setembro 2003
25 de setembro, 2003


hoje na rua uma senhora disse-me: só quando os temos é que percebemos não é?



se é publicidade enganosa enganou-me.


sucesso/desespero imediato.
16 de setembro, 2003

15 de setembro, 2003
teoricamente faço parte da equipa de um novo blog, o barnabé, onde apareço descrita como pós-moderna. e eu não sou nada pós-moderna. na prática não sei quando é que lá vou escrever alguma coisa, pouca que é a minha segurança para dar sentenças fora de casa. quero dizer... bem, adiante.
a minha filha está constipada.
14 de setembro, 2003
ontem à tarde o céu ficou escuro e custava respirar. como uma vez num eclipse de sol, tive pensamentos apocalípticos. fiquei egoisticamente descansada quando soube que vinham de longe. a notícia de abertura do telejornal foi a núvem de cinzas sobre a capital. não o incêndio que lhes deu origem.
*
às vezes o computador provoca-me uma espécie de asco apesar de já nem saber viver sem ele. quero escrever à lúcia e à isabel quando estou lá dentro a fazer qualquer coisa, apetece-me blogar não sei o quê e depois chego aqui e blherrque. não escrevo nada nem a ninguém. apetece-me ver as fotografias novas da minha mãe e as da mariana e depois nicles. é uma espécie de embirração que me dá de repente.
todas as cabeças têm alguns parafusos soltos.
*
os meus posts no mães são sempre um bocado pessimistas: resmungos sobre corantes, conservantes e tubos de escape.
01 de setembro, 2003
haja o que houver
há sempre um homem para uma mulher
e há de sempre haver
para esquecer um falso amor
e uma vontade de morrer
seja como for
há de vencer o grande amor
que há de ser no coração
como um perdão pra quem chorou
o grande amor
tom jobim / vinicius
(no regresso, entre montedor e o porto, ouvi mais uma vez o grande amor)

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