavam dois velhos, escuros e retorcidos chifres.

A poucos dias de ir de férias, tenho a cabeça cheia de projectos: ursos articulados de mohair verdadeiro, mais vestidos e animais misteriosos.

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the 'thank you' post

040709.jpg
How nice that Loobylu's lovely mug has arrived on the very same day Claire links to my weblog! Thanks, Claire - I love it!

Thank you too, Sharon for the generous review of my work.

...

Another one of my dolls says hello from her new home. Thank you Ana!

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o vestido muito simples da e.

08 de julho, 2004

vestido
Parece um bocadinho uma bata e as alças ficaram meio arrebitadas, mas acho que se o visse numa loja ficava com vontade de o trazer. Na verdade não é mais do que uma ampliação do molde que uso para os vestidos das bonecas.

040708_2.jpg
O tecido cor de rosa já era muito antigo e desbotou imenso ao lavar, mas acho que ainda ficou mais bonito.

vestido

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projecto vmse

molde
Quando comprei a máquina de costura a primeira coisa que tentei fazer com ela foi um vestido para a E. Foi uma experiência frustrante. Por um lado porque a coisa mais complexa que tinha até então costurado tinha sido um saco para o cachimbo do meu pai (há 20 anos) e por outro porque em vez de imaginar um modelo o mais simples possível quis fazer uma coisa muito complicada, com vários tecidos, botões, forro e etc. Parti uma agulha, gastei tecido e fiquei aborrecida com a minha incompetência.
A máquina ficou parada quase três meses. Voltei a pegar-lhe para fazer o boneco número um, que não podia ser mais simples. A partir passei a usá-la quase todos os dias e agora já tenho algum à-vontade com as suas várias partes e funções.

Uma maré de comentários encorajadores levou-me ontem a deitar finalmente mãos ao Projecto VMSE (Vestido Muito Simples para a E.), com o qual sonhava desde Outubro. A parte mais divertida foi deitar a E. no papel de cenário estendido no chão e tentar desenhar o molde em volta dela. Claro que não funcionou e acabámos por o desenhar as duas (mas ela passou o resto do dia a ir por ela deitar-se no papel sem perceber muito bem que brincadeira nova era aquela). O VMSE é mesmo MS: quatro bocados de tecido com o mesmo feitio cozidos uns aos outros, com a particularidade de se poder usar do direito e do avesso (sempre tive a mania da roupa que se pode usar dos dois lados).

O nosso gentil e ilustre convidado para o jantar perguntou com a melhor das intenções se eu estava a fazer uma bata. Se for, pelo menos vai ser uma bata incomum, o que já é qualquer coisa.

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blinks

07 de julho, 2004

O post de hoje no Canto da Sereia.

Um teste de I.Q. que não resisti a fazer (parece que sou uma Precision Processor) e a Tile Machine (engenhoca de fazer padrões) que encontrei via In a minute ago.

Recebi um email da Yuriko Watanabe em resposta ao que enviei gabando-lhe o trabalho. Não resisto a transcrever um bocadinho:

I read your mail with pleasure and looked at your website with very interest. The characters in the site are all very lovely, and especially one of which head wears a leaf is to my liking.
Also, the numbered tags are wonderful.

:)

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#48

06 de julho, 2004

rabbit doll-purse
Está pronto e sobreviveu aos testes de qualidade.

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oryctolagus cuniculus

A pesquisa de imagens do Google é uma ferramenta inestimável. Hoje usei-a para procurar coelhos por causa do que estou a fazer agora (um coelho-tá). Um dos links mais inesperados mas úteis com que deparei foi esta galeria de focinhos. Para referência futura, deixo aqui links para alguns dos coelhos que encontrei: o eternamente mais lindo de todos (que é uma lebre), de Dürer, Benjamin Bunny passeando pela mão de Beatrix Potter, o incontornável de Tenniel (abaixo as versões da Disney!), lindo coelho-fantoche na mão do criador de Jabba the Hutt, desenhos de crianças japonesas (o coelho é bom mas o elefante e o macaco são os meus preferidos).

Mas a descoberta do dia foi mesmo uma bonequeira japonesa que ainda não conhecia. O site chama-se Hippie Coco Diner, tem coelhos como eu gostava de vir a saber fazer e muitos outros bichos lindíssimos.

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blinks

05 de julho, 2004

coelho-tá
Parece que vem aí mais um porta-tá

Receitas tradicionais portuguesas ilustradas pelos alunos da EBM 29 de Montoito e leite creme encontrado na Expojoana (via Medusa).

Porque cada vez me chateia mais o uso indevido que por cá ainda se faz de imagens alheias para ilustrar e decorar weblogs e sites (mesmo pelos que por serem mais ambiciosos deviam ser também mais cuidadosos) um link, outro link e ainda mais um. Parece que se esquecem que quem ganha a vida como fotógrafo ou ilustrador tem tanto direito a ver o seu trabalho respeitado e reconhecido como quem escreve.

Post scriptum: Como pôr gratuitamente imagens num site sem fazer hotlinking? Recorrendo por exemplo ao Hello ou ao Tinypic.

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tarte de alho francês

Ingredientes para a massa:

200g de farinha de trigo com fermento
70g de manteiga
1 pitada de sal
uma colher de sopa de sementes de sésamo (facultativo)

Ingredientes para o recheio:

2 alhos franceses grandes ou 2 alhos franceses médios e uma cebola
3 colheres de sopa de azeite
uma colher de chá de mostarda de Dijon
2 ovos
100ml de nata
1 iogurte natural
1 pitada de sal
meia colher de sopa de farinha de trigo
meia colher de café de coriandro moído (facultativo)

Preparação:

Começar por cortar o alho francês em rodelas de mais ou menos 1cm e lavar. Colocar num tacho com o azeite e o sal e deixar cozer em lume brando (sem acrescentar água).

