junho 2004
30 de junho, 2004

E este não faz certamente parte da selecção (a imagem não é minha mas creio que, tal como a outra, seja de difusão livre).

Chegou finalmente a caneca da Tania!
...um dia destes também tenho de fazer uma nova.
29 de junho, 2004
Há vários meses que ela pede para ouvir música (dança, aponta para a aparelhagem e faz hmm hmms muito insistentes). A maior parte das vezes ouve connosco os nossos discos (e o F. garante que a música preferida dela continua a ser o Eleanor Rigby), mas aos poucos está a habituar-se a ouvir (e prevejo para breve a fase de exigir a repetição ad nauseam dos mesmos cd) os da chamada música infantil que temos escolhido. Para já, a discografia dela resume-se a:
Jorge Constante Pereira (música e arranjos) e Sérgio Godinho (letras): Sérgio Godinho canta com os Amigos do Gaspar (Universal, 1988) - Espécie de banda sonora da magnífica série de televisão Os Amigos do Gaspar de João Paulo seara Cardoso, série essa que, a par com as outras do mesmo autor (A Árvore dos Patafúrdios e No Tempo dos Afonsinhos) e a julgar pelo número de posts nostálgicos em inúmeros weblogs, devia sem dúvida ser editada em dvd ou pelo menos reposta para alegria da mais recente geração de pais e mães. Quando quis comprar o disco foi em vão que o procurei na secção que julgava adequada da fnac. Longe dos Batatoons e semelhantes aberrações, os amigos do Gaspar só se encontram junto dos outros discos do Sérgio Godinho.
Suzana Ralha (música), Manuel António Pina (letras), Bando dos Gambozinos (interpretação): O Beco dos Gambozinos (Discantus, 1987 e Fortes & Rangel, 2004) - Não sabemos onde anda o vinil, mas a reedição em cd (que comprei felicíssima na Ler Devagar) ganhou instantaneamente o prémio de capa e design mais feio do milénio. O conteúdo é lindo. Não se percebe.
(continua)
28 de junho, 2004

Ela achou que era um macaco, mas afinal é o irmão mais novo do porta-tá que emigrou para a América.
27 de junho, 2004
Confuso, sobrecarregado e com cores berrantes, o Art for Housewives é um gigantesco log das descobertas de Cynthia Korzekwa respeitantes ao concept of Home and Daily Aesthetics. Às vezes tenho vontade de fazer algo semelhante (ou de me oferecer para colaborar com ela), tal é o volume crescente das minhas bookmarks do género.
Descobertas de hoje a reter com mais atenção: um saco feito de sacos de plástico que vou ter de fazer um dia destes (aqui está a explicação e aqui um mais bonito feito por esta menina); Free Form Crochet: fez-me logo pensar em recifes de coral.

Já tinha saudades de fazer uma destas.
26 de junho, 2004
Perdi a conta às vezes que, em Nova Iorque, à pergunta o que é que fazes? me responderam o que é que faço ou o que é que faço para pagar as contas?.
Lá fora encontro todos os dias mais alguém que trabalha em qualquer coisa não muito emocionante durante o dia mas se define a si própria por aquilo que faz depois de chegar a casa ou que apostou as suas economias em construir em casa uma oficina de encadernação e mais um, outro e outro grupo de pessoas que se mexem para levar às pessoas os seus projectos nascidos mais da vontade de fazer do que de qualquer outra vontade. Por cá, quando encontro estas coisas especiais (não sei como lhes chamar... diy?) nalguma loja esquadrinho as etiquetas à procura do contacto, site, email e nunca encontro. Mas hoje nasceu a casa virtual de um projecto destes, a Lixúria.
25 de junho, 2004


Estas bonecas-meninas demoram a ficar prontas. Sinto sempre necessidade de as deixar descansar entre o cortar o pano e o rechear, depois até lhes nascer o cabelo e a cara (até essa altura a E. pede para as ver - lalá é a palavra para boneca - mas pisca os olhos e aponta confusa para onde os da boneca deviam estar).
Na manhã seguinte parece sempre que estão diferentes e que andaram a cerscer e a brincar enquanto dormíamos.
24 de junho, 2004

Pela terceira vez desde o início desta aventura, um dos meus bonecos partiu para o Brasil. O primeiro instalou-se junto de uma mothern, a segunda partiu com a querida Olívia, que a recebeu como a uma rainha, e agora o terceiro juntar-se-á em breve aos seus lindos parentes longínquos feitos com agulha e linha.
(no desenho dela, os traços roxos são pombas)
23 de junho, 2004

