fevereiro 2004
29 de fevereiro, 2004


this little creature longs to eat your smallest belongings.

26 de fevereiro, 2004

25 de fevereiro, 2004
há um ano, por esta hora, a minha barriga começava a contrair-se com alguma regularidade.
f., que já não dá conta do recado, que já não lava nem limpa, que não tem apoio domiciliário da misericórdia porque a filha sabotou todos os meus esforços. f., que diz mal dos vizinhos pelas costas, que deita perdigotos, que me mete medo, que bate no gato.
f. toca-me à porta e diz que lhe sobrou lã de uma camisola que fez para a bisneta. puxa de um saco de plástico e mostra o acrílico cor de rosa bebé tricotado em ponto de arroz: ó m'na rosa, está a ver? assim faço uma para as amêndoas da e. o que é que lhe dá mais jeito, uma camisolinha ou um casaquinho?
...
24 de fevereiro, 2004


um boneco muito útil para pôr coisas [pequeninas] dentro.
(shamelessly inspired by kaori kasai's work, which i found through one of my favorite blogs. see my other dolls here)
23 de fevereiro, 2004
gosto de me deixar impressionar por um livro. de querer lê-lo muito devagar para durar mais tempo.
este, como muitos outros, chegou-me às mãos via bookcrossing. não conhecia a autora nem o enredo, nem me lembro do que me levou a querer lê-lo. tem-me feito companhia antes de adormecer. e um bocadinho de medo também.
20 de fevereiro, 2004

o carnaval é uma obrigação dos pais e mães dos meninos que andam na escola.
19 de fevereiro, 2004

...que ninguém me belisque.


para a e., um porta-tá?.
18 de fevereiro, 2004

é uma loja de nada. lá dentro, uma secretária velha e um homem a ler o jornal. na soleira da porta, hoje, um caixote de laranjas. pendurado cá fora um capacho.
à porta desta loja vazia há sempre capachos pendurados. um ou dois, com palavras sem sentido impressas. vão mudando. eu cá não sou dada a superstições.
17 de fevereiro, 2004

irmãs. a primeira vai partir em breve.

(quanto tempo demora? de seguida não sei. talvez um dia na cabeça e depois dois serões mais umas horas repartidas)
16 de fevereiro, 2004

14 de fevereiro, 2004
apaixonadas, cultas, independentes, despachadas;
que escolheram o curso superior que bem lhes apeteceu; que foram adolescentes durante dez anos ou mais; que tocam piano e falam francês; que trabalham (e muitas vezes de graça); que nunca tiveram um emprego; que acreditam em causas e deram o corpo ao manifesto; que estão a chegar aos trinta; que tiveram uma depressão algures pelo caminho; que fizeram a licenciatura num instante e muitas a seguir um mestrado; que tiveram ou vão ter um filho por amor.
que ainda precisam de ajuda para pagar a renda.


12 de fevereiro, 2004

para bebé pequenino.
11 de fevereiro, 2004
v., 9 anos, achava que uma pessoa nasce de raça negra porque na barriga da sua mãe havia uma bisnaga com tinta preta. perante o meu espanto horrorizado, explicou-me que era o que a mãe lhe tinha dito. contradisse esta mãe sem nenhum problema de consciência e forneci uma explicação alternativa, correcta e mais lógica. pergunto-me a qual das duas reconhecerá v. autoridade.
10 de fevereiro, 2004
passados quase dois anos de abstinência, às vezes dão-me umas ganas de pegar num cigarro...


(o jasmim já está a florir)
09 de fevereiro, 2004
é mesmo verdade. e ainda por cima numa loja que eu adoro, a
maria caracoleta (representante da oilily)
na rua garrett (ao chiado), número 10 (lá ao fundo)
e agora?

08 de fevereiro, 2004

com braços. para a z. que fez hoje um ano.
06 de fevereiro, 2004

se eu tivesse uma loja era uma retrosaria. mas uma retrosaria de há 50 anos ou mais. de antes da generalização dos sintéticos.
sempre que posso ando aos restinhos nas retrosarias. compro o último metro deste e daquele galão bordado (ex-aequo no meu top de coisas boas com o galão de máquina), botões de que já não há mais e outras maravilhas no género.

another day another doll. mas 5 horas de sono é muito pouco.
05 de fevereiro, 2004

se tudo correr bem, muito em breve à venda no coração de lisboa.

bebé polar para bebé.
04 de fevereiro, 2004



...e os grandes alunos de desenho.
03 de fevereiro, 2004
s. m. indivíduo que faz ou vende bonecas ou bonecos (na 6.ª edição do dicionário da língua portuguesa da porto editora).
gosto muito mais da palavra bonecreiro mas esta parece estar reservada aos fabricantes de marionetas e não consta do dicionário.


uma personagem da floresta à espera de dono.
02 de fevereiro, 2004
passei o dia a falar ao telefone com peças de lego, blocos de madeira e molas da roupa. a e. atende todos os objectos pequenos que apanha (incluindo o pão que está a comer) - tá? - e depois passa-me as chamadas. eu explico que ela agora não pode falar e aproveito para me queixar do cansaço e da constipação.
01 de fevereiro, 2004
momentos recentes de quase consumismo acéfalo:
(de certeza que as grandes empresas já têm pessoas a trabalhar para elas como blog analyser ou coisa que o valha. se não têm não sei do que estão à espera)
- ver os anúncios do skip aloé vera (desenhos animados) e achar por momentos que de certeza que é muito melhor que a variedade de skip que uso regularmente (uma visita ao site português da marca desencoraja qualquer consumo durante os próximos anos);
- ir aos saldos preparar o próximo inverno da e. e ficar a ver a roupa de recém-nascido com a desculpa de um hipotético segundo filho.
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