Cortar a manteiga em pedacinhos para cima da farinha e desfazê-la com a ponta dos dedos sem amassar até toda a farinha ter a consistência de areia fina e não haver grumos de manteiga. Juntar o sal e as sementes de sésamo. Juntar água aos poucos e mexer amassando o mínimo possível (costumo fazê-lo com o cabo de uma faca de sobremesa) até obter uma bola. Deixar repousar no frigorífico enquanto se prepara o recheio.

Quando o alho francês estiver praticamente cozido, juntar a mostarda e destapar. Subir o lume e mexer até praticamente todo o líquido ter evaporado. Deixar destapado a arrefecer.

Bater os restantes ingredientes do recheio. Em vez de iogurte e natas pode usar-se fromage frais (não confundir com queijo fresco).

Estender a massa na tarteira e furar a base com um garfo.

Juntar o creme ao alho francês e mexer bem. Deitar o recheio na tarteira e espalhar para ficar uniforme em altura.

Levar a forno médio durante cerca de 30m.

tarte de poirot

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hooded sweater

04 de julho, 2004

hooded sweater
Não consegui esperar até às férias. O modelo é do livro Noro Collection by Debbie Bliss (acho que foi a primeira vez que segui um modelo do princípio ao fim).

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blinks

03 de julho, 2004

chita de alcobaça
Se alguém se lembrasse de recuperar as chitas de Alcobaça (ou será que já alguém se lembrou e eu é que não as encontro?), não precisava de ficar tão maravilhada ao deparar com um sítio como este e as minhas bonecas não eram feitas quase só de tecidos produzidos noutros países.

I ♥ Japan: os bonecos de Yuriko Watanabe, livros e artistas na Skyfish Graphix e livros para crianças (como este, russo) no Triton Cafe.

#31: chegou ao Brasil e não podia estar melhor.

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da arte de bem separar o lixo

02 de julho, 2004

Não sei ao certo quando foi que me tornei uma aficionada da reciclagem, mas julgo que a revista do El País (que o meu pai trazia todas as semanas e onde aprendi a ler castelhano), recheada de bons artigos, fotografias e ilustrações (porque é que cá nenhum jornal tem uma revista assim?) , teve alguma responsabilidade (neste assunto como em tantos outros). Ainda no liceu, serviu-me de várias vezes de tema e de motivo para uma situação ridícula - ao devolver um trabalho que eu e a Sofia tínhamos cuidadosamente impresso em papel manteiga (para mim o mais bonito dos papeis reciclados), diz-nos a professora (de Inglês, e uma das mais burras que tive): está bom, mas porque é que o fizeram neste papel tão feio de mercearia?.

Não sei se já fez um ano que nos deixaram na caixa do correio um desdobrável e dois maços de fitas de plastico a explicar que íamos passar a ter recolha selectiva de lixo. Depois de anos a enfrentar ecopontos atafulhados e mal-cheirosos fiquei felicíssima com a novidade. Acho que não pensei logo que um papel uma vez na caixa do correio não serviria de muito num bairro cuja população é maioritariamente muito pouco escolarizada (e a que o é mais não vive por aqui senão de forma passageira). O dito desdobrável ainda por cima era mal feito: tinha frases como A sua colaboração é fundamental para um Bairro ainda mais típico e histórico (!!!) e não dizia o mais importante. Para saber que os sacos de papel e embalagens deviam ser postos à porta de casa entre as 20h e as 22h tive de ligar para a linha informativa (e quando informei a pessoa que me atendeu de que essa informação devia ser dada às pessoas em geral, a resposta foi o isso já não é comigo da praxe). O resultado, passados não sei quantos meses, é que por exemplo no nosso prédio apenas uma em oito famílias separa o lixo e que muitas vezes subimos a rua aos dias de recolha sem ver um único saco com a fitinha azul ou amarela. Mais estranho ainda é nunca termos visto a recolha a ser efectivamente feita e ficarmos sempre com a impressão de que o fruto do nosso empenho solitário seguiu para o lixo.

Será que não há um único sociólogo a trabalhar na CML que possa dar uma ajudinha?

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#47

01 de julho, 2004

marsupial
Não tem bolsa, mas acho que é um marsupial.

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banda sonora (2)

Temos outro disco dos Gambozinos, chamado A Casa do Silêncio, que é também um livro e que comemora os 25 anos do grupo. Gosto muito menos deste. As músicas e letras são de vários autores e falta-lhe o fio narrativo que no outro cose as músicas umas às outras e o transforma numa história (a propósito, encontrei este site sobre discografia em língua portuguesa de música para a infância).

Os discos que faltam não são portugueses e só os temos em cópia porque não se encontram à venda por cá:

Vinícius de Moraes e Toquinho: A Arca de Noé (Ariola/Philips, 1980) - São Francisco, interpretada por Ney Matogrosso e Corujinha, por Elis Regina, são as minhas faixas preferidas.

Raymond Scott, Soothing sounds for baby (Epic Records, 1962) - Ela adora mas eu raramente aguento ouvi-lo todo de seguida. Vale a pena ler o que diz aqui.

...e finalmente:
Vários autores, Ó Bó, uma colectânea pirata caseira que ofereci à minha mãe há mais ou menos um ano para a E. ouvir em casa da avó.

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