02 de julho, 2009

Comecei o dia a ensinar uma nova mãe a pôr o seu bebé de três semanas no sling. É uma coisa que faço às vezes (com os amigos e amigos dos amigos) e com imenso gosto. Vim para casa com vontade de aqui mostrar mais algumas das imagens de babywearing português que tenho coleccionado. São (acho que) todas da Nazaré, ponto de passagem de inúmeros fotógrafos e pintores estrangeiros ao longo do século XX e no conjunto são uma boa ilustração da vida pré-carrinho de quem fazia a vida com os filhos pequenos à sua beira. Por ordem:
Fotografia de Jean Dieuzade (Nazaré, 1954, pub. em Voyages en Ibérie). É mais uma para a colecção de bebés à cabeça. Se não tivesse já visto já vários outros exemplos (alguns bem mais antigos) e recebido comentários de quem andou assim em pequena pensaria tratar-se de um retrato encenado.
Fotografia de Bill Perlmutter (1958) que mostra bem a técnica do xaile usada (com algumas variantes) por toda a Europa.
Fotografia de Denis Salgado (Nazaré), publicada na revista Panorama (número 2, ano 1, 1941). Esta forma de transportar as crianças pequenas sobre um ombro é descrita no texto como característica dos pescadores da Nazaré.
01 de julho, 2009
O capuchinho vermelho continua a ser o mais procurado dos meus galões. Depois de vários quilómetros (!) em azul, ei-lo ao pôr do sol.
30 de junho, 2009
Não sei se é por o tema ser o meu preferido, mas achei a exposição do IEFP deste ano na FIA - Fios, Formas e Memórias dos Bordados , Rendas e Tecidos - particularmente bem conseguida. A secção das mantas tecidas, por si, já vale o passeio. As alentejanas (da Cooperativa Oficina de Tecelagem de Mértola e da Fábrica Alentejana de Lanifícios de Mizette Nielsen) e trasmontanas (de Sendim, feitas em surrobeco recortado e aplicado sobre surrões - sacos antigos de lã e algodão usados para guardar os cereais -), estão expostas lado a lado e formam um conjunto impressionante. Ainda lá volto esta semana.
29 de junho, 2009
Lá para Outubro, se tudo correr bem, a porta há-de estar aberta.
26 de junho, 2009
Este saco antigo que a Rita fotografou em Coimbra ficou-me na ideia de tal maneira que acabei por fazer um inspirado nele. Claro que os tecidos contemporâneos, por bonitos que sejam, nunca se comparam aos antigos. Nem nas cores nem nos pormenores do desenho (impossível igualar o detalhe do buril). Ainda assim aproveitei para aprender mais uma coisa a olhar para a minha colecção crescente de sacos portugueses (ou taleigos ou foles ou ...): já sei fazer a boca do saco como ela é feita nos sacos antigos, que é mais delicada e funcional do que com o sistema que tinha usado até agora.
24 de junho, 2009
A gata fez desaparecer para um esconderijo secreto os ratinhos de brincar e a E. decidiu fazer-lhe um novo. Puxei d'O meu Primeiro Livro de Costura, que sei de trás para a frente por o ter folheado tantas vezes em pequena, e deitámos mãos à obra. Normalmente maça-se ao fim de uns minutos de agulha na mão (e eu nunca insisto para que continue) mas hoje não perdeu o interesse. Ficou pronto num instante e foi o brinquedo da tarde.
23 de junho, 2009

Demorou duas horas a fazer, entre copiar o molde (este, do mesmo livro da anterior) e pôr a secar para a poder vestir à tarde. Este tipo de tecido, ideal para dias quentes, é japonês e chama-se double gauze. Como o nome indica, é composto por duas camadas de uma espécie de gaze, o que o torna muito leve e macio (outro exemplo). O padrão é da Heather Ross e ou muito me engano ou foi directamente inspirado nas lindíssimas tapeçarias medievais chamadas La Dame à la licorne. Se conseguir convencer-me de que não preciso absolutamente de ficar com os rolos inteiros para mim, ponho-o juntamente com os outros amanhã na Retrosaria.
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