É uma das maiores vantagens de ser uma mãe* que trabalha em casa (e uma das razões que mais pesam contra a ideia de a pôr no infantário): poder andar na rua com ela a meio da manhã e acontecerem coisas como dar de caras com um simpático elefante.
* obrigada pelo link, Marta
Descobriu o seu próprio mantra. Di-lo vezes sem conta, concentrada nalgum exercício meticuloso ou absorta na cadeirinha de passeio, às vezes num sussurro e outras em ondas de graves e agudos: mamã papá mamã papá mamã papá mamã papá mamã papá...
22 de junho, 2004

Quando não consigo fazer o que tenho de fazer faço o que posso. Às vezes é tricot.
...e ainda a propósito de amor, esta declaração.

From the mysterious little shop that sells weird t-shirts and detergent.

Tantas vezes me queixei a mim própria de quase não ter amigas mesmo próximas, parecidas, equivalentes. Mas elas andam aí, e quando encontro uma fico assim como este chão.
21 de junho, 2004

O meu Usagi chegou ao Japão e em troca recebi hoje da Mitiko uma encomenda-maravilha, onde deveria vir só uma bolsinha de patchwork mas vieram também muitas outras coisas. Eu já devia imaginar, depois de constatar a generosidade das raparigas orientais que conheci, sempre a trocarem sorrisos, elogios sentidos e prendinhas de despedida.

O envelope veio coberto de selos, de certeza escolhidos por ela, e dentro dele (e da caixa que vinha dentro dele e do saco que vinha dentro da caixa atado por uma fita em couro com duas contas azuis): a bolsinha de patchwork propriamente dita, um quadrado de patchwork que vou ter de conseguir incorporar na mantinha que estou a fazer para a E., dois retalhos de tecidos lindos que terão o mesmo destino, uma série de selos do Dick Bruna, dois conjuntos de pauzinhos lindíssimos, dois cd-r com bossa nova japonesa(!) e um postal!

Thank you, Mitiko!
20 de junho, 2004

Um site bem desenhado com portfolios de ilustradores portugueses e também o Wooster Collective: a celebration of street art.
19 de junho, 2004
Lá em baixo ao fundo da página, mesmo no fundo onde quase ninguém vai ter paciência de chegar, pus à venda a bagtag #3.
O que asocio imediatamente a Braga: a Sé (e por causa disso a minha tese), a fotografia da Mariana sentada no cavalinho do Bom Jesus e depois a do Martin Parr no mesmo sítio, o Werther (porque foi lá que o descobri), embalagens saídas de outras eras e a Catarina, claro.
Ultimamente tenho recebido muitos emails de Braga (mais do que de qualquer outra cidade), de pessoas que não conheço mas que acabam por entrar de certa maneira na minha vida. A mais recente foi a Ana. Parabens, Ana!
18 de junho, 2004

Um novelo inteiro na cabeça dela.
O Usagi chegou ao Japão! Quem me dera conseguir traduzir.

Para uma linda Mariana levar na futura mochila da escola.
17 de junho, 2004

Agora é que estou mesmo ansiosa que comecem as férias. Recebi hoje a lã e é linda demais para ficar muito tempo parada.
Do Canadá chegam-me notícias da chegada da Esther. Também ela está em óptimas mãos. Thank you Rhya!

16 de junho, 2004

(...) Faz um pouco lembrar aqueles anúncios de pensos higiénicos, cheio de contrastes de cores fortes e de boa disposição (se calhar é uma comparação um pouco infeliz, pois pensando melhor os anúncios de pensos higiénicos são um pouco superficialistas, que é coisa que não sinto no teu blog (...)
15 de junho, 2004

Há três anos conhecia os weblogs da Mariana (na altura, A Cortina) e da Claire e não me lembro se muitos mais. Também já não me lembro como é que cheguei ao Blogger, mas foi aí que me instalei. Depois de um mês às voltas com os templates (na altura ainda não percebia nada de css) parti para Nova Iorque e foi aí que me comecei a habituar a este cantinho...
[da BN dizem-me (porque telefonei esta manhã para lá) que a pessoa encarregada da atribuição de ISSNs está numa acção de formação durante toda a semana]




14 de junho, 2004

Chama e pede e está sempre a tomar decisões (quero ir lá para dentro, quero aquele objecto, quero que venhas comigo à varanda, quero o terceiro bago de arroz a contar da esquerda e décimo a contar de cima e não vou comer mais nenhum até me dares aquele). Às vezes desaparece da minha vista para a sala durante uns segundos e regressa a fazer que não com o dedo. Eu pulo da cadeira para perceber qual foi o disparate. Chora muito sentida quando está decidida a ter ou fazer uma coisa proibida mas distrai-se facilmente logo a seguir (ainda não devem ser estes os tantrums próprios da idade). Faz caretas e tenta parecer muito aborrecida quando não lhe fazemos a vontade. Reconhece cada vez mais coisas em revistas: bebés, carros, comida, etc.
[No que toca às ditas revistas, a Xis vai sempre directamente para ela porque só tem Getty Images inofensivas e alguma publicidade mais ou menos selecta. Dos artigos, nem os do Daniel Sampaio passam do banal ou pior que isso (antes também ia comprando a Pais&Filhos mas depois de um artigo pretensamente sério sobre as crianças indigo jurei que nunca mais. Só tenho pena porque gostava dos textos do Gonçalo M. Tavares...).]
13 de junho, 2004
Porque vai fazer na terça-feira três anos desde que o comecei, fiz finalmente o pedido de atribuição de issn a este weblog. Conhecendo a BN como conheço, estou sobretudo curiosa para saber se sequer me respondem.

quer dizer piano.
12 de junho, 2004
Estou convencida que foi por ter tricotado tanto nos primeiros meses que não me custou deixar de fumar mal soube que estava grávida. Tentei arranjar uma revista com figurinos decentes mas foi impossível. Acabei por fazer adaptações de alguns que tirando cores e padrões até eram sofríveis e o prazer que me deu vestir-lhos foi enorme.
Ainda com o Japão na ideia (e triste por saber que deixou de se fabricar a lã com que fiz o cabelo da boneca), descobri hoje a noro, uma marca japonesa de lãs para tricot que me deixou deserta por voltar às agulhas. Se tudo correr bem, já sei o que é que vou fazer quando estiver sentada na eira a olhar para o mar...
Um genial cartão de dia de São Valentim (aqui apenas em demo) encontrado no Milky Elephant.
Colectivo de raparigas-fazedoras-de-coisas com óptima selecção de links.

Comunico com a Michiko em mais-ou-menos-Inglês. Ela com um programa de tradução automática (que gera frases misteriosas e muito japonesas) e eu com palavras que espero serem entendidas objectivamente pelo dito programa (e não tenho como lhe perguntar qual o melhor sítio - e como fazer - para encomendar um livro japonês de tricot). Nas mais das vezes comunicamos (melhor) por imagens.
A Tania continua a descobrir links para outras pessoas que fazem bonecos. Desta vez, as Bimbosculptures de um alemão sui generis e os Esserini que em Lisboa se vendem na Fabrica (e que me inspiraram bastante quando lá os vi pela primeira vez). Thank you, Tania!
10 de junho, 2004

Já estava há meses para começar uma manta de retalhos para a E. Ficava mais bonita se tivesse menos cores e padrões, mas apeteceu-me que fosse uma mistura dos tecidos novos, dos que me chegaram de outras paragens, dos que a minha mãe comprou há mais de vinte anos e dos que já nessa altura tinham essa idade. E estou a fazê-a toda à mão.
A Sofia prova que esta ideia é uma boa ideia.
09 de junho, 2004


Apaixonei-me por esta lã mesmo sem saber bem o que ia fazer com ela. Já deu para um camisolão que há-de servir à E. daqui a dois anos e um trapo não identificado para a minha irmã. Na cabeça da boneca lembra-me as princesas que desenhava quando era pequena (com o estojo de 100 canetas da molin), que tinham cabelos de todos os tons de castanho e vestidos de todos os tons de roxo.
Não se espante se, da próxima vez que bloquear uma das ruas do meu bairro ao estacionar a sua viatura, encontrar no regresso uma valente amolgadela ou outro dano da minha autoria (não quero saber se é morador, se só ia demorar cinco minutos ou se estava a carregar ou a descarregar alguma coisa). Para passar entre um carro e uma parede (ou um sinal de trânsito ou seja o que for) uma cadeirinha de bebé (para não falar de uma cadeira de rodas) precisa de mais espaço que o vulgar peão. Estou farta de contornar quarteirões inteiros.
Reclamações, é favor endereçá-las à CML.
Desde que ela nasceu, aliás, desde que engravidei que cada decisão passou a ter uma importância nova. Mas sinto que esta é a primeira grande escolha.
Temos de decidir o mais rápido possível e as hipóteses são 3, todas com prós e contras que prefiro pôr por escrito para quando olhar para trás:
Hipótese 1: Adiar um ano a entrada no infantário.
Prós: Tê-la comigo mais um ano e a certeza do que se passa com ela a cada segundo. Poupar o dinheiro do infantário.
Contras: Privá-la de um contacto regular com bebés/crianças da mesma idade (até agora convive às vezes com bebés "amigos" e mais ou menos regularmente com os que frequentam o mesmo parque infantil). Adiar o meu investimento em projectos novos e o aprofundamento dos projectos correntes. Continuar sem poder partilhar com o F. muitas das tarefas que passaram a ser só dele desde que somos pais. Adiar o meu regresso à condição de mulher-que-não-só-mãe (que inclui, por exemplo, as actividades ler no café e fazer ginástica).
Hipótese 2: Infantário "normal"
Prós: É (tanto quanto sei e pude ver em várias visitas surpresa) um bom infantário. O espaço é muito bonito e limpo, o pátio é grande e arejado. As educadoras parecem gostar genuinamente do que fazem e as auxiliares têm um ar normalíssimo (para o bem e para o mal). É a 5 minutos de casa. A "normalidade" nos seus aspectos positivos.
Contras: O ranho por limpar nos narizes dos meninos no pátio. A qualidade da comida (no estilo frango com esparguete). O pão com tulicreme ao lanche. A "normalidade" nos seus aspectos negativos.
Hipótese 3: Infantário "especial"
Prós: As pessoas envolvidas. A filosofia (waldorf) por detrás do projecto. A escala (muito menos meninos com muito mais atenção para cada um). A relação das educadoras com as crianças (do tom de voz ao respeito no que se diz e como se diz). Não há auxiliares. Não andam com sapatos dentro de casa. Vão todos os dias ao Jardim Botânico. A qualidade da comida (vegetariana biológica e apetitosa só pelo cheiro). A qualidade de cada um dos objectos e brinquedos. A depuração nas cores e nas formas. É a pouco mais de cinco minutos de casa. O ser um sítio especial, no que isso tem de bom.
Contras: O preço. A ausência de um espaço ao ar livre dentro da escola. O receio face a todo e qualquer fundamentalismo. O ser um sítio especial, no que isso afasta da realidade.
08 de junho, 2004

Quando finalmente encontrei os óculos guardados do eclipse de 1999 (numa das várias gavetas de tralhinhas inclassificáveis) eram 11.50. Olhei para o Sol pela janela da cozinha enquanto lhe dava a sopa mas já não consegui encontrar Vénus. Os óculos fizeram sucesso, claro.
Também está em muito boas mãos.
06 de junho, 2004

É oficial: deixou de gatinhar (e a avó Berta veio do Porto mesmo a tempo de testemunhar o feito).

A primeira experiência com um modelo do livro-maravilha teve sucesso imediato.

Da outra vez foi um pequeno artigo sobre as Páginas de História que saiu no Jornal de Letras.
Hoje os meus bonecos estão na página 16 da Pública.
05 de junho, 2004

Tenho combinado trocas com pessoas que fazem coisas como eu faço coisas. Uma delas é a Rhya (sounds like Mariah Carey, without the "Ma" or "Carey"), que faz monstros, e outra é a Mchiko, especialista em patchwork, cães e gatos.
04 de junho, 2004

Chama (mamã) quando acorda ou quando percebe que não estou à vista. Às vezes pede que lhe mudemos a fralda. Esconde objectos para os ir(mos) procurar a seguir.
Palavras novas: bâ (avó e avô), lhi (livro), tá tá (já está, toma e aqui está), brrrrr (carro se for grave e pomba se for agudo), abi (Elvira).
03 de junho, 2004
Um bom exercício para começar um projecto, enfrentar um problema ou concentrar energias.
Os padrões como fundo de página estão de volta aos (mas agora felizmente só em volta dos) sites que ditam as tendências. Eis um designer who loves to code and is obsessed with patterns com um enorme reservatório deles à disposição de quem os quiser usar: Squidfingers. Muitos deles lembram as coisas que o Etherbrian fazia há uns anos.

Fi-lo a pensar nos verões de quando eu era pequenina, no cheiro a estevas, nas camarinhas, nas ameixas comidas da árvore, no mar das furnas e do barranco que era só para nós.
E agora vou respirar fundo para ganhar vontade e matricular a minha pequenina no infantário.
02 de junho, 2004

As bochechas vêm daqui.
01 de junho, 2004

Quando descobri este livro não lhe consegui resistir. É em japonês mas os desenhos e esquemas são tão bons que não faz mal.
Uma lista inspiradora no Wish Jar Journal (aqui posta em prática pela Tania).
Novo design de Inverno (lá nos antípodas) da Claire.
Sondagem americana sobre os leitores de weblogs.

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